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São Francisco e a humildade sem máscaras.

O Pai celeste está sempre disposto a contentá-lo em tudo o que for para o seu bem.
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1 de agosto de 2017
 


São Francisco e a humildade sem máscaras.

Muito já vimos a respeito da humildade de São Francisco e hoje lembramos de dois casos importantes, um diante de um bispo e outro diante de um homem rude. O bispo elogiou nosso seráfico Pai diante de todos na igreja dizendo: “Nestes últimos tempos, Deus iluminou sua Igreja com este pobrezinho desprezível, simples e ignorante. Temos que louvar sempre o Senhor, pois sabemos que não agiu dessa maneira com todas as nações”. Foi um elogio que agradou São Francisco. Lembrando que Francisco não gostava de ser elogiado e sim de ser desprezado. Mas este elogio agradou o Santo porque nele o bispo o chamou de pobrezinho desprezível e disse que temos que louvar o Senhor. Era isso que Francisco queria. O bispo captou exatamente a ideia, o ideal de vida de São Francisco. A ideia de que Deus é quem deveria ser louvado sempre e nunca ele que não passava de um pobrezinho desprezível. Apesar de todas as qualidades que nosso angélico Pai tinha, apesar de todos os dons extraordinários, ele gostava de fato de se ver assim, como um pobrezinho desprezível.

No outro exemplo que vale a pena comentarmos, Francisco se encontra com um homem rude, ou seja, com alguém sem estudos, uma pessoa simples, ignorante, um camponês que não tinha a menor condição de dar conselhos a ninguém. Francisco por estar muito doente passa montado num burrinho pelo terreno em que estava trabalhando aquele homem. O camponês ao avistá-lo foi correndo perguntar se ele era Frei Francisco. Ao receber a confirmação de que realmente tratava-se do poverello de Assis, ao contrário de muitos outros que o louvavam, o bendiziam ou pediam curas, este homem abriu sua boca para dar um conselho ao Santo: “Trata de ser tão bom como todos dizem, porque são muitos os que confiam em ti. Por isso te aconselho a não seres diferente daquilo que esperam de ti”. Isso agradou muito o Santo de Deus que pulou do burrinho, prostrou-se diante daquele homem rude e lhe beijou os pés com humildade, agradecido porque se tinha dignado dar-lhe conselhos.

E nestes dois exemplos da humildade de São Francisco, podemos ver que ele era sempre humilde em todas as ocasiões independente de na presença de quem ele estivesse. Podia ser um bispo da Igreja ou um rude camponês, Francisco era o mesmo, não usava máscaras. Ele era puro de coração. Podia ter se feito de humilde na frente do bispo só para aparecer, mas na presença de um rude camponês o humilhar dizendo para sair dali e ir cuidar da sua vida, afinal quem era ele para dar conselhos à tão grande santo, não é mesmo? Mas Francisco não era assim, embora conheçamos muitas pessoas hoje em dia que o são. Fazem-se de humildes na presença de autoridades, mas humilham os mais pequeninos. Na frente de uns agem de tal forma, na frente de outros mudam completamente. Neste tempo de tecnologias e redes sociais é que a gente lê muitos absurdos na internet. Alguém posta alguma coisa nas redes sociais e espera que todo mundo concorde com ele, mas, se recebe um comentário contrário a sua posição não consegue ter a humildade de aceitar um conselho ou até mesmo não consegue respeitar o direito que o outro tem de pensar diferente.

Espelhemos-nos em São Francisco e nos lembremos de que muitas vezes Deus usa os mais pobres, os sofredores de rua, os mais pequeninos para falar conosco.

Que assim seja. Amém.

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