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Lembre-se de que a base da perfeição é a caridade

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Lembre-se de que a base da perfeição é a caridade.


Caridade não é assistencialismo. Caridade não é se autopromover em cima dos pobres. Não é criar programas sociais onde o pobre fica prisioneiro do governo e se vê obrigado a votar sempre nos mesmos políticos com medo de que tais programas sejam cortados. Caridade é amor. Se alguém bate a tua porta pedindo um prato de comida e você dá, mas dá com ódio, com raiva, só para que o pobre sofredor de rua vá embora logo, isso não é caridade. Caridade é fazermos o bem por amor, por amor em primeiro lugar a Deus, mas também amor ao próximo, amor a humanidade.

A caridade é compaixão. É sofrer junto, é sentir a dor do outro, se compadecer, se colocar no lugar do outro e imaginar que se fosse você naquela situação gostaria de ser atendido, mas atendido com dignidade. A caridade é um sorriso, um abraço, um aperto de mão, um “bom dia” dito com alegria no coração. Muitas vezes dizemos “bom dia” para as pessoas ao nosso redor, mas no fundo não estamos desejando que elas tenham um bom dia e sim estamos cumprindo um protocolo, uma obrigação. Falamos apenas por educação, como se diz.

Padre Pio diz que a caridade é a base da perfeição, mas que perfeição é essa? É a santidade. Não há como ser santos sem a prática da caridade. Não existem santos sem amor. Sem amar muito e amar sempre. A caridade praticamos dentro de nossa própria casa, com nossa esposa e filhos. Na empresa em que trabalhamos, com nossos subalternos e nossos superiores. Em nosso bairro, nossa rua, nosso condomínio e etc. a caridade praticamos também com nós mesmos quando nos respeitamos, quando vivemos a castidade, quando somos obedientes a Deus evitando o mal e as situações de perigo físico e espiritual.

Se queremos ser santos precisamos aprender a amar. Amar sem medidas. Buscar neutralizar nossos desejos, para fazer somente a vontade de Deus em favor dos mais necessitados. Ajudar as pessoas não com mero assistencialismo, mas dando oportunidades para que cresçam com dignidade e possam se tornar cidadãos honrados. De nada adianta dar aquela moedinha para o mendigo comprar cachaça quando você para o carro na sinaleira. Afinal, por que você dá? Porque tem medo que ele risque seu carro ou que ele te agrida? Ou você dá pra ele comprar a droga que almeja e assim morra mais rápido? Agindo desta forma nunca seremos santos. Devemos ajudar as pessoas em suas necessidades reais e não na superficialidade. Não basta dar o peixe, tem que ensinar a pescar, diz o ditado. Mas para ensinar a pescar primeiro tem que dar o peixe, pois quem vai aprender um ofício se estiver subnutrido? Muitas das pessoas que estão na rua precisam de uma nova oportunidade. De um emprego, de um lugar pra morar, mas não tem mais nenhum documento, não tem nem onde tomar um banho e comem lixo. Estão cheios de doenças e vícios e por isso em primeiro lugar precisam de amor, pois se não se sentem amados, não tem estímulo para mudar de vida. Caridade é isso, é amar, é valorizar, é dar oportunidades e é através da prática da caridade que alcançaremos a perfeição.

Que assim seja,

Amém

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