Cristianismo Primitivo: A Santa Missa é um Sacrifício

O sacrifício único de Jesus

O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício: é uma só e mesma vítima, é o mesmo que oferece agora pelo ministério dos sacerdotes, que se ofereceu a Si mesmo então na cruz. Apenas a maneira de oferecer difere: neste divino sacrifício que se realiza na missa, este mesmo Cristo, que se ofereceu a Si mesmo uma vez de maneira cruenta no altar da cruz, está contido e é imolado de maneira incruenta.

— CIC 1367

Didaqué

60 – 90 D.C.

Mas todo aquele que vive em discórdia com o outro, não se junte a vós antes de se ter reconciliado, a fim de que vosso sacrifício não seja profanado.

Didaqué 14, 2

São Justino, Mártir

100 – 165 D.C.

A oferta de flor de farinha, senhores, que os que se purificavam da lepra deviam oferecer, era figura do pão da Eucaristia que nosso Senhor Jesus Cristo mandou oferecer em memória da paixão, que ele padeceu por todos os homens que purificam suas almas de toda maldade, para que juntos demos graças a Deus por ter criado o mundo e por todo o amor que há nele pelo homem, por nos ter livrado da maldade na qual nascemos e por ter destruído completamente os principados e potestades através daquele que, segundo seu desígnio, nasceu passível. […] Assim, antecipadamente fala dos sacrifícios que nós, as nações, lhe oferecemos em todo lugar, isto é, o pão da Eucaristia e o cálice da própria Eucaristia e ao mesmo tem-po diz que nós glorificamos o seu nome e vós o profanais.

Diálogos com Trifão, 41, 1-3

Tertuliano de Cartago

160 – 225 D.C.

Situação semelhante acontece nos dias de “estação”, em que a maioria se abstém das orações do sacrificio eucarístico, porque o jejum estacional deveria ser interrompido com a recepção do Corpo do Senhor. Pode a eucaristia quebrar um serviço reverente prestado a Deus? Acaso não o une mais a Deus? Não será, acaso, mais intenso teu jejum estacional, se te pões em pé, ante o altar de Deus? Se recebes o Corpo do Senhor e o guardas em reserva, salvam-se as duas coisas: a participação do sacrificio eucarístico e o cumprimento do jejum. […].

Da Oração, 19

São Cipriano de Cartago

? – 258 D.C.

“Dai se manifesta que não se oferece o sangue de Cristo se faltar vinho no cálice, nem se celebra o sacrifício do Senhor com legítima santificação se não respondem à Paixão a nossa oblação e o nosso sacrifício […] Em todos os sacrificios fazemos menção da sua Paixão, pois a Paixão do Senhor é o sacrifício que oferecemos. Não devemos, pois, fazer outra coisa senão o que Ele fez”.

Carta 64, 9 e 14 e 17

São Cirilo de Jerusalém

313 – 386 D.C.

Após realizado o sacrifício espiritual, culto incruento, rogamos a Deus sobre aquele sacrifício de propiciação pela paz comum das igrejas, pela sua reta ordem, pelos reis, soldados e aliados, pelos doentes e aflitos, e oramos por todos nós em geral, e oferecemos este sacrifício por todos os que necessitam de ajuda.

Leituras Catequéticas

São Gregório de Nazianzo

329 – 389 D.C.

A língua do sacerdote que piedosamente se ocupou com o Senhor ergue aos que jazem enfermos. Portanto, quando desempenhas as funções sacerdotais, opera ao que é melhor e livra-nos dos pesos dos nossos pecados, ao tocar a vítima relacionada com a ressurreição […] Porém, ó Devotíssimo de Deus, não deixes de orar e advogar em nosso favor quando atraíres o Verbo com a tua palavra, quando com fração incruenta cortes o Corpo e o Sangue do Senhor, usando como espada a tua voz.

Carta 171, a Anfilóquio

São João Cristóstomo

347 – 407 D.C.

O que não tolerou na cruz [=que lhe quebrassem as pernas], agora o tolera no sacrifício por teu amor; e permite que O fracionem [na Eucaristia] para saciar a todos.

Homilia sobre 1ª Coríntios 24, 2

Comments (0)
Add Comment