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O mal não se vence com o mal, mas com o bem que tem em si uma força sobrenatural.

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O mal não se vence com o mal, mas com o bem que tem em si uma força sobrenatural.

Não pagueis o mal com o mal disse Jesus. O mal não se vence com o mal nos diz hoje Padre Pio. Precisamos fazer o bem sempre. Fazer o bem sem olhar a quem. Precisamos lutar do lado do bem. Nunca fazer mal aos seres. Nem às pessoas, nem aos animais e plantas de nosso planeta.

O bem que tem em si uma força sobrenatural diz Padre Pio. E Francisco de Assis costumava dizer que Deus é o Bem, o Sumo Bem, a fonte de todo o Bem.

Nos tempos de Moisés a lei de Talião dizia: “Olho por olho, dente por dente”. As pessoas se vingavam e a lei apoiava esta vingança. Parece algo terrível não é mesmo? Mas antes da lei era ainda pior, pois as vinganças entre pessoas tornavam-se uma enorme bola de neve que não tinha mais fim. Vou dar um exemplo: João não pagou uma dívida à José e este mandou cortar-lhe o dedo. João que perdeu o dedo para vingar-se mandou cortar o braço de José que para vingar-se mandou matar João. A família de João para vingar a morte dele manda matar todos os filhos de José. O amigo consegue entender? Então foi criada a lei para que as vinganças fossem na mesma medida. Se alguém furou o teu olho, você tem direito de furar o olho dele. Só isso. Nada além disso. Se alguém arrancou o teu dente, você tem direito de arrancar o dente dele. Só isso. Nada além disso. Compreenderam?

Mas Jesus veio e disse que isso não estava correto. Disse que as pessoas deveriam se reconciliar. Deveriam dialogar e buscar a paz. Chega de guerras, chega de discórdias e intrigas, chega de conflitos e confrontos. O mal não se vence com o mal diz padre Pio. E realmente, devemos pagar o mal com o bem. Pagar o ódio com o amor. A belíssima oração atribuída a Francisco de Assis já dizia: “Onde houver ódio que eu leve o amor”.

Precisamos enquanto cristãos, nos tornarmos promotores da paz. Não a paz que o mundo nos dá, mas a paz inquieta de nosso Senhor Jesus Cristo. A paz que nos move. A paz que é dinâmica.

Como professor de ensino religioso, trabalho com alunos entre onze e quinze anos. E costumo sempre andar pelo pátio da escola na hora do recreio ao invés de ficar enfiado na sala dos professores como alguns colegas. E no pátio se vê muitas coisas. As vezes separo alguns alunos que estão brigando. Brigam de socos e chutes. É realmente uma coisa muito violenta. Muito selvagem. Eu me entristeço muito com isso. Pois não parecem seres humanos e sim animais. E pior: são meus alunos. Tanto que eu falo para eles sobre o amor, sobre a paz e o bem e ainda agem dessa forma animalesca? Não dá pra acreditar. Mas pior ainda é quando eu pergunto qual o motivo da briga. Os motivos são sempre banais, sempre insignificantes e desnecessários. Fulano chamou beltrano de burro. Este já xinga seu agressor ofendendo-lhe a mãe. O que teve a mãe ofendida responde com um soco. Quem levou um soco retruca com um chute. E assim a coisa vai crescendo de forma que os dois saem bem machucados.

Padre Pio diz: “O mal não se vence com o mal”. Eu costumo dizer para os alunos. Se alguém te chamou de burro e você sabe que você não é burro, ignore. Não retruque. Não de bola. Saia de perto. Quando um não quer dois não brigam. Se alguém xingou a sua mãe, e você sabe que a sua mãe não é nada disso que ele falou. Então ignore, releve, perdoe. E na teoria os alunos entendem muito bem a minha explicação e o meu apelo para que construamos uma civilização do amor. Mas na prática, sempre se deixam levar por seus instintos, o sangue ferve e eles não conseguem se controlar. São crianças.

Mas e nós, adultos, como agimos? Xingamos quando alguém nos corta no transito? Nos irritamos com nossa esposa ou esposo, com nossos filhos ou com nossos pais e irmãos, com nossos colegas de trabalho? Como resolvemos nossos conflitos? Tentamos apaziguar ou deixamos os conflitos tornarem-se confrontos? Nos esforçamos em pagar o mal com o bem ou não levamos desaforo pra casa como costuma-se dizer?

Irmão, vamos fazer a diferença em nossa sociedade? Vamos fazer a nossa parte como cristãos? Vamos pagar o mal com o bem que tem em si uma força sobrenatural? Vamos nos empenhar para construirmos um mundo melhor de justiça e paz? Ou vamos nos acomodar e ficar de braços cruzados e pior agindo com ignorância como fazem os pagãos?

Aprendamos com Francisco de Assis que a todas as criaturas de Deus chama de irmão e irmã e respeitava a todos e a todas com a dignidade que lhes é devida, promovendo a paz e o bem por todos os lugares por onde passava.

Que assim seja. Amém.

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