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Só estava separado deles pela parede do corpo.

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Defenda os fracos. Console os que choram.
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Tudo passa, só Deus permanece
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O que nos separa dos anjos? Santa Teresinha na poesia 48 diz: “A castidade faz-me irmã dos Anjos, dos espíritos puros e vitoriosos”. Portanto o que nos separa dos anjos, o que nos separa dos céus é o nosso pecado. E Francisco de Assis, homem santo, puro, casto, pobre, obediente e humilde só estava separado dos céus pela parede do corpo, pois sua alma já estava preparada. E a nossa alma como está? Tão cheia de pecados! Se morrêssemos hoje, iríamos para o céu, ou padeceríamos no purgatório? Quiçá seja momento oportuno para nos livrarmos de tudo aquilo que nos afasta de Deus. Renunciarmos a tudo aquilo que nos separa dos anjos e abraçar tudo aquilo que fará com que a nossa alma esteja separada apenas pela parede do corpo.

Tomás de Celano diz que: “Para ele (São Francisco), que se alimentava da doçura celeste, o mundo era insípido”. E para nós? Como o mundo nos parece? O mundo nos parece agradável aos olhos? Todas as maravilhas, o dinheiro, os prazeres, a comida, o sexo, as diversões, as drogas, as baladas, tudo nos parece agradável? O importante é ser feliz? É curtir a vida? Para Frei Francisco nada disso fazia sentido, porque ele se alimentava do céu. Das coisas do alto. Precisamos aprender a buscar as coisas do alto. Buscai, primeiro o reino de Deus e a sua justiça, disse Jesus, e tudo o mais vos será dado em acréscimo.

Há pessoas que só buscam a Deus por causa de um problema de saúde, ou de uma dificuldade financeira. Não querem o Deus dos milagres, mas os milagres de Deus. Tudo isso porque só pensam no aqui e agora, como se essa vida fosse a única. Como se este mundo tivesse sabor. Mas para Francisco o mundo era insípido, sem gosto, sem graça comparado aos céus que ele aspirava.

São Francisco procurava sempre um lugar escondido, onde pudesse entregar a seu Deus.

Não se exibia orando na frente dos outros. Rezando em voz alta para chamar atenção. Pelo contrário, se recolhia. Jesus disse: “Quando fores orar, entra em teu quarto e fecha a porta”. Não consigo entender por que há tanta gente escandalosa que multiplica as palavras e berra como se Deus fosse surdo. Parece um estado de euforia, uma coisa alucinante, muito estranho mesmo. São Francisco se estava no meio da multidão, se escondia com a própria capa para rezar transformado não só em orante, mas na própria oração, unia a atenção e o afeto num único desejo que dirigia ao Senhor.

Devemos fazer da nossa vida uma oração. Orar não é simplesmente recitar orações conhecidas, mas também falar com Deus. Rasgar o coração. Dividir com Nosso Senhor, todos os nossos momentos, de alegrias e tristezas. Desde manhã cedo ao acordarmos até fechamos os olhos novamente a noite, que o nosso dia seja uma única oração e no meio desta oração não podem aparecer pensamentos ruins, palavrões, mentiras, sensualidades, malícias e outras coisas que interromperiam a oração em si.

Francisco não era somente um orante, mas ele mesmo era uma oração. E nós? Temos orado? Diariamente? Ao acordar, ao deitar, ao fazer uma refeição? E o terço, tenho rezado todos os dias? Ou será que eu só lembro de Deus quando preciso dEle, quando tenho alguma coisa para pedir?

Francisco foi o homem que mais se assemelhou a Cristo. Nós como cristãos devíamos ser imitadores de Cristo. E nós franciscanos, imitadores de Francisco. Eu sei que é difícil, mas não é impossível. Comecemos fazendo pequenas coisas, e quando nos dermos conta, estaremos fazendo também as grandes.

Que assim seja.

Amém.

Os Cooperadores
Os Cooperadores
Apologética Católica pela Hermenêutica da Continuidade. Apostolado pertencente ao Centro de Estudos São Francisco de Sales, de Itajaí/SC.

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