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É lícito fazermos uso para o nosso bem, para o nosso benefício, dos recursos da natureza?

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É lícito fazermos uso para o nosso bem, para o nosso benefício, dos recursos da natureza?

Nosso seráfico Pai, Francisco de Assis amava a natureza e chamava de irmãos todos os animais. Louvava o Criador em todas as suas obras e sabia atribuir os atos ao seu Autor.

Então, embora Francisco amasse todas as criaturas é preciso ficar bem claro que ele só louvava o Criador. Ele não era panteísta como alguns tentam pintá-lo. Ele não adorava as criaturas como se fossem divinas e sim, adorava o Criador e ao admirar as criaturas, ouvia todas as coisas boas clamarem: “Quem nos fez é ótimo”. Quem nos fez, ou seja, Deus. Deus é ótimo. Nós somos apenas criaturas. Devemos respeitar e honrar as criaturas sim, mas porque amamos o Criador. E nunca podemos nos esquecer de que o Criador fez tudo para nós e, portanto é lícito fazermos uso para o nosso bem, para o nosso benefício, dos recursos da natureza.

Embora Francisco recolhesse do caminho os vermezinhos, para que não fossem pisados, ele comia carne, pois entendia que matar um animal sem ter motivo, sem ter uma razão justa não é lícito, mas matar para saciar a fome do ser humano é justo e necessário. Tem irmãos da ordem franciscana que de repente viram vegetarianos. Nada contra os vegetarianos, mas temos que analisar os motivos dessa conversão, os motivos dessa mudança de hábitos alimentares, pois se você está deixando de comer carne porque Francisco amava os animais, isso é um absurdo, deixar de comer carne porque os animais sentem dor, porque são assassinados para saciar nossa fome, isso não faz sentido, pois Deus os fez com este propósito.

Alguns começam parando de comer carne, depois param de tomar leite, porque afinal de contas, o leite deveria ser para alimentar os bezerrinhos e não a nós humanos. Não comem mais queijo, iogurte, e nada que venha do leite. Depois deixam de comer ovos porque afinal se você come o ovo impede o nascimento de um novo pintinho e outras loucuras semelhantes. Chega num ponto em que as pessoas piram na idéia de que as plantas também tem sentimentos e por isso não podemos colher as frutas e verduras, pois estaríamos assassinando-as, ou seja, quando você arranca uma cenoura da terra ela deixa de viver e você se torna um insensível assassino de cenourinhas inocentes. Portando passam a comer apenas as frutas que de podres caem das árvores e se dizem franciscanos. Entenderam tudo errado.

Outros passam a venerar a mãe terra como Gaia, como uma deusa. E dizem que tudo o que acontece de mal é culpa do homem que está destruindo a “mãe terra”. Chegam a dizer que o homem é um câncer que deveria ser extirpado para que a mãe terra possa sobreviver. Em primeiro lugar Francisco de Assis chamava todas as criaturas de irmão e irmã, ele nunca usou o termo mãe terra. No cântico das criaturas ele diz: “Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra”. Nossa irmã. Repito, Francisco não era panteísta, ele adorava um único Deus. O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele sabia cuidar do planeta. Aos frades que cortavam lenha proibia arrancar a árvore inteira, para que tivesse esperança de brotar outra vez. Ele sabia viver de forma sustentável, mas tudo por amor a Deus que é o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Que assim seja. Amém.

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