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Abandone-se nas mãos de nosso Senhor

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Abandone-se nas mãos de nosso Senhor

Estamos na semana Santa. Não é um feriadão como muitos pensam, mas um tempo muito importante de prepararmos nosso coração para a maior festa do cristianismo: a ressurreição de Jesus. E não há como chegar à ressurreição sem passar pela cruz. Por isso abandone-se nas mãos de nosso Senhor, diz padre Pio. Entregue-se totalmente. Não seja parcialmente de Deus, mas todo dEle, inteiro dEle. Que nada ocupe o lugar de Deus em tua vida, meu irmão, minha irmã. Mais de quarenta dias já se passaram desde o carnaval e talvez você ainda não tenha encontrado tempo para se confessar.

Estamos na reta final, na semana Santa. O mandamento da Igreja pede que nos confessemos ao menos uma vez por ano, em ocasião da Páscoa do Senhor. Então procure um sacerdote nesta semana Santa. As igrejas estão todas abertas. De portas e corações abertos para te receber. Para te ouvir, te aconselhar e te dar o abraço da reconciliação através do sacramento. Abandone-se nas mãos de nosso Senhor. Vá ao encontro dEle na pessoa do padre. Faça um bom exame de consciência e reconcilie-se com Deus e sua Igreja.

Esta semana é composta de momentos fortes para a nossa espiritualidade com o que chamamos de tríduo Pascal: Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e o Sábado de Aleluia. Quinta-feira Santa é o dia em que Jesus come a última ceia com seus discípulos. Ele antecipa a festa da páscoa judaica. Mas faz algo de extraordinário que seus discípulos nunca haviam visto antes, quando parte o pão e o entrega dizendo: “tomai todos e comei, isto é o meu corpo que será entregue por vós”. Do mesmo modo ao fim da ceia tomou o cálice com o vinho em suas mãos santas e veneráveis, deu graças novamente e o deu a seus discípulos dizendo: “tomai todos e bebei, este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim”. E é justamente porque Ele mandou fazer isso em Sua memória, que nós o fazemos todos os dias há mais de dois mil anos.

Nesta mesma mesa Jesus diz que um deles, um dos doze que andaram sempre com Ele, O iria trair. Era Judas, que recebeu o pão embebido no molho e saiu para entregar o Senhor por trinta moedas de prata. Quantas vezes trocamos Jesus por muito menos do que isso, não é mesmo? Ao fim da ceia, Jesus, num profundo gesto de humildade e serviço, põe-se a lavar os pés dos discípulos, eles que haviam se abandonado totalmente nas mãos do Senhor, mas que dentro de algumas horas não conseguiriam vigiar com Ele e de medo fugiriam quando os soldados aparecessem, deixando-o sozinho, abandonado no calvário, com exceção de João.

Na sexta-feira Santa é o único dia do ano que não tem missa. Temos a celebração da paixão. Em tom fúnebre, sem flores na Igreja, nem toalha no altar. Acontece às três horas da tarde, horário em que Jesus morreu. Jesus que havia passado por um tribunal injusto, que levou bofetadas e cusparadas, socos e pontapés, depois foi entregue a Pilatos, o governador Romano de Jerusalém, que o mandou açoitar, teve que carregar a Sua cruz em direção ao calvário.

Quantas vezes reclamamos que nossa cruz está pesada demais, não é mesmo? Jesus não reclamou, não murmurou, não abriu a boca. Ao meio dia de sexta-feira Ele foi crucificado. Os pregos transpassaram seus pés e suas mãos. Ele teve sede e deram-lhe vinagre. Ele clamou ao Pai: “Eloi, Eloi, lama sabactani” e as pessoas murmuravam dizendo que Ele chamava por Elias e zombavam dEle dizendo para que descesse da cruz já que se dizia ser o filho de Deus. E Ele perdoou seus algozes.

Perdoou também ao bom ladrão ao Seu lado na cruz. E às três horas da tarde, dizendo: “Pai, em tuas mãos eu entrego meu espírito”, expirou. O céu escureceu e os soldados apressaram-se quebrando as pernas dos ladrões, mas, ao aproximarem-se de Jesus para também quebrarem-Lhe as pernas, perceberam que já estava morto, mas certificaram-se disso atravessando o Seu lado com a lança de onde jorrou sangue e água. Ao fim da tarde de sexta-feira Santa saímos em procissão com a imagem do Senhor morto.

E no sábado já comemoramos a liturgia das liturgias, a ressurreição do Senhor. Pois Cristo nossa Páscoa foi imolado para a remissão de nossos pecados e hoje vive e reina vitorioso. A Páscoa é uma festa ressignificada. Se para o povo judeu ela significava a passagem da escravidão para a liberdade, para nós é a passagem da morte para a vida. Pois o Senhor que deu sua vida por nós, verdadeiramente ressuscitou para que um dia ressuscitemos também com Ele.

Que assim seja. Amém.

Os Cooperadores
Os Cooperadores
Apologética Católica pela Hermenêutica da Continuidade. Apostolado pertencente ao Centro de Estudos São Francisco de Sales, de Itajaí/SC.

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