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Francisco de Assis: Devoto do Amor de Deus

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Francisco de Assis: Devoto do Amor de Deus



Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai, senão por meio dEle. O Caminho e não um dos caminhos. Não há outro sumo pontífice, não há outro que nos ligue ao Pai. Mas Jesus escolheu doze Apóstolos e deu a eles uma missão: “Ide pelo mundo inteiro e pregai o evangelho a toda criatura”. Portanto, os apóstolos serviam de ponte entre o povo e Jesus. Eles batizavam aqueles que criam e dessa forma, os neoconvertidos passavam a fazer parte da Igreja, do corpo de Cristo. Os apóstolos fizeram discípulos e esses discípulos outros discípulos e dessa forma foi se multiplicando o número daqueles que entregaram sua vida pela salvação das almas. Essas pessoas não são outros caminhos, afinal há um só Caminho: Jesus. Mas elas nos levam até o Caminho, nos levam até Jesus. No céu há uma multidão de santos como São Francisco de Assis. Os santos não são anjos, não são deuses, não são adorados como uma divindade, mas são pessoas que viveram aqui nesta terra dando-nos o exemplo e nos guiando até Jesus que é o Caminho que nos leva ao Pai. Eles não nascerem santos, mas foram buscando a perfeição evangélica a cada dia num processo de purificação muitas vezes doloroso. Um processo rigoroso de muita penitência e prática da caridade. Se durante a vida os santos nos ajudaram com seus ensinamentos e exemplos a sermos pessoas melhores, hoje que eles estão junto de Deus no reino dos céus podem ouvir nossas preces e levá-las até Jesus. Assim surgem as devoções. Alguns são devotos de São Francisco, outros de Santo Antônio, São José, Santa Paulina, São Bento, São Pio de Pietrelcina e assim por diante.

Nosso seráfico Pai, Francisco de Assis enquanto caminhava por esse mundo, renunciou a tudo para viver na mais completa pobreza pedindo esmolas e fazendo terríveis jejuns e mortificações. Ele que já era santo em vida, tinha também as suas devoções. Todo católico é devoto da Eucaristia, devoto de Nossa Senhora, mas também tem as suas devoções particulares, pois simpatiza mais com este ou aquele santo. Gosta de rezar mais este ou aquele ofício. Tomás de Celano nos conta que vale a pena e pode ser interessante falar um pouco das devoções particulares de Francisco. Apesar de ser um homem devoto em todos os pontos, pois gozava da unção do Espírito, tinha especial inclinação por algumas formas de piedade. Ele nos lembra que o pobrezinho de Assis era devoto do “amor de Deus”. “Devoto do amor de Deus”, que bonito isso. Ele não podia ouvir falar no amor de Deus que já se derretia todo. E se alguém pedisse algo para ele por amor de Deus, nunca deixava de atender.

Às vezes nós, no nosso dia a dia fazemos mal uso da expressão “por amor de Deus” e acredito que pecamos com isso desobedecendo ao decálogo que diz: “não pronunciar o nome de Deus em vão”. Quantas vezes eu ouço pessoas discutindo em que de repente uma delas diz: “Cale essa boca pelo amor de Deus”, ou ainda falam palavrões e colocam o amor de Deus no meio. O amor de Deus é o maior amor que pode existir. É um amor misericórdia, pois não merecemos Seu amor. Portanto o amor de Deus é um dom, uma dádiva, algo que Ele nos dá gratuitamente mesmo sem merecermos e o mínimo que podemos fazer é ama-lO de volta. Quando alguém nos pede uma ajuda, um favor pelo amor de Deus é algo que não podemos negar, se de fato amamos a Deus. Ajudar mesmo que a pessoa não mereça, pois nós também não somos merecedores do amor de Deus, mas se de graça recebemos, de graça devemos dar.

Que assim seja,

Amém

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