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	<title>Igor Lima do Nascimento &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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	<description>Apologética Católica</description>
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	<title>Igor Lima do Nascimento &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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		<title>Três pensamentos para o último dia do ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Lima do Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Dec 2019 11:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/ultimo-dia-do-ano.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Três pensamentos para o último dia do ano" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/ultimo-dia-do-ano.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/ultimo-dia-do-ano-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/ultimo-dia-do-ano-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/ultimo-dia-do-ano-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/ultimo-dia-do-ano-1024x576.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(Tres Pensaminetos para el último día del año. Misal Diario para America en Latin y Castellano. Don Andres Azcarate, OSB. 1946. Traduzido por Igor Lima do Nascimento) Cada vez que o calendário nos traz o dia 31 de dezembro, não pode o homem deixar de pensar, e sobretudo o cristão, nestes três importantes pensamentos:   O tempo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/ultimo-dia-do-ano.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Três pensamentos para o último dia do ano" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/ultimo-dia-do-ano.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/ultimo-dia-do-ano-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/ultimo-dia-do-ano-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/ultimo-dia-do-ano-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/ultimo-dia-do-ano-1024x576.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(<em>Tres Pensaminetos para el último día del año. Misal Diario para America en Latin y Castellano. </em>Don Andres Azcarate, OSB. 1946. Traduzido por <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/author/igornascimento/">Igor Lima do Nascimento</a>) Cada vez que o calendário nos traz o dia 31 de dezembro, não pode o homem deixar de pensar, e sobretudo o cristão, nestes três importantes pensamentos:  <br><br>O tempo passa;  <br>A morte se aproxima;  <br>A eternidade nos espera.  </p>



<p>A) O tempo passa – O presente ano passou como um sopro, e com ele passou os dias que ainda nos restam viver, sejam poucos, sejam muitos; sejam felizes, sejam desagradáveis. &nbsp;</p>



<p>O que foi feito pelas penas e pelas dores dos nossos pecados? O que foi feito pelas alegrias loucas e pelos prazeres deste ano que vem se acabando? Nem as penas nem as alegrias passadas podem voltar. Delas só fica o mérito de haver sofrido ou gozado com consciência tranquila e com alteza de visão, ou, ao revê-las, a responsabilidade de haver perdido tudo por falta do espírito cristão. &nbsp;</p>



<p>O tempo passa para todos, este ano passou para todos, nada é capaz de conter o relógio do tempo. Como desejavam o gozador da vida, o pecador dissoluto, que não se passasse suas horas de prazer, seus dias e suas noites de delícias [mundanas]! No entanto, o ano passou para todos, e passou para não mais voltar! &nbsp;</p>



<p>Este ano passou correndo, voando; porém não passou em vão. Muitos desejariam que houvesse passado sem deixar rastros, como o voo dos pássaros; que o passado, como dizem, ficará sujeito ao esquecimento, no entanto não é assim. Todo o passado fica sujeito ao juízo de Deus!</p>



<p>B) A morte se aproxima &#8211; A morte galopa e chega de dia em dia para cada um de nós. A muitos, a inumeráveis, a morte veio neste último ano, e os tem alcançado de modo que não estavam esperando. A muitos que conhecemos sãos e alegres, em poucos minutos, ou em poucas horas ou em breves dias, temos visto desaparecerem. &nbsp;</p>



<p>Nem a idade, nem o bem-estar, nem a dignidade, nem a ciência, nem o vício, nem a virtude respeita a morte inexorável. Todos temos nosso dia que partiremos, como o tiveram os que nos tem precedido neste mesmo ano e nos anos anteriores. Desapareceram em um abrir e fechar de olhos! E muitos deles não ficaram nem a recordação.</p>



<p>Tanto queriam viver, para viver tão pouco e tão tristemente! Tanto cuidado com o corpo, com o vestir, com os negócios, com a honra, para perdê-las todos tão rapidamente e sem tempo para aproveitar tudo isso! Tanto quiseram guardar riquezas, formosura, simpatias, influência, para ficar de tudo reduzido a um amontoado de células mortas. Que tristeza para quem viveu neste ano deste modo!</p>



<p>C) A eternidade nos espera &#8211; Nada seria como é se o tempo não passasse e a morte não se aproximasse. Mas não é assim. Ao morrer, o homem não morre de todo em si: perece a matéria, porém o espírito perdura. O corpo volta ao pó da terra, de onde brotou; porém a alma retorna a Deus, que o criou. &nbsp;</p>



<p>Tudo o que aqui é passageiro, tudo acaba; somente a alma sobrevive neste grande &#8220;cataclismo&#8221;. Por isso o homem, ainda que morra, não morre para sempre, apenas troca de vida: da vida temporal para a vida eterna, do tempo e da eternidade. &nbsp;</p>



<p>A eternidade! Que realidade terrível! Muito a negam, porque mais apraz a estes pensarem que a eternidade não exista para que assim seus vícios não tivessem nenhuma sanção ultraterrena. Outros muitos, ainda mais, não pensam nela, porque não a compreende. Mas o fato de negar a eternidade ou por desconhecê-la, ela não deixa de existir e nem deixa de nos esperar.</p>



<p>Existem duas eternidades: a eternidade do céu, que constitui um prêmio; e a eternidade do inferno, que constitui em um castigo. Existe, pois, um prêmio eterno e um castigo igualmente eterno. Assim Deus tem disposto, e nada e ninguém poderão fazer que não seja desta forma!</p>



<p>Cristão, se te espera uma eternidade eterna e feliz, depois dos sofrimentos e adversidades desta breve vida, principalmente pensando neste ano que vai se acabando, por que não os suporta com resignação e com uma santa esperança, oferecendo tudo a Deus? &nbsp;</p>



<p>Pecador e mundano, por que preferes um prazer sujo e fugaz a uma vida eterna de delícias celestiais? &nbsp;</p>



<p>Amigos, &nbsp;</p>



<p>Um Feliz Ano Novo de 2020 de Nosso Senhor,</p>



<p>Viva São Silvestre, Papa e Confessor. &nbsp;</p>
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		<title>Lectio Divina: Ciclo de um ano conforme a Liturgia Romana Tradicional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Lima do Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Dec 2019 16:24:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/scripture.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Lectio Divina" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/scripture.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/scripture-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/scripture-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/scripture-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/scripture-1024x576.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(Ite ad Thomam. Traduzido por Igor Lima do Nascimento) Recentemente, tomei a resolução de ler as Sagradas Escrituras no próximo ano. Quero dizer, ler tudo isso em um ano mesmo. Eu li sobre a Bíblia no passado, especialmente na forma de textos curtos, que aparecem ao longo do ano litúrgico. Também li continuamente os principais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/scripture.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Lectio Divina" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/scripture.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/scripture-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/scripture-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/scripture-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/scripture-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(<a rel="noreferrer noopener" aria-label="Ite ad Thomam (abre numa nova aba)" href="http://iteadthomam.blogspot.com/2011/12/lectio-divina-year-long-cycle-according.html" target="_blank">Ite ad Thomam</a>. Traduzido por <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/autor/igornascimento/">Igor Lima do Nascimento</a>) Recentemente, tomei a resolução de ler as Sagradas Escrituras no próximo ano. Quero dizer, ler tudo isso em um ano mesmo. Eu li sobre a Bíblia no passado, especialmente na forma de textos curtos, que aparecem ao longo do ano litúrgico. Também li continuamente os principais livros narrativos e históricos do Antigo e do Novo Testamentos, de acordo com o plano de leitura da Bíblia<em> &#8220;The Great Adventure&#8221;</em>, de Jeff Cavins, que consiste em (pelo menos) 14 livros que contam toda a história da salvação (Gênesis Êxodo, Números, Josué, Juízes, 1-4 Reis, 1-2 Esdras, 1 Macabeus, Mateus e Atos). Eu também fiz alguns cursos universitários e de pós-graduação em escrituras, e já ensinei sobre alguns livros bíblicos no ensino médio. Portanto, conheço as Escrituras relativamente bem &#8211; para um leigo, pelo menos &#8211; e me sinto muito confortável em abrir qualquer página e localizar o contexto histórico, os personagens e a história principal. Mas não posso dizer que li toda a Bíblia. E o meu principal modelo, Santo Tomás de Aquino, não apenas o leu [as Sagradas Escrituras], mas literalmente o memorizou em seus dois anos de claustro no Castelo <em>di Monte San Giovanni Campano</em>. Não foi apenas isso: seu título oficial na Universidade de Paris era o de <em>Magister em Sacra Pagina</em> (basicamente, &#8220;mestre exegeta&#8221;), e produziu alguns dos comentários bíblicos mais lúcidos da história da cristandade. Portanto, tenho muito o que fazer como discípulo fiel de Santo Tomás de Aquino. Estou muito ciente de que não posso dominar a Summa e acho que cheguei ao ápice do tomismo. Eu tenho que dominar as Sagradas Escrituras (se isso é mesmo possível), e é muito claro para mim que eu tenho que começar lendo a bíblia toda. A questão é como e em que ordem fazer isso.</p>



<p>Agora, ao ponderar uma resposta para essa questão, a Liturgia Romana Tradicional me deu uma ideia muito boa. Como estamos na primeira semana do advento, que também é o primeiro ano do ano litúrgico, ocorreu-me que seria uma boa ideia ler a Bíblia de acordo com a ordem que nos foi proposta pela Santa Madre Igreja em seu tradicional Ofício Divino, especificamente nas lições da primeira noite das matinas. Dessa forma, não apenas leio a Bíblia, mas a vivo liturgicamente.&nbsp;</p>



<p>Uma das maneiras mais simples de fazer isso é apenas ler as primeiras lições noturnas de matinas todas as noites. Isso é muito bom, mas o único problema é que isso lhe daria uma amostra das Escrituras, na melhor das hipóteses. De fato, é exatamente isso que venho fazendo nos últimos meses, mas fiquei decepcionado com a falta de continuidade e integridade das leituras (veja o porquê abaixo).&nbsp;</p>



<p>Aqui estão os livros da Bíblia que são lidos em cada estação do ano litúrgico (extraídos do artigo&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="http://www.newadvent.org/cathen/02768b.htm" target="_blank">&#8220;Breviary&#8221;, da<em>&nbsp;Catholic Encyclopedia</em></a>):&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A seguir, é apresentada a tabela de lições da Bíblia. Em suas características essenciais, remonta a uma antiguidade muito venerável:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Advento</strong>&nbsp;&#8211; Isaías e as Epístolas de São Paulo.</li><li><strong>Natal, Epifania</strong>&nbsp;&#8211; São Paulo, seguindo esta ordem muito antiga: Epístolas aos Romanos, Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, Tessalonicenses, Timóteo, Tito, Filemon, Hebreus.&nbsp;</li><li><strong>Septuagesima e Quaresma</strong>&nbsp;&#8211; Gênesis e os outros livros do Pentateuco.</li><li><strong>Paixão de Nosso Senhor</strong>&nbsp;&#8211; Jeremias.</li><li><strong>Páscoa e tempo pascal</strong>&nbsp;&#8211; Atos dos Apóstolos, Apocalipse, Epístolas de São Tiago, São Pedro, São João.&nbsp;</li><li><strong>Tempo após Pentecostes</strong>&nbsp;&#8211; Livros dos Reis.&nbsp;</li><li><strong>Mês de agosto</strong>&nbsp;&#8211; Provérbios, Eclesiastes, Livro da Sabedoria, Eclesiástico.</li><li><strong>Mês de setembro</strong>&nbsp;&#8211; Job, Tobias, Judith, Esther.</li><li><strong>Mês de outubro</strong> &#8211; Macabéus</li><li><strong>Mês de novembro</strong> &#8211; Ezequiel, Daniel, os doze profetas menores.</li></ul>



<p>Como você pode perceber, esta lista contém a maioria, mas não todos, dos livros da Bíblia. Sob Septuagesima e Quaresma, o artigo lista &#8220;Gênesis e os outros livros do Pentateuco&#8221;, mas, na realidade, apenas a maior parte do Gênesis e parte do Êxodo são lidas. Como observa o membro do fórum da FishEaters &#8220;Paul&#8221;, o Ofício Divino &#8220;deixa de fora estes livros: Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, Livro de Crônicas 1 e 2, 1 Esdras, 2 Esdras, Salmos, Cânticos, Baruque, e os quatro evangelhos &#8220;. Certamente, os Salmos são constantemente recitados no Ofício Divino (todos eles toda semana), e os Evangelhos são lidos constantemente na Missa. Mas eles não são recitados ou lidos em ordem. Quero lê-los em ordem, para ver sua continuidade e lógica interna &#8211; algo pelo qual os comentários de Santo Tomás de Aquino são simplesmente o melhor recurso, a propósito. E então, é claro, Josué, Juízes 1 e 2 Esdras, que são episódios cruciais na história da salvação, são totalmente deixados de fora.</p>



<p>Além disso, se você ler todas as lições nas primeiras noites da matina todos os dias do ano litúrgico, acabaria lendo apenas partes de (a maioria) livros da Bíblia, mas raramente lerá todo o livro.</p>



<p>Além disso, toda vez que aparece uma festa litúrgico (pelo menos no breviário de 1910, que é o que eu uso), é necessário substituir a leitura das Escrituras da festa pela designada para a&nbsp;<em>féria</em>, e isso faz você mexer com o arranjo acima . Portanto, você nem estaria lendo todas as seleções prescritas para a&nbsp;<em>féria</em>. Se você quisesse uma continuidade perfeita, teria que fazer as leituras apenas para a&nbsp;<em>féria</em>.</p>



<p>Agora, como o que quero fazer é ler toda a Escritura (sim, sou bastante obsessivo com continuidade e integridade), decidi seguir a ordem prescrita no Breviário apenas em linhas gerais. Então, em vez de ler exatamente o que é prescrito no Ofício Divino, vou ler todos os livros da Bíblia no momento em que o Ofício Divino prescreve seleções desse livro. Além disso, para cobrir todos os livros que o Ofício Divino não prescreve, seguirei o conselho de nosso amigo Paulo, para ler “Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué e Juízes de Septuagesima até a IV Semana de Quaresma, uma por semana. Adicione Rute a setembro e Livro de Crônicas e Esdras às semanas de Pentecostes, depois de Reis. Os Cânticos podem ir com os outros livros de Sabedoria, em agosto, e Baruque com Ezequiel e Daniel, em novembro. Salmos todos os dias, repetindo-os duas vezes no ano, ou lendo metade durante a oitava da Páscoa e metade durante a oitava de Pentecostes. Ou leia dois evangelhos por semana ou leia uma parte ao longo do ano”.</p>



<p>O resultado é o seguinte, que é adaptado da lista do [amigo] Paulo. Os livros não prescritos no Breviário, que adicionei à lista do [amigo] Paulo, estão em CAPS (letra em maíscula):</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Advento:</strong> Isaías</li><li><strong>Quadra natalina:</strong> Romanos</li><li><strong>I Semana após a Epifania:</strong> 1 Coríntios</li><li><strong>II Semana após a Epifania:</strong> 2 Coríntios</li><li><strong>III Semana após a Epifania (Dom-Qua): </strong>Gálatas</li><li><strong>III Semana após a Epifania (Qui-Sáb):</strong> Efésios</li><li><strong>IV Semana após a Epifania (Dom-Seg):</strong> Filipenses</li><li><strong>IV Semana após a Epifania (Ter-Qua):</strong> Colossenses</li><li><strong>IV Semana após a Epifania (Qui-Sex): </strong>1 Tessalonicenses</li><li><strong>IV Semana após a Epifania (sábado):</strong> 2 Tessalonicenses</li><li><strong>V Semana após a Epifania (Seg-Seg):</strong> 1 Timóteo</li><li><strong>V Semana após a Epifania (Ter-Qua):</strong> 2 Timóteo</li><li><strong>V Semana após a Epifania (Qui-Sex):</strong> Tito</li><li><strong>V Semana após a Epifania (sábado):</strong> Epístola a Filémon</li><li><strong>VI Semana após a Epifania:</strong> Hebreus</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Septuagésima:</strong> Genesis (Adão) &#8211; GÊNESE</li><li><strong>Sexagésima:</strong> Genêsis (Noé) &#8211; ÊXODO</li><li><strong>Quinquagésima</strong>: Genêsis (Abraão) &#8211; LEVÍTICOS</li><li><strong>I Domingo da Quaresma</strong>: Gênesis (Isaac) &#8211; NÚMEROS</li><li><strong>II Domingo da Quaresma:</strong> Gênesis (Jacó) &#8211; DEUTERONOMIA</li><li><strong>III Domingo da Quaresma</strong>: Gênesis (José) &#8211; JOSUÉ</li><li><strong>IV Domingo da Quaresma</strong>: Êxodo (Moisés) &#8211; JUÍZES</li><li><strong>Paixão:</strong> Jeremias</li><li><strong>Tríduo Pascal:</strong> Lamentações</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Páscoa e Oitava: </strong>nenhuma (Homílias do Evangelho) &#8211; EVANGELHOS</li><li><strong>I e II semanas após a Páscoa:</strong> Atos</li><li><strong>III Semana após a Páscoa:</strong> Apocalipse</li><li><strong>IV Semana após a Páscoa:</strong> Tiago<strong>V Semana após a Páscoa (antes da Ascensão):</strong> 1 Pedro</li><li><strong>V Semana após a Páscoa (após a Ascensão):</strong> 2 Pedro</li><li><strong>VI Semana após a Páscoa (Dom-Ter):</strong> 1 João</li><li><strong>VI Semana após a Páscoa (qua-qui)</strong>: 2 João</li><li><strong>VI Semana após a Páscoa (Sex)</strong>: 3 João</li><li><strong>VI Semana após a Páscoa (sábado)</strong>: Judas</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Pentecostes e Oitava:</strong> nenhum (homilias do Evangelho) &#8211; 1-2 Reis</li><li><strong>I-IV Semanas após o Pentecostes (se antes de agosto):</strong> 3-4 Reis</li><li><strong>V-VI Semanas após o Pentecostes (se antes de agosto):</strong> SALMOS</li><li><strong>VII-VIII Semanas após o Pentecostes (se antes de agosto):</strong> 1-2 LIVRO DE CRÔNICAS</li><li><strong>IX-XI Semanas após Pentecostes (se antes de agosto):</strong> 1-2 ESDRAS</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>I Semana de agosto: </strong>Provérbios</li><li><strong>II Semana de agosto</strong>: Eclesiastes</li><li><strong>III Semana de agosto: </strong>Sabedoria</li><li><strong>IV-V Semanas de agosto: </strong>Eclesiásticos, CÂNTICO</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Semanas I-II de setembro:</strong> Jó</li><li><strong>III Semana de setembro:</strong> Tobias</li><li><strong>IV Semana de setembro:</strong> Judite</li><li><strong>V Semana de setembro:</strong> Ester, RUTE</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>I-III Semanas de outubro: </strong>1 Macabeus</li><li><strong>Semanas IV-V de outubro:</strong> 2 Macabeus</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>I-II Semanas de novembro:</strong> Ezechiel, BARUQUE</li><li><strong>III Semana de novembro:</strong> Daniel</li><li><strong>IV Semana de novembro (Seg-Seg):</strong> Oseias</li><li><strong>IV Semana de novembro (terça-feira):</strong> Joel</li><li><strong>IV Semana de Novembro (Qui):</strong> Amós</li><li><strong>IV Semana de novembro (sex):</strong> Obadias</li><li><strong>IV Semana de novembro (sábado):</strong> Jonas</li><li><strong>V Semana de novembro (dom):</strong> Miqueias</li><li><strong>V Semana de novembro (seg):</strong> Naum</li><li><strong>V Semana de novembro (terça-feira):</strong> Habacuque</li><li><strong>V Semana de novembro (quarta):</strong> Sofonias</li><li><strong>V Semana de novembro (quinta): </strong>Ageu</li><li><strong>V Semana de novembro (sex):</strong> Zacarias</li><li><strong>V Semana de novembro (sábado):</strong> Malaquias</li></ul>
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		<title>A Santa Missa e a Sagrada Escritura — Parte I</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Lima do Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2019 18:20:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/santa-missa.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Missa" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/santa-missa.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/santa-missa-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/santa-missa-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/santa-missa-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/santa-missa-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Antigo Testamento e a Prefiguração da Santa Missa A Santa Missa, sucintamente, é a renovação do Santo Sacrifício de Nosso Senhor no Calvário. É o mesmíssimo e único sacrifício infinito de Nosso Senhor na Cruz, que foi instituída na Última Ceia. Nosso Senhor é, na Missa, ao mesmo tempo vítima e sacerdote, oferecendo-se a Deus [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Antigo Testamento e a Prefiguração da Santa Missa</h2>



<p>A Santa Missa, sucintamente, é a renovação do Santo Sacrifício de Nosso Senhor no Calvário. É o mesmíssimo e único sacrifício infinito de Nosso Senhor na Cruz, que foi instituída na Última Ceia. Nosso Senhor é, na Missa, ao mesmo tempo vítima e sacerdote, oferecendo-se a Deus para o pagamento dos nossos pecados e implorando a Deus os méritos infinitos para cada um de nós.&nbsp;</p>



<p>Na Santa Missa, Nosso Senhor Jesus Cristo se imola novamente para a nossa salvação, tal como fez no Calvário, conquanto na Missa essa imolação já não é mais cruenta, como foi a imolação no Calvário; é dizer &#8211; já não mais existe sofrimento físico.</p>



<p>A Missa é dita Santa porque o seu próprio autor é a Suma Santidade; é Nosso Senhor que se oferece em um sacrifício perfeito a Deus, como alimento espiritual para nós, pobres fiéis, na Eucaristia, sem manchas e sem nenhum defeito &#8211; como disse o profeta Moisés [1].&nbsp;</p>



<p>A Eucaristia é o centro da vida da Igreja e de todo cristão [2]; a Igreja vive da Eucaristia, como dizia São João Paulo II na Carta Encíclica <em>Ecclesia de Eucharistia</em>. Na mesma linha, o&nbsp; Decreto sobre o ministério e a vida dos sacerdotes <em>Presbyterorum ordinis</em>, diz: “na santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo”.&nbsp;</p>



<p>Embora a Santa Missa seja o maior tesouro da Igreja de Deus, ela é ainda um tesouro oculto, pouco conhecida. É salutar que conheçamos a Santa Missa, seus dogmas, seus mistérios, a sua moral, e até mesmo os menores detalhes de sua cerimônia [3].Todavia, basta que tenhamos uma instrução mínima sobre a Missa, pois Deus supre a sensibilidade da Fé ao conhecimento profundo que não foi possível adquirir. <em>“Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar.”[4]&nbsp;</em></p>



<p>Todas as religiões, que desde a existência do mundo existiram, tiveram algum sacrifício como parte essencial do seu culto de adoração devida aos seus deuses. Por serem essas religiões ineficazes e imperfeitas, seus sacrifícios, por conseguinte, eram também ineficazes e imperfeitos.&nbsp;</p>



<p>Embora professassem a religião até então verdadeira, os sacrifícios dos hebreus eram igualmente fracos, pobres e defeituosos, como dizia o apóstolo São Paulo [5]. Por esse motivo, não podiam apagar os pecados e tampouco conferir a graça do verdadeiro Sacrifício de Nosso Senhor.&nbsp;</p>



<p>Só o Único Sacrifício, que temos em nossa religião, é dizer &#8211; a Missa, é um sacrifício santo, perfeito e completo; pois por ele, segundo dizia São Leonardo de Porto Maurício, cada fiel honra perfeitamente e dignamente a Deus, reconhecendo, ao mesmo tempo o próprio nada do homem e o supremo domínio de Deus.</p>



<p>O salmista chama de Sacrifício de Justiça [6], já que é o único que contém o Justo dos justos e o Santo dos Santos; é a própria Justiça e Santidade, que santifica as almas pela infusão das graças que necessitamos e profusão dos dons que a nós são conferidos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Tertuliano, um dos padres da Igreja, disse que a Missa, <em>mais que um banquete de religião, é uma escola de todas as virtudes</em>, apresentando aos fiéis o grande exemplo de imolação contínua de um Deus, para incentivá-los em todos os deveres e ampará-los em todos os sacrifícios, ainda com a participação da vítima que neles se incorpora pela comunhão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Antigo Testamento: Figura da Santa Missa</h2>



<p>Segundo a doutrina católica, antes da queda do homem, é dizer, antes do pecado de Adão, existiam três grandes deveres religiosos naquela época, em que todos deveriam observar:</p>



<p>I &#8211; Adorar a Deus como seu Senhor, soberano e absoluto;&nbsp;</p>



<p>II &#8211; Manifestar seu reconhecimento a Deus como seu Criador e autor absoluto de todos os seus bens, e manter sua vida numa perpétua ação de graças, para que Ele conserve e aumente seus benefícios, a cada dia;&nbsp;</p>



<p>III &#8211; Implorar a Deus graças e auxílio com oração humilde, fervorosa e perseverante.</p>



<p>Santo Agostinho, doutor da Igreja, afirmou que os homens deveriam se oferecer a Deus como vítimas puras, sem manchas de pecado [7], mas por soberba, eles não puderam preservar essa inocência, o que acabou levando-os a pecar e, por conseguinte, a tornarem-se sujos, manchados pelo pecado.&nbsp;</p>



<p>Dado que o pecado nos despojou dos nossos privilégios originais, por culpa do pecado original, fez mister acrescentar, àqueles três deveres religiosos, a obrigação de apaziguar a ira divina, ultrajada por nosso egoísmo e ingratidão, bem como conhecer ainda mais profundamente da nossa miséria e nossa contínua dependência dos socorros celestiais, quer em nossas necessidades espirituais, quer materiais.</p>



<p>Após a queda do homem (pecado original), tiveram como finalidades do sacrifício a Deus os seguintes: [8]</p>



<p>I &#8211; Adorá-Lo;</p>



<p>II &#8211; Agradecer as graças recebidas;</p>



<p>III &#8211; Implorar a remissão dos pecados e o apaziguamento da sua ira;</p>



<p>IV- Implorar sua benção.</p>



<p>Devido ao estado de degradação e de extrema miséria em que se encontrou o coração do homem, por causa do pecado original, esse já não poderia mais servir como altar e vítima para ser oferecida a Deus de forma perfeita. Incapaz em reparar o pecado, apesar da penitência feita, foi preciso pedir à natureza um templo, edificando-o mediante ordem expressa, para sacrificar suas vítimas. [9]</p>



<p>São Paulo nos diz que tais sacrifícios eram utilizados como uma perpétua recordação da impotência e da nulidade dos homens, imposta até o tempo fixado para o grande restabelecimento, e abolido na plenitude dos tempos, quando apareceu Nosso Senhor Jesus Cristo oferecendo-se a si mesmo, em sacrifício, dando novamente ao homem o direito de unir-se a Deus, não somente com um coração puro, como no dia da inocência, como também com um coração redimido, que apresenta um Deus como vítima de adoração perfeita, de expiação dos nossos pecados e de ação de graças [10].</p>



<p>Antes da vinda de Nosso Senhor eram oferecidos a Deus como vítima de sacrifício, por exemplo, o melhor cordeiro, frutos da terra, pássaros e animais, hóstias solenes, pão e vinho e etc.&nbsp;</p>



<p>Talvez o exemplo mais bem lembrado por nós, de nossas aulas de catecismo, seja o sacrifício oferecido a Deus por Abraão, que veio a sacrificar o seu único filho, Isaac. Essa exigência de Deus (em Abraão sacrificar seu único primogênito) demonstra até aonde iria a obediência dos homens quanto àquilo que Deus solicitasse que fosse realizado. Esse sacrifício prefigurado em Abraão e Isaac foi concretizado no Sacrifício da Cruz e é continuado pelo Sacrifício da Missa, que é o Sacrifício da Nova Lei.</p>



<p>No entanto, esses sacrifícios não eram capazes, por si próprio, de redimir a ofensa que nossos pais primogênitos fizeram contra Deus. Toda ofensa é proporcional ao ofendido. Dou um exemplo: se eu desrespeito meu irmão e também desrespeito meus pais, é claramente visível que essa ofensa em desrespeitar seja maior, e mais gravosa, quando desrespeito os meus pais, por ordem biológica e racional. Assim também vale quando falamos em reparar o dano contra Deus. Somente uma pessoa igualmente finita e eterna, tal como Deus é, poderia reparar esse dano de forma perfeita. Daí porque os sacrifícios “antigos” não foram capazes de aplacar a justiça divina, nem agradar perfeitamente a Deus.</p>



<p>Quando o Senhor, elegendo para seu povo os filhos de Israel, os separou das nações idólatras, para conservar sua aliança e suas promessas, estabeleceu, nos mandamentos ditados a Moisés, a sucessão e a perpetuidade do sacerdócio de Aarão, a forma do seu tabernáculo, o lugar do seu templo, o número de vítimas e os ritos de cada oblação (Êxodo 27, 1-8).</p>



<p>Durante a caminhada do povo escolhido por Deus, após o jugo egípcio, Ele ordenou que cada família imolasse e comesse um cordeiro, observando várias cerimônias simbólicas, e que assinalassem suas moradas com o sangue do cordeiro pascal, e renovassem esta imolação solene de ano em ano. Este rito vingou até a última páscoa, quando Jesus ceou com seus discípulos, e em que instituiu o verdadeiro Cordeiro Pascal, ou seja, Seu sangue e Seu corpo, cuja aplicação por nossas almas, nos livra da escravidão do pecado, e nos faz obter o céu, verdadeira terra prometida aos filhos de Deus. [11]</p>



<p>Na antiga Lei (mosaica) existiam dois tipos de sacrifícios:</p>



<p>I &#8211; Cruentos (também chamados de sangrentos);</p>



<p>II &#8211; Não cruentos (chamados de incruentos).</p>



<p>Os sacrifícios cruentos se dividiam em três grandes grupos:</p>



<p>1º- <em>Sacrifício de latria (holocausto)</em>: aqui a vítima era consumida no fogo, como prova de reconhecimento da total dependência e domínio de Deus, prestando, dessa forma, o culto propriamente de latria ou de adoração e dependência;</p>



<p>2º- <em>Sacrifício de impetração ou hóstias pacíficas:</em> era oferecida a Deus uma hóstia impetratória, para agradar-Lhe por todos os benefícios e dons que recebeu;</p>



<p>3º- <em>Sacrifício de propiação pelo pecado:</em> por fim, esse sacrifício foi instituído com o fim último de expiar as faltas cometidas e obter o perdão dessas faltas. Era oferecido por particulares, pelos sacerdotes, ou por todo o povo; e, quando oferecido por toda a nação, como sacrifício único, além de se retirar o sangue das vítimas no Santo (local do Templo dos Judeus), sobre o altar dos perfumes e dos holocaustos, faziam-no no Santo dos Santos, como figura que o sangue de Cristo se apresentaria ao céu, abrindo-nos, assim, suas portas. Cada uma destas oblações eram cheias de símbolos e de esperanças. [12]</p>



<p><em>“26. O Senhor disse a Moisés: 27. “No décimo dia do sétimo mês será o dia das Expiações. Tereis uma santa assembleia: humilhareis vossas almas e oferecereis ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo.”’ Levítico, 23</em>.</p>



<p><strong>Quanto aos sacrifícios incruentos existiam também três:</strong></p>



<p>1º &#8211; Era oferecida, como oferenda a Deus, a flor de farinha de trigo, azeite e incenso que eram todos queimados no altar dos holocaustos;</p>



<p>2º &#8211; Sacrifício do bode expiatório: na grande festa da expiação solene, o povo oferecia dois bodes – um era degolado e o outro era oferecido vivo. <em>O sacerdote impunha suas mãos na cabeça da vítima, confessava os pecados da nação, carregava-os no animal imundo e lançava-o no deserto.&nbsp;</em></p>



<p><em>“24. Porá a mão sobre a cabeça do bode e o imolará no lugar onde se imolam os holocaustos diante do Senhor. Esse é um sacrifício pelo pecado. 25. O sacerdote, com o dedo, tomará o sangue da vítima oferecida pelo pecado e o porá sobre os chifres do altar dos holocaustos, e derramará o resto do sangue ao pé desse altar. 26. Queimará, em seguida, sobre o altar toda a gordura, como a dos sacrifícios pacíficos. É assim que o sacerdote fará pelo chefe a expiação de seu pecado; e ele será perdoado.&#8221; Levítico 4</em></p>



<p>3º &#8211; Sacrifício de pássaros que eram postos em liberdade: <em>para purificar uma casa infestada pela lepra, tomavam-se dois pássaros puros; imolava-se um num vaso cheio de água, no qual se vertia seu sangue, e, o outro, era imerso até a cabeça na água misturada com sangue, com um madeiro de cedro, hissopo e púrpura; após espargir a água, soltava-se o pássaro puro, livremente [13].</em></p>



<p>Todos esses sacrifícios eram a figura do sacrifício que Nosso Senhor iria oferecer na Cruz e que se renova todas às vezes que se reza a Missa.&nbsp;</p>



<p>Ainda que fossem imperfeitas, tinham seus méritos. Esses sacrifícios baseavam-se na obediência do que prescrevia Deus, e na Fé e em suas disposições interiores dos que as ofereciam, na esperança da hóstia perfeita, que iria tirar por completo os pecados do mundo, como diz o apóstolo São João (São João 1, 29).</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Prefiguração da Santa Missa segundo os Santos Profetas</h2>



<p>Os santos profetas do antigo testamento anunciavam a grande vítima que deveria chegar, isto é, Nosso Senhor Jesus Cristo. O profeta Davi já anunciava essa Grande Vítima ao dizer de seus sacerdotes que, conforme a ordem de Aarão, viriam a se sucederem e também a se substituírem, mas viria um outro Pontífice que não iria se suceder e nem se substituir, Esse é o “Sacerdote Eterno, segundo a ordem de Melquisedeque” [14]&nbsp;</p>



<p>Em várias passagens da Sagrada Escritura têm-se que os profetas tinham um certo “repúdio” aos sacrifícios materiais que naquela época eram oferecidos. O profeta Malaquias tinha isso em vista muito bem claro. Alguns sacerdotes ofereciam esses sacrifícios de modo desidioso, daí porque o profeta dizer:<em> “12. Vós, porém, o profanais quando dizeis: A mesa do Senhor está manchada; o que nela se oferece é um alimento comum. 13. E dizeis ainda: Ai, que cansaço! E mostrais desprezo pelo altar. Trazeis o animal roubado, o coxo, o doente. Julgais que vou aceitá-lo de vossas mãos? – diz o Senhor.” Malaquias, 1.</em></p>



<p>Era claro que tais oblações eram imperfeitas e, portanto, não agradaria ao Senhor. Os profetas bem sabiam disso. O profeta Samuel dizia: <em>“22. Acaso o Senhor se compraz tanto nos holo­caustos e sacrifícios como na obediência à sua voz? A obediência é melhor que o sacrifício e a submissão vale mais que a gordura dos carneiros.&#8221; I Samuel, 15.</em></p>



<p>Isso não mostra um desprezo, por parte dos profetas, pelos sacrifícios. Mas, pelo mesmo motivo que o profeta Malaquias via nos sacerdotes ao oferecerem o santo sacrifício de modo pouco piedoso, era mais preferível não oferecer esses sacrifícios [exteriores].</p>



<p>A Santa Igreja no Canôn da Santa Missa, nos diz o que ensinam expressamente os Doutores da Igreja, que a maior ou menor satisfação proporcionada pela Santa Missa, quanto à pena devida por nossos pecados, depende da disposição de quem a celebra e a ela assiste. Quanto maior a piedade atual ou habitual do celebrante, maior será o fruto do seu sacrifício [&#8230;].</p>



<p><em>“14. Maldito seja o homem fraudulento que consagra e sacrifica ao Senhor um animal defeituoso, tendo no rebanho animais sadios! Sou um grande Rei – diz o Senhor – e o meu nome é temível entre as nações.”&nbsp; Malaquias, 1</em></p>



<p>No livro dos Salmos, o profeta Davi também anunciava: “<em>17. Senhor, abri meus lábios, a fim de que minha boca anuncie vossos louvores. 18. Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis. 19. Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar.” Salmos, 50.</em> Logo em seguida deixa bem claro que haveria de ter um sacrifício perfeito, digno, esse sim, de ser oferecido: <em>&#8220;20. Senhor, pela vossa bondade, tratai Sião com benevolência, reconstruí os muros de Jerusalém. 21. Então, aceitareis os sacrifícios prescritos, as oferendas e os holocaustos; e sobre vosso altar vítimas vos serão oferecidas.” Salmos, 50.</em></p>



<p>No livro do profeta Malaquias, foi dito que sacerdotes viriam a oferecer sacrifícios puros. Esses sacrifícios só seriam perfeitos se fosse, antes, oferecido pelo Sacerdote Perfeito, isto é, Nosso Senhor:</p>



<p><em>“11. Porque, do nascente ao poente, Meu Nome é grande entre as nações e em todo lugar se oferecem ao meu nome o incenso, sacri­fícios e oblações puras. Sim, grande é o Meu Nome entre as nações – diz o Senhor dos exércitos.” Malaquias, 1.</em></p>



<p>Os mais antigos documentos cristãos têm uma predileção por esta profecia do profeta Malaquias, cujo eco foi acolhido pelo Concílio de Trento, ao dizer, a respeito do Santo Sacrifício da Missa: “E esta é certamente aquela<strong> </strong><em>oblação pura</em>, que não pode ser manchada por qualquer indignidade ou malícia dos ofertantes, a qual foi predita pelo Senhor, por Malaquias, que havia de ser oferecida pura, <em>em todo lugar</em>, ao seu nome, o qual havia de ser grande entre as gentes”.[15]</p>



<p>Esses sacrifícios, ainda que ordenados por Deus, não passavam de sinais imperfeitos de agradar completamente a Deus. Eram, como diz a Sagrada Escritura, um suave aroma do verdadeiro sacrifício.</p>



<p><em>“18. E, diante de mim, não faltarão jamais descendentes aos sacerdotes e aos levitas para oferecer os holocaustos, queimar as oferendas e celebrar o sacrifício cotidiano.” Jeremias, 33.</em></p>



<p>O&nbsp; monsenhor Guay em seu livro “A Igreja e os Sacramentos” diz que, os sacerdotes a que se refere a profecia de Jeremias, no versículo citado acima, são os sacerdotes da Igreja Católica, que oferecerão por todos os tempos e em todos os lugares, tal como diz o profeta Malaquias, o Santo Sacrifício da Cruz, tal como previram os santos profetas</p>



<p><em>“12. E teve um sonho: via uma escada, que, apoiando-se na terra, tocava com o cimo o céu; e anjos de Deus subiam e desciam pela escada.” Gênesis, 28.</em></p>



<p>A Missa é essa escada misteriosa que Jacó viu em seus sonhos, em que uma extremidade tocava a terra e a outra extremidade atingia o céu, na qual subiam e desciam os anjos e, principalmente, o Santo de Deus, o Anjo de Deus por excelência, o Mediador Supremo, para levar ao Senhor nossos votos e sacrifícios, e para nos trazer Sua graça e Sua benção.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Referências</h4>



<p>[1] Números 6, 14.<br>[2] Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium.<br>[3] Catecismo da Santa Missa &#8211;  1975. Autor anônimo.<br>[4] Salmos 50, 19.<br>[5] Gálatas IV, 9.<br>[6] Salmo 4, 5.<br>[7] Cidade de Deus, 1. I, c. 26.<br>[8] Catecismo da Santa Missa &#8211;  1975. Autor anônimo.<br>[9] Ibidem<br>[10] Ibidem<br>[11] Ibidem<br>[12] Ibidem<br>[13] Ibidem<br>[14] Salmos 109, 4.<br>[15] &#8211; Jesus Solano &#8211; “Textos Eucarísticos Primitivos” &#8211; Tomo I &#8211; 1978  </p>
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