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	<title>Sacramentos &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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	<description>Apologética Católica</description>
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	<title>Sacramentos &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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		<title>O Batismo é Necessário para a Salvação?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Jun 2025 14:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Batismo]]></category>
		<category><![CDATA[Respostas Rápidas]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/O-Batismo-e-Necessario-para-a-Salvacao.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O Batismo é Necessário para a Salvação" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/O-Batismo-e-Necessario-para-a-Salvacao.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/O-Batismo-e-Necessario-para-a-Salvacao-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/O-Batismo-e-Necessario-para-a-Salvacao-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/O-Batismo-e-Necessario-para-a-Salvacao-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/O-Batismo-e-Necessario-para-a-Salvacao-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>No mundo protestante, a questão do batismo é motivo de divergências doutrinárias consideráveis. Enquanto luteranos, metodistas e anglicanos defendem uma compreensão sacramental muito próxima à católica — vendo o batismo como um verdadeiro meio de comunicação da graça divina —, outras confissões reformadas o reduzem a um mero rito simbólico, uma expressão pública de adesão [&#8230;]</p>
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<p>No mundo protestante, a questão do batismo é motivo de divergências doutrinárias consideráveis. Enquanto luteranos, metodistas e anglicanos defendem uma compreensão sacramental muito próxima à católica — vendo o batismo como um verdadeiro meio de comunicação da graça divina —, outras confissões reformadas o reduzem a um mero rito simbólico, uma expressão pública de adesão à fé.</p>



<p>Contudo, ao examinarmos o Novo Testamento com atenção, não encontramos nenhuma passagem que afirme que o batismo é apenas um símbolo. Pelo contrário, a Escritura é clara e abundante em declarar o batismo como um meio de graça, remissão dos pecados e caminho ordinário para a salvação.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-testemunho-da-escritura-sobre-o-batismo"><strong>Testemunho da Escritura sobre o batismo</strong></h2>



<p>A necessidade do batismo é afirmada pelo próprio Cristo. Em Marcos 16,16, Ele declara: “Quem crer e for batizado será salvo”. E em João 3,5, Jesus diz a Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus”.</p>



<p>Essas palavras demonstram que o batismo não é apenas um sinal exterior, mas um nascimento espiritual, uma verdadeira participação na vida divina.</p>



<p>O livro dos Atos dos Apóstolos também confirma isso em várias ocasiões:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>“Cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados” (Atos 2,38).</li>



<li>“Levanta-te. Recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados” (Atos 22,16).</li>
</ul>



<p>A linguagem é direta: o batismo purifica, redime, regenera. São Paulo reforça essa doutrina ao escrever a Tito: “Ele nos salvou mediante o batismo da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo” (Tito 3,5). Aqui, o Apóstolo dos Gentios associa o batismo não a um ato simbólico, mas ao próprio momento da salvação e da obra santificadora do Espírito.</p>



<p>São Pedro, por sua vez, ao recordar o episódio do dilúvio, afirma: “Essa água prefigurava o batismo de agora, que salva também a vós” (1Pedro 3,21). O texto é inequívoco: o batismo salva.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-batismo-como-meio-ordin-rio-de-salva-o"><strong>O batismo como meio ordinário de salvação</strong></h2>



<p>Diante dessas evidências, a Igreja Católica ensina, com base na Revelação, que o batismo é necessário para a salvação (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1257). Isso não significa que Deus esteja preso aos sacramentos, mas que nós estamos obrigados a recebê-los, pois foram instituídos por Cristo como meios ordinários de salvação.</p>



<p>Recusar conscientemente o batismo, sabendo que ele foi ordenado por Cristo como meio de acesso à vida nova, é rejeitar a salvação nos termos que Deus determinou. Como escreveu Santo Irineu: “Onde está a Igreja, lá está o Espírito de Deus; e onde está o Espírito de Deus, lá está a Igreja e toda graça” (<em>Adversus Haereses</em>).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-e-os-que-morrem-sem-o-batismo"><strong>E os que morrem sem o batismo?</strong></h2>



<p>A pergunta é legítima: e aqueles que, sem culpa própria, morrem sem receber o batismo? A Igreja responde com confiança na misericórdia divina. Deus pode agir extraordinariamente fora dos sacramentos, e não exclui da salvação aqueles que, sem conhecer o Evangelho, procuram sinceramente a verdade e fazem a vontade de Deus conforme a compreendem (cf. CIC 1260).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conclus-o-um-sacramento-de-vida-eterna"><strong>Conclusão: Um sacramento de vida eterna</strong></h2>



<p>O batismo é, portanto, muito mais do que um rito simbólico. Ele é o sacramento da fé, da purificação, do renascimento, da incorporação a Cristo e à Igreja. Através dele, participamos da morte e ressurreição de Cristo, tornamo-nos filhos de Deus e templos do Espírito Santo.</p>



<p>Negar o caráter salvífico do batismo é negar o ensinamento claro das Escrituras e da Tradição apostólica. Por isso, devemos valorizar profundamente esse sacramento, reconhecer sua necessidade e anunciá-lo com fidelidade.</p>



<p>Afinal, foi o próprio Senhor quem disse: “Ide, pois, fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).</p>
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		<title>Objeções filosóficos à doutrina da Transubstanciação e suas devidas respostas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2025 13:40:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eucaristia]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/01/Objecoes-filosoficos-a-doutrina-da-Transubstanciacao-e-suas-devidas-respostas.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Objeções filosóficos à doutrina da Transubstanciação e suas devidas respostas" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/01/Objecoes-filosoficos-a-doutrina-da-Transubstanciacao-e-suas-devidas-respostas.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/01/Objecoes-filosoficos-a-doutrina-da-Transubstanciacao-e-suas-devidas-respostas-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/01/Objecoes-filosoficos-a-doutrina-da-Transubstanciacao-e-suas-devidas-respostas-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/01/Objecoes-filosoficos-a-doutrina-da-Transubstanciacao-e-suas-devidas-respostas-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/01/Objecoes-filosoficos-a-doutrina-da-Transubstanciacao-e-suas-devidas-respostas-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>A doutrina católica da transubstanciação, um mistério central da fé, afirma que, durante a consagração na Santa Missa, a substância do pão e do vinho se transforma no Corpo e Sangue de Cristo, enquanto os acidentes (como forma, cor e sabor) permanecem inalterados. Defendida no Concílio de Latrão (1215), confirmada no Concílio de Lion (1274) [&#8230;]</p>
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<p>A doutrina católica da transubstanciação, um mistério central da fé, afirma que, durante a consagração na Santa Missa, a substância do pão e do vinho se transforma no Corpo e Sangue de Cristo, enquanto os acidentes (como forma, cor e sabor) permanecem inalterados. Defendida no Concílio de Latrão (1215), confirmada no Concílio de Lion (1274) e definida dogmaticamente no Concílio de Trento (1545), essa doutrina tem sido objeto de debate, especialmente sob a lente da metafísica aristotélica, que considera os acidentes como propriedades inerentes de uma substância (Aristóteles, <em>Metafísica</em>, Livro VII).</p>



<p>Para compreender essa doutrina, é fundamental explorar a filosofia de Santo Tomás de Aquino, que oferece uma defesa robusta baseada em princípios metafísicos clássicos (<em>Summa Theologiae</em>, III, q.75, a.1-6). Este artigo busca aprofundar-se nessa defesa e responder às objeções mais comuns, explorando não apenas o conceito de acidentes e substância, mas também a relação entre causalidade e intervenção divina no contexto sacramental.</p>



<h1 class="wp-block-heading" id="h-obje-o-1-acidentes-s-o-rela-es-de-uma-subst-ncia-com-o-mundo-rela-es-sem-sujeito-seriam-absurdas">Objeção 1: &#8220;Acidentes são relações de uma substância com o mundo. Relações sem sujeito seriam absurdas.&#8221;</h1>



<p>Essa objeção argumenta que os acidentes, como cor, sabor, textura e dimensão, são modos de manifestação de uma substância no mundo. Esses acidentes, segundo a metafísica aristotélica, são propriedades ou modos de ser que existem&nbsp;<strong>em</strong>&nbsp;uma substância, não de forma independente. Argumenta-se que, sem uma substância subjacente, a existência de acidentes isolados seria contraditória, pois sua definição mesma envolve a ideia de um suporte substancial.</p>



<p>A raiz dessa objeção está na teoria aristotélica, especialmente no&nbsp;<em>Livro VII da Metafísica</em>, onde Aristóteles define acidente como aquilo que existe&nbsp;<strong>em outro</strong>&nbsp;e não por si mesmo. Os acidentes não têm existência própria, mas apenas&nbsp;<strong>inerente</strong>&nbsp;à substância, como a cor branca existe em um objeto branco e não independentemente.</p>



<p>Portanto, afirmar que, na Eucaristia, os acidentes do pão e do vinho (aparências sensíveis como cor, forma, sabor) permanecem enquanto a substância foi convertida no Corpo e Sangue de Cristo parece, à primeira vista, violar esse princípio fundamental da metafísica.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-resposta"><strong>Resposta:</strong></h2>



<p>Essa objeção, embora coerente no contexto da ordem natural, não se sustenta quando aplicada a um&nbsp;<strong>milagre sobrenatural</strong>&nbsp;como a transubstanciação, onde Deus age de forma direta e além das leis naturais ordinárias. A chave para entender a resposta tomista está na distinção entre o que podemos chamar de&nbsp;<strong>causalidade ordinária e causalidade divina</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-1-causalidade-ordin-ria-vs-causalidade-divina"><strong>1. Causalidade Ordinária vs. Causalidade Divina:</strong></h3>



<p>No contexto&nbsp;<strong>natural</strong>, os acidentes dependem da substância para existir. A cor branca, por exemplo, é uma qualidade que só pode existir em algo branco, como o leite. Isso ocorre porque a substância age como&nbsp;<strong>causa material</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>causa formal</strong> dos acidentes.</p>



<p>Entretanto, no contexto&nbsp;<strong>sobrenatural</strong>&nbsp;e no caso específico da transubstanciação, Deus age diretamente como&nbsp;<strong>causa primeira</strong>. Isso significa que Ele sustenta os acidentes do pão e do vinho&nbsp;<strong>imediatamente</strong>, sem a mediação de uma substância material.</p>



<p>Na&nbsp;<em>Summa Theologiae</em>, III, q.77, a.1, Santo Tomás afirma que a manutenção dos acidentes sem substância ocorre pela intervenção direta de Deus, que, sendo o Ser por essência, tem o poder de sustentar diretamente os efeitos de uma substância sem a própria substância.</p>



<p>Essa causalidade direta não contraria a lógica, pois a manutenção dos acidentes sem a substância não é uma contradição, mas uma&nbsp;<strong>suspensão da causalidade ordinária</strong>. Deus, como causa primeira, pode agir sem a intermediação das causas segundas, pois é o próprio Ser necessário (<em>Ipsum Esse Subsistens</em>).</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-2-suspens-o-da-ordem-natural"><strong>2. Suspensão da Ordem Natural:</strong></h3>



<p>Milagres, como a transubstanciação, não representam uma&nbsp;<strong>violação</strong>&nbsp;das leis naturais, mas uma&nbsp;<strong>suspensão</strong>&nbsp;temporária da ordem natural. A ordem natural continua válida, mas, no caso da Eucaristia, Deus, por ser a causa primeira, intervém diretamente no plano da realidade.</p>



<p>Em&nbsp;<em>De Potentia</em>, q.6, a.1, Santo Tomás explica que a ordem natural está subordinada à vontade de Deus, e Ele pode suspendê-la quando desejar, sem que isso implique uma contradição formal.</p>



<p>Essa suspensão é comparável a um pintor que, ao criar uma pintura, normalmente precisa de uma tela como suporte. No entanto, esse mesmo pintor, se onipotente, poderia fazer com que a imagem flutuasse no ar, sem a necessidade de uma tela. Assim, Deus mantém os acidentes do pão sem a substância subjacente.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-3-consist-ncia-metaf-sica-e-a-defini-o-de-acidente"><strong>3. Consistência Metafísica e a Definição de Acidente:</strong></h3>



<p>Santo Tomás aborda essa questão de forma cuidadosa, reformulando a definição de acidente no contexto do milagre eucarístico. Ele distingue entre:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O que um acidente é em sua essência:</strong>&nbsp;algo que normalmente inere em uma substância.</li>



<li><strong>O modo de existência de um acidente:</strong>&nbsp;normalmente unido a uma substância, mas, em caso de milagre, pode existir sustentado diretamente por Deus.</li>
</ul>



<p>Na&nbsp;<em>Summa Contra Gentiles</em>, IV, c.63, Santo Tomás afirma que, no contexto da Eucaristia, os acidentes não são sustentados pela substância do pão, mas diretamente pelo poder de Deus, que pode operar além das leis ordinárias.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-4-o-fundamento-ontol-gico-da-preserva-o-dos-acidentes"><strong>4. O Fundamento Ontológico da Preservação dos Acidentes:</strong></h3>



<p>Deus, como causa primeira, é a fonte de todo o ser. Portanto, Ele pode conceder existência a um acidente sem a necessidade de um sujeito material, pois Ele mesmo é o&nbsp;<strong>fundamento do ser</strong>.</p>



<p>Essa preservação não implica que os acidentes existam de forma autônoma ou que tenham se tornado substâncias. Continuam sendo acidentes, mas sustentados&nbsp;<strong>por Deus</strong>, não por uma substância natural.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-por-que-a-obje-o-falha"><strong>Por que a objeção falha?</strong></h3>



<p>A objeção de que “acidentes são relações de uma substância com o mundo e não podem existir sem ela” falha por não considerar a distinção entre:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ordem natural:</strong>&nbsp;onde acidentes realmente dependem de uma substância.</li>



<li><strong>Ordem sobrenatural:</strong>&nbsp;onde Deus pode, por milagre, sustentar acidentes diretamente.</li>
</ul>



<p><strong>Em resumo:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não há contradição formal, pois não se afirma que os acidentes existem e não existem ao mesmo tempo.</li>



<li>Deus, como causa primeira, tem poder de sustentar os acidentes diretamente.</li>



<li>A suspensão da ordem natural não é uma violação da razão, mas uma exceção providenciada pelo próprio Autor do ser.</li>
</ul>



<h1 class="wp-block-heading" id="h-obje-o-2-acidentes-s-o-predicados-de-uma-subst-ncia-dizer-que-algo-branco-sem-um-objeto-branco-contradit-rio">Objeção 2: &#8220;Acidentes são predicados de uma substância. Dizer que algo é branco sem um objeto branco é contraditório.&#8221;</h1>



<p>Essa objeção baseia-se no princípio aristotélico de que os acidentes são necessariamente&nbsp;<strong>predicados de uma substância</strong>. Em outras palavras, os acidentes, como a cor branca, a forma ou o sabor, não possuem existência própria, mas são modos de ser de uma substância. Dizer que algo é branco sem um objeto branco pareceria contraditório, pois a brancura não possui uma existência independente, mas existe&nbsp;<strong>em</strong>&nbsp;algo, como o branco do leite ou da neve.</p>



<p>Este argumento se apoia na concepção aristotélica de&nbsp;<strong>substância e acidente</strong>&nbsp;encontrada no&nbsp;<em>Livro VII da Metafísica</em>, onde Aristóteles define os acidentes como “o que não existe em si mesmo, mas em outro”. De acordo com essa visão, afirmar que os acidentes podem existir sem uma substância parece violar a própria definição de acidente.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-resposta-1"><strong>Resposta:</strong></h2>



<p>Santo Tomás de Aquino, ao responder a essa objeção, faz uma distinção crucial entre a&nbsp;<strong>essência</strong>&nbsp;de um acidente e o seu&nbsp;<strong>modo de existência</strong>, o que permite uma compreensão mais ampla da realidade em contextos sobrenaturais, como o milagre eucarístico. Essa distinção metafísica, juntamente com a noção de causalidade divina, é suficiente para refutar essa objeção.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-1-ess-ncia-vs-modo-de-exist-ncia-dos-acidentes"><strong>1. Essência vs. Modo de Existência dos Acidentes:</strong></h3>



<p>A chave para entender a resposta tomista está em diferenciar dois aspectos fundamentais dos acidentes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Essência do acidente:</strong>&nbsp;A essência de um acidente é a qualidade ou propriedade em si. Por exemplo, a cor branca é uma qualidade que pode ser identificada conceitualmente, independentemente de onde ela se manifesta. A brancura, enquanto conceito, pode ser pensada de forma abstrata.</li>



<li><strong>Modo de Existência do acidente:</strong>&nbsp;Normalmente, um acidente existe em uma substância, pois esta é a&nbsp;<strong>causa material</strong>&nbsp;e o&nbsp;<strong>sujeito</strong>&nbsp;no qual o acidente se manifesta. Por exemplo, o branco do leite está no leite como suporte material.</li>
</ul>



<p>Porém,&nbsp;<strong>em um contexto sobrenatural</strong>, Deus pode&nbsp;<strong>suspender esse modo de existência ordinário</strong>&nbsp;sem anular a própria essência do acidente. No milagre da Eucaristia, os acidentes do pão e do vinho (cor, forma, sabor, cheiro, textura) continuam a existir, mas de um modo&nbsp;<strong>não natural</strong>, sustentados diretamente pelo poder divino e não por uma substância da ordem natural.</p>



<p>Santo Tomás explica na&nbsp;<em>Summa Theologiae</em>, III, q.77 que é possível, por poder divino, que o acidente exista sem o sujeito, pois a essência do acidente não exige absolutamente o sujeito, mas sim seu modo ordinário de existir.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-2-causalidade-divina-direta"><strong>2. Causalidade Divina Direta:</strong></h3>



<p>No milagre eucarístico, ocorre uma&nbsp;<strong>suspensão da causalidade ordinária</strong>. No mundo natural, a substância sustenta os acidentes como causa material e formal. Contudo, em um milagre, Deus age diretamente como&nbsp;<strong>causa primeira</strong>, sustentando os acidentes de forma imediata, sem a mediação de uma substância criada.</p>



<p>Isso não é uma contradição, pois o que é modificado não é a natureza do acidente, mas o modo pelo qual ele continua a existir. Deus, sendo o Ser absoluto, é a fonte de toda realidade e, portanto, pode manter os acidentes existindo&nbsp;<strong>diretamente pelo Seu poder</strong>.</p>



<p>Na sua&nbsp;<em>Summa Contra Gentiles</em>, IV, c.63, Santo Tomás afirma que, na Eucaristia, os acidentes permanecem sustentados pela causalidade divina, pois Deus pode agir além das leis ordinárias, sem violar a razão.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-3-n-o-h-contradi-o-l-gica"><strong>3. Não há contradição lógica:</strong></h3>



<p>A objeção de que “dizer que algo é branco sem um objeto branco é contraditório” se baseia em uma confusão entre&nbsp;<strong>contradição lógica</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>milagre sobrenatural</strong>.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Contradição lógica:</strong>&nbsp;É afirmar algo impossível em si mesmo, como “um círculo quadrado” ou “uma montanha sem vale”.</li>



<li><strong>Milagre sobrenatural:</strong>&nbsp;Não é uma violação da razão, mas uma suspensão de uma relação natural, sem negar a essência das coisas.</li>
</ul>



<p>O erro da objeção está em assumir que o modo&nbsp;<strong>natural</strong>&nbsp;de ser dos acidentes (sustentados por uma substância) é o único possível. No entanto, o tomismo afirma que, no contexto sobrenatural da Eucaristia, Deus pode sustentar os acidentes diretamente, pois Ele é o fundamento último do ser.</p>



<p>Assim como uma chama ilumina um ambiente e a luz continua miraculosamente presente mesmo que a chama desapareça enquanto sustentada por uma fonte externa, os acidentes do pão e do vinho continuam presentes, miraculosamente sustentados diretamente por Deus.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-4-deus-como-ato-puro-do-ser"><strong>4. Deus Como Ato Puro do Ser:</strong></h3>



<p>Santo Tomás ensina que Deus é o&nbsp;<strong>Ipsum Esse Subsistens</strong>, ou seja, o próprio ato puro de ser (<em>Summa Theologiae</em>, I, q.4, a.2). Sendo a própria fonte do ser, Deus pode conceder existência a qualquer ente, inclusive acidentes,&nbsp;<strong>sem a mediação de uma substância criada</strong>.</p>



<p>Deus não apenas&nbsp;<strong>criou</strong>&nbsp;o mundo, mas&nbsp;<strong>sustenta continuamente</strong>&nbsp;todas as coisas no ser. Se Ele retira seu ato de sustentação, a criação deixaria de existir. Assim, se Ele pode manter uma substância existindo sem outra, não há contradição em afirmar que Ele sustenta acidentes sem substância de um modo extraordinário.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-por-que-a-obje-o-falha-1"><strong>Por que a objeção falha?</strong></h3>



<p>A objeção de que “acidentes são predicados de uma substância e não podem existir independentemente” falha porque:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Confunde o conceito de contradição lógica com uma exceção sobrenatural:</strong>&nbsp;A existência de acidentes sem substância não é uma contradição, mas uma&nbsp;<strong>suspensão da ordem natural</strong>.</li>



<li><strong>Desconsidera a causalidade divina:</strong>&nbsp;Deus, como causa primeira, pode sustentar os acidentes diretamente, pois Ele é o fundamento de todo ser.</li>



<li><strong>Não reconhece a distinção entre essência e modo de existência:</strong>&nbsp;Um acidente pode ter sua essência preservada enquanto seu modo de existência é alterado pelo poder divino.</li>



<li><strong>O milagre não contradiz a razão, mas a transcende:</strong>&nbsp;A Eucaristia, como sacramento, é um mistério que supera, mas não contradiz, a razão filosófica.</li>
</ul>



<h1 class="wp-block-heading" id="h-obje-o-3-acidentes-expressam-a-subst-ncia-um-acidente-sem-subst-ncia-elimina-o-fundamento-do-acidente">Objeção 3: &#8220;Acidentes expressam a substância. Um acidente sem substância elimina o fundamento do acidente.&#8221;</h1>



<p>Essa objeção se baseia no princípio aristotélico de que os acidentes existem para&nbsp;<strong>manifestar</strong>&nbsp;a substância à qual pertencem. Em termos simples, um acidente, como a cor, o sabor ou a textura, não apenas&nbsp;<strong>subsiste em uma substância</strong>, mas tem como função&nbsp;<strong>torná-la perceptível aos sentidos</strong>.</p>



<p>Por exemplo, a brancura de um pedaço de mármore ou o sabor doce de uma maçã não existem como entidades independentes, mas são formas pelas quais as substâncias desses objetos se tornam perceptíveis. Segundo essa visão, remover a substância, mas manter os acidentes, eliminaria o próprio&nbsp;<strong>fundamento ontológico</strong>&nbsp;dos acidentes, já que eles deixariam de ter uma substância para manifestar.</p>



<p>A objeção argumenta, portanto, que os acidentes do pão e do vinho na Eucaristia deveriam expressar a substância do pão e do vinho. Como a substância é convertida no Corpo e Sangue de Cristo, os acidentes não teriam mais razão de existir, o que pareceria uma contradição filosófica.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-resposta-2"><strong>Resposta:</strong></h2>



<p>A crítica, embora coerente quando aplicada à ordem&nbsp;<strong>natural</strong>, não se sustenta quando examinada no contexto do&nbsp;<strong>milagre eucarístico</strong>, onde a causalidade divina intervém de forma direta e excepcional.</p>



<p>A resposta tomista se baseia em quatro pilares fundamentais: a distinção entre&nbsp;<strong>ordem natural e ordem sobrenatural</strong>, a&nbsp;<strong>função sacramental dos acidentes na Eucaristia</strong>, a&nbsp;<strong>sustentação divina direta dos acidentes</strong>, e o&nbsp;<strong>propósito final e misterioso do sacramento</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-1-ordem-natural-vs-ordem-sobrenatural"><strong>1. Ordem Natural vs. Ordem Sobrenatural:</strong></h3>



<p>No âmbito&nbsp;<strong>natural</strong>, os acidentes realmente têm como propósito&nbsp;<strong>expressar</strong>&nbsp;e manifestar a substância à qual pertencem. A textura do pão, seu sabor, seu odor e sua forma são modos pelos quais o intelecto humano reconhece a substância do pão.</p>



<p>Contudo, na&nbsp;<strong>Eucaristia</strong>, ocorre uma&nbsp;<strong>intervenção sobrenatural e miraculosa</strong>: a substância do pão e do vinho são convertidas no Corpo e Sangue de Cristo, enquanto os acidentes permanecem&nbsp;<strong>sem um sujeito material subjacente</strong>.</p>



<p>Por que isso não contradiz a filosofia aristotélica? Porque o que está sendo alterado não é a&nbsp;<strong>natureza</strong>&nbsp;do acidente em si, mas seu&nbsp;<strong>modo de existência</strong>. O acidente continua sendo um acidente, mas sustentado diretamente por Deus, e não mais pela substância criada.</p>



<p>Na&nbsp;<em>Summa Theologiae</em>, III, q.77, Santo Tomás explica que pelo poder divino, os acidentes podem permanecer sem a substância, pois não é da essência do acidente estar em um sujeito, mas ser uma qualidade de algo. Deus pode sustentar diretamente esse modo de ser.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-2-fun-o-sacramental-e-sinais-sens-veis"><strong>2. Função Sacramental e Sinais Sensíveis:</strong></h3>



<p>Os acidentes do pão e do vinho na Eucaristia não existem&nbsp;<strong>por acaso</strong>. Eles possuem uma&nbsp;<strong>função sacramental</strong>&nbsp;e catequética fundamental: servir como&nbsp;<strong>sinais visíveis</strong>&nbsp;da realidade invisível.</p>



<p>A Igreja ensina que os sacramentos são&nbsp;<strong>sinais visíveis da graça invisível</strong>. Na Eucaristia, os acidentes do pão e do vinho permitem que o fiel perceba externamente a realidade espiritual oculta da presença de Cristo.</p>



<p><strong>Por que manter os acidentes?</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Os acidentes tornam o mistério acessível aos sentidos humanos.</li>



<li>Eles preservam a continuidade sensível entre o pão comum e o Corpo de Cristo, para que a fé não se baseie em evidências físicas, mas espirituais.</li>



<li>E ainda servem como&nbsp;<strong>meios pedagógicos e espirituais</strong>, facilitando a adoração e a recepção digna do sacramento.</li>
</ul>



<p><em>Catecismo da Igreja Católica</em>, §1376: “pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue”</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-3-sustenta-o-pela-causa-primeira"><strong>3. Sustentação pela Causa Primeira:</strong></h3>



<p>Outro fundamento essencial da resposta tomista está na distinção entre&nbsp;<strong>causas segundas</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>causa primeira</strong>.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ordem Natural:</strong>&nbsp;Normalmente, a substância é a&nbsp;<strong>causa material</strong>&nbsp;dos acidentes. Ela sustenta e dá ser aos acidentes.</li>



<li><strong>Ordem Sobrenatural:</strong>&nbsp;No caso da Eucaristia, Deus, como&nbsp;<strong>causa primeira</strong>, sustenta os acidentes diretamente.</li>
</ul>



<p>Deus não precisa de causas intermediárias para manter os acidentes, pois Ele é a&nbsp;<strong>fonte de todo ser</strong>&nbsp;e pode agir diretamente, preservando os acidentes enquanto tais, sem a substância.</p>



<p>Assim como um pintor pode sustentar a imagem de um quadro em sua mente mesmo após apagar a tela, Deus pode sustentar os acidentes diretamente, sem a substância.</p>



<p>Diz o Aquinate na&nbsp;<em>Summa Contra Gentiles</em>, IV, c.63 que a mesma potência divina que dá ser à substância pode manter os acidentes no ser, pois o poder de Deus não está limitado às causas ordinárias.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-4-mist-rio-e-finalidade-teol-gica"><strong>4. Mistério e Finalidade Teológica:</strong></h3>



<p>A manutenção dos acidentes sem a substância também está relacionada à&nbsp;<strong>finalidade do sacramento</strong>. Na Eucaristia, os acidentes são preservados para favorecer a fé, a devoção e o respeito ao mistério eucarístico.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Finalidade espiritual:</strong>&nbsp;Os acidentes permitem que o fiel participe da realidade espiritual de forma acessível aos sentidos.</li>



<li><strong>Finalidade de fé:</strong>&nbsp;Se os acidentes fossem eliminados, o mistério seria invisível e poderia dificultar a compreensão do sacramento pelos fiéis.</li>



<li><strong>Finalidade litúrgica:</strong>&nbsp;A presença dos acidentes sustenta a adoração e o culto visível a Cristo presente na Eucaristia. A Eucaristia é um&nbsp;<strong>mistério de fé</strong>&nbsp;por excelência. Na celebração eucarística, o fiel é convidado a adorar o Cristo presente&nbsp;<strong>não pelo que vê, mas pelo que crê</strong>.</li>
</ul>



<p>Mais uma vez, na <em>Summa Theologiae</em>, III, q.75, a.1, Santo Tomás explica que os sentidos percebem os acidentes do pão e do vinho, mas o intelecto, iluminado pela fé, reconhece a presença real de Cristo.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-por-que-a-obje-o-falha-2"><strong>Por que a objeção falha?</strong></h3>



<p>A objeção de que “os acidentes expressam a substância e, sem substância, perdem seu fundamento” falha ao ignorar o seguinte:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Diferença entre essência e modo de existência:</strong>&nbsp;O acidente permanece sendo um acidente; apenas seu modo de sustentação foi modificado por um milagre.</li>



<li><strong>Causalidade Divina Direta:</strong>&nbsp;Deus sustenta os acidentes diretamente, sem a necessidade de um sujeito material.</li>



<li><strong>Função Sacramental:</strong>&nbsp;Os acidentes não estão presentes para expressar a substância anterior (pão), mas para servir como&nbsp;<strong>sinais</strong>&nbsp;sacramentais da presença real de Cristo.</li>



<li><strong>Finalidade Espiritual:</strong>&nbsp;A permanência dos acidentes facilita a participação sensorial e espiritual dos fiéis.</li>
</ul>



<p>Assim, fica claro que a objeção não se sustenta quando examinada à luz da filosofia tomista e da teologia sacramental.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não há contradição, pois os acidentes são sustentados diretamente por Deus.</li>



<li>A distinção entre ordem natural e sobrenatural resolve a questão metafísica.</li>



<li>Os acidentes possuem uma&nbsp;<strong>função sacramental essencial</strong>, que justifica sua permanência.</li>
</ul>



<p>Assim, Santo Tomás demonstra de forma clara e coerente que a permanência dos acidentes na Eucaristia, mesmo sem a substância do pão e do vinho, é perfeitamente consistente com a metafísica clássica e a doutrina católica.</p>



<h1 class="wp-block-heading" id="h-obje-o-4-seria-imposs-vel-para-deus-sustentar-acidentes-sem-subst-ncia">Objeção 4:&nbsp;<strong>Seria Impossível para Deus Sustentar Acidentes sem Substância.</strong></h1>



<p>Essa objeção levanta a questão de uma possível&nbsp;<strong>contradição lógica</strong>&nbsp;na doutrina da transubstanciação. Argumenta-se que os acidentes, por definição, são propriedades que inerecem em uma substância. Portanto, afirmar que acidentes possam existir&nbsp;<strong>sem substância</strong>&nbsp;pareceria contradizer o próprio conceito de acidente, pois sua natureza seria inseparável de um sujeito material.</p>



<p>A crítica central é que, se um acidente é, por definição, algo que&nbsp;<strong>existe em outro</strong>&nbsp;(como a cor branca existe em um objeto branco e não por si mesma), então seria impossível, mesmo para Deus, manter um acidente sem um sujeito. Essa objeção sugere que a doutrina da transubstanciação viola o princípio da&nbsp;<strong>não-contradição</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-resposta-3"><strong>Resposta:</strong></h2>



<p>A doutrina tomista oferece uma resposta a essa objeção, esclarecendo a diferença entre o que constitui uma&nbsp;<strong>contradição lógica</strong>&nbsp;e o que é simplesmente uma&nbsp;<strong>limitação física</strong>&nbsp;ou uma ordem natural que pode ser suspensa por Deus.</p>



<p>A chave da resposta está em três pontos principais: a&nbsp;<strong>distinção entre impossibilidades lógicas e físicas</strong>, a&nbsp;<strong>onipotência divina como causa primeira</strong>, e a&nbsp;<strong>natureza do milagre e a ordem metafísica</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-1-distin-o-entre-impossibilidade-l-gica-e-impossibilidade-f-sica"><strong>1. Distinção entre Impossibilidade Lógica e Impossibilidade Física:</strong></h3>



<p>Santo Tomás diferencia duas categorias de impossibilidades:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Impossibilidade Lógica:</strong>&nbsp;Envolve contradições internas ao próprio conceito, como um&nbsp;<strong>círculo quadrado</strong>&nbsp;ou afirmar que “algo é e não é ao mesmo tempo sob o mesmo aspecto”.</li>



<li><strong>Impossibilidade Física ou Natural:</strong>&nbsp;É a limitação das leis físicas ou das relações naturais, como um homem andar sobre as águas ou acidentes existirem sem substância.</li>
</ul>



<p>O que a objeção falha em reconhecer é que&nbsp;<strong>acidentes sem substância</strong>&nbsp;não constituem uma&nbsp;<strong>contradição lógica intrínseca</strong>, mas uma&nbsp;<strong>suspensão sobrenatural da ordem natural.</strong></p>



<p>Dizer que um círculo é quadrado é&nbsp;<strong>lógico e metafisicamente impossível</strong>, pois a própria definição de círculo exclui a de quadrado.</p>



<p>Porém, dizer que os acidentes podem existir sem uma substância não é contraditório&nbsp;<strong>em si mesmo</strong>, mas apenas algo que não ocorre na ordem natural ordinária.</p>



<p>Por isso Santo Tomás afirma na&nbsp;<em>Summa Theologiae</em>, III, q.77, a.1 que não é impossível que Deus sustente os acidentes sem a substância, pois Ele pode fazer o que é possível em si, ainda que fora da ordem natural.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-2-onipot-ncia-divina-deus-como-ato-puro-de-ser"><strong>2. Onipotência Divina: Deus Como Ato Puro de Ser:</strong></h3>



<p>O fundamento metafísico central da resposta tomista é o conceito de&nbsp;<strong>Deus como o ato puro de ser</strong>&nbsp;(<em>Ipsum Esse Subsistens</em>).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Deus é o próprio&nbsp;<strong>ser subsistente</strong>, a fonte de toda existência.</li>



<li>Sendo o fundamento do ser, Ele tem poder absoluto para&nbsp;<strong>sustentar qualquer realidade</strong>&nbsp;diretamente, sem depender de causas segundas.</li>



<li>A criação e a conservação do ser são continuamente sustentadas por Ele, de modo que manter acidentes sem substância é perfeitamente possível, pois tudo que existe já depende Dele.</li>
</ul>



<p>Na ordem criada, os acidentes dependem de uma substância porque a substância atua como&nbsp;<strong>causa material</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>sujeito do ser acidental</strong>.</p>



<p>No entanto, Deus pode, por Sua onipotência e de um modo extraordinário, sustentar os acidentes diretamente, já que Ele é a&nbsp;<strong>causa do ser</strong>&nbsp;de todas as coisas, inclusive das relações acidentais.</p>



<p>A <em>Summa Theologiae</em>, I, q.25, a.3 nos diz que Deus pode todas as coisas que não envolvem contradição, pois Ele é o próprio Ser, e tudo o que é, é sustentado por Ele.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-3-a-natureza-do-milagre-e-a-ordem-metaf-sica"><strong>3. A Natureza do Milagre e a Ordem Metafísica:</strong></h3>



<p>O conceito de milagre na teologia tomista não é uma&nbsp;<strong>violação</strong>&nbsp;das leis da natureza, mas uma&nbsp;<strong>suspensão ou exceção</strong>operada pelo poder divino.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Um milagre não nega a lógica ou a razão, mas suspende a forma como as causas ordinárias operam.</li>



<li>No caso da transubstanciação, Deus&nbsp;<strong>suspende a relação natural</strong>&nbsp;entre substância e acidentes, mantendo os acidentes diretamente como sinais sensíveis.</li>
</ul>



<p><strong>Exemplos Bíblicos:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A multiplicação dos pães (Mt 14,13-21) envolveu a criação de matéria sem um processo natural.</li>



<li>Jesus caminhando sobre as águas (Mt 14,22-33) foi uma suspensão das propriedades físicas da água.</li>
</ul>



<p>Assim também na Eucaristia, os acidentes permanecem sem a substância, não por contradição, mas por uma ação divina extraordinária.</p>



<p>Por isso afirma Santo Tomás em&nbsp;<em>De Potentia Dei</em>, q.6, a.1, que a natureza obedece ao poder de Deus; e Ele pode agir fora das causas secundárias quando assim o deseja.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-4-o-milagre-na-eucaristia-e-sua-finalidade-sacramental"><strong>4. O Milagre na Eucaristia e sua Finalidade Sacramental:</strong></h3>



<p>A permanência dos acidentes sem substância na Eucaristia não é arbitrária, mas possui um propósito teológico e litúrgico:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Sinal Sacramental:</strong>&nbsp;Os acidentes visíveis de pão e vinho servem como&nbsp;<strong>sinais visíveis</strong>&nbsp;da realidade invisível do Corpo e Sangue de Cristo.</li>



<li><strong>Fé e Adoração:</strong>&nbsp;Manter os acidentes torna o mistério acessível aos sentidos humanos, convidando à fé.</li>



<li><strong>Continuidade Sensível:</strong>&nbsp;Os acidentes preservam a continuidade entre o pão e o Corpo de Cristo, facilitando a compreensão do mistério pelos fiéis.</li>
</ul>



<p><em>Catecismo da Igreja Católica</em>, §1380: “É de suma conveniência que Cristo tenha querido ficar presente à sua Igreja deste modo único. Uma vez que estava para deixar os seus sob forma visível, Cristo quis dar-nos a sua presença sacramental; e visto que ia sofrer na cruz para nos salvar, quis que tivéssemos o memorial do amor com que nos amou &#8220;até ao fim&#8221; (Jo 13, 1), até ao dom da própria vida. Com efeito, na sua presença eucarística, Ele fica misteriosamente no meio de nós, como Aquele que nos amou e Se entregou por nós, e permanece sob os sinais que exprimem e comunicam este amor.”</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-5-por-que-essa-obje-o-falha"><strong>5. Por que essa objeção falha?</strong></h3>



<p>A objeção de que&nbsp;<strong>seria impossível para Deus sustentar acidentes sem substância</strong>&nbsp;falha por três razões principais:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Confusão entre Contradição Lógica e Suspensão Física:</strong>&nbsp;Acidentes sem substância não são logicamente impossíveis, mas uma exceção à ordem natural.</li>



<li><strong>O Poder Divino sobre o Ser:</strong>&nbsp;Deus, sendo a fonte de todo ser, pode sustentar diretamente os acidentes sem uma substância criada.</li>



<li><strong>Propósito Litúrgico e Sacramental:</strong>&nbsp;A permanência dos acidentes tem um propósito na economia sacramental: servir como sinais visíveis do Corpo de Cristo.</li>
</ol>



<h1 class="wp-block-heading" id="h-conclus-o-a-coer-ncia-filos-fica-e-teol-gica-da-transubstancia-o"><strong>Conclusão: A Coerência Filosófica e Teológica da Transubstanciação</strong></h1>



<p>A doutrina da transubstanciação, embora à primeira vista possa parecer paradoxal ou até mesmo contraditória, revela-se profundamente coerente e filosoficamente defensável quando compreendida à luz da metafísica tomista e do ensinamento católico tradicional. As objeções analisadas, embora compreensíveis no contexto de uma análise puramente natural, falham ao ignorar distinções fundamentais na ordem do ser, especialmente a relação entre&nbsp;<strong>ordem natural e sobrenatural</strong>e o papel da&nbsp;<strong>causalidade divina</strong>.</p>



<p>A teologia eucarística, conforme articulada por Santo Tomás de Aquino e pela Tradição da Igreja, é sustentada por uma sólida base metafísica e teológica, que pode ser resumida em três princípios fundamentais:</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-1-distin-o-entre-ess-ncia-e-modo-de-exist-ncia"><strong>1. Distinção entre Essência e Modo de Existência:</strong></h2>



<p>Um dos pilares mais importantes na defesa da transubstanciação é a distinção entre:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Essência do acidente:</strong>&nbsp;A natureza do acidente, como cor, sabor ou dimensão, permanece a mesma, independentemente de seu modo de existir.</li>



<li><strong>Modo de existência do acidente:</strong>&nbsp;Normalmente, os acidentes dependem de uma substância para existir, mas esse modo de sustentação pode ser excepcionalmente modificado por Deus.</li>
</ul>



<p>Essa distinção responde a todas as objeções que alegam que a separação entre acidentes e substância seria contraditória. Não há contradição, pois o acidente não perde sua essência. Ele continua sendo um acidente, mas seu&nbsp;<strong>modo de existir</strong>&nbsp;é mantido por Deus de forma milagrosa.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-2-a-causalidade-divina-e-o-poder-sobre-a-ordem-natural"><strong>2. A Causalidade Divina e o Poder Sobre a Ordem Natural:</strong></h2>



<p>Outro aspecto central na defesa da transubstanciação é a distinção entre&nbsp;<strong>causas segundas</strong>&nbsp;(leis naturais) e a&nbsp;<strong>Causa Primeira</strong>&nbsp;(Deus).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Causas segundas:</strong>&nbsp;Na ordem natural, os acidentes dependem de uma substância como causa material e formal.</li>



<li><strong>Causa Primeira:</strong>&nbsp;Deus, como fundamento do ser, pode sustentar diretamente os acidentes, sem necessidade de uma substância criada.</li>
</ul>



<p>Essa distinção é fundamental para explicar por que Deus pode, de forma não contraditória, sustentar os acidentes do pão e do vinho após a consagração. A relação entre substância e acidente não é uma&nbsp;<strong>lei metafísica absoluta</strong>, mas uma&nbsp;<strong>relação contingente</strong>, mantida por Deus de acordo com a ordem natural criada por Ele mesmo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-3-a-fun-o-sacramental-dos-acidentes"><strong>3. A Função Sacramental dos Acidentes:</strong></h2>



<p>A presença contínua dos acidentes após a consagração não é um detalhe secundário, mas possui um&nbsp;<strong>propósito sacramental profundo</strong>. Os acidentes servem como&nbsp;<strong>sinais visíveis</strong>&nbsp;de uma realidade invisível, que é a presença real de Cristo.</p>



<p>Essa função sacramental está ligada à natureza dos sacramentos enquanto&nbsp;<strong>sinais eficazes da graça</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Sinal visível:</strong>&nbsp;Os acidentes permitem que o fiel perceba sensivelmente a realidade sacramental.</li>



<li><strong>Catequese e Mistério:</strong>&nbsp;A permanência dos acidentes ajuda a preservar o mistério, conduzindo o fiel à fé no que não se vê.</li>



<li><strong>Adoração e Reverência:</strong>&nbsp;A continuidade dos acidentes facilita o culto eucarístico, pois os fiéis veem o mesmo pão e vinho, mas adoram o Cristo presente. A permanência dos acidentes provoca o exercício da&nbsp;<strong>obediência da fé</strong>, ensinando que a realidade espiritual vai além do que é perceptível pelos sentidos.</li>
</ul>



<p>Essa abordagem sacramental mostra que a permanência dos acidentes não é arbitrária, mas parte essencial do mistério e do propósito do sacramento eucarístico.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-4-consist-ncia-teol-gica-e-conformidade-com-o-ensino-da-igreja"><strong>4. Consistência Teológica e Conformidade com o Ensino da Igreja:</strong></h2>



<p>A doutrina da transubstanciação, conforme definida pelo&nbsp;<strong>Concílio de Trento</strong>, não apenas é coerente com a razão, mas também se fundamenta firmemente na tradição bíblica e patrística:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>João 6,51:</strong>&nbsp;“Eu sou o pão vivo que desceu do céu&#8230; o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo.”</li>



<li><strong>São Cirilo de Jerusalém:</strong>&nbsp;“Não consideres o pão e o vinho como meros elementos; são, segundo a palavra do Senhor, o Corpo e Sangue de Cristo.” (<em>Catequeses Mistagógicas</em>)</li>
</ul>



<p>Essa doutrina é confirmada pelo&nbsp;<strong>Magistério da Igreja</strong>, especialmente no&nbsp;<em>Catecismo da Igreja Católica</em>&nbsp;(§1374-1376), e permanece como uma verdade de fé, protegida pela infalibilidade da Igreja.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conclus-o-final"><strong>Conclusão Final</strong></h2>



<p>A análise tomista da transubstanciação demonstra que a doutrina:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não é contraditória:</strong>&nbsp;A separação entre substância e acidentes não viola o princípio da não-contradição.</li>



<li><strong>Está enraizada em uma metafísica sólida:</strong>&nbsp;A distinção entre essência e modo de existência, e a causalidade divina, são chaves para a compreensão do mistério.</li>



<li><strong>Possui um fundamento sacramental:</strong>&nbsp;Os acidentes persistem para servir como sinais visíveis da presença real de Cristo.</li>



<li><strong>É consistentemente ensinada pela Igreja:</strong>&nbsp;Em continuidade com a Tradição e o Magistério infalível.</li>
</ul>



<p>Assim, a doutrina da transubstanciação, longe de ser uma imposição irracional, revela-se um mistério profundo, mas coerente, que respeita tanto a metafísica quanto a revelação divina. Ela convida os fiéis a uma&nbsp;<strong>experiência de fé e adoração</strong>&nbsp;ao Cristo realmente presente, reafirmando a verdade central da fé católica.</p>
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		<title>Sobre a Unção dos Enfermos contra Rafael Pablo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Aug 2023 14:28:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/08/Uncao-dos-Enfermos.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Unção dos Enfermos" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/08/Uncao-dos-Enfermos.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/08/Uncao-dos-Enfermos-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/08/Uncao-dos-Enfermos-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/08/Uncao-dos-Enfermos-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/08/Uncao-dos-Enfermos-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Em 16 de julho de 2023, Rafael Pablo, protestante batista reformado, publicou um vídeo em seu canal no YouTube, onde tentou refutar alguns argumentos do Pe. Julio Maria de Lombaerde com relação à Extrema Unção, tachando essa doutrina de &#8220;invenção católica&#8221;. O padre Julio elabora sua defesa em seu livro “Ataques protestantes às verdades católicas [&#8230;]</p>
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<p>Em 16 de julho de 2023, Rafael Pablo, protestante batista reformado, publicou um vídeo em seu canal no YouTube, onde tentou refutar alguns argumentos do Pe. Julio Maria de Lombaerde com relação à Extrema Unção, tachando essa doutrina de &#8220;invenção católica&#8221;. O padre Julio elabora sua defesa em seu livro “Ataques protestantes às verdades católicas com suas respectivas respostas irrefutáveis”, publicado pela editora Santa Cruz, respondendo a uma crítica de uma revista batista, resposta essa que foi então questionada no vídeo em questão. Neste artigo, me proponho a apresentar uma resposta aos argumentos levantados por Rafael, tratando deles com o devido respeito e atenção que eles merecem.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-confus-o-entre-f-e-argumentos">Confusão entre Fé e Argumentos</h2>



<p>O título oficial do vídeo de Rafael é &#8220;Refutando Argumentos sobre a Extrema Unção&#8221;. Entretanto, a primeira afirmação que ele faz, antes mesmo dos cumprimentos iniciais, é: &#8220;A Extrema Unção é uma invenção ritualística, uma invenção da tradição católica, e de maneira alguma encontra qualquer base nas Escrituras&#8221;. Nesse momento, me perguntei: Rafael pretende refutar a doutrina católica da Extrema Unção ou o argumento do Pe. Júlio Maria sobre ela?</p>



<p>Este é um ponto fundamental na prática apologética. Em nossos estudos sobre os sete pecados capitais da apologética (uma aula que ministrei para os alunos da Escola), falamos sobre o &#8220;Egocentrismo Apologético&#8221;, que é o erro de confundir a fé com os nossos argumentos em defesa dela. Este erro, contudo, também pode ocorrer na perspectiva do atacante, não somente do defensor. Assim, não podemos confundir a fé de um grupo em determinadas verdades, dogmas, doutrinas, com os argumentos que defendem essas crenças.</p>



<p>Argumentos, por melhores que sejam, podem falhar em defender certas ideias. Tomemos como exemplo as várias defesas da existência de Deus, algumas das quais foram criticadas, refutadas ou mostraram-se ineficazes em certas situações. Contudo, a existência de Deus não deixa de ser uma verdade por causa disso, correto?</p>



<p>Se Rafael realmente pretendesse demonstrar que a &#8220;Extrema Unção é uma invenção da tradição católica&#8221;, ele deveria ter fornecido dados que corroborassem tal afirmação. Quem a inventou? Quando? Onde? Por que? Quais as fontes que indicam essa conclusão? Rafael não fornece essas informações, evidenciando assim um interesse maior em refutar um argumento específico do que abordar a doutrina católica propriamente dita.</p>



<p>Confesso que fico perplexo com tal abordagem, sobretudo quando lembramos que o Padre Júlio Maria de Lombaerde, já falecido e em processo de beatificação, não tem como responder a essas críticas. Contudo, acredito que a verdade da fé brilha ainda mais quando confrontada por bons argumentos. A doutrina da Igreja Católica foi moldada ao longo dos séculos no caminho da apologética e, portanto, não devemos temer a crítica, mas enfrentá-la com coragem, confiança, prudência e preparação.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-desconsidera-o-desnecess-ria"><strong>Desconsideração Desnecessária</strong></h2>



<p>Em determinado ponto, Rafael refere-se ao Pe. Julio Maria de Lombaerde como um &#8220;analfabeto funcional&#8221;. Eu gostaria de ressaltar aos meus alunos e leitores da Escola de Apologética que tais afirmações devem ser evitadas a todo custo. Isso porque, se houver a menor possibilidade de estar errado — e se você de fato estiver — a figura do &#8220;analfabeto funcional&#8221; poderá ser revertida para você.</p>



<p>Em situações como essas, em que a polêmica não foi instigada pelo referido padre, é aconselhável sermos mais prudentes com nossas palavras. Mesmo que o Pe. Julio não tivesse plenamente compreendido a resposta do Jornal Batista, isso não o qualifica como analfabeto funcional.</p>



<p>Vale lembrar que estamos falando de um indivíduo que dedicou sua vida ao estudo e à missão desde muito jovem. Nascido na Bélgica em 1878, ele iniciou seus estudos em um Instituto Católico de formação de professores aos 15 anos, chegando ao Brasil em 1912. Com base em sua formação educacional católica europeia, é provável que, aos 22 anos, fosse mais erudito e intelectualmente preparado que muitos de nós.</p>



<p>O Pe. Julio Maria de Lombaerde escreveu mais de uma dezena de livros, coordenou diversos projetos de missão, evangelização e educação, e fundou três congregações religiosas no Brasil. Diante de tais credenciais, não parece apropriado se referir a ele como analfabeto funcional.</p>



<p>Além disso, a afirmação de Rafael de que o padre não merece ser levado a sério contrasta com o esforço que ele próprio colocou na produção deste vídeo, o qual foi meticulosamente planejado e editado. Portanto, prestar atenção e levar a sério um autor apenas para alegar que ele não merece atenção ou seriedade é, no mínimo, contraditório.</p>



<p>Isso nos leva a outra lição importante: nem todas as ideias merecem nosso tempo e esforço para serem refutadas. Ao dar atenção a essas questões, corremos o risco de conferir-lhes credibilidade indesejada. Além disso, ataques pessoais como o de Rafael não contribuem para o debate e podem ser evitados sem qualquer prejuízo à argumentação.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-contexto-hist-rico-e-aus-ncia-de-fontes"><strong>Contexto Histórico e Ausência de Fontes</strong></h2>



<p>Em seu vídeo, Rafael faz uma série de observações sobre o Pe. Julio, duas das quais eu gostaria de abordar antes de nos aprofundarmos na questão central, que é a extrema-unção. Peço um pouco de paciência enquanto tratamos desses pontos.</p>



<p>A primeira observação de Rafael é uma crítica à ausência de fontes no livro do padre. Pe. Julio faz várias declarações sobre o que ele entende ser a posição protestante, mas não oferece referências para indicar de onde tirou tal informação. Embora, à primeira vista, isso possa parecer uma falha, devemos considerar o contexto histórico em que o livro foi publicado.</p>



<p>A versão mais antiga do livro que encontrei foi publicada pela Editora Vozes em 1934. Para dar uma perspectiva, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que regula as normas de citação em trabalhos acadêmicos no Brasil, foi fundada apenas em 1940. Além disso, as normas de citação só começaram a ser padronizadas no país a partir de 1988. E cabe lembrar que o livro do Pe. Julio Maria não tinha a pretensão de ser um trabalho acadêmico.</p>



<p>Não há dúvida de que teria sido muito útil se o Pe. Julio tivesse incluído todas as citações e referências em seu livro. Contudo, devemos levar em consideração o período em que a obra foi escrita. Muitas vezes, lemos livros mais antigos que passaram por extensos processos de edição nas mãos de editoras experientes que inserem essas referências para nós. Essa prática, no entanto, nem sempre foi padrão, especialmente durante a época do Pe. Julio. Logo, essa crítica pode ser vista como anacrônica, por não considerar as normas e práticas do período em que o livro foi publicado.</p>



<p>Neste sentido, ao avaliarmos as obras e seus autores, devemos fazer um esforço para entender o contexto no qual elas foram produzidas. Assim, poderemos evitar críticas equivocadas e manter um debate saudável e produtivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-as-tradu-es-da-b-blia-presbyter">As&nbsp;<strong>Traduções da Bíblia: &#8216;Presbyter&#8217;</strong></h2>



<p>Outro ponto levantado por Rafael diz respeito à tradução da palavra grega &#8220;presbyter&#8221;. O padre critica os protestantes por terem traduzido essa palavra, encontrada em Tiago 5, 14-15, como &#8220;ancião&#8221; em vez de &#8220;sacerdote&#8221;, que seria a tradução mais apropriada, segundo ele.</p>



<p>Rafael, então, cita várias traduções da Bíblia onde &#8220;presbyter&#8221; está de fato traduzida como &#8220;presbítero&#8221;. Isso pode levar o espectador a pensar que o padre tinha acesso a essas traduções e, portanto, estaria forçando a barra. No entanto, isso não é verdade. Todas as traduções citadas por Rafael são bastante posteriores ao padre. A mais antiga que ele cita é a Almeida Revista e Corrigida de 1969, ou seja, 25 anos após a morte do padre e 35 anos após a publicação de seu livro.</p>



<p>A Sociedade Bíblica do Brasil, que produziu a primeira tradução protestante brasileira e, posteriormente, popularizou outras traduções, só foi fundada em 1948, quatro anos após a morte do padre. Antes disso, tínhamos as versões João Ferreira de Almeida e King James. Estas são, portanto, as versões das traduções às quais o padre faz sua crítica.</p>



<p>Não acredito que Rafael quis dizer que o padre tinha acesso a essas traduções posteriores. No entanto, como mencionei, a maneira como o assunto foi apresentado poderia levar o espectador a pensar assim.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-extrema-un-o-em-tiago">A extrema-unção em Tiago</h2>



<p>Finalmente chegamos ao cerne da questão. Rafael, começa afirmando que &#8220;O texto de Tiago não prescreve, nem dá qualquer indício de interpretação para aquilo que a Igreja Católica denomina ‘extrema-unção’. E o texto de Romanos, inclusive, pode indicar exatamente o contrário do que o sacramento da extrema-unção prescreve.”, agora, precisamos ser claros e objetivos: Rafael, de onde você tirou que o Sacramento da Unção dos Enfermos é exclusivamente ministrado aos doentes em estágio terminal?</p>



<p>O Catecismo da Igreja Católica nos ensina, no parágrafo 1512, que “No decorrer dos séculos, a Unção dos enfermos começou a ser conferida cada vez mais exclusivamente aos que estavam prestes a morrer.” No entanto, essa é uma observação histórica, não uma instrução. E reforçando esse entendimento, o Catecismo afirma no parágrafo 1514 que: “A Unção dos Enfermos não é sacramento só dos que estão prestes a morrer. Por isso, o tempo oportuno para a receber é certamente quando o fiel começa, por doença ou por velhice, a estar em perigo de morte”.</p>



<p>O Catecismo completa no parágrafo 1515: “É conveniente receber a Unção dos Enfermos antes de uma operação cirúrgica importante”. Isso coloca em cheque as premissas defendidas pelo nosso crítico.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-doen-as-graves">Doenças graves?</h3>



<p>Continuando, Rafael argumenta que o padre critica a divergência entre as palavras presbítero e anciãos, mas faz vista grossa quando (supostamente) mudam o texto de Tiago. &#8220;O texto não é &#8216;Está alguém com enfermidade grave&#8217;. O texto também não é &#8216;Está alguém à beira da morte&#8217;. O texto é simplesmente &#8216;Está alguém enfermo&#8217;.”, ele protesta.</p>



<p>Mas o que significa estar enfermo neste contexto? É uma simples dor de cabeça? Uma dor de barriga, um mal-estar? Talvez um braço quebrado? Aqui precisamos esclarecer.</p>



<p>A primeira palavra para doente, “asthenei” (ασθενης), que aparece a primeira vez no versículo — “Está alguém entre vós doente?” (Tg 5,14) — indica alguém que está sem vigor, sem força, em estado de fraqueza e debilidade; com falta de recursos, insuficiente, sem força adequada e, portanto, frágil, débil (doente). É uma palavra que é a base para a astenia, tanto no inglês como no português, que sinaliza justamente perda de força e de vigor.</p>



<p>Vemos essa palavra em 24 versículos do Novo Testamento. Algumas vezes para indicar, inclusive, fraqueza espiritual, mas na maioria das vezes, se refere a doença ou fraqueza física mesmo. Como em Mateus 25,43: “Sendo estrangeiro, não me recolhestes; nu, não me vestistes; e enfermo e na prisão, não me visitastes.” E em Atos 5,15: “Transportavam os enfermos para as ruas e os punham em camas e leitos, para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles.” Em ambas, fica evidente que a pessoa nesse estado de &#8220;astenia&#8221; pode receber o sacramento sem hesitação. Quanto mais grave a condição, mais recomendado é o sacramento.</p>



<p>No versículo 15 — “A oração feita com fé curará o doente” — vemos uma outra palavra sendo utilizada para “doente”, kamnonta (κάμνοντα), cuja raiz kamnō (κάμνω), significa literalmente &#8220;estar cansado&#8221; ou &#8220;estar exausto”, alguém que está tão exausto ou cansado que não consegue se levantar.</p>



<p>Em seguida, Rafael evoca o contexto do versículo anterior. De acordo com ele, a doença grave não se encaixa nesse contexto. No versículo 13, temos: &#8220;Está triste? Reze! Está alegre? Cante.&#8221; Rafael alega que se estamos falando de situações extremas, então o fiel só deveria rezar em um estado de tristeza profunda e cantar quando estivesse em alegria extraordinária.</p>



<p>Mas, será que isso é justo? Vejamos: &#8220;Está triste? Reze! Está alegre? Cante. Está doente? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor.”</p>



<p>Na minha perspectiva, a interpretação de Rafael não acerta o alvo. Isto porque as duas primeiras instruções são para situações leves: &#8220;Está triste? Reze&#8221;; &#8220;Está alegre? Cante.&#8221; Mas quando fala do doente, Tiago instrui a chamar os sacerdotes da Igreja. Por que? Temos que responder algumas perguntas aqui: Primeiramente, por que Tiago não aconselha: &#8220;Está doente? Procure um médico.&#8221; ou para um conforto espiritual: &#8220;Está doente? Procure o presbítero.”? Em segundo lugar, por que Tiago diz para chamarem os presbíteros da Igreja até o doente?</p>



<p>A razão me leva a crer que o estado de &#8220;astenia&#8221;, nesse caso, certamente impede o doente de se dirigir ao presbítero. Qualquer um que esteja impossibilitado de sair de casa, da cama ou de um leito de hospital por causa de uma doença ou idade avançada pode receber a unção dos enfermos com muita serenidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-cura-espiritual">Cura espiritual</h3>



<p>Mais uma coisa que vale destacar: o fato de Tiago recomendar chamar o presbítero e não o médico em caso de doença também indica que o óleo da unção “em nome do Senhor”, como o versículo 14 descreve, não tinha como objetivo somente a cura física, mas espiritual. Sim, o óleo é conhecido por suas propriedades de revigorar a saúde, isso é indiscutível. Mas o fato de o óleo ser ministrado pelo sacerdote e não por um médico mostra que o que se busca vai além da saúde física.</p>



<p>Aqui temos os elementos de um &#8220;rito&#8221;. Os ritos, religiosos ou não, têm um caráter simbólico. Usam elementos concretos para simbolizar conceitos, valores ou realidades mais abstratas ou espirituais. No caso dos sacramentos católicos, esses ritos têm uma dimensão ainda mais profunda, pois são meios pelos quais Deus comunica a sua graça. São ritos que usam símbolos concretos para representar a graça ministrada. No batismo, o símbolo é a água que lava o corpo; porque a graça do batismo lava a alma do pecado; Na unção dos enfermos, o símbolo é o óleo que promove a saúde física; porque a graça que é comunicada reaviva a saúde espiritual.</p>



<p>Portanto, a interpretação católica se sobressai à do Rafael. Primeiro, porque se a doença não fosse séria, o doente poderia ir ao médico ou ao presbítero; Segundo, Rafael não toca nesse ponto, mas vamos esclarecer: Se o óleo fosse apenas medicinal, seria mais lógico chamar o médico, não o presbítero; Terceiro: Também não faz sentido ungir com o óleo &#8220;em nome do Senhor&#8221;, se ele fosse usado apenas como remédio para a recuperação física.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-rela-o-entre-tiago-e-romanos">A relação entre Tiago e Romanos</h2>



<p>Finalmente, Rafael cita Romanos 14,12: &#8220;Portanto, cada um prestará contas de si mesmo a Deus&#8221; e a sua relação com Tiago 5,14-15. Na sua visão, “o texto está, explicitamente e objetivamente dizendo que cada pessoa dará conta de si mesma a Deus […] e não há nada o que se falar em outras pessoas interferindo no dia da sua prestação de contas. Não adiantaria, por exemplo, o sacramento da extrema-unção, realizado pelo sacerdote nos últimos dias de vida do fiel, pois cada um prestará conta de si mesmo a Deus.”</p>



<p>No entanto, por que o sacramento da Extrema Unção seria uma interferência direta na prestação de contas do fiel perante Deus? Rafael não explica, apenas faz uma afirmação, alegando que o texto de Tiago não tem nenhuma relação com o texto de Romanos.</p>



<p>Eu discordo e vou explicar o motivo.</p>



<p>Talvez, textualmente, não haja realmente uma conexão. Porém, teologicamente, é óbvio que há. E o Padre Julio Maria ilustra isso de forma clara: Ele afirma que “a ligação lógica e natural é que um enfermo deve chamar o sacerdote para receber a Extrema Unção”, conforme instrui Tiago.</p>



<p>Rafael alegou que “não adiantaria” orar por uma pessoa no leito de morte. Não tenho certeza se ele realmente refletiu sobre suas palavras. Imagino que ele ore pelos membros doentes de sua família. Contudo, isso foi o que ele declarou. Bem, Tiago discorda.</p>



<p>Mas o padre prossegue: &#8220;Ao não fazê-lo — não chamar o presbítero — rejeita-se os meios de salvação estabelecidos por Deus&#8221;. Por que o padre diz isso? Porque Tiago menciona no versículo 15 &#8220;a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará; E, se houver cometido pecados, ele será perdoado.&#8221;, em algumas traduções “oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. E se houver cometido pecados, ele será perdoado.”</p>



<p>Isso fortalece a interpretação católica de que Tiago está falando do sacramento que mais tarde ficou conhecido como Unção dos Enfermos. O sacramento é um meio pelo qual a graça de Deus é especialmente transmitida a alguém que está enfrentando uma enfermidade séria. Ao ter consigo a presença do presbítero para orar e ungir o doente, está-se empregando um dos meios de salvação (e perdão dos pecados) que Deus estabeleceu para a Igreja.</p>



<p>Nesse contexto, a afirmação de Rafael de que a Unção dos Enfermos interfere na prestação de contas do indivíduo a Deus parece deslocada. A Unção dos Enfermos não é uma &#8216;interferência&#8217;, mas sim um canal de graça divina, uma expressão tangível do amor e cuidado de Deus por aqueles que sofrem. A afirmação de Paulo de que &#8220;Cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus&#8221; não só não contradiz Tiago e o sacramento da Unção dos Enfermos, mas também inclui essa realidade. Se você tem condições de buscar a ajuda divina em casos de doença grave, velhice, risco de morte, e não o faz, rejeitando a assistência divina, isso também será algo pelo qual você terá de prestar contas a Deus.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conclus-o">Conclusão</h2>



<p>Por fim, além de Tiago, vemos um prenúncio do sacramento da Unção dos Enfermos em Marcos 6,13, quando Jesus envia os Doze em uma missão. Eles &#8220;expulsavam muitos demônios e ungiam muitos doentes com óleo e os curavam.&#8221; Alguns teólogos veem uma alusão a esse sacramento também na Parábola do Bom Samaritano, que unge as feridas do homem caído à beira da estrada com óleo e vinho.</p>



<p>É bastante razoável a interpretação de que Tiago 5,14-15 seja uma aplicação apostólica e sacramental do que Marcos 6,13 prenuncia. No contexto de Marcos, os apóstolos ainda estavam aprendendo com Jesus e exercendo Seu ministério sob Sua orientação direta. Já em Tiago 5,14-15, escrito mais tarde, após a morte e ressurreição de Jesus, vemos os &#8220;presbíteros&#8221; da Igreja continuando essa missão e aplicando esse ministério agora sacramental de unção e cura em nome de Jesus.</p>



<p>Certamente, essa prática foi continuada pelos Padres e pela Tradição da Igreja, como vemos nos testemunhos abaixo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Orígenes (185 &#8211; 253 D.C.): “Eis também um sétimo [método de perdão para o pecador] […] quando ele não hesita em declarar seu pecado a um sacerdote do Senhor e em buscar remédio […] [sobre] o que diz o apóstolo Tiago: ‘Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados’.”</p>
<cite>(Homilias sobre Levítico 2:4)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Afrates da Pérsia (260 &#8211; 345 D.C): “Da azeitona resplandecente é produzido [o azeite], no qual há um sinal do sacramento da vida, pelo qual os cristãos são aperfeiçoados, assim como sacerdotes, reis e profetas. Ele ilumina a escuridão, unge os enfermos e reconduz os penitentes em seu sacramento secreto”.</p>
<cite>(Tratados 23,3)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Serapião de Tmuis (300 &#8211; 370 D.C.): “Nós te suplicamos, Salvador de todos os homens, tu que tens toda virtude e poder, Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e oramos que envies do céu o poder curador do unigênito sobre este óleo, de modo que para aqueles que serão ungidos […] possa ser eficaz para expulsar todas as doenças e enfermidades corporais, e como antídoto contra todos os demônios, para escapar de todo espírito imundo, para expulsar todo espírito maligno, para banir toda febre, calafrios e toda a fraqueza, para boa graça e remissão de pecados, para um remédio para a vida e libertação, para a saúde e integridade da alma, do corpo e do espírito, para o vigor perfeito”.</p>
<cite>(O Sacramentário de Serapião 29,1)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>São João Cristóstomo (347 &#8211; 407 D.C.): “Os sacerdotes do judaísmo tinham o poder para purificar o corpo da lepra — ou melhor, não para purificá-lo, mas para declarar uma pessoa como tendo sido purificada — Nossos sacerdotes receberam o poder de tratar não com a lepra do corpo, mas com a impureza espiritual; não de declarar purificado, mas de realmente purificar […] Os sacerdotes realizam isso não apenas ensinando e admoestando, mas também com a ajuda da oração. Não apenas no momento de nossa regeneração [no batismo], mas mesmo depois, eles têm autoridade para perdoar pecados: ‘Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados&#8217;”.</p>
<cite>(Sobre o Sacerdócio 3:6:190ss)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Papa Inocêncio I (378 &#8211; 417 D.C.): “‘Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; ¹E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados’. Não há dúvida de que isto deva ser recebido e entendido a respeito dos fiéis enfermos, os quais podem ser ungidos com o santo óleo do crisma, que, consagrado pelo bispo, pode ser usado para unção não somente pelos sacerdotes, mas também por todos os cristãos para necessidade própria ou dos parentes.”</p>
<cite>(Carta Si Instituta 25,8)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>São Cirilo de Alexandria (375 &#8211; 444 D.C.): “Se alguma parte do seu corpo está sofrente […] recorda-te também das Escrituras inspiradas: ‘Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; ¹E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados’”</p>
<cite>(Da Adoração, 6)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Cesário de Arles (470 &#8211; 542 D.C.): “Todas as vezes que alguma enfermidade atingir o homem, o doente receba o Corpo e o Sangue de Cristo; peça humildemente e com fé aos presbíteros o óleo bento, para ungir o seu corpo, para que se cumpra nele o que está escrito: ‘Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; ¹E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados’”.</p>
<cite>(Sermões 13:3)</cite></blockquote>



<p>Essas evidências confirmam a prática contínua do sacramento da Unção dos Enfermos desde os tempos apostólicos até hoje, sempre como uma expressão tangível da misericórdia e do amor de Deus por nós em momentos de enfermidade e fraqueza, doença e velhice. A Igreja, seguindo o exemplo de Cristo, continua a oferecer esse auxílio espiritual através dos sacramentos, sendo a Unção dos Enfermos um deles, consolando e fortalecendo aqueles que sofrem.</p>
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		<title>O Autêntico Casamento Cristão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2020 16:58:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matrimônio]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/08/O-Autêntico-Casamento-Cristão.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Casamento" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/08/O-Autêntico-Casamento-Cristão.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/08/O-Autêntico-Casamento-Cristão-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/08/O-Autêntico-Casamento-Cristão-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/08/O-Autêntico-Casamento-Cristão-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/08/O-Autêntico-Casamento-Cristão-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(Catholic Answers. Traduzido por&#160;Petter Martins)&#160;O ponto culminante de toda a Escritura pode ser identificado pela sentença nupcial: &#8220;se aproximam as núpcias do Cordeiro. Sua Esposa está preparada.&#8221; (Ap. 19, 7).&#160;Visto que as Escrituras orientam para a salvação, esse casamento único é a imagem desse objetivo.&#160;É a esperança futura de Cristo e sua Igreja unidos para [&#8230;]</p>
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<p>(<a href="https://www.catholic.com/magazine/print-edition/authentic-christian-marriage" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label=" (abre numa nova aba)">Catholic Answers</a>. Traduzido por&nbsp;<a href="https://cooperadoresdaverdade.com/autor/pettermartins/">Petter Martins</a>)&nbsp;O ponto culminante de toda a Escritura pode ser identificado pela sentença nupcial: &#8220;<em>se aproximam as núpcias do Cordeiro. Sua Esposa está preparada</em>.&#8221; (Ap. 19, 7).&nbsp;Visto que as Escrituras orientam para a salvação, esse casamento único é a imagem desse objetivo.&nbsp;É a esperança futura de Cristo e sua Igreja unidos para sempre.&nbsp;Assim, a Bíblia é o planejador de casamento&nbsp;<em>por excelência</em>&nbsp;.</p>



<p>O tema do casamento prevalece em todas as Escrituras. Na verdade, o primeiro capítulo de Gênesis e o capítulo final do Apocalipse encerram as Escrituras com imagens de casamento. Inicialmente introduzido é&nbsp;<em>o</em>&nbsp;casamento&nbsp;<em>humano</em>&nbsp;, silenciosamente modelado no&nbsp;casamento&nbsp;<em>escatológico</em>&nbsp;mais tarde revelado, após o qual o casamento cristão é elevado como uma participação na inauguração da escatologia realizada.</p>



<p>O&nbsp;<em>Catecismo da Igreja Católica</em>&nbsp;identifica as caracterizações bíblicas do casamento da seguinte maneira: “<em>A Sagrada Escritura começa pela criação do homem e da mulher, à imagem e semelhança de Deus, e termina com a visão das «núpcias do Cordeiro» (Ap 19, 9). Do princípio ao fim, a Escritura fala do matrimónio e do seu «mistério», da sua instituição e do sentido que Deus lhe deu, da sua origem e da sua finalidade, das suas diversas realizações ao longo da história da salvação, das suas dificuldades nascidas do pecado e da sua renovação «no Senhor» (1 Cor 7, 39), na Nova Aliança de Cristo e da Igreja.</em>”(CIC 1602).&nbsp;Na verdade, o casamento cristão é uma imagem da Nova Aliança: é indissolúvel, doador de vida e amoroso.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Casamento Natural</h2>



<p>Quando Deus criou a humanidade, ele instituiu o casamento.&nbsp;Isso é evidenciado nos dois primeiros capítulos da Bíblia: &#8220;<em>Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher</em>.&#8221; [&#8230;] &#8220;<em>Por isso, o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne</em>.&#8221; (Gênesis 1, 27; 2, 24).</p>



<p>Que o ser humano é criado homem e mulher para que marido e esposa possam se relacionar e se envolver numa atividade procriativa é evidente aqui.&nbsp;E implícito na frase “<em>e já não são mais que uma só carne</em>” também está o fato de que Deus originalmente pretendia que o casamento fosse um relacionamento vitalício.&nbsp;Marido e mulher iniciam um relacionamento de convênio que serve para constituir uma família.</p>



<p>Mesmo assim, a corrupção se infiltrou na instituição do casamento até mesmo no antigo Israel.&nbsp;Ofensas como poligamia e divórcio se espalharam entre o povo escolhido.&nbsp;Devido à dificuldade de Israel em guardar a lei de Deus, a Lei mosaica fazia concessões para divórcio e novo casamento (ver Deuteronômio 24m 1-4).&nbsp;Essas concessões mais tarde seriam lamentadas — &#8220;<em>De minha parte, cheguei a dar-lhes estatutos que lhes foram funestos, ordens em virtude das quais não podiam viver&#8221;</em> (Ezequiel 20, 25) — e por fim corrigidas.</p>



<p>Durante o ministério público de Jesus, quando os fariseus o desafiaram sobre a questão do divórcio e do novo casamento, ele respondeu: &#8220;<em>É por causa da dureza de vosso coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres; mas no começo não foi assim.</em>&#8221; (Mt 19, 8).</p>



<p>Assim, Jesus colocou as coisas de volta do jeito que eram originalmente.&nbsp;O&nbsp;<em>Catecismo</em> explica: “<em>Na sua pregação, Jesus ensinou sem equívocos o sentido original da união do homem e da mulher, tal como o Criador a quis no princípio: a permissão de repudiar a sua mulher, dada por Moisés, era uma concessão à dureza do coração: a união matrimonial do homem e da mulher é indissolúvel: foi o próprio Deus que a estabeleceu: «Não separe, pois, o homem o que Deus uniu» (Mt 19, 6)</em>” (CIC 1614).</p>



<p>Mas Jesus foi além, animando o casamento entre os batizados com as graças sacramentais (ver CIC 1601).&nbsp;São Paulo ensina de acordo e prossegue para elaborar mais detalhadamente sobre a dignidade do casamento cristão (cf. 1 Coríntios 7, 39).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Casamento Escatológico</h2>



<p>Embora não seja explicitamente introduzido tão cedo na Escritura quanto o casamento natural, o casamento escatológico (isto é, o relacionamento de aliança de Deus com seu povo) e seus desdobramentos podem ser rastreados em grande parte da Bíblia também. Os profetas se lembram do tratamento cortês de Deus para com Israel em termos do cuidado de um noivo por sua noiva (cf. Is. 49, 18), e sua fidelidade à sua aliança é descrita como um traje litúrgico e para o dia do casamento: &#8220;<em>Com grande alegria eu me rejubilarei no Senhor e meu coração exultará de alegria em meu Deus, porque me fez revestir as vestimentas da salvação. Envolveu-me com o manto de justiça, como um neo-esposo cinge o turbante, como uma jovem esposa se enfeita com suas joias.</em>&#8221; (Is. 61, 10; ver também 62, 5).</p>



<p>Embora a infidelidade de Israel a Deus o tenha levado ao exílio, Deus não abandona sua aliança com os israelitas mais do que um marido fiel abandona seu casamento com sua amada esposa: &#8220;<em>Vai e clama aos ouvidos de Jerusalém estas palavras – oráculo do Senhor: Lembro-me de tua afeição quando eras jovem, de teu amor de noivado, no tempo em que me seguias ao deserto, à terra sem sementeiras</em>.&#8221; (Jer. 2, 2).</p>



<p>No livro de Oséias, as imagens nupciais são empregadas como alegoria da relação de Deus com seu povo escolhido.&nbsp;Aqui o adultério é uma metáfora para a idolatria de Israel.&nbsp;O casamento de Oséias com uma “<em>esposa prostituta</em>” (Os 1, 2) e “<em>adúltera</em>” (3, 1) é exibido por meio de suas ações e seus escritos como um sinal profético para Israel de seu próprio relacionamento idólatra com Deus.&nbsp;Mas o amor misericordioso de Deus se manifestará, assim como as ações misericordiosas de Oséias restauram seu casamento.</p>



<p>Assim, o relacionamento de Deus com Israel — para melhor&nbsp;<em>e</em>&nbsp;para pior — é descrito em termos nupciais. E assim como a corrupção do casamento entre os israelitas preparou o cenário para um maior desenvolvimento do casamento humano, a infidelidade de Israel a Deus preparou o cenário para um maior desenvolvimento do casamento escatológico. Uma união mais perfeita, é claro, seria realizada na plenitude do relacionamento de Deus com toda a humanidade que se une no casamento escatológico de Cristo e sua Igreja.</p>



<p>Esta perfeição nupcial é inaugurada na era da Igreja e será plenamente realizada no reino dos céus. O&nbsp;<em>Catecismo</em>&nbsp;afirma: &#8220;<em>A aliança nupcial entre Deus e o seu povo Israel tinha preparado a Aliança nova e eterna, pela qual o Filho de Deus, encarnando e dando a sua vida, uniu a Si, de certo modo, toda a humanidade por Ele salva, preparando assim as «núpcias do Cordeiro».</em>&#8220;(CIC 1612).</p>



<p>João Batista apresenta Jesus com imagens nupciais no início de seu ministério público: &#8220;<em>Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante dele. Aquele que tem a esposa é o esposo. O amigo do esposo, porém, que está presente e o ouve, regozija-se sobremodo com a voz do esposo. Nisso consiste a minha alegria, que agora se completa.</em>&#8220;(João 3, 28-29).&nbsp;Jesus também se refere a si mesmo em linguagem nupcial na parábola das donzelas sábias e tolas (ver Mt 25, 1-20), e ele se identifica como o noivo escatológico:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam. Por isso, foram-lhe perguntar: “Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus discípulos não jejuam?”. 19.Jesus respondeu-lhes: “Podem porventura jejuar os convidados das núpcias, enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não lhes é possível jejuar. 20.Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então jejuarão.</p><cite>(Marcos 2, 18-20)</cite></blockquote>



<p>A linguagem do tempo presente que Jesus usa — “<em>Podem os convidados do casamento jejuar enquanto o noivo está com eles?</em>” — é uma indicação da inauguração da escatologia realizada de que seus discípulos já desfrutam.&nbsp;Assim, São Paulo refere-se aos coríntios em termos esponsais: &#8220;<em>Eu vos consagro um carinho e amor santo, porque vos desposei com um esposo único e vos apresentei a Cristo como virgem pura</em>.&#8221; (2 Cor. 11, 2).</p>



<p>Assim, vemos um desenvolvimento na teologia escatológica do casamento.&nbsp;Não é mais simplesmente uma questão de Deus e dos judeus em uma união marital manchada pela frequente infidelidade da noiva.&nbsp;Em vez disso, a união se desenvolveu para revelar Deus o Filho, que veio como Messias para redimir os judeus e expandir o reino para incluir todas as nações — judeus ou gentios — na Igreja.</p>



<p>Esta teologia pode ser vista na escrita de Paulo: &#8220;<em>Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito seme­lhante, mas santa e irrepreensível.</em>&#8221; (Efésios 5, 25-27). O casamento escatológico não deve mais permanecer manchado pela infidelidade da noiva. Jesus providenciou os meios para sua noiva, a Igreja, ser santificada. Por meio das liturgias dos sacramentos, Jesus fornece os meios para realizar as realidades escatológicas durante a era da Igreja.</p>



<p>Isso prepara o cenário para o apocalipse de João, no qual ele tem o privilégio de ver imagens do casamento escatológico realizado no céu. Ele relata as palavras alegres da multidão ali reunida: <em>&#8220;Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe glória, porque se aproximam as núpcias do Cordeiro. Sua Esposa está preparada. Foi-lhe dado revestir-se de linho puríssimo e resplandecente”. Pois o linho são as boas obras dos santos.&#8221; </em>(Ap 19, 7-8). A noiva ficou imaculada.</p>



<p>Embora João veja isso acontecendo no céu, é crucial observar as palavras do anjo que veio a seguir: <em>&#8220;Ele me diz, então: &#8216;Escreve: Felizes os convidados para a ceia das núpcias do Cordeiro&#8217;. Disse-me ainda: &#8216;Estas são palavras autênticas de Deus'&#8221;</em>. (Ap. 19, 9).&nbsp;Bem-aventurados também os&nbsp;<em>convidados —</em>&nbsp;é&nbsp;claro que nem todos os convidados ainda chegaram.</p>



<p>De fato, João vê o céu se estendendo em um convite aos que ainda estão na terra: <em>&#8220;Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo.&#8221;</em> (Ap. 21, 2; ver também Ap. 9-11).&nbsp;A noiva — ou seja, a Igreja — estende a mão para se reunir nas nações até o fim dos tempos.&nbsp;É nos sacramentos que a Igreja na terra começa a realizar a recompensa da Igreja no céu.</p>



<p>Agora, mais do que nunca, na era da Igreja, o casamento é um sinal do amor misericordioso e duradouro de Deus.&nbsp;Essa imagem é encontrada até mesmo nas celebrações litúrgicas dos sacramentos da Igreja:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Toda a vida cristã tem a marca do amor esponsal entre Cristo e a Igreja. Já o Baptismo, entrada no povo de Deus, é um mistério nupcial: é, por assim dizer, o banho de núpcias que precede o banquete das bodas, a Eucaristia. O Matrimónio cristão, por sua vez, torna-se sinal eficaz, sacramento da aliança de Cristo com a Igreja. E uma vez que significa e comunica a graça desta aliança, o Matrimónio entre baptizados é um verdadeiro sacramento da Nova Aliança.</p><cite>(CIC 1617)</cite></blockquote>



<p>Na verdade, os sacramentos antecipam e preparam a Igreja na terra para a festa escatológica de casamento no céu.&nbsp;De fato, o&nbsp;<em>Catecismo</em>&nbsp;diz-nos que a Eucaristia se chama Ceia do Senhor &#8220;<em>pois se trata da ceia que o Senhor fez com seus discípulos na véspera de sua paixão, e da antecipação da ceia das bodas do Cordeiro na Jerusalém celeste.</em>&#8221; (CIC 1329).</p>



<p>Isso é esclarecedor para os cristãos, pois fornece sentido e direção em nossas próprias vidas como membros do corpo de Cristo, a Igreja.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O casamento cristão: imagem do casamento escatológico</h2>



<p>Como já vimos, o casamento humano entrou no mundo após a criação do homem.&nbsp;Os profetas mais tarde alegorizaram o relacionamento de Deus com seu povo escolhido utilizando imagens de casamento humano, revelando assim o casamento escatológico.&nbsp;O casamento escatológico foi então visto como um exemplo no qual basear o casamento humano.</p>



<p>Mas agora, na era da Igreja, quando o casamento escatológico foi revelado mais plenamente, Cristo elevou o casamento cristão à dignidade de um sacramento.&nbsp;Em outras palavras, o casamento cristão agora espelha mais perfeitamente o casamento escatológico de uma forma soteriológica.</p>



<p>Isso é provavelmente mais evidente na carta de Paulo aos efésios, na qual ele escreve: “Os maridos devem amar as mulheres como a seu próprio corpo.&nbsp;Quem ama sua esposa ama a si mesmo.&nbsp;Pois nenhum homem odeia a sua própria carne, mas a nutre e cuida, como Cristo faz com a igreja, porque somos membros do seu corpo ”(Ef 5: 28-30).</p>



<p>Paulo prossegue evocando a instituição do casamento humano e vendo nela uma imagem do casamento escatológico em Cristo: <em>&#8220;Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja porque somos membros de seu corpo. Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois constituirão uma só carne. Esse mistério é grande, quero dizer, com referên­cia a Cristo e à Igreja.&#8221;</em> (Ef 5, 28-32).</p>



<p>O&nbsp;<em>Catecismo</em>&nbsp;explica: “<em>São Paulo chama «grande mistério» (Ef 5, 32) à união esponsal de Cristo e da Igreja. Porque está unida a Cristo como a seu esposo, a própria Igreja, por seu turno, se torna mistério. E é contemplando nela este mistério, que S. Paulo exclama: «Cristo em vós — eis a esperança da glória!» (Cl 1, 27).</em>” (CIC 772). Em outras palavras, como membros do corpo de Cristo no casamento escatológico, o casamento cristão deve refletir as graças da Igreja. O casamento é uma imagem humana de união com Deus.</p>



<p>Visto que o casamento cristão é reconhecido como sacramento, é um instrumento da graça santificadora (ou seja, vida sobrenatural).&nbsp;O casamento humano é uma representação salvífica do casamento escatológico.&nbsp;Isso é de profundo significado para os cristãos casados!&nbsp;Esses membros do corpo de Cristo são instrumentos de salvação para seus cônjuges.&nbsp;Os cônjuges se parecem com Cristo em seus próprios casamentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Realidades práticas do casamento cristão</h2>



<p>É preciso ter em mente que o casamento cristão se destina apenas a esta vida. Jesus ensinou: <em>&#8220;Na ressurreição dos mortos, os homens não tomarão mulheres, nem as mulheres, maridos, mas serão como os anjos nos céus.&#8221;</em>(Marcos 12, 25). Isso faz todo o sentido, visto que a duração do casamento reflete seu propósito salvífico — os instrumentos salvíficos são úteis apenas nesta vida e não têm utilidade no céu. O casamento cristão não apenas reflete o casamento escatológico, mas também acaba&nbsp;<em>se</em>&nbsp;tornando&nbsp;um.</p>



<p>Sendo assim, visto que a escatologia já foi inaugurada e parcialmente realizada por meio dos sacramentos, o casamento cristão já deve começar a tomar a forma de casamento escatológico de todas as maneiras possíveis. Em termos práticos, isso significa três coisas principais: deve ser indissolúvel (isto é, para toda a vida), pois o casamento de Cristo com a Igreja é permanente; deve ser vivificante (isto é, orientado para a procriação), pois o casamento de Cristo com a Igreja torna os cristãos uma nova criação e participantes de sua vida divina (cf. 2 Pe 1, 4); e deve ser santificador (ou seja, verdadeiramente amoroso; unificador) como uma imagem do amor de Cristo pela Igreja.</p>



<p>Quanto à indissolubilidade do casamento cristão, Jesus ensinou claramente que o casamento cristão é uma aliança para toda a vida: <em>&#8220;Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.&#8221;</em> (Mt 19, 6).&nbsp;O&nbsp;<em>Catecismo</em> reconhece isso: “<em>o próprio Senhor o mostra, ao lembrar qual foi, «no princípio», o desígnio do Criador: «Portanto, já não são dois, mas uma só carne» (Mt 19, 6).</em>” (CIC 1605).&nbsp;(Isso se aplica a casamentos cristãos válidos que foram consumados.)</p>



<p>Portanto, a Igreja Católica ensina de forma inequívoca sobre este assunto:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Pela sua própria natureza, o amor dos esposos exige a unidade e a indissolubilidade da sua comunidade de pessoas, a qual engloba toda a sua vida: «assim, já não são dois, mas uma só carne» (Mt 19, 6). «Eles são chamados a crescer sem cessar na sua comunhão, através da fidelidade quotidiana à promessa da mútua doação total que o Matrimónio implica». Esta comunhão humana é confirmada, purificada e aperfeiçoada pela comunhão em Jesus Cristo, conferida pelo sacramento do Matrimónio; e aprofunda-se pela vida da fé comum e pela Eucaristia recebida em comum.  </p><cite>(CIC 1644)</cite></blockquote>



<p>Quanto ao aspecto vivificante do casamento cristão, todo casal deve necessariamente consistir em um homem e uma mulher, pois foi assim que Deus criou os seres humanos para se multiplicarem; na verdade, a razão primária pela qual Deus criou os seres humanos macho e fêmea é para o propósito de procriação. Ser ordenado à procriação torna o casamento cristão uma imagem do casamento escatológico divino, que dá vida.</p>



<p>A Igreja Católica também ensina inequivocamente sobre este assunto. O&nbsp;<em>Catecismo</em> ensina: “<em>é intrinsecamente má «qualquer acção que, quer em previsão do acto conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação»</em>” (CIC 2370, citando&nbsp;<em>Humanae Vitae</em>&nbsp;). A contracepção no casamento é, portanto, imoral.</p>



<p>Esses dois aspectos principais do casamento cristão — é indissolúvel e vivificante — parecem ser os mais óbvios e os mais citados por defensores do casamento cristão. No entanto, o terceiro aspecto é tão crucial, se não mais. Em essência, o casamento cristão deve ser um instrumento verdadeiramente amoroso da graça santificadora. O&nbsp;<em>Catecismo</em>&nbsp;afirma o seguinte: “<em>Deus, que criou o homem por amor, também o chamou ao amor, vocação fundamental e inata de todo o ser humano. Porque o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus que é amor (1&nbsp;Jo&nbsp;4, 8.16).</em>” (CIC 1604).</p>



<p>Em termos concretos, isso significa que os cônjuges cristãos devem fazer da salvação um do outro o fim primário do relacionamento.&nbsp;Na verdade, o amor autêntico entre os esposos cristãos deve estar sempre focado no céu.&nbsp;Isso inclui, entre outros critérios, que os cônjuges cristãos devem se ver como Deus, criado principalmente para a união com&nbsp;<em>ele</em>.</p>



<p>Questões de fé e moral devem ser abordadas como a Igreja as aborda em prol da salvação da pessoa.&nbsp;Manter esses padrões para o casamento cristão ajuda a garantir seu eventual cumprimento no casamento escatológico, onde &#8220;<em>o Espírito e a noiva dizem: &#8216;Vem</em>&#8216;&#8221; (Apocalipse 22, 17).</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Escola do Matrimônio</h2>



<p>Agora que você aprendeu os fundamentos teológicos do matrimônio, poderá se aprofundar ainda mais no assunto num curso criado especialmente para os que estão se preparando para casar.</p>



<p>A <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Casa de Evangelização Monsenhor Catão (abre numa nova aba)" href="https://casamonscatao.com.br" target="_blank">Casa de Evangelização Monsenhor Catão</a> resolveu produzir um <a rel="noreferrer noopener" aria-label="curso (abre numa nova aba)" href="https://cooperadoresdaverdade.com/dica/a-escola-do-matrimonio/" target="_blank">curso</a> completo que abrangesse os mais diversos pontos que envolvem a vida matrimonial. Um curso que não se restringe somente a parte sacramental do Matrimônio, mas que aborda também a espiritualidade do casal, vida financeira, vida amorosa e sobre a educação dos filhos.</p>



<p>O curso é dividido em quatro módulos, mais um módulo bônus sobre os temperamentos. Veja os assuntos abordados:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Módulo 01: Matrimônio.</strong><ul><li>Aula 01: Matrimonio segundo o Direito Natural.</li><li>Aula 02: Qual a hora certa de casar?</li><li>Aula 03: Abertura à vida.</li><li>Aula 04: O amor dos cônjuges e os outros tipos de amores. — Com Joel Gracioso.</li></ul></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Módulo 02: Espiritualidade.</strong><ul><li>Aula 01:&nbsp; Uma só carne: vocação à santidade no matrimônio</li><li>Aula 02:. A vida espiritual dos conjuges</li><li>Aula 03: A providencia divina.</li><li>Aula 04: As bases da busca pela santidade I: A contínua disposição de mudar.</li><li>Aula 05: As bases da busca pela santidade II: a progressão espiritual e o desapego de si próprio.&nbsp;</li></ul></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Módulo 03: Vida financeira.</strong><ul><li>Aula 01:&nbsp; 5 princípios bíblicos para suas finanças.</li><li>Aula 02: Preparação para o casamento;</li><li>Aula 03: Unidade financeira entre os esposos;</li><li>Aula 04: Passo a passo para um orçamento familiar eficiente;</li><li>Aula bônus: Planilha de planejamento financeiro + Aula.&nbsp;</li></ul></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Módulo 04: Educação dos filhos.&nbsp;</strong><ul><li>Aula 01: Educação dos filhos I.</li><li>Aula 02: Educação dos filhos II.</li></ul></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Módulo bônus: Os 4 temperamentos no relacionamento.</strong><ul><li>Aula 01: Os 4 temperamentos I.</li><li>Aula 02: Os 4 temperamentos II.</li></ul></li></ul>



<p>Além disso, haverá também outro bônus: <strong>todas as lives do nosso desafio Abraçando o Matrimônio</strong>.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Live 01: Vida de oração.</li><li>Live 02: Educação financeira.</li><li>Live 03: Namoro Santo.</li><li>Live 04: Benção Nupcial.</li><li>Live 05: Educação dos filhos I e II.</li></ul>



<h4 class="wp-block-heading">E o preço?</h4>



<p>O valor total de todo este conteúdo seria de <strong>R$765,00</strong>; mas, na verdade, custará <span style="text-decoration: underline;">bem menos que isso</span>: <strong>R$187,97</strong> — e se você comprar por <a class="thirstylink" target="_blank" title="A Escola do Matrimônio" href="https://cooperadoresdaverdade.com/dica/a-escola-do-matrimonio/" data-shortcode="true">este link</a>, poderá comprá-lo <span style="text-decoration: underline;">ainda mais barato</span>: <strong>R$149,97</strong>. Uma promoção exclusiva em parceria com o Cooperadores da Verdade.</p>



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<p>Se você está prestes a casar, este curso é para você; se não está, pode ainda presentear alguém com uma excelente formação para a vida matrimonial.</p>
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		<title>O que é o Batismo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2020 16:15:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Batismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-que-é-o-Batismo.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O que é o batismo" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-que-é-o-Batismo.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-que-é-o-Batismo-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-que-é-o-Batismo-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-que-é-o-Batismo-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-que-é-o-Batismo-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Quando uma criança nasce, sua alma vem ao mundo sobrenaturalmente morta. Ela possui tudo o que é característico da natureza humana, mas nada além disso. Isso se dá por que o casal primordial, Adão e Eva, &#8211; que possuíam algo além daquilo que é natural ao ser humano – não puderam conservar a graça que [&#8230;]</p>
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<p>Quando uma criança nasce, sua alma vem ao mundo sobrenaturalmente morta. Ela possui tudo o que é característico da natureza humana, mas nada além disso. Isso se dá por que o casal primordial, Adão e Eva, &#8211; que possuíam algo além daquilo que é natural ao ser humano – não puderam conservar a graça que Deus nos queria dar.&nbsp;</p>



<p>Adão possuía a <em>graça santificante, </em>mas a recusou. Pela ânsia de querer ser como Deus, tornou-se pecador. Mas Deus, misericordioso e bondoso, dá a cada um de nós a oportunidade de recuperar aquilo que fora perdido. Para que essa restauração aconteça, Nosso Senhor instituiu o <em>sacramento do batismo</em>[1].</p>



<p>O Sacramento do Batismo é a base da vida cristã. Conforme nos ensina o Catecismo da Igreja Católica em seu Cânon 1213:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O santo Batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito (“vitae spiritualis janua”) e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo Batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: “Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo &#8211;&nbsp; O Batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra”</p></blockquote>



<p>Isto é, não podemos falar de cristianismo sem o batismo, pois é ele quem nos introduz no Corpo de Cristo, a Igreja; e sem ele permanecemos nas sombras do pecado original, não integrando a obra redentora de Nosso Senhor. Por isso cabe a nós explicarmos mais a fundo o que é esse sacramento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Batismo nas Escrituras&nbsp;</strong></h2>



<p>Na liturgia da noite pascal, quando ocorre a benção da <em>água batismal, </em>a Igreja nos faz recordar, de maneira solene, os mistérios da história da salvação que já prefiguravam o batismo[2]. Vemos o batismo sendo prefigurado na Arca de Noé, na travessia do Mar Vermelho e, finalmente, na travessia do Jordão, pela qual o povo de Deus alcançou a terra prometida.</p>



<p>Todas estas prefigurações veterotestamentárias encontram seu cume e propósito no Batismo de Nosso Senhor. Ele dá início à sua vida pública de ter sido batizado por São João Batista no Jordão. Diz o CIC:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Nosso Senhor sujeitou-se voluntariamente ao Batismo de São João, destinado aos pecadores, para cumprir toda a justiça. Este gesto de Jesus é uma manifestação do seu “aniquilamento”. O Espírito que pairava sobre as águas da primeira criação, desce então sobre Cristo como prelúdio da nova criação e o Pai manifesta Jesus como seu “Filho muito amado”[3].</p></blockquote>



<p>Em sua Páscoa, Cristo abriu as fontes do batismo para todos os homens. Do sangue e da água jorrados do lado de Nosso Senhor, saíram a Eucaristia e o Batismo. Na cruz encontramos nossa fonte de renascimento.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Batismo na Igreja: Como é o rito? Quem pode ser batizado? Quem pode batizar?&nbsp;</strong></h2>



<p>O Batismo é celebrado e administrado pela Igreja desde o Pentecostes. Os Apóstolos tinham como mensagem principal o arrependimento dos pecados, a Fé em Nosso Senhor e o deixar-se batizar. O Apóstolo dizia que, pelo Batismo, o crente comunga na morte de Cristo, é sepultado e ressuscita com Ele[4].</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O Rito&nbsp;</strong></h3>



<p>Segundo o CIC, a iniciação à vida cristã sempre deverá comportar essencialmente: “o anúncio da Palavra, o acolhimento do Evangelho acarretando uma conversão, a profissão de fé, o Batismo, a efusão do Espírito Santo, o acesso à Comunhão Eucarística”[5]. Esse itinerário irá gerar uma <em>mistagogia</em> na celebração dos sacramentos.</p>



<p>No Batismo essa mistagogia encontra-se no <em>sinal da cruz </em>no início da celebração, que assinala a marca de Cristo naquele que irá pertencer-lhe e nos indica a graça da redenção que nos&nbsp; foi alcançada pela Cruz de Cristo; no <em>anúncio da palavra</em>, que ilumina aqueles que pedem o batismo e suscita neles a proclamação de fé, sem a qual não há a regeneração. Ainda, sendo o Batismo uma libertação do pecado e do demônio, são pronunciados os <em>exorcismos. </em>Com a consagração da <em>água batismal, </em>pede-se que os batizados possam nascer “da água e do Espírito”[6]. Por fim, acontece o <em>Batismo per se, </em>com a imersão ou aspersão, simbolizando[7] a morte para o pecado e a entrada para a vida em Deus[8].</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quem pode receber o sacramento?</strong></h3>



<p>Qualquer pessoa que não seja batizada pode receber o sacramento do batismo[9]. Seja a pessoa uma criança ou um adulto, ela só precisa não ser batizada para estar apta e receber o sacramento. &nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O Batismo Dos Adultos</strong></h3>



<p>O Batismo dos adultos, desde os primórdios, é o mais comum em terras de evangelização recente. Dessa forma, o catecumenato (a catequese) ocupa um lugar importante na formação daqueles que desejam abraçar a fé e confessá-la. O catecumenato tem por finalidade levar os catecúmenos à maturidade da conversão e da fé.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O Batismo das Crianças</strong></h3>



<p>&nbsp;Diz o CIC:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Nascidas com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, as crianças também têm necessidade do novo nascimento no Baptismo para serem libertas do poder das trevas e transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, a que todos os homens são chamados. A pura gratuidade da graça da salvação é particularmente manifesta no Batismo das crianças. Por isso, a Igreja e os pais privariam, a criança da graça inestimável de se tornar filho de Deus, se não lhe conferissem o Batismo pouco depois do seu nascimento.</p></blockquote>



<p>A criança recebe a graça do batismo através da confissão de fé de seus pais e, com ajuda destes e dos padrinhos, deverá, após o batismo, amadurecer na fé. Do mesmo modo o adulto, não precisa ter uma fé já madura para ser batizado, o batismo é o passo inicial na caminhada rumo a uma fé madura.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quem pode batizar?</strong></h3>



<p>Os ministros ordinários do Batismo são o Bispo, o presbítero e, para nós da Igreja latina, o diácono. Todavia, qualquer pessoa pode ministrar o sacramento do Batismo – em casos emergenciais – até quem não é batizado, desde que tenha a intenção necessária para isso.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Batismo é necessário?&nbsp;</strong></h2>



<p>A doutrina sobre a necessidade do Batismo para a salvação tem sua origem nas próprias palavras de Nosso Senhor[10]. O batismo é necessário para aqueles aos quais o Evangelho foi anunciado e que tiveram a oportunidade de pedir este sacramento. A Mãe Igreja não conhece outro meio além do Batismo para garantir a entrada na bem-aventurança e no projeto redentor. Mas, e aqueles que morrem sem o sacramento? &nbsp;</p>



<p>Podemos de falar de três “espécies” de Batismo: o de <em>desejo – </em>que pode sem <em>implícito </em>ou <em>explícito – </em>e o Batismo <em>de</em> <em>sangue. </em>O Batismo de<em> desejo</em> <em>implícito </em>é aquele possuído pela pessoa que desconhece o Batismo, mas conhece a Deus e quer segui-lo e cumprir com a Sua Vontade. Por outra via, quando a pessoa conhece o Batismo, quer recebê-lo e a ama a Deus, ela possuí o Batismo de <em>desejo explícito </em>e, caso não tenha acesso ao Batismo sacramental até hora de sua morte, o Batismo de <em>desejo</em> lhe será suficiente para alcançar a beatitude eterna.</p>



<p>Por último, há o Batismo de <em>sangue</em>, que foi muito comum nos primórdios do cristianismo. Essa é a forma mais elevada de substituir o Batismo de sacramental. Tanto é que o martírio era considerado por alguns da Igreja Primitiva como uma espécie de sacramento[11]. No Batismo de Sangue, o mártir não batizado recebe a graça da salvação eterna pelo derramamento de seu sangue[12].</p>



<p>Sobre as crianças que morrem sem o batismo, diz o CIC:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Quanto às crianças que morrem sem Batismo, a Igreja não pode senão confiá-las à misericórdia de Deus, como o faz no rito do respectivo funeral. De facto, a grande misericórdia de Deus, “que quer que todos os homens se salvem” (1 Tm 2, 4), e a ternura de Jesus para com as crianças, que O levou a dizer: “Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis” (Mc 10, 14), permitem-nos esperar que haja um caminho de salvação para as crianças que morrem sem Batismo. Por isso, é mais premente ainda o apelo da Igreja a que não se impeçam as criancinhas de virem a Cristo, pelo dom do santo Batismo[13].</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os Efeitos do Batismo</strong></h2>



<p>São dois os principais efeitos do batismo, em outros termos, são duas as graças específicas do batismo: a remissão dos pecados e o novo nascimento no Espírito Santo.&nbsp;</p>



<p>Pelo Batismo, todos os pecados são perdoados. Seja o pecado original, ou os pecados pessoais, bem como as penas a eles devidas. Todavia, mesmo depois do Batismo, algumas das consequências do pecado original permanecem: os sofrimentos, a morte, a doença, a <em>concupiscência </em>etc. [14].</p>



<p>Mas o Batismo não perdoa os pecados somente. Além do perdão, ele tem como graça específica a função de introduzir o <em>neófito</em> na paternidade adotiva de Deus, tornando-o membro de Cristo e templo do Espírito Santo[15].</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Batismo e a União dos Cristãos</strong></h2>



<p>O Batismo é o laço de comunhão entre todos os cristãos, mesmo entre aqueles que não estão em comunhão com a Santa Igreja Católica. Aqueles pertencentes às outras denominações cristãs, de Ortodoxos a Protestantes, que tenham recebido o sacramento do Batismo de maneira válida, são incorporados a Cristo e reconhecidos pela Igreja como cristãos[16].&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">&nbsp;<strong>Marca Indelével&nbsp;</strong></h2>



<p>Ao ser incorporado em Cristo, o batizado se configura a Ele. O selo com o qual o cristão é selado no Batismo é indelével. Não pode ser arrancado por pecado algum. Por isso temos o sacramento da Penitência ou Confissão, o pecado mortal não nos tira a marca do Batismo, mas nos afasta da graça. A Confissão tem por finalidade nos reaproximar da graça, mas ela só tem efeito por termos em nós a marca do Batismo[17].&nbsp;</p>



<p>Os fiéis incorporados à Igreja pelo batismo, recebem o caráter sacramental que os consagra para o culto religioso cristão. O selo batismal impele os cristãos a servirem a Deus e à Igreja em uma participação viva na sagrada liturgia.&nbsp;</p>



<p>Diz o CIC:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O “selo do Senhor” (“dominicus character”) é o selo com que o Espírito Santo nos marcou “para o dia da redenção” (Ef 4, 30). “O Batismo é, efetivamente, o selo da vida eterna”. O fiel que tiver “guardado o selo” até ao fim, quer dizer, que tiver permanecido fiel às exigências do seu Batismo, poderá partir “marcado pelo sinal da fé”, com a fé do seu Batismo, na expectativa da visão bem-aventurada de Deus – consumação da fé – e na esperança da ressurreição[18].</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p>Este é, pois, o sacramento do Batismo. Aquele que nos introduz ao corpo de Cristo, à filiação adotiva, à participação nos sacramentos. Ele é o único sacramento necessário para a salvação. Dito tudo isso, peçamos a graça de vivermos as promessas do nosso Batismo todos os dias de nossa vida. </p>



<p>Salve Maria!</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading">Referências</h4>



<ol class="wp-block-list"><li>TRESE, Leo John. A fé explicada / Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez – 7ª ed. – São Paulo: Quadrante, 1999. P. 268</li><li>CIC, 1217</li><li>CIC, 1224</li><li>Rm 6, 3-4</li><li>CIC, 1229</li><li>Jo 3, 5</li><li>Cabe ressaltar que os sacramentos não são símbolos como os outros. Eles têm uma característica que lhes é particular: têm a capacidade de produzir aquilo que simbolizam.</li><li>CIC, 1234 – 1239&nbsp;</li><li>CIC, 864</li><li>Cf. Jo 3, 5</li><li>Vide DANIEL-ROPS, Henri, 1901-1965. A Igreja dos Apóstolos e dos Mártires / Henri Daniel-Rops; tradução de Emérico da Gama. – São Paulo: Quadrante, 2014 – (Coleção História da Igreja de Cristo). Pp. 189-192</li><li>TRESE, Leo John. Op. Cit. Pp. 287-288; CIC, 1258-1260</li><li>CIC, 1261</li><li>CIC, 1264</li><li>CIC, 1265</li><li>CIC, 1271</li><li>CIC, 1272</li><li>CIC, 1274</li></ol>
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		<title>Sacramento da Confirmação na Igreja Primitiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2020 20:38:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Confirmação]]></category>
		<category><![CDATA[Patrística]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Sacramento da Confirmação" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Sacramento-da-Confirmação-na-Igreja-Primitiva-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>O sacramento da confirmação é encontrado em passagens bíblicas como Atos 8, 14–17; Atos 9, 17; 19, 6 e Hebreus 6, 2. Estas passagens nos falam de uma certa imposição de mãos com o objetivo de conceder o Espírito Santo. A passagem de Hebreus 6, 2 é especialmente importante porque não é um relato narrativo [&#8230;]</p>
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<p>O sacramento da confirmação é encontrado em <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/o-sacramento-do-crisma-na-sagrada-escritura/">passagens bíblicas</a> como Atos 8, 14–17; Atos 9, 17; 19, 6 e Hebreus 6, 2. Estas passagens nos falam de uma certa imposição de mãos com o objetivo de conceder o Espírito Santo.</p>



<p>A passagem de Hebreus 6, 2 é especialmente importante porque não é um relato <em>narrativo</em> de como a confirmação foi dada, mas a passagem se refere à confirmação como um dos ensinamentos básicos do cristianismo — o que é esperado, uma vez que a confirmação, como o batismo, é um sacramento de iniciação à vida cristã — e, por isso mesmo, não pode ser descartada por aqueles que rejeitam o sacramento como algo exclusivo da era apostólica.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Pelo que, transpondo os ensina­mentos elementares da doutrina de Cristo, procuremos alcançar-lhe a plenitude. Não quere­mos agora insistir nas noções fundamentais da conversão, da renúncia ao pecado, da fé em Deus, a doutrina dos vários batismos*, da imposição das mãos, da ressurreição dos mortos e do julgamento eterno.</p><cite>Hebreus 6, 1-2</cite></blockquote>



<p>Observe como nesta passagem somos levados a percorrer os estágios sucessivos da jornada cristã — arrependimento, fé, batismo, confirmação, ressurreição e julgamento. Esta passagem resume a jornada do cristão em direção ao céu e nos dá o que os teólogos chamam de ordem da salvação, <em>ordo salutis</em>. São &#8220;<em>os ensinamentos elementares</em>&#8221; da fé cristã.</p>



<p>A imposição de mãos que é mencionada nessa passagem é certamente o sacramento da confirmação: Os outros tipos de imposição de mãos (para ordenação e cura) não são feitos para todo e qualquer cristão e dificilmente se qualificam como parte da ordem da salvação.</p>



<p>Como mostram as passagens a seguir, dos Santos Padres, estes primeiros escritores cristãos também reconheceram a confirmação como um sacramento distinto do batismo, mesmo que geralmente fosse dado simultaneamente ao batismo. Suas palavras falam poderosamente sobre essa unção e imposição de mãos para a recepção do Espírito Santo e o papel que ela tem na iniciação cristã.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sacramento da Confirmação na Igreja Primitiva</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Tertuliano</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Exinde egressi de lavacro perungimur beriedicta unctione de pristina disciplina qua ungui oleo de cornu in sacerdotium solebant, ex quo Aaron a Moyse unctus est. unde christus dicitur a chrismate quod est unctio, quae  domino nomen accom- modavit, facta spiritalis quia spiritu unctus est a deo patre: sicut in Actis, Collecti sunt enim vero in ista civitate adversus sanctum filium tuum quem unxisti. Sic et in nobis carnaliter currit unctio  sed spiritaliter proficit, quomodo et ipsius baptismi carnalis actus quod in aqua mergimur, spiritalis effectus quod delictis liberamur.</p></blockquote>



<p><em>“Depois disso, quando emitimos a partir da fonte, nós somos completamente ungidos com uma unção abençoada, (uma prática derivada) da antiga disciplina, onde ao entrar no sacerdócio, então estavam acostumados a serem ungidos com óleo de um chifre, desde que Aarão foi ungido por Moisés [Êxodo 30, 22-30]. Donde Aarão é chamado de ‘Cristo’, do ‘crisma’, que é ‘a unção;’. que, quando feito espiritualmente, forneceu um nome apropriado para o Senhor, porque Ele era ‘ungido’ pelo Espírito de Deus, o Pai, como está escrito em Atos: ‘pois, na verdade eles estavam reunidos nesta cidade contra o teu Santo Filho a quem Tu ungiu” [Atos 4, 27]. Assim, também, no nosso caso, a unção vai carnalmente (isto é, no corpo), mas os ganhos espiritualmente, da mesma forma que o próprio ato de batismo também é carnal, no qual somos mergulhados na água, mas o efeito é espiritual, em que somos libertos do pecado.” (Tertuliano, Sobre o Batismo, 7)</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Santo Hipólito de Roma</h3>



<p>“<em>O bispo, impondo a mão sobre eles, deve fazer uma invocação, dizendo: ‘Ó Senhor Deus, que os fez dignos do perdão dos pecados através da lavagem do Espírito Santo até o renascimento, enviai a eles a tua graça, para que possam servi-lo de acordo à sua vontade, pois há glória a ti, para o Pai, e do Filho com o Espírito Santo, na Santa Igreja, agora e pelos séculos dos séculos. Amen.’ Então, vertendo o óleo consagrado em sua mão e impondo-a  sobre a cabeça do batizado, ele dirá, &#8216;Eu te unjo com óleo santo no Senhor, o Pai Todo-Poderoso, e Jesus Cristo e o Espírito Santo. Marcai-os na testa, ele deve beijá-los e dizer: ‘O Senhor esteja convosco.’ Aquele que foi marcado dirá: ‘E com teu espírito’. Assim, ele deve fazer para cada um.”</em> (Tradição Apostólica 21-22).</p>



<p>&#8220;&#8216;<em>E ela disse a suas empregadas, Traga-me óleo’. Pois a fé e o amor preparam o óleo e ungüentos para aqueles que são lavados. Mas o que eram esses ungüentos, senão os mandamentos da santa Palavra? E que foi o óleo, senão o poder do Espírito Santo, com o qual os crentes são ungidos como com pomada após a camada de lavagem? Todas essas coisas foram figurativamente representadas na bendita Susanna, por nossa causa, para que nós, que agora acreditamos em Deus não podussemos considerar as coisas que são feitas agora na Igreja como estranhas, mas acreditando que todas elas foram estabelecidas nas figuras dos patriarcas de outrora, como o apóstolo também diz: ‘Ora, estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para nossa instrução, sobre quem o fim dos mundo está chegando.’</em>”(Hipólito de Roma, Commentário sobre Daniel, 6, 18)</p>



<h3 class="wp-block-heading">São Cipriano de Cartago</h3>



<p>“<em>Alguns dizem que no que diz respeito àqueles que foram batizados em Samaria que, quando os apóstolos Pedro e João foram lá, apenas as mãos foram impostas sobre eles para que eles pudessem receber o Espírito Santo, e que eles não foram re-batizados. Mas vemos, queridos irmãos, que esta situação em nada diz respeito ao presente caso. Aqueles em Samaria que haviam crido tinha acreditado na verdadeira fé, e foi pelo diácono Filipe, a quem esses mesmos apóstolos tinham enviado para lá, que eles tinham sido batizados dentro da Igreja&#8230; Desde então, eles já tinham recebido o batismo legítimo e eclesiástico, não era necessário batizá-los novamente. Ao contrário, somente o que estava faltando foi feito por Pedro e João. A oração foi  feita sobre eles e as mãos foram impostas sobre eles, o Espírito Santo foi chamado e foi derramado sobre eles. Esta é até agora a prática entre nós, de modo que aqueles que são batizados na Igreja, em seguida, são levados para os prelados da Igreja, através da nossa oração e da imposição das mãos, eles recebem o Espírito Santo e são aperfeiçoados com o selo do Senhor</em>”. (Epistola 73 [72], 9).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Orígenes de Alexandria</h3>



<p><em>“E não se surpreenda que este santuário é reservado somente para os sacerdotes. Pois todos aqueles que foram ungidos com o óleo da crisma tornaram-se sacertdotes, como também Pedro diz a toda a Igreja: &#8220;Vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa”. (1 Pedro 2, 9). Portanto, vocês são um ‘povo sacerdotal’, e por conta disso você abordam as coisas sagradas.”</em> (Homilia sobre o Levítico 9)</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Santo Agostinho</strong></h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Et vos unctionem habetis a sancto, ut ipsi vobis manifesti sitis. Unctio spiritalis ipse Spiritus sanctus est, cuius sacramentum est in unctione visibili.</p></blockquote>



<p>“<em>E você tem a unção do Santo, que pode ser manifesta a vós mesmos  (1 João 2:20). <strong>A unção espiritual é o próprio Espírito Santo, do qual o sacramento é a unção visível</strong></em>.” (Dez Homilias sobre a Epístola de São João para os Partos, 3, 5)</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Accessit baptismum et aqua quasi conspersi estis, ut ad formam panis veniretis. Sed nondum est panis sine igne. Quid ergo significat ignis, hoc est chrisma olei? Etenim ignis nutritor Spiritus Sancti est sacramentum.</p></blockquote>



<p>“<em>Batismo e a água tiveram. Você foi transpassado, por assim dizer, de modo que você pôde vir na forma de pão. Mas ainda não é pão, sem fogo. O que, portanto, o fogo representa? <strong>É a crisma. Pois o óleo de nosso fogo é o sacramento do Espírito Santo</strong></em><strong>.</strong>” (Agostinho, Sermão 227, 1 (c. 420 dC)</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Cur ergo ipsi capiti, unde illud unitatis descendit unguentum, id est, amoris fragrantia spiritalis; cur, inquam, ipsi capiti resistitis testanti et dicenti: Praedicabitur in nomine eius poenitentia et remissio peccatorum per omnes gentes, incipientibus ab Ierusalem? Et in hoc unguento sacramentum Chrismatis vultis interpretari; quod quidem in genere visibilium signaculorum sacrosanctum est, sicut ipse Baptismus.</p></blockquote>



<p>“<em>Por que, então, é o próprio chefe, de onde que a unção de unidade descende, isto é, a fragrância espiritual de amor fraternal, Por que, eu digo, é o próprio Chefe que se expõe a sua resistência, ao mesmo tempo que atesta e declara que “o arrependimento e a remissão dos pecados deve ser pregado em Seu nome entre todas as nações, começando por Jerusalém”? E por esta unção se deseja que o sacramento da crisma seja entendido, o que é realmente santo como entre as classes de sinais visíveis, como o próprio batismo&#8230;”</em> (Agostinho, Cartas de Petilian o Donatista, 2,104:239)</p>



<h3 class="wp-block-heading">São Basílio Magno</h3>



<p><em>“Das crenças e práticas se geralmente aceitas ou publicamente estimadas que são preservadas na Igreja, algumas que possuimos derivadas do ensino de escrito, outras que recebemos que nos foram entregues ‘em um mistério’ pela tradição dos Apóstolos; e ambas em relação a verdadeira religião tem a mesma força. E estes ninguém vai contradizer; ninguém, em todos os casos, que é até mesmo moderadamente versados nas instituições da Igreja. Pois estávamos tentando rejeitar tais costumes como não tendo autoridade escrita, sobre o fundamento de que a importância que eles possuem é pequena, nós devemos acidentalmente ferir o Evangelho nestas questões, especialmente, ou melhor, deve fazer a nossa definição pública de uma mera frase e nada mais… Qual dos santos nos deixou por escrito as palavras da invocação ao apresentar o pão da Eucaristia e o cálice de bênção? Pois nós não estamos, como é bem sabido, contentes com o que o apóstolo ou o Evangelho gravou, mas ambos em prefácio e a conclusão adicionamos outras palavras, como sendo de grande importância para a validade do ministério, e estas que derivam de ensino não escrito . Além disso, nós abençoamos a água do batismo e o óleo do crisma, e, além disso catecúmeno que está sendo batizado. Com que autoridade escrita que fazemos isso? Não é a nossa autoridade tradição silenciosa e mística? Não, por qual palavra escrita a unção do óleo é ensinada? E de onde vem o costume de batizar três vezes? E quanto aos outros costumes do batismo de qual Escritura podemos derivar a renúncia de Satanás e seus anjos? Isso não vem de um ensinamento inédito e secreto que nossos pais guardram em um silêncio fora do alcance da intromissão  de curiosos e da investigação inquisitiva?… Da mesma maneira, os apóstolos e pais que estabeleceram as leis Igreja do início, assim, guardaram a terrível dignidade dos mistérios em segredo e silêncio, para o que é divulgado no exterior de forma aleatória entre o povo comum, não é mistério.”</em> (Sobre Espírito Santo, Capítulo 27)</p>



<p>“<strong><em>Nós também</em></strong><strong><em>&nbsp;abençoamos a água do batismo, o óleo da unção, e até mesmo os próprios batizados</em></strong><em>.</em><em>&nbsp;Por virtude de quais escritos? Não é em virtude da tradição protegida, secreta e escondida? De verdade! Mesmo o óleo da unção, o que a palavra escrita tem ensinado sobre isso? A tripla imersão, de onde ela vem? E tudo o que rodeia o batismo: a renúncia a Satanás e seus anjos de qual Escritura é que isso veio? [&#8230;] Não é daquele ensino mantido privado e secreto, que os nossos pais guardaram em silêncio, protegidos da ansiedade e curiosidade, sabendo muito bem que guardando tranquilos, salvam caráter sagrado dos mistérios? Pois, como seria razoável divulgar escrevendo a instrução, o que não é permitido para os não iniciados contemplarem?</em>” (Basílio, o Grande, sobre o Espírito Santo, 15, 35 (c. 375 dC))</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>São Cirílo de Jesusalém</strong></h3>



<p>“<em>Mas cuidado ao supor que isso seja uma unção simples. Porque, assim como o Pão da Eucaristia, após a invocação do Espírito Santo não é mais simplesmente pão, mas o Corpo de Cristo, assim também esta unção santa não é mais uma simples unção, nem (por assim dizer) ações ordinárias, depois de invocação, mas é dom da graça de Cristo, e, com o advento do Espírito Santo, faz-se apto a transmitir a Sua natureza divina. Que a unção é aplicada simbolicamente na sua testa e seus outros sentidos, e enquanto o seu corpo é ungido com o ungüento visível, sua alma é santificada pelo Santo e vivificante Espírito</em>.” (Leituras catequéticas 21, 3)</p>



<p>“‘<em>Você ungiu minha cabeça com óleo’(Salmo 22:05). Com óleo ungiu a cabeça em cima de sua testa, pelo selo que você tem de Deus; que pode ser feito pela gravação do sinal, a Santidade a Deus</em>.” (Leituras Catequéticas 22, 7)</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>São Gregório Magno</strong></h3>



<p><em>“Também chegou aos nossos ouvidos que alguns têm sido ofendidos pelos nossos presbíteros que têm proibido tocar com o crisma aqueles que estão para ser batizado. E nós, na verdade agimos de acordo com o antigo uso da nossa Igreja, mas, se houver são, na verdade aqui angustiado, nós permitimos que, quando há a falta de bispos, presbíteros podem tocar com o crisma, mesmo em suas testas, aqueles que serão batizado.”</em> (Carta ao Bispo Januário, Livro 4, n º 26)</p>



<h3 class="wp-block-heading">São Teófilo de Antioquia</h3>



<p><em>“E sobre o seu riso sobre mim e me chamando de ‘cristão’, você não sabe o que está dizendo. Primeiro, porque o que é ungido é doce e útil, e longe de ser desprezível. Pois qual navio pode ser útil e em condições de navegar, a menos que ser primeiro calafetados [ungido]? Ou qual castelo ou casa é bonita e útil quando ainda não foi ungida? E o homem, quando ele entra nesta vida ou no ginásio, não é ungido com óleo? E qual trabalho tem um tanto enfeite quanto beleza a menos que seja ungido e polido? Então, o ar e tudo o que há debaixo do céu está de certa forma ungido pela luz e o espírito; e você está disposto a ser ungido com o óleo de Deus? Portanto, somos chamados cristãos spor este motivo, porque somos ungidos com o óleo de Deus.”</em> (Teófilo de Antioquia, a Autólico, I, 12)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Leão Magno</h3>



<p><em>“No batismo o sinal da cruz faz reis de todos os que renasceram em Cristo, e a unção do Espírito Santo, consagra-os sacerdotes. Assim, além das obrigações específicas de nosso ministério, qualquer cristão que tem os dons da compreensão racional e espiritual sabe que ele é um membro de uma raça real e as ações no ofício sacerdotal. Para o que poderia ser mais real do que uma alma que, submetendo-se a Deus torna-se governante de seu próprio corpo? Ou o que mais sacerdotal quando consagra uma consciência pura para com Deus e oferta no altar de seu coração o sacrifício imaculado de sua devoção?”</em> (São Leão Magno, Sermão 4).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Papa Cornélio </strong></h3>



<p>“<em>Mas Satanás, que entrou e habitou nele por um longo tempo, tornou-se ocasião de sua crença. Sendo entregue pelos exorcistas, ele caiu em uma doença grave, e como ele parecia prestes a morrer, ele recebeu o batismo por aspersão, na cama onde ele estava deitado; se de fato, podemos dizer que tal pessoa o recebeu. E quando ele foi curado de sua doença ele não recebeu as outras coisas que são necessárias ter de acordo com o cânon da Igreja, até mesmo ser selado pelo bispo. E como ele não recebeu isso, como ele poderia receber o Espírito Santo?” </em>(Papa Cornélio para Fábio; fragmento na História Eclesiástica de Eusébio 6, 43:14)</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Santo Ambrósio</strong></h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Unde repete quia accepisti signaculum spiritale, spiritum sapientiae et intellectus, spiritum consilii atque virtutis, spiritum cognitionis atque pietatis, spiritum sancti timoris (Esai. XI, 2): et serva quod accepisti. Signavit te Deus Pater, confirmavit te Christus Dominus; et dedit pignus Spiritus in cordibus tuis, sicut Apostolica lectione didicisti (II Cor. V, 2).</p></blockquote>



<p><em>“E então, lembre-se que você recebeu o selo do Espírito, o espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de piedade, e o Espírito Santo de temor, e preserve no que você recebeu. Deus Pai te selou, Cristo o Senhor fortaleceu e deu o penhor do Espírito em seu coração, como você aprendeu na lição do Apóstolo.”</em> (Ambrose, Sobre os Mistérios, 7, 42)</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Constituições apostólicas</strong></h3>



<p><em>“Agora, a respeito do batismo, bispo ou presbítero, temos já determinada direção, e, agora, nós dizemos que tu deve assim batizar como o Senhor nos ordenou, dizendo: ‘Ide, ensinai todas as nações, batizando-os em nome do pai, e do Filho, e do Espírito Santo (ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado)’ do Pai que enviou, de Cristo, que veio, do Consolador que testemunhou. Mas tu deve de antemão ungir a pessoa com o óleo santo, e depois batizá-la com a água, e na conclusão deve selar ele com a unção, que a unção com óleo possa ser a participação do Espírito Santo, e a água o símbolo da morte de Cristo, e a unção o selo dos pactos. Mas, se não há nem óleo, nem unção, a água é suficiente tanto para a unção, e para o selo e para a confissão de que ele está morto, ou mesmo está morrendo juntamente com Cristo.”</em> (Constituições Apostólicas 7, 2:22)</p>



<h3 class="wp-block-heading">São Cirílo de Alexandria</h3>



<p><em>“A água viva do santo Baptismo é dada a nós como que na chuva e, o Pão da Vida, como se o trigo e o sangue como se vinho. Além disso também há o  uso de óleo, usado aperfeiçoar aqueles que foram justificadas em Cristo através de santo batismo.”</em> (Cirilo de Alexandria, comentário sobre os Profetas Menores 32)</p>



<p>— Se você quer conhecer melhor a vida e a obra dos Santos Padres, não deixe de conferir o curso de <a class="thirstylink" target="_blank" title="Patrística" href="https://cooperadoresdaverdade.com/dica/patristica/" data-shortcode="true">Introdução à Patrística e à Patrologia</a>. </p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>*Vários batismos: trata-se aqui sem dúvida dos dois batismos, o de João Batista e o sacramento instituído por Jesus.</em></p>
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		<title>Com que frequência os santos se confessavam?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2020 15:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Penitência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Com-que-frequência-os-santos-se-confessavam.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Com que frequência os santos se confessavam" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Com-que-frequência-os-santos-se-confessavam.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Com-que-frequência-os-santos-se-confessavam-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Com-que-frequência-os-santos-se-confessavam-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Com-que-frequência-os-santos-se-confessavam-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Com-que-frequência-os-santos-se-confessavam-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>As almas mais santas são as que mais assiduamente frequentam o sacramento da Confissão. Pode-se crer que algumas já não cometem pecado leve consciente ou voluntário. Que matéria então têm para acusar tão assiduamente ? Não seria absurda a sua praxe? O assunto agora abordado tem certa afinidade com a questão das «imperfeições morais», que [&#8230;]</p>
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<p><em>As almas mais santas são as que mais assiduamente frequentam o sacramento da Confissão. Pode-se crer que algumas já não cometem pecado leve consciente ou voluntário. Que matéria então têm para acusar tão assiduamente ? Não seria absurda a sua praxe?</em></p>



<p>O assunto agora abordado tem certa afinidade com a questão das «imperfeições morais», que já foi considerada em «P. R.» 48/1961, qu 3 Trata-se, em última análise, de saber se de fato pode haver algum deslize moral que esteja isento de culpa e, por conseguinte, não seja de modo algum matéria do sacramento da Confissão.</p>



<p>Já no citado artigo de «P. R.» dissemos que a escolha voluntária de um ato menos perfeito em lugar de outro mais perfeito constitui pecado, desde que seja devida a covardia ou descaso. Pergunta-se agora se a omissão de um ato mais perfeito ou a prática de ato menos perfeito devem ser tidas como pecados, desde que o individuo proceda sem deliberar previamente ou de maneira inconsciente. Em outras palavras: a índole inconsciente, repentina, indeliberada, de uma atitude pode torná-la isenta de culpa?</p>



<p>Em resposta, observaremos os seguintes itens:</p>



<p>1) De maneira geral, é preciso precaver-se contra a tendência, assaz comum em nossos dias, a julgar que o pecado não existe ou, ao menos, é coisa rara; o homem moderno apresenta por vezes, frente ao pecado, uma consciência assaz embotada, como notava o Santo Padre Pio XII em uma de suas alocuções:</p>



<p>«Talvez hoje o grande pecado do mundo seja o fato de que os homens começaram a perder a noção do pecado» (Ao Congresso de Catequistas dos<strong>&nbsp;</strong><strong>EE.UU.i 26/X/1946;</strong>&nbsp;Atti e Discorsi di Pio XII, v.<strong>&nbsp;</strong><strong>VIII&nbsp;</strong>pág.<strong>&nbsp;398).</strong></p>



<p>Fazendo eco a estas palavras, o escritor francês E. Gilson dissertava sobre o desmoronamento da Moral em nossos dias nos seguintes termos: O que caracteriza nossa época não é a multiplicação dos pecadores, mas o desaparecimento do pecado» (cf «Documentation Catholique», 20/IV/1952, col. -457).</p>



<p>2) Em particular com referência aos movimentos da natureza ou da sensibilidade humana que antecedem qualquer deliberação da vontade e por isto parecem subtraídos à liberdade e à responsabilidade da pessoa, note-se:</p>



<p>A sensibilidade e suas tendências ou reações espontâneas são, sem dúvida, algo que o homem tem de comum com os animais irracionais e irresponsáveis. No homem, porém, a sensibilidade recebe uma dignidade própria pelo fato de pertencer a um ser racional e livre. Unida à razão, ela participa, de certo modo, da liberdade que caracteriza todo ser racional, de modo que até mesmo os movimentos espontâneos da natureza humana nem sempre são meramente «mecânicos», como se diz, nem sempre são algo de puramente biológico ou fisiológico, mas têm algo de racional, de livre, de responsável&#8230; Com outras palavras: existem atos indeliberados,<strong>&nbsp;</strong><strong>no</strong>&nbsp;homem, que são indeliberados por culpa do individuo, ou seja, porque este, cedendo a negligência, não empregou os possíveis esforços para implantar em si o pleno domínio da inteligência e da livre vontade que ele poderia e deveria implantar. O homem foi feito, sim, para estender progressivamente o império de sua vontade livre sobre as diversas atitudes de seu<strong>&nbsp;</strong><strong>comportamento</strong><strong>.</strong>&nbsp;Naturalmente, isto não quer dizer que possa chegar a evitar lodo e qualquer movimento espontâneo e indeliberado. Não. Sempre ficarão, em sua conduta, ímpetos e reações que os moralistas tacharão de irresponsáveis. Contudo quem ousaria afirmar que tal ou tal impulso está totalmente isento de responsabilidade (responsabilidade ao menos atenuada ou remota)? A indisciplina geral dos sentidos frente&nbsp;<strong>à</strong>&nbsp;razão não se<strong>&nbsp;</strong><strong>devem</strong><strong>,</strong>&nbsp;muitas vezes, a omissões e descuidos habituais da<strong>&nbsp;</strong><strong>nossa</strong>&nbsp;parte?<strong>&nbsp;</strong><strong>Os</strong>&nbsp;santos tiveram, e têm, a intuição de que, se houvessem correspondido mais fielmente à graça de Deus, teriam acalmado um pouco mais a sua natureza, evitando algumas de suas desregradas manifestações. É justamente essa tibieza ou lentidão habitual, mais ou menos voluntária e covarde, que os leva<strong>&nbsp;a</strong>&nbsp;afirmar a existência de pecados que outros cristãos, de consciência menos apurada ou lúcida, não chegam a perceber.</p>



<p>Não se poderia dizer que os santos, ao falar assim, exageram &#8230; Muito menos seria lícito asseverar que, ao acusarem tal ou tal falta aparentemente involuntária ou indeliberada, nada acusam de culpado e, por conseguinte, abusam do sacramento da Penitencia. — Pode haver, sim, casos de escrúpulos, perturbações nervosas, complexos de inferioridade doentios, etc.; contudo tais casos hão de ser comprovados, e não simplesmente pressupostos.</p>



<p>São estas as ideias que justificam o recurso e frequente dos santos ao sacramento da Confissão. Tal comportamento dos justos merece respeito, e não menosprezo, por parte de seus irmãos; a Deus e aos homens de Deus (principalmente àqueles que têm a graça de estado, os confessores) é que compete julgar as consciências, uma por uma individualmente.</p>



<p>A propósito vejam-se os textos em que Santo Tomás ensina que no homem a sensibilidade é “<em>rationalis per participationem</em>”, isto é, participa da dignidade da natureza intelectual e livre do homem: Suma Teológica I. II. qu. 46. a.4 e 6; qu. 56. a. 4; qu. 74, a. 3;<em> II/II</em> qu. 175, a. 2 ad 2. De Veritate qu. 25. a. 3 ad 3 e 4; De Malo qu. 7. a. 6.</p>
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		<title>Podemos comungar em favor de alguém?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2020 16:30:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eucaristia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Podemos-comungar-em-favor-de-alguém.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Podemos comungar em favor de alguém" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Podemos-comungar-em-favor-de-alguém.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Podemos-comungar-em-favor-de-alguém-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Podemos-comungar-em-favor-de-alguém-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Podemos-comungar-em-favor-de-alguém-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Podemos-comungar-em-favor-de-alguém-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Para responder devidamente, distingamos dois aspectos da S. Comunhão: pode ser considerada em sentido estrito, como recepção de um sacramento, ou em sentido largo, como um ato bom, ato da virtude de piedade. O Sacramento da Comunhão A S. Comunhão&#160;entendida precisamente como sacramento&#160;produz em quem a recebe, frutos intransferíveis. Ela constitui a participação na ceia [&#8230;]</p>
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<p>Para responder devidamente, distingamos dois aspectos da S. Comunhão: pode ser considerada em sentido estrito, como recepção de um sacramento, ou em sentido largo, como um ato bom, ato da virtude de piedade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Sacramento da Comunhão</h2>



<p>A S. Comunhão&nbsp;<strong>entendida precisamente como sacramento</strong>&nbsp;produz em quem a recebe, frutos intransferíveis. Ela constitui a participação na ceia do Senhor, o nutrimento por excelência da vida espiritual. Por conseguinte, ela realiza seus efeitos à semelhança de um alimento; ora este, quando é sadio beneficia necessariamente a quem o recebe, independentemente da vontade ou dos desejos particulares de quem come: “Todos os efeitos que o alimento e a bebida materiais exercem em favor da vida corporal, a saber, sustento, aumento, restauração e deleite, isso tudo o sacramento da Eucaristia o produz no plano da vida espiritual” (S. Tomás, S. Teol. III 79, 1c).</p>



<p>Donde se vê que é impossível renunciar aos frutos diretos que a S. Eucaristia produz no comungante, por mais que este queira ser útil ao próximo; o alimento, como alimento, aproveita imediatamente a quem o ingere, e a este só.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Os Efeitos Diretos da Eucaristia</h3>



<p>Os&nbsp;<strong>efeitos principais</strong>&nbsp;da S. Comunhão são o aumento da graça santificante e o robustecimento das faculdades a esta anexas (as virtudes infusas, os dons do Espírito Santo); diz S.S. o Papa Leão XIII; «A Eucaristia é a fonte, enquanto os outros sacramentos são os filetes da graça» (Ene. «Mirae caritatis»). Em particular, a S. Eucaristia excita o fervor da caridade; o amor afervorado, por sua vez, concorre para a destruição do pecado venial, para a remissão das penas temporais, para a extinção dos ardores da concupiscência. Em uma palavra: a S. Comunhão torna a alma mais apta a produzir generosas obras meritórias.</p>



<p>Costuma-se propor a doutrina acima afirmando que a Eucaristia torna o- homem&nbsp;<strong>cristiforme</strong>, como o Batismo o torna&nbsp;<strong>deiforme</strong>. Isto quer dizer que a alma e o corpo do comungante participam mais intimamente da perfeição de que era ornada a santíssima humanidade de Cristo em virtude da união hipostática. Na verdade, o cristão, pela frequentação da Eucaristia, reflete mais claramente a imagem do Cristo Jesus; é mais estreitamente incorporado ao Corpo Místico e adquire novo penhor da ressurreição gloriosa de seu corpo.</p>



<p>«A S. Eucaristia, diz Bérulle (+1629), é como que uma imitação do mistério da Encarnação, uma aplicação e extensão deste a cada um dos cristãos e fiéis, assim como o mistério da Encarnação é uma imitação e extensão da comunicação suprema que se dá na Santíssima Trindade» (Discours de l&#8217;état et des grandeurs de Jesus).</p>



<p>«Sim, ensina por sua vez Bossuet (+1704), Jesus assume a carne de cada um de nós quando cada um de nós recebo a d&#8217;Ele. Então Ele se torna homem em nosso favor (e em nós, poder-se-ia dizer), e Ele nos aplica a sua Encarnação» (Méditations sur l&#8217;Evangile, 32e. jour).</p>



<p>Tais efeitos se verificam todas as vezes que a alma se apresenta em estado de graça à refeição sagrada. São, como se vê, efeitos que não podem ser cedidos a outrem.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Os Efeitos Secundários da Eucaristia</h3>



<p>Os&nbsp;<strong>efeitos secundários</strong>&nbsp;do Santíssimo Sacramento são alegria e deleite provenientes de dilatação da alma, que se vai emancipando do amor próprio. Estes dois frutos, porém, não são sempre percebidos experimentalmente pelo comungante&#8230; A alma lhes pode opor obstáculos, chegando-se à S. Eucaristia após preparação negligente, solicitada por distrações mais ou menos voluntárias. Da sua parte, o Senhor pode julgar oportuno privar de deleite sensível os cristãos fervorosos, submetendo-os a purificação salutar. Como norma geral, São Boaventura ensina que uma S. Comunhão bem preparada produz mais efeitos do que numerosas comunhões feitas com negligência (In IV Sent. dist. II, punet. II, art. 2, q. II).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um pouco de História</h2>



<p>Registraram-se nos primeiros séculos casos em que os fiéis recebiam a S. Comunhão, e até mesmo o Batismo, em favor dos mortos, julgando poder suprir a não recepção do sacramento por parte de pessoas já falecidas (em 1 Cor 15,29 é possível que São Paulo aluda a esse costume). Tal praxe, porém, e sua idéia inspiradora foram reprovadas em 393 pelo concilio regional de Hipona (cân. 4). Não obstante, o abuso continuou a ser cometido, suscitando novas intervenções da autoridade da Igreja no sínodo de Auxerre (585), no sínodo Trulano (692), nos Estatutos de S. Bonifácio (745).</p>



<p>Muito afim a esse costume errôneo era a praxe, assaz difusa no séc. IV, de se dar a S. Comunhão aos moribundos, de tal modo que as espécies sagradas estivessem em sua boca quando exalassem o último suspiro ; quando não se podia dar o&nbsp;sacramento antes do desenlace final, o mesmo ainda era colocado na boca do cristão após a morte. Os fiéis queriam beneficiar-se, em grau máximo, da S. Eucaristia entendida como viático ou alimento para a grande viagem da vida eterna e como penhor da ressurreição dos corpos. Já há muito que tal praxe caiu em desuso, pois se sabe que a Eucaristia, atuando à guisa de alimento, só produz seus efeitos quando chega ao estômago de quem a ingere (é o que se dá, aliás, com o nutrimento natural; todo sacramento sendo um sinal eficaz da graça, as leis da sua eficácia se depreendem, em boa parte, do modo como esse sinal atua no plano meramente natural).</p>



<p>Movidos por semelhantes idéias, os fiéis enterravam os mortos com as sagradas espécies; principalmente os bispos eram sepultados com uma hóstia consagrada sobre o peito; lê-se, por exemplo, na Vida de S. Basílio c. 4 (ed. Migne gr. XXIX 315) que, quando estava prestes a morrer, mandou celebrar a S. Eucaristia, consumindo então uma parte do sacramento e mandando colocar outra parte dentro do seu túmulo. Também este costume foi posteriormente ab-rogado pela autoridade da Igreja, pois se prestava ao abuso e à superstição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Comunhão em favor de outros</h2>



<p>Até aqui falávamos da ação sacramental da S. Eucaristia, Demos agora um passo adiante em nossas considerações.</p>



<p>Além de ser recepção do Sacramento por excelência, o ato de comungar é um ato bom, ato de virtude. Os méritos desse ato redundam naturalmente em proveito do Corpo Místico ou da comunhão dos santos, podendo consequentemente ser aplicados a tal ou tal pessoa em particular; da mesma forma sabemos que é lícito fazer reverter em favor do próximo, seja vivo, seja defunto, os méritos de uma esmola ou de um sofrimento generosamente abraçado. A S. Comunhão, com todo o cortejo de atos fervorosos que a acompanham, tem diante de Deus grande valor para obter graças e pedir perdão. A recepção da S. Eucaristia é mesmo uma das maiores demonstrações de amor, por isto uma das obras mais agradáveis a Deus Pai e a Cristo. Por conseguinte, podem-se oferecer ao Senhor os frutos de uma boa Comunhão, rogando-Lhe que os faça redundar em proveito de determinadas pessoas ou intenções.</p>



<p>É principalmente após a recepção da S. Eucaristia, nos momentos de ação de graças, que se devem formular tais preces ao Pai do céu. Ensinam os teólogos que as orações da alma mais puramente unida a Cristo, enquanto dura a real presença do Senhor no comungante, gozam de eficácia toda especial; as preces dos fiéis são mais corroboradas pela recepção da S. Eucaristia do que pela doação de uma esmola. Donde se vê que os momentos subsequentes à S. Comunhão, por serem particularmente favoráveis à oração, devem gozar da grande estima dos cristãos.</p>
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		<title>Batismo de Crianças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2020 18:30:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Batismo]]></category>
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<p>Deve-se dizer que na antiga Igreja o batismo era frequentemente administrado a adultos — o que se entende pelo fato de que o Cristianismo se recrutava em uma sociedade preponderantemente pagã, após a pregação do Evangelho feita a adultos. Não era, porém, excluído o batismo de crianças; admite-se que se tenha verificado, por exemplo, nos casos referidos pela Sagrada Escritura em que uma família inteira era batizada: foi que se dou com Lídia, a vendedora de púrpura de Tiatira, e todos os seus (cf. At 16,15); com o guarda do cárcere de Filipes e toda a sua casa (cf. At 16,33); com Crispo, o Chefe da sinagoga de Corinto, e toda a sua família (cf. At 18,8); com Estefanaz e todos os seus (cf. 1 Cor 1,16).</p>



<p>Na literatura cristã, testemunhos muito antigos referem o batismo de crianças: S. Irineu, por exemplo, (+ cerca de 202) afirma que Nosso Senhor veio salvar «todos os que por Ele renascem para Deus: crianças, pequeninos e meninos (infantes, parvulos et puerus)» (Adv. haer. II 22,4). Orígenes (+254/55) atesta que «segundo a praxe da Igreja o batismo é dado também aos pequeninos» (In Lev h. 8,3) e nota que «a Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de conferir o batismo mesmo às crianças, pois eles sabiam que em todos (os filhos de Adão) há autênticas manchas de pecado, que devem ser canceladas pela água e pelo Espírito» (In Rom 5,9). S. Cipriano (+258) repetia este raciocínio (ep. 59,3s); o sínodo de Cartago, presidido pelo mesmo S. Cipriano em 252, mandou que em caso de necessidade as crianças fossem batizadas antes mesmo de completarem o seu oitavo dia (ep. 59,2). S. Ambrósio (+397), no livro De Abraham II 11, S. Jerônimo&nbsp;(+420), no Diálogo contra os Felagianos III 18, atestam por sua vez o costume de batizar as crianças; S. Agostinho&nbsp;(+430), na controvérsia com os Pelagianos, fazia desta praxe um dos principais argumentos da existência do pecado original em todos os descendentes de Adão (De civ. Dei 21, 14,16; In Io tr. 41,5; 80,3); julgava tratar-se de praxe dos Apóstolos (ep. 166,23).</p>



<p>O costume se conservou ininterruptamente até hoje na Igreja, sendo que os Papas e Concílios recomendaram frequentemente a urgência da administração do batismo aos pequeninos. A razão desta tese é assaz clara: «Deus quer que todos os homens sejam salvos» (1 Tim 2,4), mesmo as criancinhas. Ora entre os meios de salvação o Senhor incluiu explícita e categoricamente o batismo : «Quem não renascer da água e do Espírito Santo, não poderá entrar no reino de Deus» (Jo 3,5), ou; «Quem crer e for batizado, será salvo; quem não crer, será condenado» (Mc 16,16), Sendo assim, visto que as crianças podem morrer a qualquer momento, procura-se-lhes administrar o batismo sem demora alguma.</p>



<p>Verdade é que os pequeninos não são capazes de conceber a fé ou crer. Isto, porém, não impede que sejam capazes de receber o batismo. Com efeito, a fé é mera disposição, ao passo que a ação purificadora e santificante se deve&nbsp;aosacramento; este, portanto, pode ser conferido sem aquela a sujeitos incapazes de conceber a fé. Assim como sem cooperação de sua parte as crianças são afetadas pelo pecado original, assim sem cooperação são libertadas do pecado e revestidas da graça do Salvador. Há mesmo nelas a exigência interpretativa do batismo, isto é, supõe-se que, se tivessem conhecimento de causa, pediriam decididamente o batismo, pois é este que lhes outorga o inicio da vida eterna ou da bem-aventurança celeste. Sem o batismo, as crianças não são condenadas ao inferno (o que não seria justo da parte de Deus), mas, afetadas pelo pecado original, carentes da graça santificante, não gozam da filiação divina, ficando por isto excluídas da bem-aventurança celeste, herança dos filhos de Deus; julga-se que (a menos que Deus queira empreender a salvação das crianças por vias a nós desconhecidas) vão para o limbo, onde gozam de felicidade meramente natural, prêmio este inferior àquele que o Senhor destina a todos os justos (a visão de Deus face a face).</p>



<p>Quanto à fé, a Igreja, no caso dos pequeninos, a supre; são batizados «por extensão da fé da Igreja», como explica S. Tomás, repetindo palavras de S. Agostinho (ep. 98,5):</p>



<p>“As crianças são levadas a receber a graça do Espírito não tanto por aqueles cujas mãos as carregam (embora por esses, caso sejam bons e fiéis), quanto pela sociedade inteira dos santos e dos fiéis&#8230; A fé de um cristão, antes, a fé da Igreja toda, é útil&nbsp;à criança por obra do Espírito Santo, que faz a união da Igreja e comunica a uns os bens de outros” (S. Teol. III 68, 9 ad 3).</p>



<p>Quando a criança atinge a idade da razão, dá-se-lhe a instrução religiosa, a fim de que conceba a reta fé e a professe devidamente; ela então renova as promessas do batismo, que em seu nome fizeram os respectivos padrinhos. Naturalmente deve-se desejar que a catequese dos adolescentes batizados seja eficiente, apta a formar bons cristãos, de modo que o gérmen da graça santificante, depositado prèviamente na alma pelo batismo, não venha a ser frustrado. É este desejo que leva a Igreja a não batizar crianças à revelia dos respectivos pais ou sem que haja esperança de se dar posteriormente instrução católica aos jovens batizados (excetuam-se apenas os casos de morte, pois então prevalece o direito da criança à salvação eterna).</p>



<p>Dir-se-á talvez que é injusto batizar as crianças sem o seu consentimento, impondo-se-lhes, sem consulta prévia, os graves deveres religiosos decorrentes do sacramento (Erasmo de Rotterdam,&nbsp;+1536, por exemplo, admitia o batismo dos pequeninos, mas queria que o ratificassem ao chegarem a idade adulta; caso não o quisessem, deveriam ser considerados isentos das respectivas obrigações).</p>



<p>Em resposta, observar-se-á&nbsp;que o dever de renunciar a Satanás e observar a Lei de Deus não depende estritamente de alguma lei positiva, mas é ditado pela própria lei natural, lei que fala dentro de todo indivíduo antes que peça e receba o batismo; assim como todo homem por lei é obrigado a aderir a Deus (ao Deus único, que se revelou por Cristo) e a se esforçar por conseguir sua salvação eterna, assim também é consequentemente obrigado por lei natural a receber o batismo (caso este se lhe torne acessível). Donde se vê que não se faz injúria à criança, conferindo-se-lhe o batismo quando ainda não pode dispor de si; ao contrário, presta-se-lhe grande favor, pois lhe é destarte possibilitada à entrada no reino dos céus; é-lhe mesmo assegurada a salvação para os anos anteriores ao uso da razão; quanto aos deveres, não se lhe impõe nenhum ao qual o pequenino não esteja, por sua natureza mesma, obrigado de maneira imediata ou mediata. Caso o cristão batizado, chegando à idade do discernimento, rejeite os encargos do seu batismo, incorre em um mal menor do que a perda da visão beatífica (a qual seria de prever, caso morresse sem o sacramento).</p>



<p>Não se pode negar que, no decorrer da história da Igreja, se fizeram ouvir vozes e escolas contrárias ao batismo das crianças. Contudo sempre foram consideradas errôneas ou heréticas. Poder-se-ia traçar a seguinte lista:</p>



<p>&#8211; nos séc. III/IV vários cristãos queriam diferir o batismo até a idade de se casarem ou até que se acalmasse o fogo das paixões da adolescência; temiam manchar a inocência batismal (cf. Tertuliano, De baptismo 18). A motivação era, sem dúvida, fraca; o cristão deve ter a santa ousadia de aceitar os dons de Deus, sabendo que o Senhor sempre concede a graça necessária para se evitar o pecado. Os bispos e teólogos desaprovaram categòricamente tal tendência a adiar o batismo, pois equivalia a tentar a Deus, expondo a pessoa temerariamente a perder a salvação eterna;</p>



<p>&#8211; no séc. m a seita dos&nbsp;<strong>Hieracitas</strong>, propugnando exageradamente &nbsp;a mortificação da carne, julgava que o batismo de nada serve às crianças, pois estas ainda não podem praticar a ascese (cf. S. Agostinho, Haer. 48). Já atrás demonstramos em que termos os pequeninos são capacitados para o batismo;</p>



<p>&#8211; no séc. V a escola dos&nbsp;<strong>Pelagianos</strong>&nbsp;negava o pecado original e, por conseguinte, a necessidade do sacramento para as crianças. Já vimos como S. Agostinho, exprimindo a doutrina comum da cristandade, se insurgiu contra tais opiniões;</p>



<p>&#8211; no séc. XII Pedro de Bruys, fundador da seita dos&nbsp;<strong>Valdenses</strong>, não admitia o batismo dos pequeninos, por não poderem estes conceber a fé; julgava mesmo serem as crianças incapazes de se salvar (!);</p>



<p>&#8211; no séc. XVI, oposição forte surgiu por parte dos&nbsp;<strong>Anabatistas</strong>&nbsp;(= Rebatizadores), encabeçados por Tomaz Münzer e os «profetas» de Zwickau, em 1523-1525; rebatizavam todos os que a eles aderiam após haverem sido batizados em idade infantil. Calvino os desaprovava (Institution de la religion chrétienne, ed. Pannier III. Paris 1938, 224s); também os reprovavam os luteranos da «Confissão Augustana» (cf. art. 9). De resto, Lutero, Calvino e Zwingli, os chefes do movimento protestante, conservaram o uso tradicional de conferir o batismo às crianças;</p>



<p>&#8211; por fim, no séc. XVII os <strong>Batistas</strong>, seguindo John Smyth (cf. «Pergunte e Responderemos» 7/1957, qu. 17), fizeram do batismo conferido exclusivamente a adultos e por via de imersão uma das instituições fundamentais de sua denominação religiosa. Admitem que as crianças mortas sem tal rito se salvem, o que logicamente deveria implicar em negação do pecado original. A posição dos Batistas só se sustenta se se considera o batismo como mero rito exterior ou ato de agregação jurídica à comunidade. Os Batistas do séc. XVII e seus continuadores contemporâneos não podem dizer que formam uma só «Igreja» com os diversos tipos de «Batistas» mencionados na lista acima; o traço que os assemelha a esses é meramente acidental; a teologia dos Batistas modernos, que se baseia toda na tese da justificação nominal, devida à fé e inamissível, é inspirada pelos princípios de Lutero e Calvino, e difere incontestàvelmente das ideologias dos hereges antigos e medievais; não há continuidade doutrinária entre uns e outros.</p>



<p>Quanto ao batismo por imersão, era geralmente praticado na Igreja antiga, por simbolizar muito vivamente os conceitos, essenciais a este sacramento, de morte (descida na água) e ressurreição (ascensão da água) com Cristo. A imersão, porém, não era o único rito em uso; seria difícil crer que os três mil convertidos no dia solene de Pentecostes em Jerusalém (cidade em que a água era escassa; cf. 4 Rs 20,20) hajam sido batizados por imersão (cf. At 2,41); muito menos se concebe que o carcereiro batizado com toda a sua família na prisão de Filipes tenha sido mergulhado na água (cf. At 16,33); o mesmo se deve talvez dizer do sacramento administrado por São Pedro na casa do centurião Cornélio (cf. At 10,47s).</p>



<p>Em favor do batismo por imersão costuma-se citar a etimologia da palavra batismo: esta, dizem, vem do grego baptizein, verbo que significava primitivamente sepultar. Sabe-se, porém, que na linguagem grega posterior, principalmente na do Novo Testamento (assim como na tradução do Antigo Testamento dita dos LXX), baptizein tem o significado de lavar, purificar, às vezes mesmo em sentido meramente figurado. Assim é que Jesus designa a descida ou infusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos como um batismo (cf. At 1,5) : também apresenta sua Paixão como um batismo (cf. Lc 12,50). É vão, portanto, o argumento etimológico.</p>



<p>No fim do séc. I, o pequeno ritual intitulado «Didaqué» atesta que, em caso de necessidade, o batismo podia ser validamente administrado também por infusão, ou seja, por tríplice derramamento de água sobre a cabeça do neófito (cf. c. 7). É de crer que o batismo não pudesse ser conferido aos doentes ou «clínicos» senão por infusão ou aspersão, ritos estes que S. Cipriano explicitamente assevera válidos (cf. ep. 69,12).</p>



<p>Entre os cristãos do Ocidente, foi prevalecendo, por motivos de ordem prática (tratava-se de forma acidental da administração do sacramento), o rito de infusão ou derramamento de água, suficiente para exprimir a idéia de loção ou purificação espiritual, que é essencial ao sacramento do batismo; desde que a água toque o corpo e sobre este escorra, tem-se o simbolismo sacramentai, tornando-se então acidentais a quantidade de água e ulteriores modalidades do contato (imersão, infusão ou aspersão). A Igreja Católica não tem dificuldade em reconhecer a validade do batismo de imersão, o qual continua em uso entre os orientais unidos a Roma. Como, porém, aplicar tal dito a doentes, encarcerados, crianças recém-nascidas ou ainda existentes no seio materno ou a neófitos dos desertos e das regiões polares? Não há dúvida, forçoso então é recorrer à infusão ou à aspersão. Donde se infere que a validade do sacramento não está necessariamente ligada a um ou outro desses ritos.</p>



<p>Note-se que até 1653 os Arminianos ou Batistas Gerais ingleses administravam o batismo por infusão. Ainda hoje algumas igrejas batistas, tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos da America (haja vista a «Northern Baptist Convention of U.S.A.»), recusam-se a considerar o rito de imersão como condição essencial para a agregação à Igreja.</p>



<p>A título de complemento, vai aqui citada a última instrução da Santa Sé referente ao batismo das crianças:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Implantou-se em certos lugares o costume de retardar a administração do batismo por pretensas razões de comodidade ou de caráter litúrgico. Tendem a favorecer esse adiamento algumas opiniões, inteiramente destituídas de fundamento sólido, relativas ao destino eterno das crianças mortas sem o batismo.</p><p>Por esse motivo esta Sagrada Congregação (do Santo Ofício), com a aprovação do Soberano Pontífice, adverte aos fiéis que as crianças devem ser batizadas o mais cedo possível, conforme prescreve o cânon 770. Exorta igualmente os párocos e pregadores a impelirem ao cumprimento desta obrigação.</p><p>Dado em Roma, na Sede do Santo Oficio, no dia 18 de fevereiro de 1958.</p><p>Artur de Jorio, Secretário”</p></blockquote>
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		<title>A Eucaristia e a ressurreição do corpo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2020 15:29:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eucaristia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/A-Eucaristia-e-a-ressurreição-do-corpo.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="A Eucaristia e a ressurreição do corpo" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/A-Eucaristia-e-a-ressurreição-do-corpo.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/A-Eucaristia-e-a-ressurreição-do-corpo-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/A-Eucaristia-e-a-ressurreição-do-corpo-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/A-Eucaristia-e-a-ressurreição-do-corpo-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/A-Eucaristia-e-a-ressurreição-do-corpo-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(Por: Scott Hahn — St. Paul Center. Tradução por: Petter Martins) Bem antes de subir a via íngreme para o Calvário, Jesus disse a seus discípulos como nossa ressurreição aconteceria: &#8220;Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente.&#8221; (João 6,51).   E o que é esse pão?&#160;Jesus nos diz na mesma linha: &#8220;E o [&#8230;]</p>
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<p>(Por:<a href="https://www.thecatholicthing.org/author/david-warren/"> </a><a rel="noreferrer noopener" aria-label=" (abre numa nova aba)" href="https://stpaulcenter.com/the-eucharist-and-the-resurrection-of-the-body/" target="_blank">Scott Hahn</a> — <a rel="noreferrer noopener" aria-label=" (abre numa nova aba)" href="https://stpaulcenter.com/the-eucharist-and-the-resurrection-of-the-body/" target="_blank">St. Paul Center</a>. Tradução por: <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/autor/pettermartins/">Petter Martins</a>) Bem antes de subir a via íngreme para o Calvário, Jesus disse a seus discípulos como nossa ressurreição aconteceria: &#8220;<em>Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente</em>.&#8221;<em> </em>(João 6,51).  </p>



<p>E o que é esse pão?&nbsp;Jesus nos diz na mesma linha: &#8220;<em>E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo</em>&#8221; (João 6,51).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Não é de surpreender que seus ouvintes judeus considerassem este plano de ressurreição decididamente inóspito.&nbsp;&#8220;<em>Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?</em>&#8221;&nbsp;eles perguntam (João 6,52).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Então, Jesus diz algo ainda mais específico:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.</p><cite>(João 6, 53–56)&nbsp;</cite></blockquote>



<p>Mais tarde, na Quinta-feira Santa, no Cenáculo, Ele nos mostra como isso é possível, segurando primeiro o pão e depois o cálice, dizendo: &#8220;<em>Este é o meu corpo&#8230; Este é o cálice do meu sangue&#8230;</em>&#8220;, e ordenou aos Doze que &#8220;<em>fizessem isso em memória de mim</em>&#8220;. No grego original do evangelho de Lucas, a palavra que traduzimos como &#8220;<em>memória</em>&#8221; é&nbsp;&nbsp;<em>anamnese</em>, o que significa muito mais do que simplesmente &#8220;<em>lembrar</em>&#8220;; sugere uma maneira de recordar eventos passados ​​de modo que efetivamente eles se tornem presentes. Em outras palavras, você não está repetindo a ação do passado; você está entrando nessa mesma ação.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Portanto, quando Jesus diz aos apóstolos que &#8220;<em>façam isso em memória de mim</em>&#8220;, ele está ordenando que eles ofereçam o que ele ofereceria no dia seguinte, no Calvário, e oferecerá eternamente no céu.&nbsp;Eles não estão repetindo o sacrifício.&nbsp;Eles não podem.&nbsp;Você não pode repetir o que nunca acaba.&nbsp;Eles estão fazendo presente a própria oferta perpétua de Jesus Cristo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Os apóstolos nos permitem participar do Sacrifício da Nova Páscoa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Na Eucaristia, consumimos o Cordeiro de Deus como os israelitas consumiam o cordeiro sacrificial. O Cordeiro de Deus é o Cristo ressuscitado. Em toda missa, consumimos o corpo ressuscitado e glorificado de Jesus sob a aparência de pão e vinho. Comemos a carne e bebemos o sangue do Deus que se tornou homem, morreu e ressuscitou. O corpo que comemos é o mesmo que estava pendurado na cruz, deitado na tumba e que depois ressuscitou dos mortos. Esse corpo também é o mesmo corpo que atravessou paredes, que poderia estar com os discípulos Emaús num minuto e em Jerusalém no minuto seguinte, e depois subiu ao céu para sentar-se à direita do Pai.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Porém, Deus não ressuscitou Jesus dentre os mortos e depois o recebeu de volta ao céu na Quinta-feira da Ascensão, a fim de mantê-lo escondido atrás de algum trono celestial, a salvo de todos os homens mortais maus. Jesus também não subiu ao céu para se proteger ou se esconder do mundo no santuário de seu Pai. Na verdade, a ascensão de Jesus faz dEle o santuário. Faz dEle o lugar de refúgio para todos que acreditam nele. Também faz dEle o eterno sumo sacerdote, que pode se oferecer para sempre, e sempre se doar, sempre se comunicar conosco.&nbsp;</p>



<p>Como nosso sumo sacerdote, Jesus agora está sempre se oferecendo.&nbsp;E na Santa Missa, como membros de seu corpo, adotados na família de Deus através do batismo, estamos sempre recebendo-o.&nbsp;Essa recepção torna possível o que Jesus prometeu há muito tempo: <em>que quem comeu sua carne e bebeu seu sangue não pereceria, mas teria a vida eterna</em>.&nbsp;Na Santa Comunhão, Ele entra em nossos corpos mortais, para que, por sua vez, possamos entrar em seu corpo glorificado e imortal.&nbsp;</p>



<p>Quando comemos um hambúrguer, pizza ou maçã, esse hambúrguer, pizza ou maçã se torna parte de nós.&nbsp;Nós assimilamos estes alimentos em nossos corpos.&nbsp;Mas quando consumimos o Corpo e o Sangue de Jesus na Sagrada Comunhão, acontece exatamente o oposto.&nbsp;Em vez de nós assimilarmos Jesus em nossos corpos, Ele nos assimila ao seu corpo.&nbsp;Ele não se torna parte do nosso corpo.&nbsp;Nós nos tornamos parte do corpo dEle.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>É através deste misterioso intercâmbio de Graça que a Eucaristia se torna a causa instrumental de nossa Ressurreição. A Eucaristia age em nossas almas como alimento e remédio, alimentando-nos com a vida de Deus, curando nossas almas dos efeitos do pecado venial e nos transformando, dia após dia, em santos. É a Eucaristia que nutre nossas almas, fortalece nosso compromisso com a vida da Graça e nos une a nossos irmãos, formando-nos corporativamente no Corpo de Cristo. Por fim, é a Eucaristia que impregna nosso corpo mortal com a capacidade de ser divinizado, glorificado e ressuscitado no Corpo de Cristo. Como o Catecismo coloca, a Eucaristia é “<em>a semente da vida eterna e o poder da ressurreição</em>” (CIC 1524).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>É por isso que quase todas as aparições de Cristo ressuscitado nas Escrituras acontecem no contexto de uma refeição, e quando o dia é nomeado, num domingo.&nbsp;Essas aparições — no caminho de Emaús, no Cenáculo, na Praia — têm implicações eucarísticas.&nbsp;Jesus parte o pão com seus apóstolos e alimenta seus apóstolos e, ao fazê-lo, ele nos ajuda a entender que a ressurreição transforma seu corpo em algo que agora é distribuível, comunicável e comestível.&nbsp;Seu corpo foi glorificado e sua humanidade deificada e, ao entrar em nós, cria a capacidade dentro de nós de ser glorificado e deificado, e também de ressuscitar no último dia.&nbsp;&nbsp;</p>
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