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Da pregação do evangelho e do anúncio da paz

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Da pregação do evangelho e do anúncio da paz



Francisco de Assis começou a pregar a todos a penitência, com grande fervor de espírito e alegria da alma, edificando os ouvintes com a linguagem simples e a nobreza de coração. Francisco não era um grande pregador do evangelho, não fazia uso de técnicas de pregação para convencer o ouvinte. O que convencia era o testemunho. Linguagem simples. Palavras fáceis. Alegria na alma, entusiasmo, amor ao falar de Deus e de sua Santa Igreja. E o mais importante de tudo: Testemunho. Bastava olhar para aquele homem. Como eu vou convencer alguém a praticar o bem se eu só faço o que é mal? Como vou convencer meus filhos de que não se deve mentir se tantas vezes eles já me pegaram mentindo pra eles?

São Francisco vivia o que pregava, assim como nosso Senhor Jesus Cristo. Fato que tanto incomodou os fariseus e doutores da lei. Sua palavra era um fogo devorador que penetrava o âmago do coração e a todos enchia de admiração. Todos ficavam admirados quando Francisco falava, mas mesmo que ele não falasse nada, somente a sua presença, as suas atitudes já deixavam as pessoas boquiabertas.

E dessa forma os irmãos foram entrando na Ordem. Ora, pessoas que tocadas pelo testemunho de Francisco, foram percebendo que Deus as chamava para uma entrega total. Francisco pregava a paz, de forma que até os inimigos da paz abraçavam a paz. Francisco pregava a conversão. Mas Francisco não dizia que as pessoas deveriam imitá-lo e segui-lo. Nunca teve a intenção de formar uma ordem. Mas as pessoas foram chegando… Bernardo, Egídio, Felipe, entre outros…

Jesus por onde passava, chamava tanta atenção, tocava tão fortemente os corações que foi fazendo discípulos que mais tarde os chama de amigos. Francisco de Assis os chamava de irmãos. Deus me deu irmãos… E esses irmãos foram crescendo em número e foram enriquecendo a Ordem com seus dons.

Tomas de Celano nos diz que todos eles, doavam tudo o que tinham aos pobres antes de ingressar na ordem. E eu acho fantástico quando é destacado: Não aos parentes, mas aos pobres.

Eu já conheci jovens que ao irem para um seminário diocesano, deixaram seu quarto arrumadinho, do mesmo jeito que saíram de casa. Com todas as suas coisas. E sempre usam a mesma desculpa: se não der certo, eu volto. Quer dizer: Se não der certo eu não perdi nada. Minha TV, meu computador, minhas roupas, minhas coisas. Então quer dizer que pra seguir Jesus não precisa de renúncias? Não precisa de despojamento? Não precisa deixar tudo? O próprio Jesus diz ao jovem rico: Vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres e depois me segue. Isso faz lembrar de um seminarista que nem a namorada ele deixou. Continuava se correspondendo com ela, pois como ele dizia: Se não der certo eu caso com ela.

De tão absurdo que é, chega até ser engraçado… Não há ressurreição sem passar pela cruz. São Francisco de Assis se deu conta disso e abandonou tudo para seguir Jesus e assim também os companheiros que Deus lhe deu. Para seguir Jesus é preciso saber sofrer, é preciso saber morrer. Morrer para si, para assim melhor doar-se aos irmãos.

Que assim seja,

Amém.

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