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Tudo passa, só Deus permanece

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Disse Jesus no evangelho escrito por Mateus, capítulo vinte e quatro, versículo trinta e cinco: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”. E padre Pio nos diz: “Tudo Passa, só Deus permanece”. Jesus é Deus. E só Deus é eterno. Nossa vida aqui nesta terra pode durar oitenta, talvez noventa anos. Os mais teimosinhos, que resistem em se desapegar desta carne talvez cheguem aos cem anos. Mas nada disso se compara a vida vindoura, que é a vida eterna. Onde passaremos a eternidade? Será na vida eterna ou na condenação eterna?

Muitas vezes trocamos aquilo que é eterno por aquilo que é passageiro. Queremos curtir a vida como se diz. Aproveitar. E com isso vamos dando mais valor as coisas corruptíveis do que as incorruptíveis. Trocamos o certo pelo duvidoso. Preferimos os prazeres desta vida que nos levarão a condenação eterna do que os pequenos sacrifícios, sofrimentos, mortificações que serão recompensados com a vida eterna.

Tudo passa, só Deus permanece, diz padre Pio. Mas é como se literalmente tivéssemos hoje em uma situação onde devemos escolher entre dois caminhos: O caminho de Deus e o caminho do mundo. Acontece que o caminho de Deus é a porta estreita. É árduo, é difícil. Deus nunca nos dá provações acima das nossas capacidades, mas nos dá provações. Passamos por muitas tribulações. Enquanto que o caminho do mundo nos parece mais agradável aos olhos. Quando a serpente convenceu Eva de que ela deveria comer do fruto do jardim, ela viu que o fruto era agradável aos olhos. E é assim que vemos o pecado. Ele nos parece agradável. Pecar parece tão bom. Parece nos trazer uma sensação tão boa. Mas o doce se torna amargo na boca quando vem o arrependimento. Quando a nossa consciência nos acusa e percebemos que não deveríamos ter feito tal coisa.

Quando São Paulo escreve aos Colossenses, no capítulo três, versículo cinco ele diz que devemos mortificar os nossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria. Tudo aquilo que amamos mais do que ao próprio Deus se torna um ídolo, uma idolatria. E muitas vezes idolatramos o dinheiro, o sexo, a bebida, a carreira, os estudos, determinadas pessoas e por aí vai. Não convém que tenhamos ídolos. Deveríamos amar a Deus sobre todas as coisas. Mas quando fazemos mau uso das coisas terrenas, estamos colocando-as acima da lei de Deus, esquecendo que todas essas coisas passam, porém Deus é eterno. Ter dinheiro, por exemplo, não é pecado. Podemos ter muito dinheiro e sabermos fazer um bom uso dele, ajudando as pessoas, colocando nossos bens materiais a serviço dos irmãos, mas também podemos ser mesquinhos e egoístas transformando o dinheiro num ídolo.

O ato sexual que você tem com a sua esposa é exatamente idêntico ao ato sexual realizado por uma prostituta. Então o que difere um do outro? O professor Felipe de Aqui diz em seu livro “Família, santuário da vida”: “O ato sexual, para o casal, é a mais intensa manifestação do seu amor; é a celebração do amor no nível afetivo e sensitivo. Portanto, não pode haver sexo sem profundo amor. Ele só pode ser vivido no casamento, porque só no casamento existe um compromisso de vida para toda a vida, e a responsabilidade de assumir as suas consequências, especialmente os filhos.

O que faz do sexo algo perigoso e desordenado, é exatamente o seu uso fora de uma realidade de manifestação de amor. Se tirarmos o amor, o sexo se transforma em mera prostituição: sexo sem amor, sem compromisso.”
Então se tiramos o amor, o sexo passa a ser uma idolatria, pois passa a ser algo desordenado e colocado acima da lei de Deus.

E assim poderíamos citar vários outros exemplos. Tudo na vida é uma questão de escolha. Podemos escolher. E a cada dia temos a nossa frente o bem e o mal, a benção e a maldição. Devemos escolher o bem, por mais que a porta seja estreita, por mais que venham ventos contrários, pois o bem é Deus e Deus é eterno. As palavras de Jesus não passarão, tudo mais vai passar, vai ficar pra trás, vai envelhecer, morrer e apodrecer, mas para que nós, portadores de um corpo corruptível, possamos ressuscitar para a vida eterna e assim ser revestidos por um corpo incorruptível precisamos nos desapegar das coisas que passam para nos agarramos aquelas que não passam.

Que assim seja.

Amém.

Os Cooperadores
Os Cooperadores
Apologética Católica pela Hermenêutica da Continuidade. Apostolado pertencente ao Centro de Estudos São Francisco de Sales, de Itajaí/SC.

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