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	Comentários sobre: Sete erros de lógica em menos de dois minutos: Bruno Lima sobre 2Tm 3,16-17	</title>
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	<description>Apologética Católica</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Apr 2026 11:47:09 +0000</lastBuildDate>
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		<title>
		Por: elio junior		</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/sete-erros-de-logica-em-menos-de-dois-minutos-bruno-lima-sobre-2tm-316-17/#comment-15491</link>

		<dc:creator><![CDATA[elio junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 11:47:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente análise, Petter.  
O Sola Scriptura afirma simultaneamente duas coisas que o protestante não pode abrir mão: que o NT é infalível, e que os deuterocanônicos não são inspirados. O problema é que o NT cita e pressupõe os deuterocanônicos como Escritura sem qualificação, sem aviso, da mesma forma que cita Isaías e os Salmos.
Três níveis tornam isso inescapável.
Primeiro, citação textual direta. Hb 11,35 descreve mártires que &quot;foram torturados, não aceitando a libertação, para ressuscitarem para uma vida melhor.&quot; Esse evento não existe em nenhum livro da Bíblia protestante. Está em 2 Macabeus 7, o relato dos irmãos macabeus que recusaram apostatar diante de Antíoco IV. O autor de Hebreus os coloca no mesmo rol de Abraão e Moisés, não é mera citação neutra, é endosso teológico explícito. Tiago 1,19 cita Sirácides 5,11 quase literalmente. Romanos 9,21 desenvolve o argumento de Sabedoria 15,7.
Segundo, dependência estrutural. Romanos 1,20-32 segue a estrutura de Sabedoria 13-14 tão de perto que sem Sabedoria o argumento de Paulo fica sem base veterotestamentária. Hebreus 9,23 desenvolve uma teologia de purificação escatológica que só existe explicitamente em 2 Macabeus 12  o mesmo capítulo que fundamenta a oração pelos mortos. O protestantismo usa Hb 9,27 contra o purgatório, mas Hb 9,23 pressupõe a teologia de 2 Mc 12 para ser coerente. Você não pode aceitar Hebreus 9 e rejeitar 2 Macabeus 12 sem partir o argumento ao meio.
Terceiro, pressuposto histórico. João 10,22 menciona a festa da Dedicação como fato estabelecido. Essa festa não existe no AT protestante foi instituída em 1 Macabeus 4,59 e 2 Macabeus 10,6-8. Jesus a celebra. João a menciona. O único registro bíblico dela está em livros que o protestantismo rejeita.
O protestante tem três saídas e nenhuma funciona. 
Pode dizer que o NT cita sem endossar mas em nenhum lugar o NT avisa que está citando fonte não canônica, e em Hb 11,35 o endosso é explícito. Pode dizer que os autores citavam imprecisamente mas isso compromete a infalibilidade do NT, criando um problema maior do que resolve. Ou pode dizer que a LXX nesses trechos está correta, mas a LXX inclui os deuterocanônicos, logo você não pode aceitá-la onde o NT depende dela e rejeitá-la onde ela contém livros inconvenientes para sua teologia.

Isso expõe o problema que está por trás de todos os erros lógicos que você listou cometidos pelo Bruno lima, a Bíblia protestante é composta de um NT que trata deuterocanônicos como Escritura e um AT que os exclui como escritos inspirados e canônicos.

O Bruno Lima, como qualquer outro defensor do Sola Scriptura, jamais conseguirá provar sua posição a partir do Novo Testamento porque o NT infalível em que ele se apoia trata como Escritura os mesmos livros que o protestantismo removeu do cânon. O sistema não se sustenta nem com a própria Bíblia que ele escolheu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente análise, Petter.<br />
O Sola Scriptura afirma simultaneamente duas coisas que o protestante não pode abrir mão: que o NT é infalível, e que os deuterocanônicos não são inspirados. O problema é que o NT cita e pressupõe os deuterocanônicos como Escritura sem qualificação, sem aviso, da mesma forma que cita Isaías e os Salmos.<br />
Três níveis tornam isso inescapável.<br />
Primeiro, citação textual direta. Hb 11,35 descreve mártires que &#8220;foram torturados, não aceitando a libertação, para ressuscitarem para uma vida melhor.&#8221; Esse evento não existe em nenhum livro da Bíblia protestante. Está em 2 Macabeus 7, o relato dos irmãos macabeus que recusaram apostatar diante de Antíoco IV. O autor de Hebreus os coloca no mesmo rol de Abraão e Moisés, não é mera citação neutra, é endosso teológico explícito. Tiago 1,19 cita Sirácides 5,11 quase literalmente. Romanos 9,21 desenvolve o argumento de Sabedoria 15,7.<br />
Segundo, dependência estrutural. Romanos 1,20-32 segue a estrutura de Sabedoria 13-14 tão de perto que sem Sabedoria o argumento de Paulo fica sem base veterotestamentária. Hebreus 9,23 desenvolve uma teologia de purificação escatológica que só existe explicitamente em 2 Macabeus 12  o mesmo capítulo que fundamenta a oração pelos mortos. O protestantismo usa Hb 9,27 contra o purgatório, mas Hb 9,23 pressupõe a teologia de 2 Mc 12 para ser coerente. Você não pode aceitar Hebreus 9 e rejeitar 2 Macabeus 12 sem partir o argumento ao meio.<br />
Terceiro, pressuposto histórico. João 10,22 menciona a festa da Dedicação como fato estabelecido. Essa festa não existe no AT protestante foi instituída em 1 Macabeus 4,59 e 2 Macabeus 10,6-8. Jesus a celebra. João a menciona. O único registro bíblico dela está em livros que o protestantismo rejeita.<br />
O protestante tem três saídas e nenhuma funciona.<br />
Pode dizer que o NT cita sem endossar mas em nenhum lugar o NT avisa que está citando fonte não canônica, e em Hb 11,35 o endosso é explícito. Pode dizer que os autores citavam imprecisamente mas isso compromete a infalibilidade do NT, criando um problema maior do que resolve. Ou pode dizer que a LXX nesses trechos está correta, mas a LXX inclui os deuterocanônicos, logo você não pode aceitá-la onde o NT depende dela e rejeitá-la onde ela contém livros inconvenientes para sua teologia.</p>
<p>Isso expõe o problema que está por trás de todos os erros lógicos que você listou cometidos pelo Bruno lima, a Bíblia protestante é composta de um NT que trata deuterocanônicos como Escritura e um AT que os exclui como escritos inspirados e canônicos.</p>
<p>O Bruno Lima, como qualquer outro defensor do Sola Scriptura, jamais conseguirá provar sua posição a partir do Novo Testamento porque o NT infalível em que ele se apoia trata como Escritura os mesmos livros que o protestantismo removeu do cânon. O sistema não se sustenta nem com a própria Bíblia que ele escolheu.</p>
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		<title>
		Por: Regiz		</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/sete-erros-de-logica-em-menos-de-dois-minutos-bruno-lima-sobre-2tm-316-17/#comment-15490</link>

		<dc:creator><![CDATA[Regiz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 20:11:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://cooperadoresdaverdade.com/sete-erros-de-logica-em-menos-de-dois-minutos-bruno-lima-sobre-2tm-316-17/#comment-15489&quot;&gt;Paulo&lt;/a&gt;.

Boa tarde, colega. Li seu comentário e fiquei com uma dúvida genuína sobre a sua conclusão. Você alega que o autor não refutou Bruno Lima por ter utilizado uma definição “inflacionada” de Sola Scriptura. Contudo, qual seria a correlação lógica necessária entre essas duas coisas?

O fato de a definição ser mais ou menos abrangente não altera o ponto nevrálgico: as premissas de Lima não sustentam a sua conclusão. Em momento algum ele demonstra que a Bíblia possui exclusividade de infalibilidade — que é o divisor de águas entre católicos e reformados. Para que a tese de Lima fosse sustentável, ele precisaria provar formalmente que a Escritura exclui qualquer outra autoridade infalível, o que o texto de 2 Tm 3:16-17 simplesmente não faz.

Gostaria, então, que me esclarecesse: como o suposto erro de definição do artigo anularia a demonstração da inconsistência lógica entre as premissas e a conclusão no vídeo do Bruno Lima? Pois, independentemente da “versão” da doutrina, se a inferência é inválida, a refutação me pareceu consumada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/sete-erros-de-logica-em-menos-de-dois-minutos-bruno-lima-sobre-2tm-316-17/#comment-15489">Paulo</a>.</p>
<p>Boa tarde, colega. Li seu comentário e fiquei com uma dúvida genuína sobre a sua conclusão. Você alega que o autor não refutou Bruno Lima por ter utilizado uma definição “inflacionada” de Sola Scriptura. Contudo, qual seria a correlação lógica necessária entre essas duas coisas?</p>
<p>O fato de a definição ser mais ou menos abrangente não altera o ponto nevrálgico: as premissas de Lima não sustentam a sua conclusão. Em momento algum ele demonstra que a Bíblia possui exclusividade de infalibilidade — que é o divisor de águas entre católicos e reformados. Para que a tese de Lima fosse sustentável, ele precisaria provar formalmente que a Escritura exclui qualquer outra autoridade infalível, o que o texto de 2 Tm 3:16-17 simplesmente não faz.</p>
<p>Gostaria, então, que me esclarecesse: como o suposto erro de definição do artigo anularia a demonstração da inconsistência lógica entre as premissas e a conclusão no vídeo do Bruno Lima? Pois, independentemente da “versão” da doutrina, se a inferência é inválida, a refutação me pareceu consumada.</p>
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		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/sete-erros-de-logica-em-menos-de-dois-minutos-bruno-lima-sobre-2tm-316-17/#comment-15489</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 19:17:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperadoresdaverdade.com/?p=12211#comment-15489</guid>

					<description><![CDATA[Muito bom artigo, bem escrito e coerente com a lógica católica, porém o artigo opera consistentemente com uma definição inflacionada de Sola Scriptura — a versão mais extrema e caricatural da posição — e exige que Bruno Lima prove essa versão, quando o argumento dele aponta para a versão técnica e historicamente precisa da doutrina reformada.
Na tradição da filosofia clássica, desde Platão no Mênon (75c-d) até Cícero no De Oratore (II, 80), a exigência básica do debate honesto é dupla: compreender o argumento do adversário em sua formulação mais caridosa, e distinguir claramente entre o que foi dito e o que deveria ter sido dito para que o argumento fosse completo. O artigo em questão viola sistematicamente essa dupla exigência — e ao fazê-lo, não refuta Bruno Lima. Apenas demonstra que, num vídeo de dois minutos, ele não fez o trabalho de uma dissertação de doutorado. O que, convenhamos, nunca foi a pretensão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom artigo, bem escrito e coerente com a lógica católica, porém o artigo opera consistentemente com uma definição inflacionada de Sola Scriptura — a versão mais extrema e caricatural da posição — e exige que Bruno Lima prove essa versão, quando o argumento dele aponta para a versão técnica e historicamente precisa da doutrina reformada.<br />
Na tradição da filosofia clássica, desde Platão no Mênon (75c-d) até Cícero no De Oratore (II, 80), a exigência básica do debate honesto é dupla: compreender o argumento do adversário em sua formulação mais caridosa, e distinguir claramente entre o que foi dito e o que deveria ter sido dito para que o argumento fosse completo. O artigo em questão viola sistematicamente essa dupla exigência — e ao fazê-lo, não refuta Bruno Lima. Apenas demonstra que, num vídeo de dois minutos, ele não fez o trabalho de uma dissertação de doutorado. O que, convenhamos, nunca foi a pretensão.</p>
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