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Êxtases espirituais de São Francisco

21 de fevereiro de 2017
Sigamos o caminho que conduz a Deus.
21 de fevereiro de 2017
Lembre-se de que Jesus veio para os pecadores, não para os justos; para os doentes, não para os sãos.
22 de fevereiro de 2017

Hoje em dia há cética tão grande que parece que grande parte da população vive dando uma São Tomé, ou seja, só acreditam vendo, porém, porém, porém, só quando se trata da Igreja Católica, dos milagres, dos santos e etc., pois quando trata-se de horóscopo, tarô, lobisomens, vampiros, chupa-cabra e ET de varginha, todo mundo acredita. E acreditam em muitas outras bobagens que a gente fica até perplexo. Hoje nós queremos falar de algo que faz parte da mística da vida do santo de Assis e que embora muita gente não leve a sério, aconteceu mesmo. Eu estou me referindo aos: Êxtases espirituais de São Francisco

O êxtase é um estado psíquico em que uma pessoa se encontra. Ela sente-se como que transportada para fora de si, para fora do mundo sensível como se estivesse inefavelmente unida ao transcendental.

Não estamos falando aqui da meditação transcendental que procura deliberadamente entrar em êxtase. Não. Isso não está de harmonia com a oração cristã, e pode ser espiritual e psicologicamente perigoso.

O êxtase espiritual cristão é um estado místico, como graça do Espírito Santo pela qual a pessoa se sente em união íntima com Deus, especialmente durante a oração. Já no antigo testamento encontramos relatos que acompanharam a comunicação da Palavra de Deus aos Profetas na forma de êxtase e no novo testamento podemos citar o êxtase de São Pedro e de São Paulo. Em atos dos apóstolos, capítulo dez, versículo dez, vimos que Pedro, sentiu fome e quis comer alguma coisa. Enquanto lhe preparavam de comer, foi arrebatado em Êxtase. Também em atos dos apóstolos, no capítulo vinte e dois, versículo dezessete, Paulo, quando retornava para Jerusalém, enquanto rezava no Templo, caiu em Êxtase.

O êxtase cristão é um estado temporário e passageiro que acompanha a alma em oração contemplativa de forma que uma pessoa em êxtase normalmente tem uma aparência radiante e está alheia às coisas, sensíveis que a rodeiam, ainda que lhe toquem.

Assim descreve Tomas de Celano o que aconteceu à São Francisco que muitas vezes era arrebatado por tamanho prazer na contemplação, ficava fora de si, e a ninguém revelava as experiências sobre-humanas que tinha tido. Celano nos conta que quando Francisco passou por determinado local, montado num jumentinho, muitas pessoas souberam que o homem de Deus iria passar por ali e foram se aglomerar no caminho. Fico lembrando da jornada mundial da juventude no Rio de Janeiro. Havia os eventos já previamente agendados, mas quando o povo sabia que o Papa estava em determinado lugar, rapidamente já se juntava um amontoado de gente em torno dele. Assim foi quando estávamos às portas do museu de belas artes que fica ao lado do teatro municipal do Rio de Janeiro. Tinha pouca gente naquele lugar, naquele horário, mas assim que se espalhou a notícia de que o Papa que estava dentro do teatro, resolveu sair não mais em carro fechado, mas com o Papamóvel, logo aquele lugar ferveu de gente. Claro que o Papa tem os seguranças, e tem todo um esquema que impede que as pessoas cruzem determinadas faixas para garantir a passagem dele. Embora tenhamos acompanhado que o Papa Francisco frequentemente quebra o protocolo e caminha no meio do povo e isso me faz lembrar Jesus que no evangelho é cercado de pessoas por todos os lados que vão O apertando e O empurrando até que aquela mulher que sofria de hemorragia o toca e Ele sente sair dEle uma força que a cura. Com Francisco de Assis não era diferente. Muitas vezes as pessoas se aglomeravam em torno dele e o apertavam e empurravam, queriam tocá-lo, queriam um pedaço do seu hábito e era sempre uma loucura.

Mas desta vez Francisco que estava rezando durante o caminho, entrou em êxtase, passou por aquela localidade e apesar de virem de toda parte homens e mulheres para vê-lo e tocá-lo com a costumeira devoção, pessoas que o apertavam, empurravam e lhe cortavam e repunham pedaços da túnica, nosso seráfico pai parecia insensível a tudo e, como um corpo morto, não tomou conhecimento de nada do que estava acontecendo. Afinal, chegaram ao lugar. Muito depois de terem deixado a povoação, o contemplador das coisas do céu, como se estivesse voltando de longe, perguntou interessado quando chegariam a Borgo, ou seja, ele passou por tudo aquilo sem nem perceber, pois estava em êxtase na oração.

Sabemos como é fácil nos distrairmos durante a oração. Qualquer coisinha, qualquer barulhinho já nos desconcentra. Mas Francisco de Assis era um homem tão contemplativo que durante a oração sua alma era arrebatada aos céus e parecia na terra ter deixado apenas um corpo inerte.

Que também nós possamos ser mais disciplinados na oração. Mais dedicados. Que possamos nos livrar de tudo aquilo que possa nos distrair nos momentos de oração para elevarmos a nossa alma a Deus e chegarmos tão perto dEle que em êxtase possamos quase tocá-lo.

Que assim seja.

Amém.

Os Cooperadores
Os Cooperadores
Apologética Católica pela Hermenêutica da Continuidade. Apostolado pertencente ao Centro de Estudos São Francisco de Sales, de Itajaí/SC.

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