Abade Giuseppe Baini

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Baini, ABADE GIUSEPPE, nascido em Roma no dia 21 de outubro de 1775; morto em 21 de maio de 1844. Baini fez seus primeiros estudos musicais sob a direção de seu tio Lorenzo Baini, um discípulo distinto da Escola Romana, que o introduziu no espírito e nas tradições do estilo Palestrina. Mais tarde, Baini tornou-se aluno e amigo de Jannaconi, diretor de coral da Basílica do Vaticano, através do qual ele foi admitido no coro da Capela Sistina como cantor baixo. Em 1818, Baini foi eleito por unanimidade diretor do famoso coral, cargo que ocupou até sua morte.

Enquanto Baini deixou um número considerável de composições (notavelmente um “Miserere” de dez vozes que ainda é tocado, alternadamente com os de Allegri e Bai, durante a Semana Santa, pelo coro da Capela Sistina), todos escritos no estilo do grande período da polifonia clássica, sua grande obra de vida foi a sua “Memória histórico-crítica da vida e do futuro de Giovanni Pierluigi da Palestrina” (1828). Através da tradução para o alemão desta obra de Francis de Sales Kandler (Viena, 1834), a vida e o trabalho da escola e do período de Palestrina tornaram-se mais acessíveis e foram uma poderosa influência no renascimento e restauração da música litúrgica que estava prestes a começar. A publicação dos trabalhos completos de Palestrina foi um dos resultados da biografia dele escrita por Baini. Baini viveu tão completamente no grande passado musical que ele tinha pouca simpatia ou compreensão pelos desenvolvimentos modernos da arte. Além da biografia de Palestrina, ele deixou um estudo sobre a teoria do ritmo dos antigos sob o título: “Saggio sopra l’identita di ritmi musicali and poetici”; uma história inacabada do coro da Capela Sistina; e outros ensaios de caráter crítico ou teórico.

JOSEPH OTTEN


O Cooperadores da Verdade tem o prazer de fornecer esse verbete completo da Enciclopédia Católica original, publicada entre 1907 e 1912. É um recurso valioso para assuntos relacionados a teologia, filosofia, história, cultura e muito mais. Porém, como a maioria das obras com mais de um século, ela pode ocasionalmente usar linguagem anacrônica ou apresentar informações científicas desatualizadas. Consequentemente, ao oferecer esse recurso, os Cooperadores não endossam, assim, todas as afirmações ou frases contidas nele.

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