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São Pedro de Alcântara

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Nascido em 1499, com o nome de Juan Sanabria Garcia Garavito, São Pedro de Alcântara teve pais chamados Pedro Garavito, grande jurisconsulto queexerceu o cargo de governador de Alcântara, e Maria de Sanabria y Maldonado, descendente de uma grande família espanhola e uma mulher de grandes virtudes.

O menino Juan começou o cultivo a virtude da oração desde a mais tenra idade, quando rezava escondido no oratório de sua casa. Aos 14 anos, entrou para a famigerada Universidade de Salamanca, onde cresceu em sua vida espiritual e intelectual. Utilizava o tempo que lhe sobrava para ajudar os pobres e doentes, por isso decidiu adentrar na ordem franciscana e escolheu o convento como os monges mais rigoroso. No noviciado, serviu como porteiro, hortelão, varredor e cozinheiro, sofrendo muitos acidentes ao exercer a última, pois era muito distraído. Recebeu o hábito em 1515, mudando seu nome para Pedro. 

Aos 25 anos de idade, foi ordenado sacerdote e escolhido como pregador. Exerceu cargos de importância, como superior do convento e Provincial da Ordem, pois era um grande exemplo de santidade. Como Provincial, fez um grande trabalho de reforma da ordem do Pobrezinho de Assis. Apesar de não o desejar, tornou-se muito conhecido por toda a Europa, atuando como conselheiro do Imperador Carlos V e do rei João III, além disso foi diretor espiritual de Santa Teresa D’Ávila.

Foi muito duro consigo mesmo e muito dócil para com o próximo. Possuía somente um hábito surrado, um breviário, um simples crucifixo e uma vara. Não usava calçados ou chapéu. Jejuava a cada três dias, alimentando-se somente de água, pão e legumes temperados com cinza, para não sentir prazer algum com o alimento. Tal severidade asséptica, fez com que ele perdesse o paladar. Passava horas de joelhos e dormia pouquíssimo.

Foi instrumento de grandes experiências místicas, como levitações e êxtases. Podia falar sobre o amor de Deus com tamanha autoridade e propriedade, que seus escritos como o “Tratado da Oração e da Contemplação” serviu de meditação espiritual a grandes almas, dentre elas o grande São Francisco de Sales. 

Foi um grande pregador. Deus concedeu-lhe a graça de comover as pessoas com seus sermões, de modo que sua presença bastava para que as pessoas deixassem suas vidas desordenadas e voltassem seus corações para Deus. Como reformador da ordem franciscana, trabalhou não somente para restaurar o espírito de pobreza, humildade e penitência, mas também para reestabelecer a fé do povo, na época em que os protestantes começavam a espalhar os seus erros. 

Ganhou fama de santo desde muito cedo, sendo chamado Frei Pedro, o Santo, o que levou muitos a procurarem-no para conseguir conselhos, desfazer litígios, etc. Fundou um novo ramo dos franciscanos, devotados a dedicar mais tempo à oração e à meditação. 

Em 1560 encontrou-se com Santa Teresa D’Ávila, que estava muito angustiada, pois a ela diziam que suas visões eram advindas do demônio. Ele, partindo de sua própria experiência com as visões, disse a ela que suas visões vinham de Deus, tornando-se a partir dai grande defensor e amigo da Santa espanhola. 

Pedro morreu aos 63 anos de idade, depois de sofrer com uma febre altíssima. Seu último ato foi recusar um copo de água, pois o Cristo também teve sede. Foi beatificado pelo Papa Gregório XV em 18 de abril de 1622 e canonizado em 28 de abril de 1669, pelo Papa Clemente IX.

Era patrono particular de Dom Pedro II, que era chamado Pedro de Alcântara em sua homenagem, de modo que o Sua Alteza Imperial o considerou o principal patrono do Império Brasileiro, assim reconhecido em 31 de maio de 1826, pelo Papa Leão XII.

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