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O mestre nos ensinou que chega ao final quem persevera sempre.

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O mestre nos ensinou que chega ao final quem persevera sempre.

Nós somos muito fracos na fé. São Pedro quando viu Jesus caminhando sobre as águas quis ir ao encontro do mestre também ele caminhando sobre o mar. E lá ia ele, firme, sem afundar, até que de repente uma pequena brisa, um ventinho à toa, o distraiu e fez com que ele começasse a afundar. Ele até que começou bem, mas não conseguiu perseverar, deixou que uma pequena distração, uma pequena dificuldade o tirasse do caminho do Senhor e o forçasse a gritar: “Mestre, ajuda-me, estou afundando”. Quantas vezes nós, em nosso dia a dia esmorecemos e perdemos o rumo. Perdemos de vista nosso ponto de partida.

Começamos uma quaresma e abandamos pela metade. Começamos uma novena e desistimos. Fazemos o firme propósito de não mais pecar e quando nos damos conta estamos afundados até o pescoço na lama do pecado. Nos dizemos homens e mulheres de fé, vamos à missa, comungamos, nos confessamos com frequência, participamos de tais e tais grupos, pastorais, movimentos dentro da igreja, mas quando nos deparamos com uma pequena dificuldade deixamos o nosso humano falar mais alto e nos desesperamos. Caímos no choro. Onde está a nossa fé? Se ao menos gritássemos como São Pedro: “Mestre, ajuda-me, estou afundando”, poderíamos concluir que ali ainda existe um restolho de fé e que recorremos Àquele que é o único que pode nos salvar, mas ao invés disso queremos recorrer à nossa inteligência, à nossa própria lógica e nos vemos em um beco sem saída.

Quantas pessoas que tem tudo, dinheiro, saúde, fama, sucesso e etc. e acabam caindo em uma profunda depressão que pode levar até mesmo à morte, porque que não encontraram o verdadeiro sentido da vida. E o verdadeiro sentido da vida, meu irmão, minha irmã, não está nesta vida e sim na vida eterna. Quem não acredita em Deus, quem não acredita que há uma outra vida depois desta, aquele que é ateu ou à toa, percebe que essa vida não tem sentido. Percebe que de nada lhe servem tantos títulos acadêmicos, tanto dinheiro, tantas festas, tantos prazeres mundanos se tudo vai se transformar em pó. Mas para quem acredita que o sentido desta vida está fora desta vida, ou seja, está na vida eterna, percebe também que pode viver perfeitamente bem sem precisar acumular riquezas, sem precisar participar de disputas mesquinhas e egoístas e tudo o que faz aqui é para contribuir com a sua participação, com seu ingresso na vida eterna. Não só a sua, mas também a dos seus.

Padre Pio nos diz: “Persevere, sempre persevere!” Sabemos o quanto é difícil. Sabemos o quanto a porta é estreita, mas ao enfrentar as adversidades da vida de nada adianta, sentar num canto e chorar. Chorar vai solucionar o problema? Claro que não. Então reze e persevere, seja forte, tenha fé, e as coisas vão melhorar. E se não melhorarem nesta vida, tenha a certeza de que o que realmente importa é a vida eterna.

Se você é casado ou casada, saiba que o seu compromisso é levar o seu esposo, a sua esposa para o céu. Então para que tantas briguinhas? Tantas picuinhas. Tantas discussões bobas por coisas insignificantes. Pare e pense no que você está fazendo da sua vida. Se aquela sua escolha, aquela sua atitude contribui para sua entrada no reino dos céus ou só te afasta cada vez mais de Deus. E siga perseverante na caridade, na prática do bem, nos ensinamentos do evangelho de Cristo, pois o mestre nos ensinou que chega ao final quem persevera sempre.

Que assim seja. Amém.

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