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Francisco de Assis e a “fides et ratio”

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Francisco de Assis e a “fides et ratio”



A ciência e a fé andam juntas, lado a lado, como asas de um mesmo pássaro que para voar precisa buscar o equilíbrio entre ambas. Nós não podemos descartar a ciência e viver somente pela fé, como também não podemos ignorar a fé e viver apenas da ciência. Francisco de Assis sabia que a ciência era uma coisa boa, um dom que Deus deu aos homens, mas tinha algumas ressalvas, não pela ciência em si, mas pelos homens da ciência. Ele acreditava que muitas vezes a ciência torna as pessoas indóceis fazendo com que alguma coisa rígida nelas resista aos ensinamentos humildes. É como uma espécie de orgulho, se eu estudei, se eu domino as ciências, quem é esse frade pobre e simples para vir me ensinar alguma coisa? Vemos muito disso hoje em dia.

Pessoas que por terem estudado em grandes universidades, por terem feito mestrado e doutorado, não aceitam serem contestadas, se acham os donos da razão. Mas muitas vezes aprendemos mais com os simples do que nas cadeiras universitárias. Em nosso país existem muitas pessoas que tem títulos acadêmicos, mas são analfabetos funcionais, ou seja, não são capazes de pensar, de fazer um raciocínio lógico e vão atrás de contos da carochinha.

Francisco gostaria que os homens de grande cultura, quando entravam na Ordem, se despojassem de tudo, até da ciência, para que dessa forma, pudessem se lançar despidos aos braços do Crucificado. Portanto, não bastava se desfazer dos bens materiais, mas de todo vício que havia adquirido com o mundo.

Francisco ficou nu em praça pública, se despojou de tudo para viver com os pobres e leprosos e queria que seus frades fizessem o mesmo. Inserir improviso aqui. Francisco era um homem culto, muito inteligente, mas se despojou da inteligência do mundo para se revestir da sabedoria do alto. E tudo isso requer muita humildade. Se despojar de toda soberba, de toda arrogância, de toda autossuficiência para se fazer pequeno, como um passarinho nas mãos do Senhor. É como a infância espiritual da qual nos fala Santa Teresinha do Menino Jesus.

É ser como crianças para poder entrar no reino dos céus. Crianças que ainda não tem malícia, não tem maldade. Crianças que tem o coração puro e não contaminado com as coisas do mundo como é o nosso coração. Precisamos purificar nosso coração. Renová-lo. Nascer de novo como disse Jesus. O que mais precisa quem vem do mundo das dissimulações do que limpar e enxugar com exercícios de humildade os afetos seculares que andou ajuntando e arraigando em si mesmo durante tanto tempo?

Que assim seja,

Amém.

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