Missa ad Computatrum et Plenissimam Indulgentiam

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A Igreja Militante sofre com o mundo. E todos nós temos sentido isso com força nos últimos dias – alguns nas últimas semanas.

O impacto do Corona Vírus no corpo e na alma é inegável, a tal ponto que em quase todos os lugares da finada Cristandade as Missa Públicas (com a participação dos leigos) e os sacramentos foram suspendidos (salvo àqueles em extrema necessidade e dentro das possibilidades reais de cada local).

Por causa disso, foram suspendidos os preceitos por tempo indeterminado, de modo que não estamos obrigados sob pena de morte eterna a participar presencialmente das missas. 

Entretanto, para que não ficássemos completamente desamparados, muitos sacerdotes têm transmitido suas celebrações pela internet. Compilamos alguns deles (especificamente as tridentinas, que já são tão raras em situações ordinárias, quanto mais agora).

Rezemos nossas missas voltados para os computadores.

E no mesmo espírito, o Doce Cristo na Terra, nosso amado Papa Francisco, tomou algumas medidas para conceder indulgências plenárias a todos que sofrem, auxiliam os que sofrem ou intercedem nessa situação grave. 

O momento é de conversão, e a penitência que Nosso Senhor escolheu para nós – embora dura e dolorosa – precisa ser vivida com espírito de humildade e sacrifício.

O Decreto da Penitenciária Apostólica concede indulgência plenária em quatro casos:

I. ” Se concede a Indulgência Plenária aos fiéis adoentados pelo Corona Vírus, colocados sob regime de quarentena pelas disposições das autoridade sanitárias em hospitais ou nas suas próprias casas se, com uma alma desapegada de qualquer pecado, se unirem espiritualmente por meio dos meios de comunicação à celebração da Santa Missa, à recitação do Santo Rosário, à prática piedosa da Via Crucis ou à outras formas de devoção, ou se ao menos recitarem o Credo, o Pai Nosso e uma devota invocação da Santa Virgem Maria, oferecendo esta prova com espírito de fé em Deus e com amor aos seus irmão, com a vontade de cumprir as condições (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo pelo Santo Padre), o mais rápido possível.”;

II. “Os agentes de saúde, familiares e todos que, seguindo o exemplo do Bom Samaritano, se expondo ao risco de contágio, assistirem os doentes de Corona Vírus segundo as palavras do Divino Redentor: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos.” (Jo 15,13), obterão o mesmo dom da Indulgência Plenária nas mesmas condições.”;

III. “Esta Penitenciária Apostólica, além disso, concede voluntariamente nas mesmas condições a Indulgência Plenária na ocasião da atual epidemia mundial, também aos fiéis que oferecerem visitas ao Santíssimo Sacramento, ou a Adoração Eucarística, ou a leitura das Sagradas Escrituras por pelo menos meia hora, ou a recitação do Santíssimo Rosário, ou o santo exercício da Via Crucis, ou a recitação do terço da Divina Misericórdia, para implorar a Deus Onipotente o fim da epidemia, o alívio de todos os aflitos e a salvação eterna de todos aqueles que o Senhor chamou para si.”;

IV. “A Igreja reza por aqueles a quem se encontram na impossibilidade de receberem os sacramentos da Unção dos Enfermos e do Viático, confiando à Misericórdia Divina todos e cada um pela força da comunhão dos Santos, e concede aos fiéis a Indulgência Plenária no momento da morte, desde que esteja devidamente disposto e tenha recitado habitualmente durante a vida qualquer oração (nesse caso a Igreja supre as três condições necessárias). Para conseguir tal Indulgência é recomendável o uso do Crucifixo ou da Cruz (cf. Enchiridion indulgentiarum, n. 12).”

Alguns pontos desse decreto misericordioso precisam ser ressaltados.

Em primeiro lugar, em todos os casos nos quais não for possível completar as condições para o recebimento da indulgência plenária, cumprido o ato indulgenciado – bem como os requisitos da confissão sacramental –, consegue-se a indulgência. Depois, quando possível e o quanto antes, deve-se cumprir o resto dos requisitos. De todo modo, a indulgência é aplicada, e quem quer que seja chamado para Nosso Senhor terá acesso à visão beatífica.

Em segundo lugar, aqueles que estão no leito de morte, e que não poderão de modo algum cumprir posteriormente as condições da indulgência, têm da Igreja a garantia de recebimento da indulgência plenária, que suprirá Ela mesma as outras condições.

Na circunstância presente, em que todos – e alguns mais do que outros – estamos impossibilitados de receber os sacramentos, a Igreja nos abraça em nossa dor, nos chama a conversão de nossas almas e nos conceder graças suficientes para aceitarmos nossa condição mortal; graças suficientes para nos encaminharem para a vida eterna.

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