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	<title>Calvinismo &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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	<description>Apologética Católica</description>
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	<title>Calvinismo &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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		<title>Problemas com a Doutrina Reformada da Substituição Penal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 May 2021 13:43:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calvinismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Substituição Penal" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(Por Allison Low, Catholic Stand. Tradição: Gabriel Gomes) Discutir teologia com nossos irmãos e irmãs protestantes costuma ser interessante, mas também pode ser frustrante. Por exemplo, muitos protestantes, particularmente aqueles de tradição Reformada, defendem passional e firmemente a doutrina da substituição penal. Essa doutrina ensina que, na cruz, Jesus assumiu o lugar de toda a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Substituição Penal" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Substituicao-Penal-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(Por <a href="https://catholicstand.com/the-problems-with-reformed-theologys-penal-substitution-teaching/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Allison Low, Catholic Stand</a>. Tradição: <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/autor/gabrielgomes/">Gabriel Gomes</a>) Discutir teologia com nossos irmãos e irmãs protestantes costuma ser interessante, mas também pode ser frustrante.</p>



<p>Por exemplo, muitos protestantes, particularmente aqueles de tradição Reformada, defendem passional e firmemente a doutrina da substituição penal. Essa doutrina ensina que, na cruz, Jesus assumiu o lugar de toda a humanidade e foi punido por Deus Pai. Fazendo isso, Ele suportou a ira e a punição que nós merecemos por conta de nossos pecados.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-teologia-reformada-x-teologia-cat-lica"><strong>Teologia Reformada x Teologia Católica</strong></h2>



<p>Claro, como católicos, defendemos que sendo a morte de Jesus um sacrifício, ela foi substitutiva. Mas nós rejeitamos firmemente a substituição <em>penal</em>. Jesus é Deus e Deus é perfeito, como, então, pode Deus punir Deus? E assumindo que Jesus poderia de alguma maneira se separar de Deus, por que Deus puniria um ser puro pelos nossos pecados? Uma ideia como essa é totalmente incompatível com nossa visão de Deus.&nbsp;</p>



<p>Dialogando com amigos protestantes, eu descobri que os elementos essenciais da crença deles na substituição penal parecem dizer que, devido à ira de Deus e à perfeita justiça, Jesus precisou ser punido para que nossos pecados fossem perdoados – não havia outra opção.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-por-que-me-abandonastes"><strong>Por que me abandonastes?</strong></h2>



<p>Quando Jesus estava na cruz, ele gritou, “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?” (Mt 27, 46). Aqueles que defendem a doutrina da substituição penal, alegam que isso mostra que Deus Pai abandono Jesus na cruz e a relação entre Deus Pai e Deus Filho foi cortada.</p>



<p>Adicionalmente, citando 2Cor 5,21, eles acreditam que Jesus, literalmente, tomou sobre si nossos pecados. Fazendo referência a Rm 1,18, eles dizem que a ira de Deus foi derramada em Jesus. Desse modo, no momento da cruz, Jesus está sofrendo a punição que nós merecemos por nossos pecados.&nbsp;</p>



<p>Mas se examinarmos nossa compreensão da Trindade e da Encarnação, nós perceberemos que essa visão da substituição penal é incompatível com essas doutrinas.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-luz-da-trindade-e-da-encarna-o"><strong>À luz da Trindade e da Encarnação</strong></h2>



<p>Primeiramente, Deus revelou que Ele é um Deus Uno e Trino. As três Pessoas Divinas da Trindade são Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Cada Pessoa Divina é distinta, mas não separada. Cada Pessoa Divina possui a natureza divina sendo a única diferença na relação entre as Pessoas. Na Divindade, essas três Pessoas não têm começo ou fim, e elas estão em eterna comunhão entre si.&nbsp;</p>



<p>Na Encarnação, Deus Filho, a Segunda Pessoa Divina, enquanto possui totalmente uma natureza divina, uniu-se a uma natureza humana. Essa <strong>união hipostática</strong> é real e não meramente acidental. As duas naturezas em Cristo são distintas sem misturar-se e natureza divina de Jesus permaneceu imutável. Jesus não foi somente um homem habitado por Deus, mas foi verdadeiro Deus e verdadeiro homem.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-humano-e-divino"><strong>Humano e Divino</strong></h2>



<p>Dessa forma, quando Jesus andou pela costa da Galileia, falou com os Apóstolos e foi açoitado no pilar, foi Deus Filho que fez essas coisas. Essas experiências foram possíveis por conta da sua natureza humana. E quando Jesus devolveu a visão aos cegos, acalmou tempestades e ressuscitou os mortos, foi Deus Filho que fez essas coisas, porque possuindo uma natureza humana, Ele continuou sendo Deus Filho, que possuí a natureza divina em sua totalidade. E quando Jesus morreu na cruz, a Segunda Pessoa Divina sofreu na carne e foi crucificado na carne.&nbsp;</p>



<p>Então a Paixão foi suportada por Deus Filho por conta da natureza humana que Ele assumiu enquanto sua natureza divina permaneceu imutável. ( Ver Tomás de Aquino, <em>Summa Theologiae</em>, III, 46, a. 12.)</p>



<p>Contudo, com a doutrina de substituição penal, defende-se que Deus Pai rompeu sua relação com Deus Filho na cruz com o intuito de punir Jesus. Mas esse elemento da doutrina é contrário às doutrinas da Encarnação e da Trindade. Se Deus Filho pudesse ser separado de Deus Pai, mesmo que por um momento, então ele não seria e nem poderia ser Deus. &nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-jesus-assumiu-nossos-pecados-literalmente"><strong>Jesus assumiu nossos pecados literalmente?</strong></h2>



<p>Quando nós reconhecemos que Jesus é Deus Filho, nós também devemos rejeitar qualquer interpretação das Escrituras que sugira que Jesus literalmente assumiu todos os nossos pecados Nele mesmo. Podemos fazê-lo confiadamente por conta da natureza do pecado.</p>



<p>Colocando de maneira simples, o pecado é uma ofensa contra Deus. Quando pecamos, ferimos nossa relação com Deus em vários graus. Cometendo pecados graves, cortamos nossa relação com Deus por completo. Não estamos mais em comunhão com Deus.&nbsp;</p>



<p>Se Jesus assumiu literalmente nossos pecados mortais, teríamos uma situação na qual Ele estaria em inimizade com Deus. Mas, como já foi apontado, isso não é possível porque Jesus é Deus Filho.&nbsp;</p>



<p>Reconhecendo aquilo que sabemos sobre o Deus Triuno, a Encarnação, e o pecado, nós devemos examinar as Escrituras em sua totalidade em conjunto com todas as doutrinas reveladas. Olhar para as Escrituras em sua totalidade requer&nbsp; que rejeitemos qualquer interpretação que sugira que Deus Filho, em qualquer modo, tenha perdido a comunhão com Deus Pai ou esteve em inimizade com o Pai.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-a-ira-de-deus-satisfeita"><strong>Como a ira de Deus é satisfeita?&nbsp;</strong></h2>



<p>Contudo, os protestantes irão perguntar com frequência como é satisfeita a ira de Deus, se os católicos não defendem que Deus tenha derramado essa ira que nós merecemos em Jesus? Eles também irão apontar numerosos textos do Novo Testamento que fazem referência à ira de Deus, como Jo 3,36; Rm 1,18 e 12,19; e Ef 5,6. Mas a chave para entendê-los está na interpretação apropriada daquilo que as Escrituras estão nos ensinando.&nbsp;</p>



<p>Cólera (ira) é uma paixão que existe no interior dos seres humanos. Deus, entretanto, é imutável e impassível. Ele não tem sentimentos da maneira que os conhecemos. Nem experiencia as paixões. Deus também não tem um temperamento. E nossos pecados não provocam vingança em Deus. Deus é infinitamente perfeito, misericordioso, amoroso e justo em tudo que Ele faz, então nós enxergar aquilo que chamamos de Sua <em>ira</em> à luz da verdade.&nbsp;</p>



<p>Tomás de Aquino, na sua Suma Teológica, nos diz que as Escrituras em alguns momentos falam de Deus de maneira metafórica. Isso é visto particularmente quando certas paixões humanas são predicadas à Divindade. Diz o Aquinate:&nbsp;</p>



<p>Destarte uma coisa que em nós é um signo de uma paixão, é significada metaforicamente em Deus sob o nome daquela paixão. Por isso entre nós é comum que um homem irado puna, sendo aquela punição uma expressão da ira. Portanto, o ato de punir em si é entendido com a palavra ira, quando atribuído a Deus. </p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-puni-o-como-uma-express-o-da-ira"><strong>Punição como uma expressão da Ira</strong></h2>



<p>Ainda eu Deus não experencie a paixão da raiva, dizemos que nós experenciamos as consequências do pecado como expressões de Sua “ira”. Mas isso deve ser entendido metaforicamente. Quando pecamos, nos rebelamos contra Deus e nos voltamos contra Ele. Deus permite que soframos as consequências nessa vida e na próxima. Essas consequências incluem a desordem, desarmonia, dor, sofrimento e a morte física. Mas essas consequências/punições não são o resultado de tormentos desejados ativamente por Deus. Pelo contrário, devido o Seu amor por nós, Deus nos deu um livre-arbítrio para tomar decisões. Se escolhemos separarmo-nos Dele que é Bondade e Amor, então o resultado inevitável será nos privarmos de Sua bondade e amor.</p>



<p>Outro modo de entender a “Ira de Deus” é reconhecendo que nossa desobediências e rebelião não causam nenhuma mudança em Deus. Pelo contrário, <em>nós </em>somos mudados pelo pecado. Se rejeitamos o amor de Deus e nos rebelamos, nossos corações endurecem. Faltando o amor de Deus, a pessoa será atormentada pelo pensamento do julgamento de Deus e, como resultado disso, experienciará a “ira de Deus”. Mas em ambos os cenários, quem foi mudado fomos nós, não Deus.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-justi-a-de-deus"><strong>A justiça de Deus</strong></h2>



<p>O último ponto para se ter em mente sobre a natureza de Deus está relacionado com Sua justiça perfeita. Aqueles que defendem a doutrina da substituição penal acreditam que já que as consequências de nossos pecados são os sofrimentos, morte e as dores do inferno, a justiça requer que Jesus tome nosso lugar e experencie essas consequências para que a salvação seja possível.</p>



<p>Mas como fora posto antes, como pode Deus punir Jesus Cristo que é completamente inocente? Também é impossível defender que Deus Filho pudesse literalmente se tornar um pecador em inimizade com Deus, E seria contra a justiça que Jesus, perfeitamente puro, santo e inocente, fosse torturado e crucificado como punição por aquilo que Ele não fez.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-sacrif-cio-amoroso-do-cristo"><strong>O Sacrifício amoroso do Cristo</strong></h2>



<p>Toda a vida de Jesus foi de amor, obediência e esvaziamento de si mesmo (Filipenses 2, 8). Ele aceitou sua morte na cruz livremente, voluntariamente dando sua vida por cada um de nós. Por conta da Encarnação, Deus Filho realiza um ato humano – o de oferecer a Si mesmo e o de entregar a Sua vida. Ele faz isso em nosso lugar. E sendo Deus, sua oferta tem valor infinito. Esse ato de humildade, obediência e amor foi agradável a Deus. E o sacrifício do Cristo foi de méritos infinitos para nós.</p>



<p>Como escreve Santo Tomás:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Ora, Cristo, sofrendo por obediência e caridade, ofereceu a Deus um bem maior do que o exigido pela recompensa da ofensa total do gênero humano. Assim, primeiro, pela grandeza da caridade, pelo qual sofria. Segundo, pela dignidade de sua vida, que oferecia em satisfação, que era a vida de Deus e do homem. Terceiro, por causa da generalidade da Paixão e da grandeza da dor assumida, como dissemos. Por onde, a Paixão de Cristo foi uma satisfação só suficiente, mas também superabundante pelos pecados do gênero humano, segundo aquilo do Evangelho: Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.</p><cite>(<em>Summa</em>, III, 48, a. 2)</cite></blockquote>
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		<title>Gollum, o Espelho do Homem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2020 17:33:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calvinismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/Gollum.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Gollum" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/Gollum.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/Gollum-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/Gollum-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/Gollum-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/Gollum-1024x576.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(Pe. Dwaight Longenecker. Traduzido por&#160;Petter Martins) A primeira metade do meu novo livro&#160;Immortal Combat: Confronting the Heart of Darkness explora o que queremos dizer com &#8220;o pecado do mundo&#8221;.&#160;Não são apenas as coisas impertinentes que fazemos mas&#160;é uma falha mais profunda&#8230; como a&#160;Falha de&#160;San Andreas (EUA) em&#160;comparação com uma rachadura na calçada.&#160;Como em San Andreas, [&#8230;]</p>
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<p>(<a rel="noreferrer noopener" aria-label="Pe. Dwaight Longenecker (abre numa nova aba)" href="https://dwightlongenecker.com/gollum-the-mirror-of-man/" target="_blank">Pe. Dwaight Longenecker</a>. Traduzido por&nbsp;<a href="https://cooperadoresdaverdade.com/autor/pettermartins/">Petter Martins</a>) A primeira metade do meu novo livro&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" aria-label="Immortal Combat: Confronting the Heart of Darkness (abre numa nova aba)" href="https://cooperadoresdaverdade.com/dica/immortal-combat-confronting-the-heart-of-darkness/" target="_blank">Immortal Combat: Confronting the Heart of Darkness</a> explora o que queremos dizer com &#8220;o pecado do mundo&#8221;.&nbsp;Não são apenas as coisas impertinentes que fazemos mas&nbsp;é uma falha mais profunda&#8230; como a&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" aria-label="Falha de&nbsp;San Andreas (abre numa nova aba)" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Falha_de_Santo_André" target="_blank">Falha de&nbsp;San Andreas</a> (EUA) em&nbsp;comparação com uma rachadura na calçada.&nbsp;Como em San Andreas, a fenda na humanidade é muito funda.&nbsp;Além disso, é oculta, imprevisível e mortal.</p>



<p>No livro, explico como Gollum é distorcido pelo pecado do mundo, e como ele mesmo é a primeira pessoa que acredita nesta mentira distorcida.</p>



<p>Gollum nos mostra o entendimento católico do problema da humanidade com o pecado.&nbsp;A representação do filme de <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Peter Jackson (abre numa nova aba)" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Jackson" target="_blank">Peter Jackson</a> revela fielmente a profunda compreensão de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/J._R._R._Tolkien" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Tolkien (abre numa nova aba)">Tolkien</a> da teia emaranhada em que a humanidade se meteu.</p>



<p>Primeiro observe que Gollum foi distorcido e deformado horrivelmente pelo pecado. Smeagol foi bom uma vez — assim como os outros hobbits felizes — e em todas as cenas do filme de Jackson há um cintilar da bondade de Gollum. Ele nunca é totalmente devorado pelo mal. Mesmo quando ele mergulha nos fogos da Montanha da Perdição, ainda existe um desejo que não está totalmente corrompido.</p>



<p>Não há &#8220;<em>depravação total</em>&#8221; aqui. A bondade de Gollum é terrivelmente distorcida. A luz está sombreada, mas não extinta. Em minha jornada para a fé católica, a compreensão católica do pecado original foi um grande alívio. Eu fui criado em uma espécie de <em>calvinismo padrão</em>. A Depravação Total foi uma das doutrinas que estavam na base da forma de evangelismo que me ensinaram. Percebo que há explicações da doutrina da Depravação Total que são mais sutis, mas o que ouvi foi: &#8220;<em>Você está morto em suas transgressões e pecados. Não há um justo sequer. A tua justiça é como trapos imundos. Você não pode agradar a Deus. Você é totalmente e totalmente depravado. Você é uma pilha de esterco que precisa de neve para cobri-lo.</em>&#8221; A conclusão que tirei foi que eu era inútil, e sob julgamento por algo que não tinha escolha, e era impotente para fazer qualquer coisa.</p>



<p>A visão católica do pecado original é que somos criados à imagem de Deus e, embora tenhamos nascido em pecado, a imagem de Deus é ferida, mas não totalmente destruída.&nbsp;Achei essa visão não apenas refrescantemente compassiva, mas também mais fiel ao que percebi ao meu redor.&nbsp;Chesterton diz algo assim em algum lugar:<em> “Às vezes, as coisas são exatamente como parecem.&nbsp;Não há conspiração, conhecimento secreto ou entendimento esotérico</em>.&#8221;</p>



<p>Ninguém que eu conheço acorda de manhã e diz: &#8220;<em>Agora, deixe-me ver o que posso fazer hoje que é totalmente cruel, perverso e horrível</em>&#8220;.&nbsp;A maioria das pessoas percebe seus desejos como bons (mesmo que não sejam bons) <strong>e isso significa que eles querem perseguir o bem</strong>.</p>



<p>A experiência indica que a maioria das pessoas não é total e totalmente depravada. Eles querem bondade. Eles querem Deus (se soubessem disso) Eles querem Amor, Vida e todas as coisas boas. Ah, sim, continuamos conseguindo o que queremos de maneiras erradas, e muitas vezes nos contentamos com o mero &#8220;bom&#8221; e com preguiça de buscar &#8220;o melhor&#8221;. Somos pecadores, com certeza, mas, como Gollum, sempre há um vislumbre de bondade dentro de nós. É isso que Deus vê, e é o que Ele redime, e é o que Ele resgata. Essa é a pequena brasa que ele deseja soprar suavemente com o sopro do Espírito Santo.</p>



<p>Além disso, o ponto de vista católico diz: “<em>Você pode ser amaldiçoado pelo pecado, mas com a graça de Deus, você pode fazer algo a respeito disso.&nbsp;Suas ações são importantes.&nbsp;Suas decisões são importantes.&nbsp;O bem que você faz e o mal que você rejeita importam!&nbsp;Você é responsável.&nbsp;Com a ajuda de Deus, você pode fazer algo sobre o estado de sua alma</em>.”</p>



<p>É por isso que Frodo continua tendo compaixão por Gollum.&nbsp;Ele vê o que Gollum era e o que ainda pode ser.&nbsp;Frodo conhece o terrível poder de corrupção do anel.&nbsp;Ele viu como isso fez de Bilbo um monstro.&nbsp;Ele vê como o anel transformou Smeagol, e ele sente como ele próprio está sendo transformado em um monstro, mas esse conhecimento gera compaixão, não julgamento em seu coração.&nbsp;Ele olha para Gollum com piedade e não com acusação.</p>



<p>É o mesmo conosco.&nbsp;Brilha dentro de nós, ainda que retorcida e deforma, a Imagem de  Deus, e Cristo, como Frodo, conhece o fardo que carregamos, e não vê como somos deformados, mas como éramos belos e como ainda podemos ser mais belos.</p>



<p>Ele nos olha com piedade, não com acusação.&nbsp;Louvemos a Deus.</p>
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