O demônio é como um cão raivoso acorrentado.

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O demônio é como um cão raivoso acorrentado: além dos limites da corrente, ele não pode atacar ninguém. Fique, portanto longe dele. Se você se aproxima, você se deixa agarrar.

Acontece que este cão raivoso, ele sabe que está acorrentado. Ele sabe que não pode atacar ninguém. Ele sabe que não pode se aproximar de ninguém além dos limites da corrente. E por isso ele seduz. Ele é esperto. Ele não se mostra na forma de um cão raivoso. Tente por um instante imaginar um cão raivoso, feroz, latindo e babando. Puxando violentamente a corrente. Você sente vontade de se aproximar dele e fazer um carinho? Claro que não! Portanto o demônio usa de subterfúgios. Ele se transfigura se preciso for até mesmo em anjo de luz. Para fascinar e para seduzir, pois como ele sabe que não pode ir além dos limites da corrente, ele precisa que você vá até ele. E você vai, eu vou, todos nós vamos. Nós nos deixamos seduzir, nos deixamos enganar, nos aproximamos o suficiente para que ele possa nos agarrar. E como fazemos isso? Com o pecado. Nós sabemos que é pecado, mas mesmo assim nós fazemos.

Francisco de Assis tratava de remover todas as ocasiões que costumam abrir as portas aos pecados, mas nós, muitas vezes fazemos justamente o contrário. Parece que estamos escancarando as portas de nosso coração para o pecado entrar. E fazemos isso quando ligamos a TV em determinados programas, quando ouvimos determinadas músicas, quando usamos determinadas roupas, quando falamos ou pensamos determinadas coisas, quando nos deixamos enganar por horóscopos, mensagens de Chico Xavier, teorias reencarnacionistas e tantas outras coisas contrárias a fé Cristã Católica, como o aborto, o uso de camisinha, sexo fora do casamento, e por aí vai.

Começamos com um pequeno passo em direção ao cão raivoso acorrentado e aos poucos vamos nos aproximando cada vez mais da corrente até chegarmos ao ponto de sermos alcançados por ele, que nos agarra e nos estraçalha.

Durante a nossa caminhada, muitas vezes o cão raivoso vai se transfigurar em algo agradável, algo sedutor, algo que vai tentar nos desviar do caminho de Jesus para irmos tão perto dos limites da corrente que ele possa nos alcançar, mas não podemos perder de vista o nosso ponto de partida, como dizia Santa Clara.

Temos que ter os olhos fitos no Cristo crucificado. Olhar para o chagado e seguir na direção dele, sem nos desviarmos nem um milímetro para a direita ou para a esquerda.

Mas, se por nossa fraqueza, nos deixarmos seduzir pelo cão raivoso, que possamos abrir nossos olhos rapidamente e correr para os braços do Pai no sacramento da reconciliação.

Que assim seja, amém.

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