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Você teme um homem, um pobre instrumento nas mãos de Deus, mas não teme a Justiça Divina?

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Você teme um homem, um pobre instrumento nas mãos de Deus, mas não teme a Justiça Divina?

A frase de padre Pio que vamos refletir de hoje é na verdade uma pergunta. Uma pergunta que ele faz a cada um de nós e que eu acredito que na verdade ele está falando de si mesmo: Você teme um homem, pobre instrumento nas mãos de Deus? Quem seria este homem a não ser o próprio padre Pio. Claro! Neste caso a pergunta deve ter sido direcionada a algumas pessoas contemporâneas de padre Pio e que viviam ali aos arredores de San Giovanni Rotondo. Porém eu digo que também se aplica a nós, aqui no Brasil, em pleno século XXI. Padre Pio destaca que naquela época havia muitas pessoas que tinham medo dele. Medo de se aproximar dele. Medo que ele pudesse ser severo demais. Medo que ele lhes puxasse a orelha, que lhes apontasse como estavam andando por caminhos errados. Medo que lhes exortassem a sair do pecado, a mudar de vida e etc. Mas como temer um homem, um pobre instrumento nas mãos de Deus e não temer a Justiça Divina? É um paradoxo. Ter medo do padre, que é apenas um representante de Deus na terra e não temer ao Juízo. Se temêssemos ao Juízo, andaríamos na linha e não precisáramos temer o padre.

Em nossos dias, e principalmente quando estamos no período da quaresma, eu percebo que muitas pessoas tem medo de se confessar: “E o que o padre vai pensar de mim?” Elas têm medo do padre. Têm medo de levar bronca. Têm medo de serem exortadas a mudar de vida. Mas não têm medo da Justiça Divina? Não tem medo do que Deus pensa de você quando comete um pecado? Não tem medo de saber o quanto Deus se decepciona com você cada vez que você fraqueja e cai em pecado novamente e novamente e novamente depois de ter feito tantas vezes o propósito de não mais pecar?

Claro que Deus é misericórdia. Claro que Deus perdoa sempre. Mas precisamos buscar o perdão. E a maneira como Deus encontrou para isso foi nos dando o sacramento da reconciliação. Precisamos reconhecer nossos erros, nos humilhar diante de outro homem, no caso, o padre e confessar com nossos próprios lábios o nosso pecado, pedindo perdão.

Muitas pessoas por temerem o padre, por temerem a confissão, preferem se esquivar. Preferem procurar a tal da confissão comunitária. Caríssimo, confissão comunitária não existe. O que existe é uma absolvição comunitária, pois ali ninguém confessa nada. Ninguém fala nada. A chamada confissão comunitária só é válida em casos onde há risco de morte, como por exemplo, se você estiver em um avião, prestes a cair, e no mesmo voo estiver presente um sacerdote. Logicamente que ele não terá tempo de ouvir a confissão um por um e neste caso ele dá uma absolvição comunitária. Também há outros casos semelhantes que podemos conferir no código de direito canônico. Mas nada justifica um pároco em sua comunidade aplicar a absolvição comunitária que induz ao erro e confunde o fiel em relação aos sacramentos da Igreja.

Não tema se confessar. Não tema ao padre. Antes tema a Justiça Divina. E por temor e por amor, faça uma bela confissão.

Que assim seja. Amém.

Os Cooperadores
Os Cooperadores
Apologética Católica pela Hermenêutica da Continuidade. Apostolado pertencente ao Centro de Estudos São Francisco de Sales, de Itajaí/SC.

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