De que lado nós estamos?

0

Hoje em dia há cética tão grande que parece que grande parte da população vive dando uma São Tomé, ou seja, só acreditam vendo, porém, porém, porém, só quando se trata da Igreja Católica, dos milagres, dos santos e etc., pois quando trata-se de horóscopo, tarô, lobisomens, vampiros, chupa-cabra e ET de varginha, todo mundo acredita. E acreditam em muitas outras bobagens que a gente fica até perplexo. Tem gente que acredita até mesmo que qualquer Zé Mané pode interpretar as sagradas escrituras e com base em sua interpretação, destruir ensinamentos da Igreja de dois mil anos, permitindo assim casamento gay, comunhão de divorciados, sexo fora do casamento, aborto, anticoncepcionais e etc. Ou estamos com Cristo, ou estamos contra Ele. Mas afinal, de que lado nós estamos?

Gostaria de lembrar a facilidade com que São Francisco interpretava as escrituras. E eu me pergunto: “Será que o santo que era iletrado, interpretava as escrituras ou era o Espírito Santo de Deus que revela pra ele o verdadeiro sentido do texto?”. Francisco não estudou filosofia nem teologia. Não era douto, nem exegeta. Não conhecia o hebraico nem o grego, idiomas em que as escrituras foram escritas. Afinal, de onde lhe vinha tanta sabedoria? Certamente não era sabedoria humana. Certamente não vinha da terra. Só pode ser a sabedoria de Deus, aquela pela qual devemos clamar todos os dias, pois a sabedoria dos homens é vã, esta passa. Mas a sabedoria de Deus é eterna.

A Igreja Católica através de seu magistério sempre soube interpretar adequadamente as sagradas escrituras com base na sagrada tradição, pois sempre foi assistida pelo Espírito Santo. Jesus prometeu: “Eis que ficarei convosco até o fim dos tempos”. E disse também: “O Espírito os fará recordar todas as coisas”. Será que em algum momento da história Jesus abandonou a Igreja como sugerem os protestantes? Teria Ele deixado de cumprir sua promessa? Os protestantes afirmam que a Igreja pecou e por isso se desviou dos caminhos do Senhor. Então surgiu um herói para reformar a Igreja: Lutero. Quanta besteira! A Igreja é Santa e Imaculada, pois ela é o corpo de Cristo. Portanto, se Cristo não peca, a Igreja não peca. Porém os membros da Igreja são homens e mulheres, santos e pecadores.

Se ao longo da história os membros da Igreja pecaram, isso seria motivo para Cristo os abandonar? Não foi Ele mesmo que disse que veio para os pecadores e não para os justos? Se Cristo nunca abandonou a Igreja e o magistério sempre foi guiado pelo Espírito Santo de Deus para interpretar as sagradas escrituras, então o que vieram fazer os tais reformadores do século XVI? Sem sombra de dúvida, não reformaram nada. Eram revolucionários e baderneiros que jamais pensaram em difundir o amor de Deus e o evangelho de Nosso Senhor, mas única e exclusivamente propagandear o seu próprio ego.

Lutero afirmava que qualquer um era capaz de interpretar as sagradas escrituras. Qualquer um? Eu não me sinto capacitada para isso. Não com as minhas convicções humanas. A escritura não é para interpretação particular. Só quem é inspirado por Deus pode interpretar corretamente a bíblia. Mas então Lutero, Calvino e Cia Ltda não poderiam ser inspirados por Deus para interpretar a bíblia? Claro que não. E isso é muito fácil de entender. Deus é um só. Se as inspirações dos pseudorreformadores viessem de Deus, não haveria tantas interpretações diferentes. Só existem interpretações diferentes porque são interpretações meramente humanas. O livre-exame pregado por Lutero definitivamente é uma fraude! Jesus disse: “Quem não ajunta comigo, espalha. Quem não está ao meu favor, está contra mim”. Portanto, todos aqueles que se separaram da Igreja que é o corpo de Cristo-cabeça, deixaram de ajuntar com Ele, para espalhar. E espalharam ódio e divisões. Invadiram igrejas, destruíram imagem, queimaram altares, assassinaram padres, destruíram mosteiros, estupraram freiras, e tudo em nome de Deus. Mas que Deus é esse? Certamente não é o Deus de Jesus Cristo!

Francisco de Assis era um homem simples. Não era do magistério da Igreja, mas não era um revolucionário. Era um reformador. Vai e reconstrói a minha Igreja, disse o Cristo Crucificado para o nosso seráfico Pai. Foi uma reforma a partir de dentro. Sem rupturas, sem divisões. Por isso o Espírito de Deus estava com ele e fazia com que ele pudesse interpretar corretamente as escrituras sagradas auxiliando assim até cardeais.

Francisco era humilde. Lutero, soberbo. De que lado nós estamos?

Que assim seja.

Amém.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.