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Caminhe com simplicidade nas estradas do Senhor

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Caminhe com simplicidade nas estradas do Senhor

O Papa Francisco tem dito sempre em suas homilias que o importante é estar no caminho, é caminhar. Sabemos que o caminho se faz caminhando e que não podemos desistir nunca, jamais, embora venham ventos contrários como dizia Santa Paulina. Caminhar, caminhar, caminhar… E caminhar com amor, com ternura, com caridade fraterna e com simplicidade.

No caminho encontramos muitos obstáculos, muitas pedras, muitos espinhos, muitas dificuldades, mas também encontramos flores, encontramos alegrias. Ser discípulo missionário do Senhor é estar a caminho, é não desanimar, não parar no meio do caminho e jamais voltar atrás. Nesta caminhada encontramos muitos desafios, claro, não somos Santos, mas estamos a caminho da santidade. E estando a caminho da santidade vemos quantos caminhos diferentes o mundo oferece.

Caminhos fáceis, de felicidade imediata, embora passageira. Estradas que definitivamente não são as estradas do Senhor. O Senhor mesmo disse que a porta é estreita e que nesta vida teríamos tribulações. Um casal de namorados que opta por viver a castidade consagrada ao Senhor e esperar o casamento para ter relações maritais, por exemplo, encontra muitas dificuldades neste caminho, mas precisa caminhar. Caminhar com fé, com esperança, com alegria e com amor, pois a recompensa será grande. Mas quais os caminhos do mundo senão o do prazer imediato, nas drogas, nas bebidas, nas festas e baladas e no sexo sem compromisso?

Às vezes encontramos também irmãos e irmãs, católicos leigos e até mesmo sacerdotes que acham que estão percorrendo as estradas do Senhor, mas que infelizmente já não estão mais. Desviaram-se do caminho e não se deram conta. Estão se afundando na lama e não percebem. Já estão com a lama até o pescoço e ainda acham que devem continuar, pois aquele lhes parece o caminho certo.

São caminhos que satanás traça. Satanás é astuto e reveste seus caminhos com elementos enganosos que fazem parecer ser a fé católica, mas não é. E quantos padres se enveredam por estes caminhos! Caminhos como o da teologia da libertação. Caminhos que dizem: “o importante é o amor, vamos fazer estripulias no altar! Vamos largar a batina ou o hábito religioso, vamos celebrar sem casula, vamos cantar músicas que não tem absolutamente nada a ver com a liturgia que se está sendo celebrada, vamos fazer confissões comunitárias, vamos dar bolachinhas para as crianças junto com a eucaristia, vamos fazer dancinhas durante a missa, vamos cantar parabéns aos dizimistas do mês, vamos bater palmas a missa inteira, vamos pintar e bordar, pois afinal o que importa é o amor, não é mesmo?” São caminhos perigosos. E nós percebemos que nossos irmãos estão se afundando e não vamos falar nada? Se não falarmos estaremos pecando por omissão.

Acontece que o demônio planta também no coração das pessoas, o orgulho e a soberba. Você fala não por falar. Você critica não por criticar, mas porque ama. E por amar assim muito e amiúde, você quer que estas pessoas voltem a caminhar nas estradas do Senhor. Mas padre Pio já nos alerta: “Para caminhar nas estradas do Senhor é preciso ter simplicidade”. E tem simplicidade, tem humildade, uma pessoa que não aceita uma crítica? Não aceita uma sugestão? Uma pessoa que claramente está desobedecendo ao Papa e mesmo depois de você mostrar os documentos da Igreja que comprovam que ela não está agindo de forma católica, mesmo assim ela se acha superior e não da o braço a torcer? Pessoas que são inefáveis, inatingíveis, inabaláveis, que estão acima da verdade. Acima dos ensinamentos da Igreja. Padres que estão claramente ensinando errado e levando as pessoas ao erro, de que forma eles serão depois responsabilizados por essas almas que eles estão levando a perdição?

De minha parte, se eu me calar, serei também responsável pelas ovelhas que se perderem. Por isso eu falo, eu escrevo, eu anuncio, eu alerto, eu aviso e eu imploro: “voltem a ser católicos, voltem para as estradas do Senhor, com humildade, com simplicidade”.

Que assim seja. Amém.

Os Cooperadores
Os Cooperadores
Apologética Católica pela Hermenêutica da Continuidade. Apostolado pertencente ao Centro de Estudos São Francisco de Sales, de Itajaí/SC.

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