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“Dê a mim, Senhor, todas as tristezas e todos os sofrimentos de meus irmãos”

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"Dê a mim, Senhor, todas as tristezas e todos os sofrimentos de meus irmãos" Padre Pio



Jesus carregou sobre si todas as nossas culpas e sofreu a mais terrível das dores. Foi flagelado, e pregado numa cruz. Não há registros de outro ser humano que tenha sofrido tanto nesta terra. E tudo isso por quê? Por amor de nós. Para nos salvar, nos libertar de nossos pecados. Ele quis livremente entregar-se nas mãos de seus algozes para sofrer os nossos sofrimentos. Um Deus que se fez carne e veio habitar em nosso meio para ser igual a nós em tudo, exceto no pecado. É difícil podermos compreender tamanho amor. Mas em tudo devemos imitar o mestre. E se queremos ir para o céu precisamos sofrer também. Já sabemos que aqui nesta vida não há felicidade, que a verdadeira felicidade só a encontraremos no reino dos céus, portanto o que existe aqui é a falsa felicidade e mesmo assim nós a invejamos.

Desejamos coisas, fama, reconhecimento, dinheiro, status social, mas sabemos que desta vida nada levaremos. Aqui há sofrimento, há dor, há tribulação e precisamos aguentar firmes. Mas e se ao invés de simplesmente aguentarmos sem murmurar, nós resolvêssemos amar o sofrimento? E se ao invés de pedirmos coisas materiais para Deus pedíssemos mais sofrimento? Claro, quanto mais sofrimento, mais purificação. Podemos oferecer o sofrimento pela nossa salvação, pela salvação de nossos entes queridos e também pelas almas do purgatório. Sofrer um pouquinho daquilo que Jesus sofreu e como membros de Seu Sacrossanto Corpo, sermos corredentores. Sei que é difícil, mas comece agradecendo a Deus quando estiver sofrendo. Louve a Deus pelo sofrimento e quando o sofrimento estiver acabando, peça que Ele envie mais. A dor purifica. Melhor nos purificarmos aqui nesta vida, do que no purgatório onde a dor será incomparavelmente maior. Padre Pio pedia a Deus que desse a ele todas as tristezas e todos os sofrimentos de seus irmãos. Aí nós vemos além de tudo isto sobre a dor que purifica, o sentimento de compaixão. De preferir sofrer do que ver o outro sofrer.

Somos assim com nossos filhos. Quando um filho fica doente, se pudéssemos, se fosse possível trocar, estar no lugar dele, ficar doente para vê-lo curado, ficaríamos, não é mesmo? Padre Pio estende isso a todos os irmãos e ele não está falando apenas dos confrades da Ordem, mas de todos os irmãos em Cristo. E tanto isso é verdadeiro que ele foi encontrado digno de receber as chagas de Cristo. As feridas nas mãos, nos pés e no lado.

Se todos tivessem dimensão do bem que o sofrimento nos faz e faz às almas pelas quais oferecemos o sofrimento, quereríamos sofrer o tempo todo. E acabaríamos invejando o sofrimento do outro. Fulano ganhou na loteria, diz o noticiário da TV e você pensa: pobre coitado. Outro compra um carro importado e você fica com pena dele. Mas quando sabe que teu vizinho perdeu o filho em um acidente, gostaria de estar no lugar dele. Quando alguém que você conhece é diagnosticado com câncer, você gostaria de estar no lugar dele, pois você quer sofrer pelos seus amigos, você quer para si os sofrimentos e tristezas das pessoas porque você é cristão, ou seja, um outro Cristo.

Mas infelizmente enquanto não nos dermos conta disso, enquanto ficarmos procurando vanglória e felicidade passageira nas coisas deste mundo, nunca nos configuraremos a Cristo e continuaremos nos afundando na lama do pecado. Não pense que entrarás no céu pecador revestido da graça de Deus como pregam os hereges oriundos da revolução protestante. No céu só entra santo, e como eu não sou santo e você não é santo, teremos que nos purificar para entrar no céu, seja aqui nesta vida ou no purgatório. Mas no purgatório será muito mais terrível.

Que assim seja.

Amém.

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