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Francisco de Assis parecia não um homem, mas um anjo

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Francisco de Assis parecia não um homem, mas um anjo



Ser Cristão, sobretudo ser franciscano, é uma tarefa bem difícil nos dias de hoje, alem de todas as perseguições sofridas ainda tem o tal do testemunho né? Ser sal da terra, levar sabor à vida das pessoas através da mensagem de amor de Nosso Deus e Senhor Jesus Cristo não é tarefa teórica, não é apenas com palavras que mostraremos pra humanidade que uma vida nova em Cristo é possível, mas com atitudes. Aí entra ser luz do mundo. A luz dissipa as trevas, faz aquele que é cego espiritualmente, enxergar. Mas pra que possamos ser sal para o outro, ser luz para outro, primeiramente precisamos o ser para nós mesmos. Viver aquilo que pregamos. Muitas vezes não é preciso dizer uma única palavra, pois as pessoas já sentem a presença do Cristo em nós. Quantas vezes Francisco de Assis saiu com os frades para pregar, deu uma volta na praça e não abriu a boca? E quando um frade perguntava: Pai, hoje não íamos pregar? Francisco respondia: Já pregamos, com nosso testemunho. Que tenhamos a graça de trazer sabor e luz a vida das pessoas para que elas possam fazer a sua experiência concreta do amor de Deus.

Ao contrário do que muita gente má intencionada costuma falar, podemos perceber que o número de padres no mundo está aumentando e não diminuindo. E isso é tudo muito bom, para honra e glória do Senhor. Há muitas especulações, de que o celibato deveria acabar, alegam que se o padre pudesse casar haveria mais vocações e outras barbáries. Mas Cristo continua chamando, e é bonito perceber que a juventude do mundo inteiro continua respondendo, continua dando seu sim. Seja para o sacerdócio, ou pra vida consagrada, ou até mesmo para o matrimônio, mas um matrimônio Santo como nos pede a Igreja. É a resposta para a Santidade. Jesus nos chama a sermos Santos quando diz: Sede Santos como o Pai que está nos céus é Santo. Nossa vida, nosso testemunho, nosso dia a dia mergulhados na oração, em sintonia com Deus, comungantes de Jesus Eucarístico, batizados no espírito Santo, sinais do amor de Deus na vida do irmão. Isso tudo faz a diferença.

Precisamos ser presença cristã na sociedade. E sermos tolerantes com os irmão e irmãs separados. E também com as pessoas que professam os mais diferentes credos religiosos e ate mesmo com os que são ateus. Somos seres humanos, precisamos caminhar juntos, de mãos dadas, preservar nosso planeta, cuidar da nossa cidade. Qualquer chuvinha que dá por aqui e já aparecem os alagamentos… bueiros entupidos, bocas de lobo cheias de lixo…. Ser santo não é só ir na igreja não… não é passar o dia todo ajoelhado rezando alheio as nossas realidades, alheio a nossa sociedade… Ser santo é mão na massa, é agir, é participar, sem nunca deixar é claro, de adorar Jesus, o pão que desceu dos céus para morar em meio a nós.

A palavra de Deus nos diz que Jesus pregava com poder e autoridade. Tal como um novo Cristo, Francisco também, cheio do Espírito Santo causava admiração nas pessoas pela sua pregação. Como podia aquele homem pobre, descalço, maltrapilho, que andava na companhia dos leprosos parecer-se com um anjo? E o mais interessante nisso tudo é a humildade de Francisco. Da mesma forma que o Santo Evangelho nos mostra passagens em que Jesus se esquiva da multidão evitando ser aclamado como Rei, Francisco na sua simplicidade de coração e humildade verdadeira, não aquela falsa humildade que vemos em tantos pregadores, mas a humildade pura e sincera, que o leva a não reconhecer mérito algum em si mesmo, atribui tudo ao Altíssimo, pois só Ele é o Bem, a fonte de todo Bem e não há Bem fora dEle. Hoje em dia somos rodeados por pastores que só querem confetes, querem ser aclamados, aplaudidos. Definitivamente não conheceram Francisco de Assis.

Que assim seja,

Amém

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