<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Confirmação &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
	<atom:link href="https://cooperadoresdaverdade.com/artigos/sacramentos/confirmacao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://cooperadoresdaverdade.com</link>
	<description>Apologética Católica</description>
	<lastBuildDate>Fri, 17 Jul 2020 20:38:24 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.5</generator>

<image>
	<url>https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/04/cropped-Escudo-Favico-2-32x32.png</url>
	<title>Confirmação &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
	<link>https://cooperadoresdaverdade.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Sacramento da Confirmação na Igreja Primitiva</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/sacramento-da-confirmacao-na-igreja-primitiva/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=sacramento-da-confirmacao-na-igreja-primitiva</link>
					<comments>https://cooperadoresdaverdade.com/sacramento-da-confirmacao-na-igreja-primitiva/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2020 20:38:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Confirmação]]></category>
		<category><![CDATA[Patrística]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperadoresdaverdade.com/?p=10214</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Sacramento da Confirmação" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva-1024x576.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>O sacramento da confirmação é encontrado em passagens bíblicas como Atos 8, 14–17; Atos 9, 17; 19, 6 e Hebreus 6, 2. Estas passagens nos falam de uma certa imposição de mãos com o objetivo de conceder o Espírito Santo. A passagem de Hebreus 6, 2 é especialmente importante porque não é um relato narrativo [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/sacramento-da-confirmacao-na-igreja-primitiva/">Sacramento da Confirmação na Igreja Primitiva</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Sacramento da Confirmação" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva-1024x576.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>O sacramento da confirmação é encontrado em <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/o-sacramento-do-crisma-na-sagrada-escritura/">passagens bíblicas</a> como Atos 8, 14–17; Atos 9, 17; 19, 6 e Hebreus 6, 2. Estas passagens nos falam de uma certa imposição de mãos com o objetivo de conceder o Espírito Santo.</p>



<p>A passagem de Hebreus 6, 2 é especialmente importante porque não é um relato <em>narrativo</em> de como a confirmação foi dada, mas a passagem se refere à confirmação como um dos ensinamentos básicos do cristianismo — o que é esperado, uma vez que a confirmação, como o batismo, é um sacramento de iniciação à vida cristã — e, por isso mesmo, não pode ser descartada por aqueles que rejeitam o sacramento como algo exclusivo da era apostólica.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Pelo que, transpondo os ensina­mentos elementares da doutrina de Cristo, procuremos alcançar-lhe a plenitude. Não quere­mos agora insistir nas noções fundamentais da conversão, da renúncia ao pecado, da fé em Deus, a doutrina dos vários batismos*, da imposição das mãos, da ressurreição dos mortos e do julgamento eterno.</p><cite>Hebreus 6, 1-2</cite></blockquote>



<p>Observe como nesta passagem somos levados a percorrer os estágios sucessivos da jornada cristã — arrependimento, fé, batismo, confirmação, ressurreição e julgamento. Esta passagem resume a jornada do cristão em direção ao céu e nos dá o que os teólogos chamam de ordem da salvação, <em>ordo salutis</em>. São &#8220;<em>os ensinamentos elementares</em>&#8221; da fé cristã.</p>



<p>A imposição de mãos que é mencionada nessa passagem é certamente o sacramento da confirmação: Os outros tipos de imposição de mãos (para ordenação e cura) não são feitos para todo e qualquer cristão e dificilmente se qualificam como parte da ordem da salvação.</p>



<p>Como mostram as passagens a seguir, dos Santos Padres, estes primeiros escritores cristãos também reconheceram a confirmação como um sacramento distinto do batismo, mesmo que geralmente fosse dado simultaneamente ao batismo. Suas palavras falam poderosamente sobre essa unção e imposição de mãos para a recepção do Espírito Santo e o papel que ela tem na iniciação cristã.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sacramento da Confirmação na Igreja Primitiva</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Tertuliano</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Exinde egressi de lavacro perungimur beriedicta unctione de pristina disciplina qua ungui oleo de cornu in sacerdotium solebant, ex quo Aaron a Moyse unctus est. unde christus dicitur a chrismate quod est unctio, quae  domino nomen accom- modavit, facta spiritalis quia spiritu unctus est a deo patre: sicut in Actis, Collecti sunt enim vero in ista civitate adversus sanctum filium tuum quem unxisti. Sic et in nobis carnaliter currit unctio  sed spiritaliter proficit, quomodo et ipsius baptismi carnalis actus quod in aqua mergimur, spiritalis effectus quod delictis liberamur.</p></blockquote>



<p><em>“Depois disso, quando emitimos a partir da fonte, nós somos completamente ungidos com uma unção abençoada, (uma prática derivada) da antiga disciplina, onde ao entrar no sacerdócio, então estavam acostumados a serem ungidos com óleo de um chifre, desde que Aarão foi ungido por Moisés [Êxodo 30, 22-30]. Donde Aarão é chamado de ‘Cristo’, do ‘crisma’, que é ‘a unção;’. que, quando feito espiritualmente, forneceu um nome apropriado para o Senhor, porque Ele era ‘ungido’ pelo Espírito de Deus, o Pai, como está escrito em Atos: ‘pois, na verdade eles estavam reunidos nesta cidade contra o teu Santo Filho a quem Tu ungiu” [Atos 4, 27]. Assim, também, no nosso caso, a unção vai carnalmente (isto é, no corpo), mas os ganhos espiritualmente, da mesma forma que o próprio ato de batismo também é carnal, no qual somos mergulhados na água, mas o efeito é espiritual, em que somos libertos do pecado.” (Tertuliano, Sobre o Batismo, 7)</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Santo Hipólito de Roma</h3>



<p>“<em>O bispo, impondo a mão sobre eles, deve fazer uma invocação, dizendo: ‘Ó Senhor Deus, que os fez dignos do perdão dos pecados através da lavagem do Espírito Santo até o renascimento, enviai a eles a tua graça, para que possam servi-lo de acordo à sua vontade, pois há glória a ti, para o Pai, e do Filho com o Espírito Santo, na Santa Igreja, agora e pelos séculos dos séculos. Amen.’ Então, vertendo o óleo consagrado em sua mão e impondo-a  sobre a cabeça do batizado, ele dirá, &#8216;Eu te unjo com óleo santo no Senhor, o Pai Todo-Poderoso, e Jesus Cristo e o Espírito Santo. Marcai-os na testa, ele deve beijá-los e dizer: ‘O Senhor esteja convosco.’ Aquele que foi marcado dirá: ‘E com teu espírito’. Assim, ele deve fazer para cada um.”</em> (Tradição Apostólica 21-22).</p>



<p>&#8220;&#8216;<em>E ela disse a suas empregadas, Traga-me óleo’. Pois a fé e o amor preparam o óleo e ungüentos para aqueles que são lavados. Mas o que eram esses ungüentos, senão os mandamentos da santa Palavra? E que foi o óleo, senão o poder do Espírito Santo, com o qual os crentes são ungidos como com pomada após a camada de lavagem? Todas essas coisas foram figurativamente representadas na bendita Susanna, por nossa causa, para que nós, que agora acreditamos em Deus não podussemos considerar as coisas que são feitas agora na Igreja como estranhas, mas acreditando que todas elas foram estabelecidas nas figuras dos patriarcas de outrora, como o apóstolo também diz: ‘Ora, estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para nossa instrução, sobre quem o fim dos mundo está chegando.’</em>”(Hipólito de Roma, Commentário sobre Daniel, 6, 18)</p>



<h3 class="wp-block-heading">São Cipriano de Cartago</h3>



<p>“<em>Alguns dizem que no que diz respeito àqueles que foram batizados em Samaria que, quando os apóstolos Pedro e João foram lá, apenas as mãos foram impostas sobre eles para que eles pudessem receber o Espírito Santo, e que eles não foram re-batizados. Mas vemos, queridos irmãos, que esta situação em nada diz respeito ao presente caso. Aqueles em Samaria que haviam crido tinha acreditado na verdadeira fé, e foi pelo diácono Filipe, a quem esses mesmos apóstolos tinham enviado para lá, que eles tinham sido batizados dentro da Igreja&#8230; Desde então, eles já tinham recebido o batismo legítimo e eclesiástico, não era necessário batizá-los novamente. Ao contrário, somente o que estava faltando foi feito por Pedro e João. A oração foi  feita sobre eles e as mãos foram impostas sobre eles, o Espírito Santo foi chamado e foi derramado sobre eles. Esta é até agora a prática entre nós, de modo que aqueles que são batizados na Igreja, em seguida, são levados para os prelados da Igreja, através da nossa oração e da imposição das mãos, eles recebem o Espírito Santo e são aperfeiçoados com o selo do Senhor</em>”. (Epistola 73 [72], 9).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Orígenes de Alexandria</h3>



<p><em>“E não se surpreenda que este santuário é reservado somente para os sacerdotes. Pois todos aqueles que foram ungidos com o óleo da crisma tornaram-se sacertdotes, como também Pedro diz a toda a Igreja: &#8220;Vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa”. (1 Pedro 2, 9). Portanto, vocês são um ‘povo sacerdotal’, e por conta disso você abordam as coisas sagradas.”</em> (Homilia sobre o Levítico 9)</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Santo Agostinho</strong></h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Et vos unctionem habetis a sancto, ut ipsi vobis manifesti sitis. Unctio spiritalis ipse Spiritus sanctus est, cuius sacramentum est in unctione visibili.</p></blockquote>



<p>“<em>E você tem a unção do Santo, que pode ser manifesta a vós mesmos  (1 João 2:20). <strong>A unção espiritual é o próprio Espírito Santo, do qual o sacramento é a unção visível</strong></em>.” (Dez Homilias sobre a Epístola de São João para os Partos, 3, 5)</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Accessit baptismum et aqua quasi conspersi estis, ut ad formam panis veniretis. Sed nondum est panis sine igne. Quid ergo significat ignis, hoc est chrisma olei? Etenim ignis nutritor Spiritus Sancti est sacramentum.</p></blockquote>



<p>“<em>Batismo e a água tiveram. Você foi transpassado, por assim dizer, de modo que você pôde vir na forma de pão. Mas ainda não é pão, sem fogo. O que, portanto, o fogo representa? <strong>É a crisma. Pois o óleo de nosso fogo é o sacramento do Espírito Santo</strong></em><strong>.</strong>” (Agostinho, Sermão 227, 1 (c. 420 dC)</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Cur ergo ipsi capiti, unde illud unitatis descendit unguentum, id est, amoris fragrantia spiritalis; cur, inquam, ipsi capiti resistitis testanti et dicenti: Praedicabitur in nomine eius poenitentia et remissio peccatorum per omnes gentes, incipientibus ab Ierusalem? Et in hoc unguento sacramentum Chrismatis vultis interpretari; quod quidem in genere visibilium signaculorum sacrosanctum est, sicut ipse Baptismus.</p></blockquote>



<p>“<em>Por que, então, é o próprio chefe, de onde que a unção de unidade descende, isto é, a fragrância espiritual de amor fraternal, Por que, eu digo, é o próprio Chefe que se expõe a sua resistência, ao mesmo tempo que atesta e declara que “o arrependimento e a remissão dos pecados deve ser pregado em Seu nome entre todas as nações, começando por Jerusalém”? E por esta unção se deseja que o sacramento da crisma seja entendido, o que é realmente santo como entre as classes de sinais visíveis, como o próprio batismo&#8230;”</em> (Agostinho, Cartas de Petilian o Donatista, 2,104:239)</p>



<h3 class="wp-block-heading">São Basílio Magno</h3>



<p><em>“Das crenças e práticas se geralmente aceitas ou publicamente estimadas que são preservadas na Igreja, algumas que possuimos derivadas do ensino de escrito, outras que recebemos que nos foram entregues ‘em um mistério’ pela tradição dos Apóstolos; e ambas em relação a verdadeira religião tem a mesma força. E estes ninguém vai contradizer; ninguém, em todos os casos, que é até mesmo moderadamente versados nas instituições da Igreja. Pois estávamos tentando rejeitar tais costumes como não tendo autoridade escrita, sobre o fundamento de que a importância que eles possuem é pequena, nós devemos acidentalmente ferir o Evangelho nestas questões, especialmente, ou melhor, deve fazer a nossa definição pública de uma mera frase e nada mais… Qual dos santos nos deixou por escrito as palavras da invocação ao apresentar o pão da Eucaristia e o cálice de bênção? Pois nós não estamos, como é bem sabido, contentes com o que o apóstolo ou o Evangelho gravou, mas ambos em prefácio e a conclusão adicionamos outras palavras, como sendo de grande importância para a validade do ministério, e estas que derivam de ensino não escrito . Além disso, nós abençoamos a água do batismo e o óleo do crisma, e, além disso catecúmeno que está sendo batizado. Com que autoridade escrita que fazemos isso? Não é a nossa autoridade tradição silenciosa e mística? Não, por qual palavra escrita a unção do óleo é ensinada? E de onde vem o costume de batizar três vezes? E quanto aos outros costumes do batismo de qual Escritura podemos derivar a renúncia de Satanás e seus anjos? Isso não vem de um ensinamento inédito e secreto que nossos pais guardram em um silêncio fora do alcance da intromissão  de curiosos e da investigação inquisitiva?… Da mesma maneira, os apóstolos e pais que estabeleceram as leis Igreja do início, assim, guardaram a terrível dignidade dos mistérios em segredo e silêncio, para o que é divulgado no exterior de forma aleatória entre o povo comum, não é mistério.”</em> (Sobre Espírito Santo, Capítulo 27)</p>



<p>“<strong><em>Nós também</em></strong><strong><em>&nbsp;abençoamos a água do batismo, o óleo da unção, e até mesmo os próprios batizados</em></strong><em>.</em><em>&nbsp;Por virtude de quais escritos? Não é em virtude da tradição protegida, secreta e escondida? De verdade! Mesmo o óleo da unção, o que a palavra escrita tem ensinado sobre isso? A tripla imersão, de onde ela vem? E tudo o que rodeia o batismo: a renúncia a Satanás e seus anjos de qual Escritura é que isso veio? [&#8230;] Não é daquele ensino mantido privado e secreto, que os nossos pais guardaram em silêncio, protegidos da ansiedade e curiosidade, sabendo muito bem que guardando tranquilos, salvam caráter sagrado dos mistérios? Pois, como seria razoável divulgar escrevendo a instrução, o que não é permitido para os não iniciados contemplarem?</em>” (Basílio, o Grande, sobre o Espírito Santo, 15, 35 (c. 375 dC))</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>São Cirílo de Jesusalém</strong></h3>



<p>“<em>Mas cuidado ao supor que isso seja uma unção simples. Porque, assim como o Pão da Eucaristia, após a invocação do Espírito Santo não é mais simplesmente pão, mas o Corpo de Cristo, assim também esta unção santa não é mais uma simples unção, nem (por assim dizer) ações ordinárias, depois de invocação, mas é dom da graça de Cristo, e, com o advento do Espírito Santo, faz-se apto a transmitir a Sua natureza divina. Que a unção é aplicada simbolicamente na sua testa e seus outros sentidos, e enquanto o seu corpo é ungido com o ungüento visível, sua alma é santificada pelo Santo e vivificante Espírito</em>.” (Leituras catequéticas 21, 3)</p>



<p>“‘<em>Você ungiu minha cabeça com óleo’(Salmo 22:05). Com óleo ungiu a cabeça em cima de sua testa, pelo selo que você tem de Deus; que pode ser feito pela gravação do sinal, a Santidade a Deus</em>.” (Leituras Catequéticas 22, 7)</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>São Gregório Magno</strong></h3>



<p><em>“Também chegou aos nossos ouvidos que alguns têm sido ofendidos pelos nossos presbíteros que têm proibido tocar com o crisma aqueles que estão para ser batizado. E nós, na verdade agimos de acordo com o antigo uso da nossa Igreja, mas, se houver são, na verdade aqui angustiado, nós permitimos que, quando há a falta de bispos, presbíteros podem tocar com o crisma, mesmo em suas testas, aqueles que serão batizado.”</em> (Carta ao Bispo Januário, Livro 4, n º 26)</p>



<h3 class="wp-block-heading">São Teófilo de Antioquia</h3>



<p><em>“E sobre o seu riso sobre mim e me chamando de ‘cristão’, você não sabe o que está dizendo. Primeiro, porque o que é ungido é doce e útil, e longe de ser desprezível. Pois qual navio pode ser útil e em condições de navegar, a menos que ser primeiro calafetados [ungido]? Ou qual castelo ou casa é bonita e útil quando ainda não foi ungida? E o homem, quando ele entra nesta vida ou no ginásio, não é ungido com óleo? E qual trabalho tem um tanto enfeite quanto beleza a menos que seja ungido e polido? Então, o ar e tudo o que há debaixo do céu está de certa forma ungido pela luz e o espírito; e você está disposto a ser ungido com o óleo de Deus? Portanto, somos chamados cristãos spor este motivo, porque somos ungidos com o óleo de Deus.”</em> (Teófilo de Antioquia, a Autólico, I, 12)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Leão Magno</h3>



<p><em>“No batismo o sinal da cruz faz reis de todos os que renasceram em Cristo, e a unção do Espírito Santo, consagra-os sacerdotes. Assim, além das obrigações específicas de nosso ministério, qualquer cristão que tem os dons da compreensão racional e espiritual sabe que ele é um membro de uma raça real e as ações no ofício sacerdotal. Para o que poderia ser mais real do que uma alma que, submetendo-se a Deus torna-se governante de seu próprio corpo? Ou o que mais sacerdotal quando consagra uma consciência pura para com Deus e oferta no altar de seu coração o sacrifício imaculado de sua devoção?”</em> (São Leão Magno, Sermão 4).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Papa Cornélio </strong></h3>



<p>“<em>Mas Satanás, que entrou e habitou nele por um longo tempo, tornou-se ocasião de sua crença. Sendo entregue pelos exorcistas, ele caiu em uma doença grave, e como ele parecia prestes a morrer, ele recebeu o batismo por aspersão, na cama onde ele estava deitado; se de fato, podemos dizer que tal pessoa o recebeu. E quando ele foi curado de sua doença ele não recebeu as outras coisas que são necessárias ter de acordo com o cânon da Igreja, até mesmo ser selado pelo bispo. E como ele não recebeu isso, como ele poderia receber o Espírito Santo?” </em>(Papa Cornélio para Fábio; fragmento na História Eclesiástica de Eusébio 6, 43:14)</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Santo Ambrósio</strong></h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Unde repete quia accepisti signaculum spiritale, spiritum sapientiae et intellectus, spiritum consilii atque virtutis, spiritum cognitionis atque pietatis, spiritum sancti timoris (Esai. XI, 2): et serva quod accepisti. Signavit te Deus Pater, confirmavit te Christus Dominus; et dedit pignus Spiritus in cordibus tuis, sicut Apostolica lectione didicisti (II Cor. V, 2).</p></blockquote>



<p><em>“E então, lembre-se que você recebeu o selo do Espírito, o espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de piedade, e o Espírito Santo de temor, e preserve no que você recebeu. Deus Pai te selou, Cristo o Senhor fortaleceu e deu o penhor do Espírito em seu coração, como você aprendeu na lição do Apóstolo.”</em> (Ambrose, Sobre os Mistérios, 7, 42)</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Constituições apostólicas</strong></h3>



<p><em>“Agora, a respeito do batismo, bispo ou presbítero, temos já determinada direção, e, agora, nós dizemos que tu deve assim batizar como o Senhor nos ordenou, dizendo: ‘Ide, ensinai todas as nações, batizando-os em nome do pai, e do Filho, e do Espírito Santo (ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado)’ do Pai que enviou, de Cristo, que veio, do Consolador que testemunhou. Mas tu deve de antemão ungir a pessoa com o óleo santo, e depois batizá-la com a água, e na conclusão deve selar ele com a unção, que a unção com óleo possa ser a participação do Espírito Santo, e a água o símbolo da morte de Cristo, e a unção o selo dos pactos. Mas, se não há nem óleo, nem unção, a água é suficiente tanto para a unção, e para o selo e para a confissão de que ele está morto, ou mesmo está morrendo juntamente com Cristo.”</em> (Constituições Apostólicas 7, 2:22)</p>



<h3 class="wp-block-heading">São Cirílo de Alexandria</h3>



<p><em>“A água viva do santo Baptismo é dada a nós como que na chuva e, o Pão da Vida, como se o trigo e o sangue como se vinho. Além disso também há o  uso de óleo, usado aperfeiçoar aqueles que foram justificadas em Cristo através de santo batismo.”</em> (Cirilo de Alexandria, comentário sobre os Profetas Menores 32)</p>



<p>— Se você quer conhecer melhor a vida e a obra dos Santos Padres, não deixe de conferir o curso de <a class="thirstylink" target="_blank" title="Patrística" href="https://cooperadoresdaverdade.com/dica/patristica/" data-shortcode="true">Introdução à Patrística e à Patrologia</a>. </p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>*Vários batismos: trata-se aqui sem dúvida dos dois batismos, o de João Batista e o sacramento instituído por Jesus.</em></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/sacramento-da-confirmacao-na-igreja-primitiva/">Sacramento da Confirmação na Igreja Primitiva</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperadoresdaverdade.com/sacramento-da-confirmacao-na-igreja-primitiva/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Sacramento do Crisma na Sagrada Escritura</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/o-sacramento-do-crisma-na-sagrada-escritura/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-sacramento-do-crisma-na-sagrada-escritura</link>
					<comments>https://cooperadoresdaverdade.com/o-sacramento-do-crisma-na-sagrada-escritura/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2020 14:54:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Confirmação]]></category>
		<category><![CDATA[Sagrada Escritura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperadoresdaverdade.com/?p=8184</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/O-Sacramento-do-Crisma-na-Sagrada-Escritura.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O Sacramento do Crisma na Sagrada Escritura" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/O-Sacramento-do-Crisma-na-Sagrada-Escritura.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/O-Sacramento-do-Crisma-na-Sagrada-Escritura-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/O-Sacramento-do-Crisma-na-Sagrada-Escritura-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/O-Sacramento-do-Crisma-na-Sagrada-Escritura-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/O-Sacramento-do-Crisma-na-Sagrada-Escritura-1024x576.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>A Sagrada Escritura, tanto no Antigo como no Novo Testamento, promete a efusão do Espírito Santo nos tempos messiânicos. Advertência preliminar: o Espírito ou Sopro (ruach, em hebraico) de Javé, no Antigo Testamento, significa geralmente a força de Deus a suscitar vida e obras dignas do Altíssimo através da história sagrada. Como se entende, os [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/o-sacramento-do-crisma-na-sagrada-escritura/">O Sacramento do Crisma na Sagrada Escritura</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/O-Sacramento-do-Crisma-na-Sagrada-Escritura.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O Sacramento do Crisma na Sagrada Escritura" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/O-Sacramento-do-Crisma-na-Sagrada-Escritura.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/O-Sacramento-do-Crisma-na-Sagrada-Escritura-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/O-Sacramento-do-Crisma-na-Sagrada-Escritura-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/O-Sacramento-do-Crisma-na-Sagrada-Escritura-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/O-Sacramento-do-Crisma-na-Sagrada-Escritura-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Sagrada Escritura, tanto no Antigo como no Novo Testamento, promete a efusão do Espírito Santo nos tempos messiânicos.</strong></h2>



<p><strong>Advertência preliminar</strong>: o Espírito ou Sopro (<em>ruach</em>, em hebraico) de Javé, no Antigo Testamento, significa geralmente a força de Deus a suscitar vida e obras dignas do Altíssimo através da história sagrada. Como se entende, os israelitas, não tendo conhecimento do dogma da Ssma. Trindade, ainda não concebiam o Espírito como Pessoa Divina.</p>



<p>Assim já nos primórdios da criação o Espírito aparece sobre o caos do mundo como que para acalentá-lo e nele fomentar a vida; cf. Gên 1,1. No decorrer dos tempos, o Espírito se comunicava aos homens chamados para realizar grandes feitos: os Juízes (cf. Jz 3,10; 6,34; 11,29), Saul (cf. 1 Sam 11,6), Moisés (cf. Núm 11,17), Davi (cf. 2 Sam 23,2), Elias (cf. 4 Rs 2,9), os profetas em geral. Por excelência, como se dirá mais abaixo, dever-se-ia derramar sobre a natureza humana do Messias, chamado a ser Rei, Sacerdote e Profeta em grau eminente (cf. Is 11,2).</p>



<p>Na plenitude dos tempos, a plenitude do Espírito Santo devia ser outorgada não somente a indivíduos privilegiados, mas a todos os justos. É o que prediz muito claramente o profeta Joel: num quadro dramático, Javé promete «derramar seu Espírito sobre toda carne», de modo a renovar o mundo (3,1). Ezequiel, por sua vez, anunciava a renovação interior dos fiéis mediante o Espírito de Deus como característica da era messiânica; dando o seu Espírito ou um novo princípio de vida aos homens, Javé os tornaria observantes da Lei Divina, portadores de frutos de justiça e santidade, que o Espírito faria germinar à semelhança da água que toma fecunda a terra (cf. Ez 36,26s ; 37,14 ; 39,24.29 ; Is 32,15-19; Zac 12,10).</p>



<p>A efusão do Espírito devia efetuar-se por intermédio do Messias. Este em sua natureza humana seria cumulado dos dons do Espírito Santo, a fim de realizar a sua obra de salvação (cf. Is 11,1-3 ; 42,1 ; 61,1).</p>



<p>No Novo Testamento, Cristo aparece realmente como o depositário do Espírito Santo: sobre a sua santíssima humanidade desceu o Espírito no dia do batismo (cf. Mt 3,16), penetrando-a à semelhança do óleo com que se pratica uma unção; dai o nome de Ungido (= Christós, em grego; Mashiah, em hebraico) que toca a Jesus: «O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me consagrou por uma unção», diz o Salvador no inicio da sua vida pública, citando Is 61,1 (cf. Lc 4,17-22).</p>



<p>E note-se como em torno de Jesus, justamente no limiar da era messiânica, como que para assinalar a presença do Ungido, surge um grupo de figuras ricamente agraciadas pelo Espírito Santo: Elisabete (cf. Lc 1,41-43), Zacarias (cf. Lc 1,67), João Batista (cf. Lc 1,15), Maria Santíssima (cf. Lc 1,35), Simeão (cf. Lc 2,25-32), a viúva Ana (cf. 2,36-38)&#8230;</p>



<p>Antes de sua volta ao Pai, Jesus, confirmando as predições do Antigo Testamento, prometeu enviar a todos os fiéis o Espírito Santo, o qual se tornaria o Advogado ou Consolador (= Paráclito) e o Mestre interior de cada um (cf. Jo 7, 37-39; 14,16s. 26 ; Lc 24,49 ; At 1,4). Pelo Espírito e no Espírito de Deus é que haviam de viver os discípulos de Cristo (cf. 1 Cor 12,3).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O dom do Espírito foi realmente outorgado na plenitude dos tempos por obra do Messias.</strong></h2>



<p>Enquanto Jesus não estava glorificado, o Espírito ainda não era dado, diz o Evangelista S. João (cf. 7,37), pois na verdade o Espírito Santo devia ser enviado aos fiéis não somente como dom do Pai Eterno, mas também como fruto da obra da Redenção (o Espírito devia como que jorrar da Ssma. humanidade de Cristo batida ou ferida contra o madeiro da cruz, à semelhança da água que no deserto emanou da rocha batida pela vara de Moisés a fim de dessedentar o povo ; cf. Núm 20,7-11; 1 Cor 10,4). Consequentemente, logo depois da Ascensão os dons do Espírito Santo começaram a se derramar sobre os fiéis.</p>



<p>Já no dia de Pentecostes, após a descida do Paráclito sobre os Apóstolos, São Pedro podia declarar que a predição de Joel se tinha cumprido sob a forma de primícias (cf. At 2,17-21). A realização plena do oráculo devia abranger a cada um dos cristãos em particular, como acrescentava o Apóstolo à multidão que, impressionada pelo portento de Pentecostes, lhe perguntava o que devia fazer:</p>



<p>“Arrependei-vos; que cada um de vós se faça batizar em nome de Jesus Cristo para a remissão dos pecados; recebereis então o dom do Espírito Santo, pois em favor de vós, de vossos filhos e de todos os que estão longe é que foi feita a promessa” (At 2,38s).</p>



<p>Por conseguinte, após o dia de Pentecostes, através dos tempos, o Espírito Santo havia de ser comunicado aos fiéis&#8230; Ora a Escritura mostra como realmente no decorrer de sua obra missionária os Apóstolos, mediante preces e imposição das mãos, comunicavam o Espírito Santo a todos os que abraçavam a fé (a imposição das mãos é rito já usado no Antigo Testamento para simbolizar a aplicação ou a transferência de um dom espiritual ; cf. Num 11,16s.24; 27, 18-20).</p>



<p>Três são os textos mais importantes que a este propósito ocorrem:</p>



<p>a) <strong>At 8,4-25</strong>. Os Apóstolos em Jerusalém ouviram que na Samaria o diácono Filipe anunciara o Evangelho e batizara muitos recém-convertidos, os quais, porém, não haviam recebido o Espírito Santo (donde se poderia deduzir que o diácono não tinha a faculdade de O conferir). Enviaram então àquela região Pedro e João, os quais, orando e impondo as mãos, comunicaram o Espírito Santo aos fiéis. Aconteceu, porém, que Simão Mago, tendo presenciado o acontecimento, quis comprar do Apóstolo Pedro o poder de dar o Espírito; ora São Pedro não lhe respondeu que não se efetuava comunicação do Espírito, nem que esta era independente de algum rito, mas simplesmente que o poder solicitado não podia ser adquirido a dinheiro.</p>



<p>b) <strong>At 19,1-7</strong>. Em Éfeso São Paulo encontrou um grupo de doze discípulos, aos quais perguntou se já haviam recebido o Espírito Santo. Ao saber, porém, que só tinham sido batizados no batismo de João, completou-lhes a catequese e mandou-os batizar em nome de Cristo; a seguir, por imposição das mãos, comunicou-lhes o Espírito Santo.</p>



<p>Estes dois episódios sugerem algumas conclusões: 1) a comunicação do Espírito por meio de preces e imposição das mãos é rito diferente do batismo, podendo este ser administrado sem aquela; 2) o ministro do batismo nem sempre está habilitado a proceder à imposição das mãos; esta parece reservada aos chefes da comunidade; 3) muito pouco plausível seria admitir que a comunicação do Espírito Santo tenha sido, por instituição dos homens, associada à imposição das mãos (criatura alguma poderia fazer que tal efeito sobrenatural dependesse de uma cerimônia natural); é de supor, portanto, que Cristo mesmo haja instituído o rito comunicador do Espírito Santo, rito verdadeiramente sacramental.</p>



<p>c) <strong>Hebr 6,1-6</strong>. O autor sagrado propõe-se recordar aos leitores os artigos fundamentais referentes a Cristo, ou seja, as verdades que eram ensinadas aos catecúmenos logo que entravam no seu currículo cristão (cf. 5,11-14). Seis são esses artigos, que o Apóstolo agrupa em três pares:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>o abandono das obras mortas e a fé em Deus;</li><li>a doutrina sobre os batismos e a imposição das mãos;</li><li>a ressurreição dos mortos e o juízo eterno (6,1s).</li></ul>



<p>Que será a imposição de mãos aqui mencionada ? É, sem dúvida, um rito intimamente associado ao batismo, sem, porém, se confundir com este (como a ressurreição e o juízo final, a penitência e a fé estão intimamente unidas entre si, mas não se identificam mutuamente). Tem por efeito (delicadamente insinuado em 6,4) dar participação no Espírito Santo. Trata-se, como bem se crê, de rito idêntico ao que é referido&nbsp; no livro dos Atos (cc. 8 e 19), de mais a mais que em Hebr 6 é enumerado dentro da mesma série que ocorre em At 2,38s: penitência, fé, batismo, imposição das mãos (cf. pág. 103 deste fascículo).</p>



<p>A alusão aos «batismos» (no plural) significa que todo catecúmeno conhecia o valor próprio do sacramento cristão, distinguindo-o bem do batismo de João e dos demais ritos de ablução e purificação que estavam em uso entre os judeus.</p>



<p>Ora note-se que em Hebr 6 a imposição das mãos subsequente ao batismo e comunicadora do Espírito faz parte do fundamento (themélion) da religião cristã. O fundamento, porém, não pode provir senão do Fundador&#8230; Donde se segue que o mencionado rito se deve à instituição de Cristo mesmo; de resto, os Apóstolos confessavam que não eram senão «os ministros de Cristo e dispensadores dos mistérios de Deus» (1 Cor 4,1).</p>



<p>Eis, porém, que uma dificuldade se põe: não se poderia dizer que a imposição das mãos na antiga Igreja era destinada apenas a produzir dons extraordinários (glossolalia, profecia, etc.), como se lê em At 19? As subsequentes gerações cristãs não a terão indevidamente transformado em instituição ordinária? — A dúvida se elucida se consideramos, de um lado, que Cristo prometeu o Espírito a todos os fiéis, sem restrição de época; de outro lado, a imposição de mãos, enumerada em Hebr 6 juntamente com a penitência, a fé, o batismo&#8230;, aparece como instituição fundamental e, por isto, permanente do Cristianismo; ao contrário, os carismas ou dons extraordinários são graças esporádicas que, na antiga Igreja, eram dadas com frequência em vista de rápida difusão do Cristianismo; por isto, independentemente de dons milagrosos, a comunicação do Espírito por imposição das mãos é necessária na Igreja, destinando-se sempre a produzir o carisma ou o dom máximo, cujos efeitos são, muitas vezes, invisíveis, a saber; o dom da caridade (cf. 1 Cor 12,31).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E quando terá Cristo instituído o rito de comunicação do Espírito?</strong></h2>



<p>Os teólogos propõem mais de uma sentença sobre o assunto. A resposta mais provável, porém, parece depreender-se das seguintes considerações.</p>



<p>O episódio da descida de Cristo nas águas do Jordão (Mt 3,13-17; Mc 1, 9-11; Lc 3,21s) foi em todos os tempos considerado como uma das cenas mais importantes da vida de Jesus. Muitos Padres e escritores antigos afirmaram ter sido então instituído o sacramento do batismo (pois Cristo por seu contato santificou as águas), sentença que exegetas não-católicos hoje em dia igualmente professam.</p>



<p>Tenha-se em vista o texto:</p>



<p>“Naqueles dias Jesus de Nazaré veio da Galiléia e foi batizado por João no Jordão. E, logo que saiu da água, viu os céus abertos e o Espírito que, como pomba, descia sobre Ele, e dos céus fez-se ouvir uma voz: &#8216;Tu és meu Filho bem-amado, em Ti me comprazo&#8217; ” (Mc 1,9-11).</p>



<p>Como se vê, no episódio acima o Evangelista distingue dois atos sucessivos: a ablução ou o contato de Jesus com as águas, e a descida (poder-se-ia dizer: a unção) do Espírito que se deu quando o Senhor emergiu e que sagrou aos olhos do mundo Jesus como Rei, Sacerdote e Profeta dos tempos messiânicos (cf. Lc 4,18 ; At 10,18). Ora a cena que inaugurou a vida pública de Cristo é certamente tipo do que se dá em toda iniciação cristã (o cristão é, sim, um outro Cristo); na base desta observação distinguir-se-ão também dois atos no processo da iniciação cristã: a ablução do catecúmeno e a descida do Espírito Santo, ou seja, o sacramento do batismo e o da confirmação (embora estes dois ritos tenham sido frequentemente administrados durante a mesma função litúrgica na antiguidade, o livro dos Atos dá testemunho de que também podiam ser separados por certo intervalo de tempo). — Em conclusão, pergunta-se : Cristo, na cena inaugural de sua vida messiânica deixando entrever o batismo e a unção dos fiéis por comunicação do Espírito Santo, não terá ao mesmo tempo instituído esses dois ritos sagrados? Enquanto Jesus não estava glorificado (cf. Jo 7, 37-39), o sacramento da crisma não podia ser apresentado de maneira mais concreta; era preciso que viesse a solenidade de Pentecostes para que se pudesse explicitar todo o conteúdo da cena do Jordão.</p>



<p>Resta, porém, ainda uma questão atinente à matéria do sacramento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Se a Sagrada Escritura refere que a comunicação do Espírito se fazia por imposição das mãos, como se justifica a unção hoje praticada juntamente com aquela?</strong></h2>



<p>Não há dúvida, é sentença comum entre os teólogos que a matéria próxima do sacramento da confirmação consta de imposição das mãos, impressão do sinal da cruz sobre a fronte do cristão e unção com óleo sagrado.</p>



<p>Há autores que querem justificar tal sentença dizendo que os Apóstolos efetuavam a unção juntamente com a imposição das mãos, mas que S. Lucas, cioso de brevidade nos Atos dos Apóstolos, quis mencionar apenas um dos dois ritos. Tal explicação não deixa de parecer um tanto artificiosa. Reconheça-se o silêncio da Escritura, sem formular alguma interpretação a respeito. O fato é que do séc. III em diante os escritores (Tertuliano, em 200 aproximadamente; Hipólito Romano, em 220&#8230;) atestam a prática da unção. Pois bem, tenha estado em vigor entre os Apóstolos ou não, esta era sugerida por textos da S. Escritura mesma que apresentam o Espírito Santo como o Bálsamo, e a comunicação do Espírito como a unção com que são agraciados o Redentor e os remidos (daí os nomes de Cristo = Ungido, e cristãos&#8230;).</p>



<p>Assim notem-se, além do trecho de Lc 4,18 (citado à pág. 102 deste fascículo), os dizeres de S. Pedro em At 10,38: “Deus ungiu (Jesus de Nazaré)] com o Espírito Santo e poder»; o que quer dizer: o Pai derramou sobre a santíssima humanidade de Jesus a plenitude dos dons do Espírito Santo, de sorte que o Redentor, como homem, vivia continuamente sob o impulso do Espírito de Deus. A ideia, aliás, de que o Salvador seria o Ungido por excelência se deriva da noção de que Ele se tornaria eminentemente Rei, Sacerdote e Profeta e, por conseguinte, deveria receber uma unção, como os reis e sacerdotes a recebiam no Antigo Testamento (cf. 1 Sam 10,ls; Ex 29,30). No que diz respeito aos cristãos, observe-se que os Apóstolos apresentam a comunicação do Espírito como sendo «a unção que provém do Santo» (1Jo 2,20.27; cf. 2 Cor 1,21).</p>



<p>Foram essas concepções que sugeriram aos antigos chefes das comunidades cristãs simbolizassem a comunicação do Espírito Santo não somente mediante a imposição das mãos, mas também mediante uma unção com bálsamo sagrado; o cristão reproduz, sim, a vida do Cristo; é, espiritualmente, um «ungido». — A praxe da unção, desde que promulgada pela voz oficial da Igreja, goza de indiscutível autoridade para o católico, pois não é necessário que todos os ritos do culto estejam explicitamente delineados nas páginas da Sagrada Escritura (a respeito da Tradição como fonte da Revelação, veja-se «P. R.» 7/1958,qu. 2).</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/o-sacramento-do-crisma-na-sagrada-escritura/">O Sacramento do Crisma na Sagrada Escritura</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperadoresdaverdade.com/o-sacramento-do-crisma-na-sagrada-escritura/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
