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	<title>Concílios da Igreja &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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	<description>Apologética Católica</description>
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		<title>O Concílio de Trento: Barreira para a união?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jan 2020 16:39:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Concílios da Igreja]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/trento.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Trento" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/trento.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/trento-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/trento-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/trento-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/trento-1024x576.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Algumas correntes protestantes têm afirmado que o Catolicismo oriundo do Concilio de Trento é uma «nova Religião», a qual já não corresponde à genuína mensagem do S. Evangelho. É o que, por exemplo, asseverava o grande filósofo Leibnitz em famosa carta de 29 de março de 1693, carta à qual respondeu sabiamente Bossuet, o bispo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/trento.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Trento" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/trento.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/trento-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/trento-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/trento-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/trento-1024x576.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Algumas correntes protestantes têm afirmado que o Catolicismo oriundo do Concilio de Trento é uma «nova Religião», a qual já não corresponde à genuína mensagem do S. Evangelho. É o que, por exemplo, asseverava o grande filósofo Leibnitz em famosa carta de 29 de março de 1693, carta à qual respondeu sabiamente Bossuet, o bispo de Meaux.</p>



<p>Voltaremos nossa atenção para essa proposição, examinando com cuidado as notas que marcam o Catolicismo após o Concilio de Trento. A seguir, indagaremos se essas notas constituem de lato barreiras para a aproximação dos cristãos entre si.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1) O Catolicismo após o Concílio de Trento</strong></h2>



<p><strong>1.&nbsp;&nbsp;</strong>Forçoso será reconhecer que a Religião Católica após o Tridentino aparece revestida de traços novos bem característicos. Esses traços, porém, não implicam em desvios da tradição anterior ; não há uma só sentença proclamada pela assembleia que não esteja devidamente assentada na S. Escritura e na Tradição.</p>



<p>Esses traços, longe de serem sinais de corrupção do Catolicismo, constituem, antes, autênticos testemunhos de sua vitalidade, pois não são outra coisa senão o desdobramento dos tesouros de vida sempre contidos dentro do próprio Catolicismo. Correspondem ao desabrochar do botão que se torna flor e fruto, numa planta. Os Concílios sempre tiveram por papel tornar explícito o que era implícito ou projetar clareza sobre o que era obscuro, no depósito da Revelação cristã.</p>



<p>A Igreja na África e na Ásia não pode ter a mesma face humana que na Europa ou na América. Assim também a Igreja no séc. XVI, e após este, não pode aparecer com as mesmas facetas que na Idade Média ou na Antiguidade; se aparecesse sempre igual, ter-se-ia motivo para dizer que é entidade sem vida, múmia, e não o Corpo Místico de Cristo ou a árvore de mostarda, de que falam as Escrituras Sagradas (cf. Ef 4,15s; Mt 13,31s).</p>



<p><strong>2.&nbsp;&nbsp;</strong>Quais seriam então as principais notas características do Catolicismo após o Concilio de Trento?</p>



<p>Ei-las em poucas palavras:</p>



<p><strong>a)</strong> Maior precisão na formulação dos dogmas. Antes do surto do Protestantismo, os teólogos não sentiam tanto a necessidade de perscrutar o que é estritamente matéria de fé, o que pode ser livremente discutido e o que vem a ser temerário ou próximo à heresia. Foi, sim, a controvérsia com os protestantes que os levou a delimitar com toda a precisão possível o alcance das proposições doutrinárias católicas. «A Igreja após o Concilio de Trento é, em primeiro lugar e acima de tudo,&#8230; ciosa de segurança doutrinária e de fidelidade aos dogmas; este traço a caracteriza até nossos dias» (Daniel- -Rops, La Réforme Catholique. Paris 1955, 168).</p>



<p>Eis o que observava Leibniz:</p>



<p>«Doravante nenhum católico poderá duvidar de algum livro ou de alguma parte da Escritura Sagrada; ninguém poderá pôr em dúvida que a justificação se faz por uma qualidade inerente à alma [a graça santificante] ou que a fé que justifica é diversa da confiança na misericórdia divina, ou ainda que sete são os sacramentos,&#8230; que se requer determinada intenção no ministro, &#8230; que o batismo é de necessidade absoluta,&#8230; que a Eucaristia contém o corpo, o sangue e também a Divindade de Jesus Cristo,&#8230; que cada sacramento tem matéria, forma e ministro determinados,&#8230; que o vinculo matrimonial é indissolúvel, mesmo em caso de adultério» (Leibnitz em «Oeuvres de Bossuet», ed. Lachat XVIII 198s).</p>



<p>Em particular, foi sendo mais e mais focalizada a Igreja, registrando-se então</p>



<p><strong>b)&nbsp;</strong>A acentuação do conceito de Igreja visível, com seu aspecto jurídico e hierárquico. Desejando evitar a tendência protestante a espiritualizar a Igreja, como se esta existisse apenas no íntimo das almas, os teólogos tridentinos e pós-tridentinos muito se detiveram na descrição das notas visíveis essenciais à Igreja; esta então passou a ser apresentada geralmente como «sociedade daqueles que professam a mesma fé, recebem os mesmos sacramentos e prestam obediência às mesmas autoridades eclesiásticas».</p>



<p>Tal descrição era, sem dúvida, muito exata e útil. Acarretava, porém, o perigo .de não se considerar tanto o aspecto invisível, e ainda mais rico, da Santa Igreja, que é o de «Corpo Místico de Cristo», «Esposa sem mancha nem ruga» (cf. Ef 4 e 5).</p>



<p>A valorização do aspecto jurídico teve como consequência imediata uma crescente centralização das funções administrativas da Igreja; a autoridade papal e a das Congregações Romanas encarregadas dos diversos setores da vida eclesiástica (espécies de Ministérios) foram mais e mais solicitadas para a solução de questões grandes e pequenas, oriundas em todas as partes do mundo. — Esta evolução era necessária &#8220;a fim de se evitar a anarquia e o esfacelamento que o espírito liberal da vida moderna podia introduzir na S. Igreja. Não há dúvida, porém; a centralização admite graus diversos (podendo ser ora mais, ora menos rigorosa) e, após certo ponto, em vez de beneficiar, poderia prejudicar ou sufocar a vida da Igreja.</p>



<p>Tenha-se em vista outra nota muito ligada com as anteriores:</p>



<p><strong>c)</strong> A índole apologética de muitas afirmações da doutrina e da vida da Igreja. Levando em consideração principalmente as afirmativas e negativas do Protestantismo, os teólogos tridentinos formularam a verdade de maneira a rebater as proposições dós reformadores. Ora isto não podia deixar de implicar em focalização um tanto unilateral da doutrina; apenas o aspecto controvertido era assim esclarecido e devidamente afirmado, ficando na penumbra aspectos talvez mais centrais e vitais do dogma revelado. Em geral, a Teologia católica, após o Concilio de Trento, passou a se ressentir da necessidade de defender a verdade (contra os erros do Protestantismo, do racionalismo, do materialismo, do neopaganismo, etc.); enquanto os teólogos se prestaram a tal tarefa (sem dúvida, necessária), arriscaram-se a deixar encobertas facetas e riquezas positivas da Revelação cristã, mais importantes talvez para a vida de oração dos fiéis.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>«Por forças das circunstâncias, as fórmulas que condenam erros, são sempre unilaterais; só trazem à luz um dos aspectos da verdade, isto é, o aspecto que os hereges contestam; e é o aspecto assim focalizado que os teólogos posteriores continuam a estudar com o máximo afinco.<strong><em>&nbsp;É</em></strong>&nbsp;preciso, porém, não esquecer que a verdade revelada é mais rica e mais fecunda do que aquilo que as definições podem exprimir. Até os últimos dias da história, a Igreja viverá dos ensinamentos de Deus, sem chegar a esgotar o tesouro dos mesmos»</p><cite> (G. Bardy, L&#8217;Eglise Catholique, Moyen-Age et Temps Modernes, em «L*Année théologique» 10 [1949] 331).</cite></blockquote>



<p>Não obstante, deve-se notar que, após o Concilio de Trento, houve</p>



<p><strong>d)</strong>&nbsp;<strong>Aprofundamento da piedade católica.</strong>&nbsp;A piedade medieval era certamente muito intensa e espontânea (notas estas de grande valor), mas talvez por isto mesmo, caía frequentemente na superficialidade e infantilidade.</p>



<p>Basta lembrar os autos teatrais ou «mistérios» medievais (a festa do asno, dos reis coroados, do arenque&#8230;) representados por vezes dentro do recinto mesmo da igreja: uniam entre si elementos religiosos e profanos numa síntese que podia edificar o homem medieval, mas que surpreenderia ou inquietaria o homem moderno&#8230; Este, após o séc. XVI, é mais sóbrio nas suas manifestações religiosas, chegando a regateá-las; todavia, dado que participe do culto sagrado, o homem moderno parece menos irreverente, mais respeitoso para com as coisas santas.</p>



<p>A seriedade com que o cristão moderno costuma tratar as coisas de Deus é louvável; ocasiona, porém, o perigo de se distanciar demais a piedade ou a Religião das outras manifestações da vida; é a porta aberta para o divórcio entre os deveres religiosos, prestados «fielmente» a Deus no santuário, e os deveres civis, profanos, prestados às criaturas sem se levar em conta o fator religioso ou Deus.</p>



<p>Dito isto, passamos à questão final:&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2.&nbsp;O Concílio de Trento: barreira para a união ?</strong></h2>



<p>Como foi dito, as características que o grande Concilio imprimiu ao Catolicismo, não afetam o essencial da fé e da moral; necessárias em uma época, podem perder sua oportunidade e tornar-se obsoletas em outra época (desde que deixe de existir a problemática que as suscitou).</p>



<p>Não haveria, pois, dificuldade em removê-las nos nossos dias, desde que se verifique que já não correspondem às exigências da vida cristã.</p>



<p>Eis algumas das principais notas que assim poderiam ser reconsideradas:</p>



<h3 class="wp-block-heading">a)&nbsp;<strong>A formulação de certas proposições teológicas.</strong></h3>



<p>A verdade revelada, pertencente ao Credo, é, sim, intangível. Contudo a verdade intangível é comunicada aos homens por meio de expressões humanas&#8230; Estas, sendo pobres como os conceitos humanos são pobres, muitas vezes só abarcam um ou outro aspecto do tesouro da fé. Em consequência, torna-se possível em determinada época da história exprimir a mesma verdade em outros termos, mais significativos para os homens de tal época (ficando, sim, intato o conteúdo doutrinário).</p>



<p>É o Cardeal Bea, Secretário da Comissão Vaticana pro União dos Cristãos, quem o diz:</p>



<p>«A história dos dogmas mostra claramente como muitas fórmulas teológicas, que são a expressão de verdades imutáveis, foram redigidas de acordo com as concepções ideológicas de determinada época; é preciso compreendê-las e julgá-las nesta perspectiva. As fórmulas assim concebidas, em alguns casos, talvez só exprimam um aspecto da verdade eterna;&#8230; por conseguinte, não dão a ver toda a plenitude e a profundidade da verdade que elas tencionam exprimir.</p>



<p>Na encíclica &#8216;Hümani generis&#8217;. Pio XII observa que &#8216;as duas fontes da doutrina revelada por Deus (a Escritura e a Tradição) contêm tesouros de verdade tão grandes e tão numerosos que, de fato, nunca podem ser esgotados&#8217;. Muitas vezes tratar-se-á de buscar nesse tesouro da verdade revelada os elementos que, na nossa época, justamente têm mais importância para os nossos irmãos separados. Destarte, fornecendo aqueles esclarecimentos que a situação requer, o Concilio poderá não somente eliminar bom número dos mal-entendidos concernentes à doutrina católica, como também haurir na abundância e na profundeza das verdades da fé aquelas verdades que dizem respeito em particular aos homens de hoje» (Alocução proferida em Paris aos 23 de janeiro de 1962; cf. «Documentation Catholique» LIX [1962] 115).</p>



<p>Entre as formulações dogmáticas católicas que, de algum modo, poderiam ser tornadas mais claras para os irmãos protestantes e em geral para os pensadores de nossos dias, citam-se as que se referem à S. Escritura e à Tradição, ao pecado e à graça, ao primado e à infalibilidade do Sumo Pontífice, assim como a Maria SS. (em particular, certas afirmações marianas, tais como se encontram nos lábios de fiéis católicos pouco esclarecidos, causam equívocos nos ouvintes não-católicos, equívocos perfeitamente evitáveis).</p>



<p>Outra nota que poderia ser reconsiderada é</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>b) O conceito de Igreja.</strong></h3>



<p>Os teólogos posteriores ao Concilio de Trento têm mais e mais acentuado as noções de autoridade e monarquia na Igreja, estabelecendo forte distinção entre hierarquia e simples fiéis ou também entre clérigos e leigos. Ora percebe-se que hoje em dia a mensagem cristã se tornaria mais vital se realçasse melhor o papel ativo (e não somente passivo ou receptivo) dos leigos na Igreja, assim como a sua participação no sacerdócio de Cristo mediante os sacramentos do Batismo e da Crisma.</p>



<p>Revigorar-se-ia assim no povo cristão a importantíssima noção de Igreja «Corpo Místico de Cristo, Comunhão dos Santos», cujas intenções são compartilhadas por todos os seus membros (autoridades e súditos),&#8230; cujos interesses são carregados por todos os cristãos sem exceção. Cada um sentir-se-ia destarte altamente valorizado na Igreja, pois tomaria consciência mais profunda de «ser remido e ser corredentor com Cristo», como diz Pio XII (ene. «Mystici Corporis Christi»). Em consequência, evitar-se-ia o espírito de crítica mútua, que tanto pode debilitar o povo de Deus.</p>



<p>Poder-se-ia também conceber uma certa descentralização da administração da Igreja (sem derrogação ao primado do Papa), ficando cada bispo dotado de mais amplos poderes em sua diocese (o que é particularmente necessário nos países separados de Roma pela «Cortina de Ferro» ou «de bambu»).</p>



<p>Sejam ainda recenseadas</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>c) Certas expressões e funções da S. liturgia.</strong></h3>



<p>O culto comum tem que ser a afirmação máxima da alma religiosa do povo de Deus; por isto, é para desejar que, sem perder a sua seriedade e dignidade, as funções da S. Liturgia correspondam adequadamente às expressões espontâneas e usuais dos homens de cada época e cada região. Ora, já que esse expressionismo varia de época para época e de região para região, entende-se que a Liturgia também possa ser periodicamente retocada no que ela tem de meramente humano e contingente: assim se justificariam, em nossos dias, a restauração do uso da língua vernácula no culto sagrado (ao menos dentro de certa escala), a comunhão sob as espécies de pão e vinho para todos os fiéis, a administração do Batismo por imersão, o restabelecimento do diaconato como tal e a deis Ordens menores (porteiro, leitor da Igreja, etc.), a modificação de certas cerimônias, rubricas, etc.</p>



<p>Tanto se tem escrito sobre esses aspectos da Liturgia que não é necessário comentá-los ulteriormente. A respeito do vernáculo no culto sagrado, veja-se «P.R.»&nbsp;<a href="http://www.pr.gonet.biz/revista.php?nrev=-7">5/1957</a>, qu. 3; a propósito da Comunhão sob as duas espécies,- cf. «P.R.»&nbsp;<a href="http://www.pr.gonet.biz/revista.php?nrev=9">9/1958</a>, qu.6. — Passemos ao que concerne à</p>



<h3 class="wp-block-heading">d)&nbsp;<strong>Face latina ou ocidental da S. Igreja.</strong></h3>



<p>A Igreja de Cristo é uma só, destinada a todos os homens. Verifica-se, porém, que o cisma do séc. XI lhe sequestrou grande número de povos orientais e eslavos. Mais tarde, à ruptura do séc. XVI lhe subtraiu, no Ocidente mesmo, bom número de nações germânicas e anglo-saxônicas. Expandindo-se então para as terras recém-descobertas da Ásia e da África, os missionários levaram para os povos evangelizados as instituições ocidentais e latinas da Cristandade. Ora nota-se que tais instituições supõem mentalidade bem diversa da que as populações pagãs professam ao receber a Boa Nova. Daí compreender-se que o Catolicismo, revestido de colorido ocidental, se possa tornar desambientado fora da Europa e da América. Contudo o mal é perfeitamente remediável: as culturas da Ásia e da África possuem valores profundamente humanos e dignos, que bem podem ser aproveitados como portadores da mensagem evangélica nos territórios respectivos. Fala-se consequentemente de «desocidentalização» da Igreja.</p>



<p>Poder-se-ia continuar a enumeração dos aspectos humanos que, no Catolicismo de hoje, podem pedir certa atualização. Os principais, porém, estão assim enunciados. Para concluir, seja licito acrescentar uma observação: qualquer retoque na face humana da Igreja nunca poderá ser genuíno se não for empreendido em espírito de fé e dentro de uma visão sobrenatural da realidade cristã ; o que quer dizer :&#8230; se não for empreendido com humildade, caridade e na obediência à hierarquia da Igreja; qualquer «melhoramento» inspirado por tendências libertinas e revolucionárias já não realiza a obra de Cristo. Evite-se zelosamente o espírito de crítica; esta em geral não constrói, mas, antes, suscita mal-estar e desagregação.</p>
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