parallax background

Por vossa santa cruz remistes o mundo.

28 de janeiro de 2019
E04T04 – Comer demais é pecado
21 de janeiro de 2019
E05T04 – Pergunte e tretaremos IV
28 de janeiro de 2019

Nós vos adoramos, ó Cristo, em todas as vossas igrejas que estão pelo mundo inteiro, e vos bendizemos, porque por vossa santa cruz remistes o mundo.

Assim como no evangelho, os discípulos de Cristo observando como seu mestre estava sempre em constante oração, os frades seguidores de São Francisco também pedem que ele os ensine a rezar. É bom lembrar que nesse tempo não havia padres na ordem, todos eram irmãos leigos consagrados ao Senhor. Nosso querido Frei Antônio ainda não ensinava teologia aos frades e na simplicidade de vida que levavam e na humildade de coração, já que muitos nem possuíam quaisquer tipos de instrução e no desejo de imitar Francisco em tudo, pedem ao seráfico Pai que os ensine a orar. Francisco a exemplo de Jesus ensina-lhes o Pai-Nosso. E também aconselha que repitam essa tão linda antífona: “Nós vos adoramos, ó Cristo, em todas as vossas igrejas que estão pelo mundo inteiro, e vos bendizemos, porque por vossa santa cruz remistes o mundo”. Sempre que os frades passavam por uma igreja, mesmo que de longe ou ao menos vissem qualquer coisa que lembrasse o sinal da cruz de Cristo, prostravam-se por terra e repetiam a oração ensinada por Francisco.

O mundo foi tão protestantizado, as coisas tão relativizadas, que muitos católicos hoje em dia, parecem ter vergonha de fazer o sinal de cruz. As pessoas de mais idade tinham o hábito de ao passar em frente a uma igreja, traçar sobre si o sinal da cruz. Infelizmente não vemos mais isso. É raríssimo hoje em dia. Não é apenas um ato piedoso, e sim, adoração ao Senhor que está presente verdadeiramente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade ali naquele lugar sagrado. Quando traço o sinal da cruz, costumo dizer ou em voz alta ou mentalmente: “Graças e louvores sejam dados a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento”.

A arquitetura de nossas igrejas tem mudado muito com o passar dos anos, antigamente era mais fácil identificar que uma igreja era católica, de longe já se percebia. Hoje em dia não. E por outro lado as igrejas protestantes têm assumido cada vez mais elementos da Igreja Católica, e corre-se o risco de confundir. Quando estou em uma cidade que eu não conheço e passo em frente a uma igreja que eu nunca vi, e por isso não tenho certeza se é católica ou não eu digo mesmo assim: “Graças e louvores sejam dados a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento”. Se a igreja for católica, Jesus no Santíssimo Sacramento recebe minha adoração, se não for católica fica em reparação a tantos abusos cometidos pelos protestantes em relação a presença real de nosso Deus na Eucaristia.

Quando entramos nas igrejas antigas, é aquele silêncio, aquela paz, uma sensação de realmente estar na casa de Deus. Hoje em dia, em nossas igrejas é tanta conversa, tanto barulho, você chega dez ou quinze minutos antes do início da missa pra fazer a sua oração pessoal e não consegue se concentrar de tanta bagunça que o povo faz. E se fosse só o povo, ainda tudo bem, mas a equipe de liturgia circulando de uma lado para o outro, passam cinqüenta vezes em frente do altar e em nenhuma delas fazem uma inclinação de cabeça. Sobem e descem do presbitério como se estivessem numa academia de ginástica, correndo, sem nunca fazer uma genuflexão.

E o ministério de música ensaiando, passando o refrão do salmo. Faça-me o favor! Não é hora nem lugar pra isso! Estamos perdendo o respeito pelas coisas de Deus? Estamos vivendo um processo de dessacralização? Que possamos nos espelhar nos frades franciscanos que se prostravam por terra ao ver qualquer coisa que lembrasse a Cruz do Senhor. Sejamos sensatos. Sejamos ponderados. Que Deus tenha de nós misericórdia.

Que assim seja.

Amém.

Os Cooperadores
Os Cooperadores
Apologética Católica pela Hermenêutica da Continuidade. Apostolado pertencente ao Centro de Estudos São Francisco de Sales, de Itajaí/SC.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *