fundo parallax

A mansidão reprime a ira.

E47T02 – A hipocrisia de Voltaire
20 de novembro de 2017
O ministério da pregação
20 de novembro de 2017
 


A mansidão reprime a ira.

A ira é um dos sete pecados capitais. A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental que conflita o agente causador da ira e o irado. A ira torna a pessoa furiosa e descontrolada com o desejo de destruir aquilo que provocou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. A ira não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio, o castigo e a execução do causador pertencem a Deus.

O padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior diz que a ira é uma doença espiritual. Ele cita em uma pregação o livro chamado: “Vinho dos dragões e pão dos anjos. Da ira à mansidão” de Gabriel Bunge e diz que Deus criou em nós a ira, portanto precisamos saber disso se queremos procurar a cura para ela. Existe uma ira boa, que é aquela que luta pela virtude e Deus nos deu para cuidarmos de nossa alma. Os santos padres já diziam que a ira é como um cachorro que Deus nos deu para cuidar de nossa alma. Devemos ensinar este cão a lutar contra os lobos sem comer as ovelhas demonstrando para com todos os homens a mansidão. Deus nos deu a ira para nós termos raiva da maldade, da injustiça e do pecado, mas não do pecador. Devemos odiar o mal. Não tem um verdadeiro amor pelo bem quem não tem um proporcionado ódio pelo mal.

O grande problema é que estamos vivendo numa sociedade pacifista onde as pessoas acham que ser virtuoso é ser um babaca, um palerma, uma ameba, onde você deixa que tudo aconteça e não faz nada. Deixa que o mal domine, que tome conta de tudo a seu redor e não reage, pois é pacifista. Você diz: “eu sou cristão, eu sou da paz”. E eu já estou vendo a quantidade de cristãozinho palerma que vai me criticar por causa disso que estou dizendo: “Você não pode agir assim, você precisa levar a paz para a tua casa, para a tua família. Você não pode ficar irado.” Tudo bem, não podemos deixar que a ira nos domine, mas precisamos, tendo o domínio da ira, saber que estamos lutando contra o mal, contra todo engodo, contra as artimanhas de satanás.

Quantos pais palermas que vemos hoje em dia que deixam que os filhos façam tudo o que querem. Quantos filhos palermas que permitem que os pais caminhem pelo vale da morte cometendo pecados terríveis, pois se falarem alguma coisa pensam estar desonrando pai e mãe. Quantos palermas que se dizem amigos, mas deixam o amigo ir para o candomblé, o espiritismo, a maçonaria, a teologia da libertação, só por que não querem magoar o amigo falando a verdade. Isso não é amor!

Sabemos que Deus nos ama e ouvimos também falar sobre a ira de Deus que está relatada diversas vezes na bíblia, isso significa que existe uma Santa ira. Não aprenderá a amar quem não souber conduzir a sua ira para um lugar justo. Faz parte de nossa batalha espiritual. Não adianta nada ficar o dia inteiro sentadinho meditando e dizendo que é da paz. Essa é a paz do mundo e não a paz inquieta de Nosso Senhor Jesus Cristo. É preciso ter a Santa ira que Jesus manifestou quando teceu um chicote de cordas e expulsou os vendedores do templo.

E as pessoas acham que quando estamos irados contra o mal, contra as injustiças, estamos fraquejando, mas pelo contrário, estamos demonstrando nosso amor para com as pessoas que estão errando. É por amarmos que queremos que elas mudem de vida, mudem de atitude. Jesus demonstrou profundo amor ao expulsar os vendedores da porta do templo. Quando Jesus chamava os fariseus de raça de víboras, de hipócritas e assim por diante, ele estava cheio da Santa ira. A Santa ira nos dá forças para perseguir a felicidade que está em Deus.

Que assim seja. Amém.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *