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Abandono

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Abandono (mais propriamente, auto-abandono.) Um termo usado por escritores de livros ascéticos e místicos para demonstrar o primeiro estágio da união da alma com Deus, conforme a Sua Vontade. É descrito como o primeiro passo no modo unitivo ou perfeito de se aproximar de Deus pela contemplação, da qual é o prelúdio.

Implica a purificação passiva pela qual a pessoa passa aceitando provações e sofrimentos permitidos por Deus para transformar almas para ele. Implica também a desolação que se abate sobre a alma ao renunciar ao que valoriza excessivamente nas criaturas, a rendição de consolações naturais para buscar a Deus e a perda por um tempo da consciência dos fortes e ardentes impulsos das virtudes da Fé, Esperança e Caridade; e finalmente aridez ou falta de fervorosa devoção na oração e em outras ações espirituais.

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Segundo alguns, é equivalente à “noite escura”, descrita por São João da Cruz, ou às trevas da alma em um estado de purgação, sem luz, em meio a muitas incertezas, riscos e perigos. Também é mal utilizado para expressar uma condição quietista da alma, que exclui não apenas todo esforço pessoal, mas também deseja, e coloca alguém para aceitar o mal com o motivo fatalista de que não pode ser ajudado. (Veja Auto-abandono.)

JOHN J. WYNNE


O Cooperadores da Verdade tem o prazer de fornecer esse verbete completo da Enciclopédia Católica original, publicada entre 1907 e 1912. É um recurso valioso para assuntos relacionados a teologia, filosofia, história, cultura e muito mais. Porém, como a maioria das obras com mais de um século, ela pode ocasionalmente usar linguagem anacrônica ou apresentar informações científicas desatualizadas. Consequentemente, ao oferecer esse recurso, os Cooperadores não endossam, assim, todas as afirmações ou frases contidas nele.

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