Jornalista pergunta porque evangelizar os indígenas e um bispo responde

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(InfocatólicaTraduzido por Andressa Muniz) O vigário apostólico de Puyo, na Amazônia do Equador, Mons. Rafael Cob García, defendeu o direito dos povos amazônicos de receber o Evangelho seguindo o mandamento de Cristo: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho”.

​​Monsenhor Cob fez essa afirmação nesta sexta-feira, dia 12 de outubro, dia em que se comemora a chegada de Cristóvão Colombo à América, em resposta a uma pergunta colocada na Sala de Imprensa do Vaticano, no contexto do Sínodo da Amazônia.

​​Na pergunta, realizada pelo jornalista Lorenzo Milá, da “Televisión Española (TVE)”, colocou-se porque seria necessário evangelizar as comunidades do Amazonas que têm suas próprias crenças, por vezes milenares, o Vigário Apostólico explicou que “estas comunidades, que podem ter sua espiritualidade específica, necessitam também conhecer, segundo nosso critério a partir de nossa fé cristã católica, o que trouxe deus para nós e para eles”.

Assim como a maioria têm a oportunidade de ser evangelizada de uma maneira tão direta, esse mesmo direito devem ter as minorias: conhecer justamente essa mensagem de salvação que Cristo trouxe não para alguns poucos, mas para todos.

Por isso dizia Jesus: Eu vim para que todos tenham vida, e vida plenamente. Por isso creio que seja importante para a Igreja o chamado missionário de ‘Ide por todo mundo e levai o Evangelho a todos os povos’. Nisso, como diria João Paulo II, estamos quase iniciando, porque cada vez que vemos, precisamos de mais.

​​Por outro lado, em resposta a uma segundo pergunta, que questionava o que é mais importante: evangelizar as comunidades amazônicas ou protegê-las da voracidade das explorações, Mons. Cob García destacou que “ambas são importantes”.

Estes povos, estas comunidades têm que ser protegidas e acompanhadas, porque, em suma, estão lidando com a vida. A vida é a água, a vida é a natureza, e se essas multinacionais entram sem ter em conta os habitantes que vivem nessas terras, estão fazendo um atropelo, não estão respeitando os direitos.

​​Nesse sentido, insistiu que a Igreja “acompanha e protege essas comunidades da cobiça voraz de crer que a Amazônia é uma despensa de onde se pode tirar tudo que se quer. Porque a consequência é que estes povos terminam empobrecidos, não tendo seus direitos respeitados.

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