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Deus gosta da pluralidade das coisas.

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Deus gosta da pluralidade das coisas.



Gosto de pensar que cada pessoa na face da terra é especial. Um ser único criado por Deus com seus defeitos e qualidades. Deus nos fez diferentes embora algumas facções da sociedade queiram nos convencer de que somos todos iguais. Podemos até ser iguais perante a Lei, podemos ter deveres e obrigações iguais, mas somos diferentes embora Deus nos ame por igual. Cada um tem suas particularidades e Deus distribuiu e distribui seus dons como melhor Lhe convém, cabendo a nós sabermos administrar estes dons. Justamente por sermos diferentes, por termos dons diferentes é que uns completam os outros. Homem e mulher são diferentes embora as ‘feminazis’ afirmem o contrário. E por serem diferentes é que um completa o outro, um apoia o outro, um ajuda o outro tornando o relacionamento balanceado, equilibrado, de forma a não serem mais dois, mas uma só carne.

E a beleza está realmente na diversidade. Deus gosta da pluralidade das coisas. Peguemos como exemplo uma rosa. É uma bela flor. E que tamanha variedade! Algumas são brancas, outras amarelas, outras vermelhas e tem também formatos diferentes nas pétalas e tamanhos variados também. E quanto aos animais? São tantas raças, tantos tamanhos, tantas cores e tanta variedade dentro de uma mesma raça que só um Criador cheio de criatividade e amor para fazer tudo isso. Entre os seres humanos não é diferente. Uns são mais magrinhos, outros mais gordinhos, uns mais altos, outros mais baixinhos, negros, brancos, vermelhos, amarelos, loiros, morenos, olhos verdes, azuis, castanhos e etc. E é na diversidade que se forma a nossa sociedade. Somos diferentes e Deus nos quis assim para vivermos em comunhão.

Francisco de Assis nunca quis fundar uma ordem, mas depois que o Senhor lhe deu irmãos ele teve que escrever uma regra de vida para eles e pedir aprovação ao Papa. Aos poucos a ordem se tornou tão numerosa que era praticamente impossível reunir todos em um mesmo lugar. Nosso seráfico Pai, sempre manteve um desejo constante e um esforço vigilante para preservar entre seus filhos o vínculo da união, para que fossem formados pacificamente no seio da mesma mãe aqueles que tinham sido atraídos pelo mesmo espírito e gerados pelo mesmo pai. Queria que os grandes se unissem aos pequenos, que os sábios e os simples vivessem em comunhão fraterna e que os que se encontrassem longe sentissem que estavam ligados pelo amor. Viver em comunidade é colocar seus dons a serviço dos irmãos sem criar entre eles uma hierarquia. Todos tem igual valor, igual importância, pois uns precisam dos outros. E mesmo aqueles que exercem cargos mais elevados devem viver como se não tivessem cargo algum.

E como são nossas fraternidades da Ordem Francisca Secular? Nós acolhemos as diferenças? Sabendo conviver com os irmãos que pensam diferente de nós e os amamos como irmãos em Cristo, Francisco e Clara de Assis? Ou vivemos em eterna competição para mostrar que sabemos mais que os outros? E em nossa casa como é? Pai, mãe, filhos, vivem como uma verdadeira sociedade em que a colaboração de cada um é igualmente importante e portanto devidamente valorizados ou tem sempre aquele que está muito ocupado em não fazer nada, sobrecarregando dessa forma os outros?

Que os sábios aproveitem o que é dos simples e os simples aproveitem o que é dos sábios, pois é isso que faz brilhar a beleza desta bem-aventurada família, cuja variedade tanto agrada ao Pai que está nos céus.

Que assim seja.

Amém

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