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Alguns vão para o Paraíso de trem, outros de carroça e outros a pé.

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Alguns vão para o Paraíso de trem, outros de carroça e outros a pé. Esses últimos, porém, têm mais mérito e um lugar de maior glória no Paraíso.

Confesso que quando li pela primeira vez esta frase de padre Pio eu a interpretei de forma errada, pois quando ele disse que alguns vão ao Paraíso de trem, outros de carroça e outros a pé, eu pensei que ele estivesse falando sobre a velocidade com que as pessoas vão para o céu. Quem vai de trem, vai mais rápido do que quem vai a pé ou de carroça e pensei que chegaria mais rápido quem fosse mais santo, pois o santo não precisa expiar seus pecados. Quando morre, sua pena temporal, se é que tem alguma, é pequena e desta forma ele vai direto pro céu, eu nem diria de trem, mas a jato. Quanto maior a pena temporal, mais tempo de purgatório e seria o equivalente a ir a pé. Mas quando continuei a frase, fiquei confuso. Pois ele diz: “Esses últimos, porém, têm mais mérito e um lugar de maior glória no Paraíso”.

Por que os que vão a pé teriam mais mérito e por que eles teriam um lugar de maior glória no paraíso? É aí que dá pra entender que padre Pio estava falando dos sofrimentos desta vida. Quem vai ao Paraíso de trem não é porque é santo, porque não tem pecados, mas porque passou por essa vida com poucos sofrimentos, teve aqui do bom e do melhor, viajou confortavelmente. É como se padre Pio fizesse uma analogia comparando a vida terrena com uma viagem. A viagem de trem é confortável, sem muitas dificuldades pelo caminho. Viajar de carroça, por outro lado já é bem mais difícil e desgastante. Quem fez a viagem desta vida terrena à pé, sofreu muito mais, passou por muito mais tribulações, foi muito mais provado. E certamente merece um lugar melhor no céu.

Deus não prometeu felicidade a ninguém nesta terra, quem promete isso são os pseudopastores adeptos da teologia da prosperidade. Jesus disse: “Quem quer me seguir, tome a sua cruz”. Nesta vida teremos tribulações. Claro que devemos buscar a felicidade, isso é próprio do ser humano, faz parte da nossa natureza. Mas precisamos aprender a buscar a felicidade onde ela verdadeiramente está. O grande erro da humanidade é de ir buscar felicidade nas coisas do mundo, onde definitivamente ela não se pode encontrar. Pelo menos não a verdadeira felicidade, pois não há glória, não há ressurreição sem passar pela cruz. Então não procuremos por atalhos, vamos a pé, aceitando todas as provações, fortes nas tribulações e com os nossos corações ao alto, pois já os temos em Deus.

Que assim seja. Amém.

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