Hoje vamos relembrar como foi a conversão de Frei Silvestre.

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Silvestre era um padre diocesano de quem Francisco havia comprado algumas pedras para a reforma de uma igreja. Quando padre Silvestre viu Frei Bernardo entrar para a Ordem e dar toda a sua fortuna aos pobres, a cobiça dentro dele cresceu e fez com que ele fosse se queixar à Francisco de que não havia sido bem pago pelas pedras. Francisco encheu as mãos do padre Silvestre de moedas e este foi embora contente.

Hoje eu gostaria de convidar você a pensar sobre a sua conversão. Como ela está? Qual foi o acontecimento que marcou o início da sua conversão? O seu encontro pessoal com Deus. E o que falta para que você se mantenha nos caminhos do Senhor? Frei Silvestre era um homem avarento. A avareza era o que estava afastando ele de Deus, embora fosse sacerdote. E quanto a nós? O que está nos afastando de Deus? Qual o pecadinho de estimação que nos afasta do Senhor? O primeiro mandamento da Lei de Deus diz: “Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças”. Mas será que as vezes não colocamos nosso pecadinho acima de Deus? Será que não criamos ídolos e os colocamos acima de Deus? O ídolo da avareza, o ídolo da luxúria, o ídolo do egoísmo, etc. E às vezes corremos o risco até mesmo de fazer de uma pessoa, um ente querido, um filho ou o esposo, a esposa, um ídolo e colocá-lo acima de Deus. O padre Silvestre ao voltar para casa, pensou muitas vezes no que tinha acontecido e começou a levantar contra si mesmo a feliz acusação de que já estava envelhecendo e amava o mundo, enquanto aquele jovem o espantava por um desprendimento tão grande de todas as coisas. Com isso ficou penetrado do bom perfume do exemplo, e Cristo lhe abriu seu coração cheio de misericórdia.

Então foi aí que Frei Silvestre se deu conta de seu pecado. Fez um exame de consciência e percebeu o seu erro. A Igreja nos convida para todos os dias antes de dormir, fazermos um exame de consciência. Seria até mesmo interessante se tivéssemos um caderninho onde anotássemos todas as noites os erros que cometemos naquele dia, com a intenção de não mais tornarmos a cometê-los. A Igreja pede para que nos confessemos ao menos uma vez por ano, mas oxalá pudéssemos nos confessar muito mais. Confessar-nos frequentemente, contando não só os pecados graves, mas também os veniais.

A história diz que Frei Silvestre entrou para a ordem, abandonou o mundo e se faz um imitador perfeito do homem de Deus. Começou a levar uma vida perfeita na Ordem e, pela graça de Cristo, chegou a mais alta perfeição.

Precisamos ler mais a vida dos santos. Espelhar-nos em suas vidas, em suas atitudes e procurar imitá-los.

Que assim seja.

Amém.

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