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Obediente como um cadáver

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Obediente como um cadáver

Francisco de Assis compara o obediente perfeito a um cadáver. Pegai um cadáver, dizia o santo pai, e coloca-o onde quiserdes. Vereis que não se incomodará de ser movimentado, não se queixará do lugar, nem reclamará por o terem largado. Esse é o verdadeiro obediente, dizia Francisco, pois não fica pensando em por que foi mudado, não se importa com o lugar onde o puseram, não fica pedindo para ser transferido. Se lhe dão um cargo, mantém a humildade costumeira. Quanto mais honrado, mais se acha indigno. Essa analogia que São Francisco faz ao comparar o verdadeiro obediente a um cadáver nos mostra que o verdadeiro cristão está morto para o mundo. Morto para as suas vontades, para fazer única e exclusivamente a vontade de Deus. Para aceitar os planos de Deus em sua vida sem reclamar, sem se queixar, sem murmurar.

Por que o padre usa a batina? Aquela roupa a talar, toda preta, porque ela simboliza uma mortalha, ou seja, ela diz ao mundo que aquele homem morreu para o mundo para viver para Cristo. Que lindo isso, e que pena que são poucos os padres que usam batina hoje em dia. E não usam por que mesmo? Porque foi abolida? Porque seu uso passou a ser facultativo? Nada disso, continua sendo obrigatório. Então se não usam é por desobediência. E o que nosso seráfico pai, Francisco de Assis diria de um frade que desobedecendo a Igreja, largou o hábito franciscano num canto e só o usa em dias festivos? O tempo todo nós vemos hoje pela internet, fotos de frades na praia, de bermuda e camiseta, ou de calça jeans e “gelzinho” no cabelo.

Se você colocar um hábito num cadáver, ele não vai reclamar que está calor demais ou que está fora de moda, ele não vai tentar argumentar erroneamente que depois do concílio vaticano segundo, não se usa mais hábito e batina, ele vai simplesmente aceitar calado. Que possamos ser como cadáveres, mortos para o mundo e obedientes à Santa Igreja, pois quem obedece não erra.

Que assim seja. Amém.

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