Coronavírus e Absolvição Geral

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(Por James M. Thunder, Church Militant. Traduzido por Petter Martins) Houve relatos sobre a criatividade dos padres ao se oferecer para ouvir confissões no drive-thru, permitindo assim a privacidade e ao mesmo tempo mantendo o distanciamento social. Sem dúvida, os padres poderiam, imitando jovens que visitam seus parentes idosos conversando com eles através de portas de vidro, ir às casas para ouvir confissões enquanto permanecem ao ar livre. Precisamos de alguma criatividade semelhante ao administrar o sacramento da penitência àqueles que estão doentes doentes por coronavírus.

Sugiro essa necessidade, porque há relatos de alguns hospitais proibindo padres de visitar os moribundos e relatos de bispos banindo ou restringindo a administração do sacramento da penitência ou a unção dos enfermos àqueles que estão internados em tratamento intensivo.

Suponho que uma preocupação é que os padres possam ser infectados e espalhar o vírus inconscientemente ou até morrer. Outra preocupação pode ser o uso único de equipamentos de proteção individual, quando esses equipamentos forem necessários para trabalhadores de hospitais que cuidam de vários pacientes.

Nesses relatos, não vi nenhuma menção ao uso ou planejamento de absolvição geral.

A absolvição geral é prevista nos parágrafos 961 a 963 do Código de Direito Canônico e foi administrada recentemente nos Estados Unidos em Janeiro de 2018 pelo bispo Dom Larry Smith, de Honolulu, Havaí, quando houve um (falso) alarme de um míssil que os atingiria. Foi administrada a um pequeno grupo em uma única capela.

A absolvição geral foi divulgada muito mais amplamente em 29 de março de 1979, “quando a usina nuclear de Three Mile Island, perto de Harrisburg, Pensilvânia, corria o risco de explodir. Se o reator explodisse, grandes quantidades de material radioativo seriam liberadas no meio ambiente, comprometendo a vida de inúmeros cidadãos. O bispo William Keeler, de Harrisburg (mais tarde cardeal-arcebispo de Baltimore) “concedeu absolvição geral aos fiéis, pois todas as pessoas não teriam a chance de confessar-se em particular“.

Não sei como a absolvição geral foi administrada neste caso: Qual o tamanho de um grupo? Para toda a cidade? Cara a cara ou usando meios modernos de comunicação?

Dadas as regras canônicas pertinentes à transmissão e recepção válidas de absolvição geral, um bispo poderia permitir que um capelão de hospital a transmitisse a um paciente doente após outro, em vez de simultaneamente? Ele poderia administrar a absolvição geral a um grupo de pacientes em uma sala de emergência ou sala de espera? Ele poderia administrar, não apenas a um grupo de pacientes, mas também a um grupo de cuidadores de hospitais ou casas de repouso, à polícia, aos socorristas, que estão ocupados demais para ir à confissão individualmente? A absolvição geral poderia ser comunicada a partir de um veículo a motor, de um avião ou helicóptero? De um alto-falante ou da internet?

Em 2 de julho de 1863, o pe. William Corby, mais tarde presidente da Universidade de Notre Dame, concedeu a absolvição geral à Brigada Irlandesa na Batalha de Gettysburg. Porque os bispos e sacerdotes de hoje não o imitam?

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