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Reze sempre o Santo Rosário, e reze-o bem!

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Reze sempre o Santo Rosário, e reze-o bem!

Em primeiro lugar eu gostaria de dizer que aqui no Brasil nós fazemos uma distinção entre o terço e o rosário, mas que em outros países, como a Itália, terra de padre Pio, isto não existe, portanto quando o padre fala reze sempre o Santo Rosário ele não está se referindo ao número de ave-marias que será rezado, se serão duzentas como é hoje, ou cento cinquenta como eram no tempo de padre Pio, ou se são apenas cinquenta que hoje equivalem a quarta parte do rosário, mas que no passado já equivalia a terça parte, por isso era assim chamado de terço. Compreendamos que na Itália tanto o terço como o rosário são chamados de rosário. Rosário vem de rosas. Uma coroa de rosas que entregamos à Nossa Senhora. Em minha opinião, o ideal seria rezar o rosário todos os dias, mas devido a correria do dia a dia, se conseguir rezar apenas o terço, creio que já seja o suficiente, padre Pio não especifica aqui. O que ele pede é que rezemos e o rezemos bem.

E qual a diferença entre rezar bem o santo rosário e rezá-lo mal? Não é apenas a repetição incansável de dezenas de ave-marias? Bem, precisamos entender que o rosário é dividido em mistérios que devem ser meditados. Rezar o rosário às pressas, não nos dá a oportunidade de meditar sobre os mistérios da vida de Cristo. Não me refiro aqui à velocidade com que você vai recitar as ave-marias, que podem ser ditas em voz alta ou apenas rezadas em pensamento. Lembramos também que o ideal é rezar em família. Reunir todos na sala ou no quarto, desligar os aparelhos de som e TV, computador, celular e etc. e rezarem juntos, pai, mãe e filhos, todos os dias. Mas como bem sabemos às vezes isso não é possível e cada membro da família acaba encontrando o seu melhor horário. Um reza logo ao acordar, outro antes de dormir, outro no trânsito e assim por diante.

De fato quando rezamos o santo rosário meditamos sobre toda a vida de Cristo, mas afinal quais eram e quais são os mistérios do rosário? Eram três mistérios, agora são quatro. Mistérios gozosos ou da alegria, mistérios dolorosos e mistérios gloriosos. Foi São João Paulo II que em sua encíclica “Rosarium Virginis Mariae” introduziu os mistérios luminosos. Algumas pessoas tem dificuldades em aceitar os mistérios luminosos, por não ser uma imposição e sim apenas uma sugestão de São João Paulo II e por serem fiéis há uma tradição de oitocentos anos em que sempre se rezou cento e cinquenta ave-marias, onde cada ave-maria correspondia a um salmo.

Nos mistérios gozosos meditamos o anúncio do anjo à virgem Maria, a visita de Nossa Senhora a sua prima Isabel, o nascimento do menino Jesus em Belém, a apresentação do menino Jesus no templo e a purificação simbólica de Maria e por fim, no quinto mistério, a perda e o reencontro do menino Jesus em Jerusalém com os doutores da lei.

Nos mistérios luminosos meditamos o batismo de Nosso Senhor nas águas do Jordão, o primeiro milagre de Nosso Senhor transformando água em vinho nas bodas de Caná por intercessão de Nossa Senhora, o anúncio do Reino dos céus, a transfiguração do Senhor no monte Tabor e por fim, no quinto mistério, a instituição da Eucaristia.

Nos mistérios dolorosos meditamos a agonia mortal de Nosso Senhor Jesus Cristo no horto das oliveiras, a flagelação de Nosso Senhor atado à coluna, a coroação de espinhos, a subida dolorosa do monte Calvário e por fim, no quinto mistério, a crucifixão e morte de Jesus.

Nos mistérios gloriosos meditamos a ressurreição do Senhor, a Sua ascensão aos céus, a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes, a assunção de Maria e por fim, no quinto mistério, a coroação de Nossa Senhora como Rainha dos céus e da terra.

Percebemos que se retiramos os mistérios luminosos que foram sugeridos por São João Paulo II fica faltando uma parte importante da vida de Cristo, mas nada impede de que continuemos a rezar apenas os três mistérios que sempre existiram antes da encíclica Rosarium Virginis Mariae.

Como nós já vimos, podemos rezar o rosário todo, todos os dias, de uma única vez, ou podemos ainda dividir ao longo do dia. Rezar por exemplo os mistérios gozosos de manhã cedo, os luminosos ao meio dia, os dolorosos ao fim da tarde e os gloriosos antes de dormir. Ou ainda podemos dividi-los ao longo da semana e para isso há uma sugestão simples: rezar os mistérios gozosos às segundas e sábados, os luminosos às quintas, os dolorosos às terças e sextas e os gloriosos às quartas e domingos.

Tradicionalmente começa-se o terço com o Credo e se finaliza com a Salve Rainha. Reza-se também o “Glória ao pai”ao final de cada dezena e a oração que nossa senhora ensinou aos pastorinhos em Fátima: “Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem da vossa divina misericórdia”. Há também, de acordo com a piedade popular uma série de jaculatórias, oferecimentos e agradecimentos que se fazem no terço. Independente da forma como você acha melhor rezar, reze. Reze sempre o Santo Rosário e reze-o bem, meditando cada mistério da vida de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo.

Que assim seja. Amém.

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