parallax background

De uma cabana vai-se mais depressa para o céu do que de um palácio

14 de janeiro de 2019
E03T04 – A heresia gnóstica
14 de janeiro de 2019
Novena de São Sebastião – 5° dia
15 de janeiro de 2019

Tantas vezes já citamos aqui que Francisco de Assis e os frades abraçando o desejo de viver na mais completa pobreza e de não possuir nada de próprio não tinham parança. Andavam de um lado para outro para não terem posse de nada. Percebemos bem claramente que Francisco não desejava que a ordem possuísse conventos ou mosteiros a exemplo de outras ordens que existiam na época como a dos beneditinos por exemplo. Não queria construir casas e por isso habitavam os lugares mais ermos e simples como uma cabana em Rivotorto.

“De uma cabana vai-se mais depressa para o céu do que de um palácio” diz o texto de hoje. E nós podemos pensar que logicamente sonhamos sempre com um mínimo de conforto para nós e nossa família, não desejamos morar num palácio, mas também não estamos dispostos a morar numa cabana. Portanto que possamos fazer do nosso coração uma cabana. Um coração simples, puro, justo, reto, humilde e santo. E não um coração avarento, orgulhoso, rancoroso, egoísta que seria por assim dizer um coração palácio.

Francisco tentava ensinar isso para os frades com exemplos práticos e focado nas coisas palpáveis e materiais. Eles moravam todos espremidos dentro dessa cabana, que mal podiam se mexer. De forma que podemos imaginar que nem dava pra deitar para dormir. Dormiam sentados. Mas a cabana era o coração de Deus e nele há lugar para todos que estão dispostos a carregar a cruz do Senhor com alegria, dedicação e fé.

Vemos que assim que chega o homem com o burro, Francisco deixa a cabana. Despojamento. Ele não considerava o lugar como seu, como sua propriedade. Imagine não ter um lugar pra morar. Morar numa pequena cabana junto com muitas outras pessoas empilhadas e de repente chegar alguém com um animal e querer tomar posse do lugar. Nossa ação mais provável é de expulsar a pessoa dali. Somos assim. Pensamos primeiro em nós mesmos, no nosso conforto pra depois pensar no outro. Já dizia uma antiga canção: Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro. Mas São Francisco deixa a cabana para o homem com seu burro e vai pra Porciúncula viver lá. Desprendimento.

Deus que perscruta os corações sabe que não precisamos de atitudes externas para mostrar nosso desapego pelos bens materiais, mas em algumas circunstancias é necessário, em pequenos gestos, pequenas atitudes. Não ter nada de próprio é ter tudo em comum, nada é meu, tudo é de todos, tudo está a serviço de todos e os bens temporais jamais podem se antepor aos bens espirituais pois o céu não passa e é pra lá que nós queremos ir.

Que assim seja.

Amém.

Os Cooperadores
Os Cooperadores
Apologética Católica pela Hermenêutica da Continuidade. Apostolado pertencente ao Centro de Estudos São Francisco de Sales, de Itajaí/SC.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *