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Quem puser os olhos no céu não poderá deixar de ver as coisas celestiais

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Quem puser os olhos no céu não poderá deixar de ver as coisas celestiais

Tomas de Celano diz que Francisco de Assis estava livre da escuridão das coisas terrenas. Realmente não há como negar que as coisas terrenas só nos trazem escuridão. Só nos obscurece a visão, a deixa turva, irregular, incompreensível, e só conseguiremos enxergar as coisas claramente quando formos ao encontro do sol. Jesus é o sol, a luz do mundo, quem o segue não anda nas trevas. E frei Francisco, seguidor de Jesus e seu perfeito imitador em tudo, não andava nas trevas, mas andava nesta terra como se já estivesse no céu, como se já estivesse contemplando Jesus face a face no reino dos céus.

Nosso seráfico Pai não era submisso aos desejos da carne, pois a carne escraviza. Passamos a tratar nosso corpo como a uma criança mimada, fazemos todos os seus desejos de forma que passamos a não ter mais controle sobre nossos desejos. Tornamos-nos escravos. Somos tão livres e podemos fazer qualquer coisa. Todas as coisas. Tudo que quisermos, que acabamos nos tornando escravos. Escravos do pecado. Escravos de nós mesmos, de nossos desejos, de nossas vontades.

A inteligência de Francisco voava para as alturas mais sublimes e penetrava na luz com pureza. Penetrava na luz. Claro, por isso não andava nas trevas, por isso estava livre da escuridão das coisas terrenas, pois buscava as coisas do alto. Buscava estar perto de Deus, voava para as alturas mais sublimes. Nós ficamos presos, amarrados as coisas do mundo, as preocupações carnais, mundanas, banais. Precisamos lançar voo, ir mais longe, para as águas mais profundas, sair do raso da fé. Mergulhar em Cristo Jesus. Deixar de ser cristão mais ou menos.

Francisco estava sendo iluminado pelos resplendores da luz eterna, e o que nos ilumina? Mulheres, carrões, dinheiro, baladas, bebidas, tudo isso é passageiro, nada disso é eterno. No evangelho escrito por Mateus, capítulo seis, versículos dezenove e seguintes, Jesus nos diz: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração”.

Francisco não se preocupava com as coisas da terra, pois ele sabia que elas passariam. Ele renunciou tudo para viver na pobreza, pois sabia que assim teria um tesouro no céu. E o tesouro do céu os ladrões não roubam e a traça não pode corroer. Onde está o nosso coração, meu irmão, minha irmã? Está em Deus? Está nas coisas de Deus? Ou está no mundo, nas coisas do mundo? No que vamos comer amanhã, no que vamos vestir. Quem conhece verdadeiramente Jesus entrega a Ele seu coração e não quer saber de mais nada.

Se eu pedisse pra você escolher, entre um carrinho de mão repleto de ouro e pedras preciosas e outro cheio de estrume, você ficaria em dúvida entre qual dos dois escolher? Claro que não! Quem haveria de preferir a merda ao invés do ouro? Não há lógica nisso não é mesmo? Mas nós ficamos em dúvida. Nós ficamos pensando: “Será que eu escolho Jesus ou escolho o mundo?” E muitas vezes preferimos o mundo. Muitas vezes preferimos o carrinho cheio de esterco e nos afundamos no esterco, escarafunchamos no esterco, como porcos, porque de fato não conhecemos Jesus e nosso coração não está nele.

Ai, como somos diferentes de São Francisco! Envolvidos nas trevas, sem nem o necessário conhecermos. E tudo por nossa própria culpa. Tudo por que não voltamos o nosso olhar para o Cristo. Tudo porque ficamos rastejando nas coisas terrenas e não elevamos o nosso olhar para o céu.

Oxalá nós pudéssemos nos libertar da escravidão do pecado, da escravidão das coisas da carne, para assim sairmos das trevas e nos voltarmos para a luz que é Jesus, pois como diz Tomas de Celano: “Quem se revira na lama tem que ver lama; quem puser os olhos no céu não poderá deixar de ver as coisas celestiais”.

Que assim seja. Amém.

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