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O carisma franciscano não é vermelho.

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O carisma franciscano não é vermelho.

Ao lembrarmos de quando frei Francisco, apesar de ainda jovem, muito enfermo renunciou ao cargo de superior da Ordem diante de todos os frades, não há como não compararmos com nosso amado Papa Emérito, Bento XVI que corajosamente, percebendo suas limitações devidas à idade avançada, renunciou ao papado e se pôs humildemente em obediência ao Papa Francisco.

Mas são exemplos raros. Infelizmente dentro da Igreja e fora dela, muitas pessoas disputam por poder. Por cargos cada vez maiores. Tanto entre leigos como entre os clérigos. Leigos que se acham os maiorais porque fazem parte deste ou daquele movimento, grupo ou pastoral. Leigos que acreditam que são santos porque foram chamados para o serviço como ministros extraordinários da sagrada eucaristia. Leigos que querem aplausos por fazerem uma leitura ou por cantarem na missa. Padres carreiristas que enxergam o sacerdócio como profissão e que ao invés de lutar abertamente em defesa da vida, em defesa da sã doutrina da Igreja, vivem de conveniência pensando apenas no episcopado.

Fora da Igreja podemos refletir porque grandes empresas como a fundação Ford e as organizações Rockefeller estão por trás de projetos como a legalização do aborto em todo o mundo e passaram a financiar ativamente redes de ONGs feministas, o movimento gay, a educação sexual liberal, a dissidência dentro da própria Igreja Católica, através de organizações como Católicas pelo Direito de Decidir, e outras similares. Além da introdução destes novos conceitos dentro da Organização das Nações Unidas para pressionar Nações em desenvolvimento e, especialmente, da América Latina a legalizarem o aborto. Tudo isso porque não basta ter dinheiro. Não basta estar entre os homens mais ricos do mundo, tem que ter poder. Poder para decidir quem nasce e quem morre. Poder para brincar de Deus.

Mas São Francisco não queria poder, não queria mandar em ninguém, não queria ser superior a ninguém, pelo contrário, queria obedecer, queria ser o último entre os últimos e quando renunciou ao seu cargo e anunciou que Frei Pedro Cattani assumiria o seu lugar, inclinou-se diante dele e lhe prometeu obediência e reverência e orou a Deus recomendando a Ordem ao Senhor.

Claro que todos nós ficamos chocados com a notícia da renúncia de Bento XVI. Parecia algo inacreditável. Afinal, eu nem sabia que um papa podia renunciar e num primeiro momento me pareceu uma fraqueza, pois esperávamos que ele, a exemplo de São João Paulo II suportasse tudo até o fim, até a morte.

Antes da escolha do Papa Francisco e com todo aquele clima de incertezas por causa da renúncia de Bento XVI, o padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior gravou um vídeo e o colocou em seu site, onde ele diz que: “Diante da renúncia de Bento XVI duas atitudes são possíveis: ou o homem, numa atitude de fé, deposita sua esperança em Deus, sabendo que Ele agirá, como age, na sua Igreja, na história ou, sem fé, desespera-se, perde-se em temores paranoicos diante de tanta miséria que vê ao seu redor, conjecturando teorias conspiratórias para justificar o que não consegue compreender.

Embora a decisão do Papa tenha produzido desconforto e tristeza, trouxe também a certeza de que não estamos sozinhos. A Igreja não está sozinha. Seus filhos não estão sozinhos.”

Essa mesma certeza de que seus filhos não estavam sozinhos, nós vemos em São Francisco quando ao entregar o cargo de superior da Ordem à Pedro Cattani, ora ao Pai pedindo para que sempre olhe por seus filhos e diz: “Que eles sejam obrigados a Te prestar contas, Senhor, no dia do juízo, se algum de seus frades tiver perecido por negligência, mau exemplo, ou mesmo por excessiva severidade”.

E quantos frades pereceram, não é mesmo? Quantos frades se deixaram levar pela teologia da libertação e hoje no Brasil muitos institutos de vida consagrada com inspiração franciscana idolatram o mal-acabado do Leonardo Boff. Você quer ser franciscano? Você acha que tem o carisma? Pois saiba que o carisma não é vermelho, não tem absolutamente nada a ver com a TL. Que a preferência pelos pobres que Jesus demonstra no evangelho e que vemos claramente em São Francisco está muito bem documentada na doutrina social da Igreja que não tem nada de teologia da libertação. Quer ser franciscano? Espelhe-se em Francisco. No de Assis, claro, pois, infelizmente, eu gostaria de dizer que o Papa Francisco não tem influencias da TL, mas sendo ele da América Latina, ainda não consegui afirmar isso com muita convicção.

Na época das eleições presidenciais no Brasil, vimos tantos irmãos que se dizem franciscanos fazendo apologia ao PT nas redes sociais. Defendendo a Dilma e o Lula abertamente, como se não soubessem que Católico não vota em comunista. Católico não vota em abortista. Franciscano não é católico? Ou estão tão afundados na teologia da libertação que estão cegos? E você pode perguntar por que simplesmente não expulsamos estes comunistas da Igreja, pois eu te digo que eles são como o joio no meio do trigo. Se arrancarmos o joio, corremos o risco de arrancar junto o trigo. Então, deixemos que o Justo Juiz se encarregue disso. E quanto a nós, voltemos às raízes. Cristo não era um revolucionário, um Che Guevara, assassino inescrupuloso. E Francisco de Assis amava a pobreza, mas nunca incitou uma luta de classes, nunca fez uma revolução armada para tomar o poder, nunca quis implantar o comunismo idealizado pela teologia da libertação de Leonardo Boff e Cia Ltda.

Que assim seja. Amém.

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