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A Morte do Natal

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Próximo à chegada do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, inspirado em nossos tempos, escrevo este texto.

Aqueles que me leem já devem ter lido outros textos; assistido a vídeos; ouvido a pregações que falam sobre aquilo que chamarei neste texto de “A Morte do Natal”; ou seja, da perda pelas pessoas do sentido do que é o Natal. Por isso espero que aquilo que eu escrever nas próximas linhas não seja uma mera repetição do que já fora dito inúmeras vezes.

Os que falam sobre a morte do Natal, geralmente, fazem-no voltando-se para o sentido religioso, e principal, da festa. Eles não erram ao fazê-lo, pois o Natal como o nascimento de Nosso Senhor foi o primeiro a morrer no coração e no imaginário do povo.

Todavia, ao longo de minha vida – que ainda não posso chamar de longa –, pude notar que a morte do natal progrediu ainda mais. As luzes, que em minha infância acendiam-se como uma espécie de resquício de Natal, apagaram-se; infeliz símbolo de uma fé que se apagou. Para piorar, ouvimos cada vez menos um “Feliz Natal!”; no lugar dele temos o horroroso e carente de sentido “Boas Festas!”. 

Aos poucos o Natal vai morrendo mais. Esse é o desejo dos poderosos deste mundo, há 2000 anos, pois como disse a Virgem Santíssima no Magnificat, Ele “derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou” (Lc 1, 52). Há alguns mundanos e, infelizmente, alguns católicos que ainda possuem algo do famigerado “espírito natalino”, mas, vejam só o paradoxo, é um espírito embebido de materialismo; seja ele o materialismo do consumismo ou aquele das ideologias, que vivem a deturpar o significado do Natal. 

Não obstante, na contramão de tudo o que disse até agora – para que esse texto verdadeiramente não seja um mera repetição -, temos um punhado de pessoas diferentes – um tanto esquisitas aos olhos dos demais -; sim, são um punhado, não muitos. Este punhado de pessoas faz um esforço tremendo para reavivar o Natal. Famílias que em seus lares montam o presépio, armam as luzes e erguem a árvore. Tudo isso demonstrado o que há de mais diferente nelas: elas se preparam – preparam suas almas – para a chegada do Deus que se fez carne. Elas, procurando imitar o seu Mestre, buscam aniquilar-se. Querem, acima de tudo, retribuir o amor com que foram amadas; amor que receberam daquele esquecido Menino nascido em Belém. Desejam reparar esse esquecimento e as ofensas cometidos contra o Menino. Este é o Espírito Natalino. 

Os poderosos podem tentar impedi-lo, persegui-lo, matá-lo; podem impedir que se celebrem Missas; enfim, o Natal pode ter morrido para muitas pessoas, mas o Cristo vive! Ele veio 2000 anos atrás e habitou em nosso meio; Ele vem, todos os dias, aos corações daqueles que O amam; e Ele virá mais uma vez, em sua Glória, e nos julgará. Não há quem possa impedir isso. Este mundo passará, Ele permanece. 

Salve Maria! 

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