São José Sánchez del Río

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José Sanchez del Rio tinha só 14 anos quando se apresentou diante da milícia católica mexicana (chamada de Crísteros) que se formou para derrubar o estado maçônico laicista que se instaurara naquele país e deu início a uma sangrenta perseguição contra a igreja sob o famigerado pretexto moderno de “combate ao fanatismos religioso”.

Quando o líder católico dos CrÍsteros indagou o que aquele menininho queria fazer numa guerra tão sangrenta, ele respondeu sem hesitar: QUERO MORRER POR CRISTO REI! Depois de relutância dos líderes, foi aceito. Passou um bom tempo lutando bravamente contra o exército mexicano, demonstrando uma virtude tão cara aos católicos: a da Fortaleza; e que não só estava disposto a morrer por Cristo, mas também estava pronto para deitar a fio de espada todos aqueles que queriam proibir a celebração da Santa Missa e martirizar o clero.

Mas sua bravura não lhe privou do martírio. Enquanto combatia, se viu cercado pelo inimigo, e após disparar todos seus cartuchos, foi rendido e capturado.

Ali começava seu suplício. José del Sanchez foi posto sobre uma mesa e ameaçado de tortura caso não declarasse morte a Cristo Rei, e vida ao governo mexicano. Obviamente não o fez. Então teve a sola de seus pés esfoladas por uma faca, deixando-os em carne viva. Logo em seguida foi forçado a caminhar descalço sobre pedras e espinhos até o local de sua execução. Durante todo esse trajeto, enquanto se via em terrível agonia por todo aquele sofrimento, bradava VIVA CRISTO REY Y LA SEÑORA DEL GUADALUPE. Ao chegar ao local, seu padrinho veio até ele e lhe disse que o levaria embora. Pediu apenas que renegasse a fé diante dos soldados e estaria livre. O bravo garoto não lhe deu ouvidos, foi atirado no chão pelo oficial e antes que fosse ouvido o som do tiro que ceifaria sua vida, a última voz que entoou no local foi VIVA CRISTO REY! José fez com o dedo uma cruz na terra e tombou em cima dela. Após isso foi atirado na cova. Mas sua alma já havia recebido a Coroa da Justiça diante do Rei por quem jurou fidelidade até a morte.

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