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Afaste depressa as tentações

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Afaste depressa as tentações. Elas são como um tição ardente: quanto mais se segura na mão, mais se queima os dedos



Imagine que certo dia você estava fazendo um churrasco com uns amigos e depois de terem bebido um pouco além da conta, alguém fez um desafio: o mais corajoso seria aquele que conseguisse pegar uma brasa, tirá-la do fogo e segurá-la entre os dedos por mais tempo. Ao pegar o carvão ou pedaço de madeira em brasa, por mais dura e grossa que seja a pele de sua mão, certamente vai queimar e o grau da queimadura será tanto maior quanto for o tempo que você mantiver a brasa ardente na mão. Quanto mais tempo você segurar o carvão em brasa, mais seus dedos irão se ferir. Assim também é o pecado.

Quanto mais tempo você vive em pecado, mais vai ferir a sua alma. Podendo chegar num ponto em que a queimadura, isto é, a ferida na alma será irreversível ao ponto de você se tornar um forte candidato ao inferno. Padre Pio fala das tentações. O que é uma tentação? Às vezes vemos essa palavra escrita em estabelecimentos comerciais. Uma panificadora chamada “Doce Tentação” está fazendo alusão ao fato de que os doces vendidos ali são uma tentação, ou seja são irresistíveis. Mas como resistir a algo que é irresistível? Talvez se você não resistir à “Doce Tentação” e entrar na panificadora adquirindo lá alguns doces isso não lhe faça mal, mas talvez se comer demais cometa o pecado da gula. Então o problema da tentação é quando ela nos leva ao pecado. A tentação da pornografia, a tentação do sexo fora do casamento, a tentação de roubar, de mentir, de enganar, a tentação do lucro fácil, a tentação da preguiça e por aí vai.

Padre Pio nos aconselha a nos afastarmos depressa das tentações. Veja que ele não está dizendo para não pecarmos, pois isso já é óbvio, mas está dizendo para nos afastarmos depressa das tentações que levam ao pecado. A tentação é a raiz. O mal tem que ser cortado pela raiz, do contrário crescerá e se tornará uma grande árvore do mal em sua vida. Se nos afastarmos depressa das tentações, jamais pecaremos e viveremos na graça de Deus. O problema é que o pecado nos parece doce. Parece uma doce tentação. Sabemos que o pecado é ruim, sabemos que o salário do pecado é a morte. Sabemos que Deus odeia o pecado, embora ame o pecador. Mas mesmo sabendo de tudo isso, caímos em tentação.

Não foi por acaso que o próprio Cristo quando nos ensinou a rezar disse: “Não nos deixeis cair em tentação”, pois Ele conhece a nossa fraqueza, Ele sabe que caímos facilmente e que o tentador, o diabo, nos engana facilmente. Se víssemos o pecado tal como ele é, jamais pecaríamos, mas o vemos mascarado, fantasiado. Como um monte de estrume com um pouco de açúcar por cima. Como uma linda maçã por fora, mas podre e bichada por dentro.

Por isso padre Pio nos alerta, ele quer que nos afastemos depressa das tentações, pois é como segurar um carvão em brasa, quanto mais se segura na mão, mais se queima os dedos, ou seja quanto mais protelamos, quanto mais nos deixamos envolver pelas tentações ao invés de fugir delas depressa, mais corremos o risco de pecar.

Que assim seja.

Amém

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