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A vida é simples, mas a tornamos complexa

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A vida é simples, mas a tornamos complexa



A vida é simples, mas a tornamos complexa. A burocracia é um grande exemplo disso: pra que simplificar quando se pode complicar, não é mesmo? Parece que as pessoas se comprazem em complicar, em dificultar, em tornar tudo mais difícil. Mas como a vida é simples, existem também pessoas simples, que resolvem as coisas de forma simples. Pessoas que não estudaram em grandes universidades, que não tem mestrado ou doutorado, mas que a partir de um senso comum e prático conseguem viver sem prejudicar ninguém, sem querer levar vantagem em tudo, em harmonia com Deus, com a natureza e com o outro.

Francisco de Assis dizia que a santa simplicidade é filha da graça, irmã da sabedoria e mãe da justiça. Ou seja, não é porque uma pessoa é simples, que ela é burra, pelo contrário, a simplicidade é irmã da sabedoria. E por outro lado, encontramos também pessoas estudadas como se diz que também são simples. A simplicidade é filha da graça. Alguém simples, que vive de forma simples, sem luxo, sem vãs preocupações é uma pessoa agraciada, cheia de graça. Maria, a mãe de Jesus, era uma moça simples e ao ser visitada pelo anjo, recebeu dele um elogio, coisa que não é normal. Os anjos não costumam elogiar os homens, mas quando Gabriel viu Maria, percebeu que ela era cheia de graça por sua simplicidade no temor de Deus e a saudou dizendo: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”. O Senhor é com os simples, com os humildes e Francisco desejava chegar a esta virtude como ideal de vida e também era esta a virtude que o santo mais apreciava nos outros.

A simplicidade é a mãe da justiça. O simples é justo. Consegue praticar a justiça, pois ao viver de forma simples tem dentro de si um senso de justiça muito mais aguçado do que aqueles complexos que complicam tudo. Mas São Francisco não aprovava qualquer simplicidade. Aprovava apenas aquela que, contente com o seu Deus, despreza todas as outras coisas. Desprezar todas as outras coisas e se contentar apenas com o que vem de Deus é viver uma vida de santa simplicidade. Na medida em que desejamos as coisas, prendemos o nosso coração às coisas, vamos nos tornando cada vez mais materialistas e nos esquecemos de Deus. Quando começamos a dar valor aos títulos acadêmicos, aos cargos que exercemos, às nossas posições sociais, vamos nos distanciando de Deus e da santa simplicidade.

Nosso seráfico pai dizia que a santa simplicidade é aquela que nos faz dar mais valor ao ser do que ao ter e que nos faz ver o interior das pessoas e não a sua aparência. A santa simplicidade é aquela que, em todas as leis divinas, deixa para os que vão perecer toda ostentação e preciosidade, enfeites e curiosidades, e vai atrás da medula e não da casca, vai no conteúdo e não no invólucro, não das muitas coisas mas daquele bem que é o grande, o maior, o estável. É na santa simplicidade que está o nosso coração quando deixa tudo para seguir Jesus. E também nela está, quando vende tudo o que tem para comprar o campo que contém um tesouro que é o próprio Deus. Quando aprendemos o verdadeiro significado de amar a Deus sobre todas as coisas começamos a viver a simplicidade mesmo que sejamos ricos em coisas materiais e ainda pobres nas espirituais. O pai santíssimo exigia essa simplicidade tanto nos frades letrados como nos sem cultura, achando que não era adversária, mas irmã da sabedoria. Portanto não tenhamos medo de viver uma vida simples. De pensar e agir com simplicidade. Não tenhamos medo de parecer ignorantes, mas servos obedientes que vivem de acordo com os desejos do seu Senhor.

Que assim seja

Amém

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