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Por vossa santa cruz remistes o mundo.

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Nós vos adoramos, ó Cristo, em todas as vossas igrejas que estão pelo mundo inteiro, e vos bendizemos, porque por vossa santa cruz remistes o mundo.



Assim como no evangelho, os discípulos de Cristo observando como seu mestre estava sempre em constante oração, os frades seguidores de São Francisco também pedem que ele os ensine a rezar. É bom lembrar que nesse tempo não havia padres na ordem, todos eram irmãos leigos consagrados ao Senhor. Nosso querido Frei Antônio ainda não ensinava teologia aos frades e na simplicidade de vida que levavam e na humildade de coração, já que muitos nem possuíam quaisquer tipos de instrução e no desejo de imitar Francisco em tudo, pedem ao seráfico Pai que os ensine a orar. Francisco a exemplo de Jesus ensina-lhes o Pai-Nosso. E também aconselha que repitam essa tão linda antífona: “Nós vos adoramos, ó Cristo, em todas as vossas igrejas que estão pelo mundo inteiro, e vos bendizemos, porque por vossa santa cruz remistes o mundo”. Sempre que os frades passavam por uma igreja, mesmo que de longe ou ao menos vissem qualquer coisa que lembrasse o sinal da cruz de Cristo, prostravam-se por terra e repetiam a oração ensinada por Francisco.

O mundo foi tão protestantizado, as coisas tão relativizadas, que muitos católicos hoje em dia, parecem ter vergonha de fazer o sinal de cruz. As pessoas de mais idade tinham o hábito de ao passar em frente a uma igreja, traçar sobre si o sinal da cruz. Infelizmente não vemos mais isso. É raríssimo hoje em dia. Não é apenas um ato piedoso, e sim, adoração ao Senhor que está presente verdadeiramente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade ali naquele lugar sagrado. Quando traço o sinal da cruz, costumo dizer ou em voz alta ou mentalmente: “Graças e louvores sejam dados a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento”.

A arquitetura de nossas igrejas tem mudado muito com o passar dos anos, antigamente era mais fácil identificar que uma igreja era católica, de longe já se percebia. Hoje em dia não. E por outro lado as igrejas protestantes têm assumido cada vez mais elementos da Igreja Católica, e corre-se o risco de confundir. Quando estou em uma cidade que eu não conheço e passo em frente a uma igreja que eu nunca vi, e por isso não tenho certeza se é católica ou não eu digo mesmo assim: “Graças e louvores sejam dados a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento”. Se a igreja for católica, Jesus no Santíssimo Sacramento recebe minha adoração, se não for católica fica em reparação a tantos abusos cometidos pelos protestantes em relação a presença real de nosso Deus na Eucaristia.

Quando entramos nas igrejas antigas, é aquele silêncio, aquela paz, uma sensação de realmente estar na casa de Deus. Hoje em dia, em nossas igrejas é tanta conversa, tanto barulho, você chega dez ou quinze minutos antes do início da missa pra fazer a sua oração pessoal e não consegue se concentrar de tanta bagunça que o povo faz. E se fosse só o povo, ainda tudo bem, mas a equipe de liturgia circulando de uma lado para o outro, passam cinqüenta vezes em frente do altar e em nenhuma delas fazem uma inclinação de cabeça. Sobem e descem do presbitério como se estivessem numa academia de ginástica, correndo, sem nunca fazer uma genuflexão.

E o ministério de música ensaiando, passando o refrão do salmo. Faça-me o favor! Não é hora nem lugar pra isso! Estamos perdendo o respeito pelas coisas de Deus? Estamos vivendo um processo de dessacralização? Que possamos nos espelhar nos frades franciscanos que se prostravam por terra ao ver qualquer coisa que lembrasse a Cruz do Senhor. Sejamos sensatos. Sejamos ponderados. Que Deus tenha de nós misericórdia.

Que assim seja.

Amém.

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