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	<title>Deus e Cristo &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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	<description>Apologética Católica</description>
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	<title>Deus e Cristo &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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		<title>O amor incondicional de Deus por você</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cooperadores]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Mar 2023 12:26:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Deus e Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Guia de Apologética]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/O-amor-incondicional-de-Deus-por-voce.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O amor incondicional de Deus por você" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/O-amor-incondicional-de-Deus-por-voce.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/O-amor-incondicional-de-Deus-por-voce-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/O-amor-incondicional-de-Deus-por-voce-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/O-amor-incondicional-de-Deus-por-voce-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/O-amor-incondicional-de-Deus-por-voce-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Algo em nosso mundo parece estar errado e todos nós sentimos isso. As coisas não são como deveriam ser, nem em nosso mundo, nem em nossos relacionamentos, e nem mesmo em nós mesmos. A falta de gentileza, generosidade e amor está em todo lugar. Somos egoístas, arrogantes e, às vezes, até cruéis. Utilizamos as pessoas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/O-amor-incondicional-de-Deus-por-voce.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O amor incondicional de Deus por você" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/O-amor-incondicional-de-Deus-por-voce.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/O-amor-incondicional-de-Deus-por-voce-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/O-amor-incondicional-de-Deus-por-voce-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/O-amor-incondicional-de-Deus-por-voce-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/O-amor-incondicional-de-Deus-por-voce-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Algo em nosso mundo parece estar errado e todos nós sentimos isso. As coisas não são como deveriam ser, nem em nosso mundo, nem em nossos relacionamentos, e nem mesmo em nós mesmos. A falta de gentileza, generosidade e amor está em todo lugar. Somos egoístas, arrogantes e, às vezes, até cruéis. Utilizamos as pessoas para nossos próprios fins e muitas vezes não conseguimos atingir nossos próprios padrões mais baixos. A Bíblia descreve isso como &#8220;pecado&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-n-o-poss-vel-escapar">Não é possível escapar</h2>



<p>O pecado é um elemento constante da condição humana. Está presente em todos nós, dentro e ao nosso redor. Nós todos pecamos, às vezes de forma grande e outras de forma pequena, mas o pecado está sempre presente.</p>



<p>Sentimos que as coisas não deveriam ser assim, que deve ter havido um momento em que as coisas estavam corretas em nosso mundo. De fato, houve um tempo assim.</p>



<p>Quando Deus criou o homem pela primeira vez, ele o fez perfeito, capaz de viver e amar de acordo com sua vontade, livre do pecado e das consequências do pecado, incluindo a morte. No entanto, nossos primeiros pais se afastaram de Deus, e desde então a humanidade tem vivido em desordem.</p>



<p>O pecado é uma violação da maneira como as coisas deveriam ser, uma violação de uma lei fundamental que Deus criou para nos trazer felicidade. Imagine como seria se todos no mundo vivessem de acordo com essa lei!</p>



<p>Infelizmente, todos nós nos afastamos da lei de Deus e consequentemente, de Deus. Se não nos voltarmos para ele, ficaremos afastados dele para sempre. No entanto, estamos presos em um ciclo de pecado e, por mais que tentemos, não conseguimos nos libertar. Não podemos fazer isso sozinhos.</p>



<p>Mas há esperança! Deus nos ama incondicionalmente e enviou seu Filho, Jesus Cristo, para morrer na cruz pelos nossos pecados. Ele oferece o perdão e a salvação para todos que se voltam para ele em arrependimento e fé. Quando nos entregamos a Deus, ele nos liberta do ciclo de pecado e nos dá um novo coração e uma nova vida. O amor de Deus por você é real e pode mudar tudo em sua vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-amor-de-deus-revelado-em-jesus-cristo">O Amor de Deus Revelado em Jesus Cristo</h2>



<p>Deus não é um ser distante e indiferente. Ele é amor, e seu amor é a razão pela qual o mundo existe e por que estamos vivos. Mesmo que estejamos quebrados e falhos, Deus nos ama incondicionalmente.</p>



<p>Este amor de Deus é revelado de forma mais completa em Jesus Cristo, seu único Filho. Jesus nasceu em Belém há 2.000 anos, e sua vida foi a prova do amor de Deus por nós.</p>



<p>Durante seu ministério, Jesus percorreu as colinas da Galiléia e da Judéia, ensinando a palavra de Deus, curando os enfermos e realizando milagres que demonstraram seu poder e amor por nós. Ele deu visão aos cegos, fez os surdos ouvirem e até ressuscitou os mortos.</p>



<p>Mas o maior ato de amor de Jesus foi morrer na cruz pelos nossos pecados. Ele levou sobre si mesmo a punição que merecíamos e, assim, abriu o caminho para que possamos ter vida eterna. Sua morte foi a prova definitiva do amor de Deus por nós.</p>



<p>Portanto, não precisamos temer a morte nem ficar presos em nossos pecados. Em Jesus, podemos ter a certeza de que somos amados e perdoados. Ele é o caminho, a verdade e a vida, e em seu nome podemos encontrar paz e salvação.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-cruz-e-a-ressurrei-o">A Cruz e a Ressurreição</h2>



<p>O sacrifício de Jesus na cruz é a maior demonstração do amor de Deus por nós. Embora ele fosse Deus na carne, Jesus não hesitou em sofrer e morrer por nós para que pudéssemos escapar de nossos pecados e viver com Deus para sempre.</p>



<p>Jesus foi chicoteado, cuspido e coroado de espinhos, e depois foi crucificado com pregos em suas mãos e pés. Ele ofereceu sua vida como um ato perfeito e puro de amor, que pagou pelos pecados de todo o mundo. Isso era algo que só Deus poderia fazer. Nenhum ser humano poderia expiar seus pecados por conta própria, mas Deus nos amou tanto que pagou o preço por nós.</p>



<p>Após a crucificação, Jesus ressuscitou dos mortos, o que serve como um sinal de esperança para todos nós. A ressurreição de Jesus nos mostra que a morte não tem a última palavra. Um dia, ele retornará e todos aqueles que amam a Deus experimentarão sua própria ressurreição gloriosa, onde a morte será destruída e viveremos eternamente no amor de Deus.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-escolha-sua">A escolha é sua</h2>



<p>O que você vai escolher? Deus nos deu o livre arbítrio, a capacidade de escolher o caminho que queremos seguir. Se alguém escolher passar a eternidade longe de Deus, Ele respeitará essa escolha. Mas a verdadeira questão é: o que você vai escolher?</p>



<p>Você escolherá uma vida de egoísmo, ganância e raiva, afastando-se de Deus? Ou escolherá abraçar o amor de Deus, mesmo quando carrega sua própria cruz, receber o perdão e a cura Dele, e viver como Ele nos ensinou &#8211; a única maneira de ser verdadeiramente feliz?</p>



<p>Se você escolher o último, precisará se tornar um seguidor de Cristo, um cristão. Para isso, você deve se arrepender de seus pecados, crer em Cristo e ser batizado. Deus entrará em sua vida e o encherá com seu Espírito Santo, guiando-o no caminho certo.</p>



<p>Fazer parte da Igreja de Cristo é uma parte importante de ser um cristão. Jesus fundou a Igreja para nos cuidar e guiar enquanto percorremos a vida. Embora seja composta por santos e pecadores, é também a fonte da graça e do verdadeiro ensinamento. Escolha seguir a Deus e fazer parte da Sua família de amor e esperança.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.</p>



<p></p>
<cite>Mt 16, 18</cite></blockquote>



<p>Jesus escolheu Pedro como líder da sua Igreja para que ela pudesse se manter firme. Pedro se tornou a rocha sobre a qual Jesus construiu sua Igreja, e por mais de dois mil anos a Igreja Católica foi liderada pelos sucessores de Pedro, os papas.</p>



<p>Desde os primeiros séculos, a Igreja Católica tem sido conhecida como &#8220;universal&#8221;, derivado da palavra grega &#8220;católico&#8221;. Essa designação é apropriada porque a Igreja Católica é o lar espiritual para todas as pessoas.</p>



<p>Embora muitas ramificações tenham surgido ao longo do tempo, é essencial que você se junte à única Igreja que Jesus fundou. Ele a estabeleceu para cuidar de suas necessidades espirituais e prometeu orientá-la e protegê-la dos portões do inferno. Ao se juntar à Igreja Católica, você se juntará a uma comunidade de fiéis que segue os ensinamentos de Jesus e segue seus caminhos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-fazer-a-partir-de-agora">O que fazer a partir de agora?</h2>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-construa-um-relacionamento-com-deus">Construa um relacionamento com Deus.</h3>



<p>Lembre-se sempre do amor que Ele tem por você e tente imaginar o que Ele gostaria que você fizesse em diferentes situações. Converse com Ele todos os dias através da oração, fale sobre o que está em seu coração e agradeça pelas bênçãos que recebeu.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-frequente-as-celebra-es-na-sua-igreja-mais-pr-xima-regularmente">Frequente as celebrações na sua igreja mais próxima regularmente.</h3>



<p>A celebração da missa é rica e bela, e é uma oportunidade para você se unir à sua comunidade de fé. Se você não sabe muito sobre a liturgia católica, não se preocupe — os ritos básicos são fáceis de aprender.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-junte-se-igreja">Junte-se à Igreja.</h3>



<p>Se você já foi católico antes, tudo o que precisa fazer é se confessar. Caso contrário, a paróquia local terá um programa para ajudá-lo a se tornar parte da Igreja. Entre em contato com a sua paróquia para obter informações sobre horários e locais.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-aprofunde-se-na-f">Aprofunde-se na Fé.</h3>



<p>Não podemos amar Deus ao máximo conhecendo apenas o mínimo sobre Ele. Leia a Bíblia e um bom catecismo católico. O catecismo mais recento (o amarelinho) é uma fonte segura que vai lhe ensinar o básico da fé.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-n-o-fique-sem-respostas">Não fique sem respostas.</h3>



<p>Busque por outros amigos católicos ou que estão fazendo o mesmo caminho de conversão que você. Organize um pequeno grupo de estudos. Procure por recursos católicos, como livros, sites e conteúdos confiáveis na internet, que possam lhe auxiliar nesta jornada.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Conteúdo inspirado nos&nbsp;<em>Tracts</em>&nbsp;disponibilizados em catholic.com.</p>
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		<title>Quem é Jesus Cristo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cooperadores]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2021 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Deus e Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Quem é Jesus Cristo" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>A nossa fé cristã é ao que de mais importante temos em nossa vida. Toda a nossa cultura ocidental, assim como nossas vidas, foram fundadas em torno da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo.&#160; Mesmo assim, há inúmeras pessoas que se identificam como católicos e que nunca pararam um minuto sequer para ler um livro [&#8230;]</p>
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<p>A nossa fé cristã é ao que de mais importante temos em nossa vida. Toda a nossa cultura ocidental, assim como nossas vidas, foram fundadas em torno da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo.&nbsp;</p>



<p>Mesmo assim, há inúmeras pessoas que se identificam como católicos e que nunca pararam um minuto sequer para ler um livro sobre a vida de Nosso Senhor. O conhecimento delas está limitado a alguns trechos do Evangelho ouvidos nas Missas de domingo.&nbsp;</p>



<p>Um mínimo que qualquer católico alfabetizado precisa fazer é ler a vida de Nosso Senhor conforme narrada no Novo Testamento por São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João. Mas não devemos parar por aí; depois disso, devemos nos aprofundar nos livros que meditam sobre esta Santa vida.&nbsp;</p>



<p>Nosso propósito, hoje, será introduzir alguns pontos da vida de Nosso Senhor. </p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-vida-de-nosso-senhor-jesus-cristo"><strong>A vida de Nosso Senhor Jesus Cristo</strong></h2>



<p>O primeiro grande acontecimento da vida de Nosso Senhor foi a Encarnação no momento da Anunciação, tema sobre o qual nos debruçamos na última catequese. Nove meses depois da Anunciação, aconteceu o nascimento de Jesus – o primeiro Natal – que foi seguido da vinda dos Magos do Oriente – os Reis Magos. Para o povo de Israel, a vinda do Messias traria a grandeza e a glória para o reino do Povo Escolhido. Por isso a vinda dos Reis Magos é de crucial importância significativa para nós que não somos judeus, pois foi por ela que Deus anunciou ao mundo que a salvação trazida por seu Filho seria tanto para os gentios como para os judeus. Essa vinda dos Reis Magos até Jesus é conhecida pelo nome grego de <strong>Epifania. </strong>Diz o Catecismo da Igreja Católica:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A Epifania é a manifestação de Jesus como Messias de Israel, Filho de Deus e salvador do mundo. Juntamente com o batismo de Jesus no Jordão e as bodas de Caná, a Epifania celebra a adoração de Jesus pelos <em>magos</em> vindos do Oriente (Mt 2, 1). Nesses <em>magos</em>, representantes das religiões pagãs circunvizinhas, o Evangelho vê as primícias das nações, que acolhem a Boa-Nova da salvação pela Encarnação. A vinda dos magos a Jerusalém, para <em>adorar o rei dos judeus</em> (Mt 2, 2), mostra que eles procuram em Israel, à luz messiânica da estrela de Davi, Aquele que será o rei das nações. A sua vinda significa que os pagãos não podem descobrir Jesus e adorá-Lo como Filho de Deus e Salvador do mundo, senão voltando-se para os Judeus e recebendo deles a sua promessa messiânica, tal como está contida no Antigo Testamento. A Epifania manifesta que “todos os povos entram na família dos patriarcas” e adquire a “i<em>sraelitica dignitas”</em> – a dignidade própria do povo eleito.</p><cite>(CIC, 528)</cite></blockquote>



<p>Depois da visita dos Magos, ocorreu a fuga da Sagrada Família para o Egito, por conta da perseguição de Herodes. Passados os anos no Egito a Sagrada Família voltou para Nazaré.&nbsp;</p>



<p>O próximo grande acontecimento da vida do Cristo é a sua ida a Jerusalém com José e Maria para a celebração da Páscoa. Todos conhecemos a história de como Jesus se perdeu de seus pais e foi reencontrado entre os Doutores da Lei. São Pio X resume a história da seguinte maneira:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Tendo Jesus completado doze anos, seus pais O levaram a Jerusalém para as festas de Páscoa, que duravam sete dias. Terminadas as celebrações, José e Maria partiram para Nazaré, mas Jesus, sem que eles percebessem, permaneceu em Jerusalém. Depois de um dia de caminho procuraram-No em vão entre os parentes e conhecidos, regressando em seguida aflitos para Jerusalém. Encontrando-O ao terceiro dia no Templo, sentado entre os doutores ouvindo-os e interrogando-os, a Mãe docemente lhe perguntou por que havia feito se procurar assim. A resposta de Jesus foi a primeira declaração de sua divindade: “E por que me procuráveis? Não sabíeis que preciso tratar das coisas de meu Pai?”</p><p>Depois disso, voltou com eles para Nazaré. Deste ponto até a idade de trinta anos, nada de particular nos conta o Evangelho sobre Ele, resumindo toda a história desse tempo nestas palavras: “Jesus vivia obediente a Maria e José, e crescia em idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens”.</p><p>Pelo fato de Jesus ter passado em Nazaré o tempo de sua vida privada, foi chamado mais tarde: Jesus de Nazaré.</p></blockquote>



<p>Na narrativa do Evangelho de São Lucas, a história do reencontro de Jesus Cristo é terminada com a seguinte frase: <em>Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens</em> (Lc 2, 52).&nbsp;</p>



<p>Essa frase nos levanta uma questão: Nosso Senhor precisou aprender como as outras crianças? A isso responde o Padre Leo Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Para responder a este ponto, recordemos que Jesus tinha duas naturezas, a humana e a divina. Por isso, tinha dois tipos de conhecimento: o infinito, isto é, o conhecimento de tudo, que evidentemente Jesus, como Deus, possuía desde o princípio da sua existência no seio de Maria; e, como homem, o conhecimento humano. Por sua vez, este conhecimento humano de Jesus era de três espécies.</p><p>Jesus, em primeiro lugar, possuía o conhecimento beatífico desde o momento da sua concepção, consequência da união de sua natureza humana com uma natureza divina. Este conhecimento é similar ao que você e eu teremos quando virmos a Deus no céu. Depois, Jesus possuía também a ciência infusa, um conhecimento completo das coisas criadas — como o que Deus concedeu aos anjos e a Adão —, conferido diretamente por Deus, e que não se tem de adquirir por raciocínios laboriosos, partindo dos dados colhidos pelos sentidos. Além disso, Jesus possuía o conhecimento experimental — o conhecimento pela experiência — , que ia adquirindo à medida que crescia e se desenvolvia. </p><cite>(TRESE, 1999, p. 75)</cite></blockquote>



<p>Depois do episódio do reencontro entre os Doutores da Lei, a Bíblia não narra nenhum outro episódio da infância de Jesus. Com isso Nosso Senhor quis nos ensinar que, diante de Deus, não existe pessoa alguma sem importância nem trabalho algum que seja trivial. Diz o CIC:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Durante a maior parte da sua vida, Jesus partilhou a condição da imensa maioria dos homens: uma vida quotidiana sem grandeza aparente, vida de trabalho manual, vida religiosa judaica sujeita à Lei de Deus, vida na comunidade. De todo este período, é-nos revelado que Jesus era “submisso” a seus pais e que <em>ia crescendo em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens</em> (Lc 2, 52).</p><p>A vida oculta de Nazaré permite a todos os homens entrar em comunhão com Jesus, pelos diversos caminhos da vida quotidiana: “Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia o conhecimento do Evangelho [&#8230;] Em primeiro lugar, uma lição de silêncio. Oh! se renascesse em nós o amor do silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito [&#8230;]! Uma lição de vida familiar Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu carácter sagrado e inviolável [&#8230;]. Uma lição de trabalho, Nazaré, a casa do &#8220;Filho do carpinteiro&#8221;! Aqui desejaríamos compreender e celebrar a lei, severa mas redentora, do trabalho humano [&#8230;] Daqui, finalmente, queremos saudar os trabalhadores de todo o mundo e mostrar-lhes o seu grande modelo, o seu Irmão divino” (São Paulo VI, <em>Discurso,</em> 5/01/1964, em Nazaré) (CIC 531 e 533).</p></blockquote>



<p>&nbsp;&nbsp; Deus não nos mede pela importância do nosso trabalho, mas com a fidelidade que empregamos no cumprir a missão que nos foi dada. Os silenciosos anos que Jesus passou em Nazaré são tão redentores quantos os momentos de sua vida pública.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-redentor"><strong>O Redentor</strong></h2>



<p>A palavra “redimir” significa comprar de novo. Por isso chamamos Jesus de <strong>Redentor</strong>, pois coube a Ele reestabelecer a nossa relação com Deus; e a tarefa que ele realizou é chamada de <strong>Redenção.&nbsp;</strong></p>



<p>O homem voltou-se contra Deus recusando a dar a Ele o seu amor, por isso a missão de Cristo assumiu a forma de um amor infinito. Diz o Padre Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Tudo o que Deus faz tem valor infinito. Por ser Deus, o menor dos sofrimentos de Cristo era suficiente para pagar o repúdio de Deus pelos homens. O mais leve calafrio que o Menino Jesus sofresse na gruta de Belém bastaria para reparar todos os pecados que os homens pudessem empilhar no outro prato da balança.</p><p>Mas, no plano de Deus isso não era o bastante. O Filho de Deus realizaria seu ato de obediência infinitamente perfeita até o ponto de aniquilar-se totalmente até o ponto de morrer no Calvário ou Gólgota. que significa &#8220;Lugar da Caveira”.  O Calvário foi o ápice, a culminância do ato redentor. Tanto Nazaré como Belém fazem parte do caminho que a ele conduz. Pelo fato de a paixão e a morte de Cristo terem superado tanto o preço realmente necessário para satisfazer pelo pecado, Deus nos tornou patente de um modo inesquecível as duas lições paralelas da infinita maldade do pecado e do infinito amor que Ele nos tem.</p><cite>(TRESE, 1999, p. 77)</cite></blockquote>



<p>A última fase da vida terrena de Jesus é compreendida por sua <strong>vida pública</strong>. Que começou com o primeiro milagre nas bodas de Caná e desenvolveu-se durante três anos. Enquanto viajava e pregava, o Cristo operou muitos <strong>milagres</strong>, movido por sua infinita misericórdia e para provar a sua autoridade. Os milagres de Jesus não deixavam espaços para dúvidas em relação à sua Pessoa.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Jesus acompanha as suas palavras com numerosos <em>milagres, prodígios e sinais</em> (At 2,22), os quais manifestam que o Reino está presente n&#8217;Ele. Comprovam que Ele é o Messias anunciado.</p><p>Os sinais realizados por Jesus testemunham que o Pai O enviou. Convidam a crer n&#8217;Ele. Aos que se Lhe dirigem com fé, concede-lhes o que pedem. Assim, os milagres fortificam a fé n&#8217;Aquele que faz as obras do seu Pai: testemunham que Ele é o Filho de Deus. Mas também podem ser “ocasião de queda” (Mt 11, 6). Eles não pretendem satisfazer a curiosidade nem desejos mágicos. Apesar de os seus milagres serem tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns; chega mesmo a ser acusado de agir pelo poder dos demónios.</p><cite>(CIC, 547-548)</cite></blockquote>



<p>Jesus também lembrou em sua pregação da vinda do Reino de Deus, que fora prometido para o reino eterno do céu. Ao contrário da antiga religião judaica que esperava um reino vitorioso terrestre.&nbsp;</p>



<p>Também escolheu os doze homens que seriam os responsáveis por conduzir a vida do reino que Ele estava fundando: a Igreja.&nbsp;</p>



<p>Assim encerramos mais esta catequese.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias-bibliogr-ficas"><strong>Referências Bibliográficas</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;</li><li>TRESE; Leo John.&nbsp;<strong>A fé explicada&nbsp;</strong>/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. – São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>
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		<title>Quem é Maria?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 May 2021 14:24:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Deus e Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Quem é Maria" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>No dia 25 de março, a Igreja celebra o acontecimento mais ilustre de todos os tempos, o maior milagre já realizado por Deus: a&#160;Anunciação.&#160;No dia da Anunciação, no dia&#160;que Deus se encarnou, a distância infinita que havia entre nós e Deus foi eliminada. Através de seu poder infinito, Deus uniu a sua natureza divina a [&#8230;]</p>
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<p>No dia 25 de março, a Igreja celebra o acontecimento mais ilustre de todos os tempos, o maior milagre já realizado por Deus: a&nbsp;<strong>Anunciação.&nbsp;</strong>No dia da Anunciação, no dia&nbsp;que Deus se encarnou, a distância infinita que havia entre nós e Deus foi eliminada. Através de seu poder infinito, Deus uniu a sua natureza divina a uma natureza humana. Algo ainda mais incrível resultou deste fato: dele não surgiu um ser com duas personalidades, a Deus e de um homem; as duas naturezas foram unidas em uma única Pessoa, chamada de Jesus Cristo, que é Deus e homem.</p>



<p>Diz o Padre Leo Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Esta união do divino e do humano numa Pessoa é tão singular, tão especial, que não admite comparação com outras experiências humanas, e, portanto, está fora da nossa capacidade de compreensão. Com o a Santíssima Trindade, é um dos grandes mistérios da nossa fé, a que chamamos o mistério da Encarnação.</p><cite>(TRESE, 1999, p.68)</cite></blockquote>



<p>A essa união das duas naturezas é chamada de&nbsp;<strong>união hipostática</strong>, que tem sua origem no termo grego&nbsp;<em>hipostásis</em>, que significa “o que está debaixo”.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-fonte-da-natureza-humana-do-cristo"><strong>A fonte da natureza humana do Cristo</strong></h2>



<p>Para que o Redentor tivesse uma natureza, Deus escolheu uma jovem virgem, da descendência de Davi, para ser a fonte e a raiz dessa natureza. Nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Deus enviou o seu Filho” (GI 4, 4). Mas, para Lhe “formar um corpo” (Hb&nbsp;10, 5), quis a livre cooperação de uma criatura. Para isso, desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe do seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré, na Galileia,&nbsp;“virgem que era noiva de um homem da casa de David, chamado José. O nome da virgem era Maria”&nbsp;(Lc 1, 26-27).</p><cite>(CIC, 488)</cite></blockquote>



<p>Maria fora agraciada com aquilo que Adão havia perdido: desde o momento de sua concepção ela foi preservada do Pecado Original. Por isso, a Divina Maternidade foi mais um dom concedido por Deus a sua mais dileta filha. A Mãe do Messias que esmagou a cabeça de Satanás não esteve sob o domínio dele nem por um instante.</p>



<p>Maria era uma virgem que fez um voto de&nbsp;<strong>castidade perpétua.&nbsp;</strong>Mas, mesmo com seu voto, ela estava prometida a um santo homem&nbsp;– “varão justo”, como o descreve o Evangelho, &#8211;&nbsp;também jovem,&nbsp;chamado José. São José precisava ser um homem justo e puríssimo, pois a ele&nbsp;caberia o governo e o sustento da Sagrada Família. São José também deveria respeitar o voto de castidade da Virgem. Nos ensina o Padre Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Não nos surpreende, pois, que José, a pedido dos pais de Maria, aceitasse gozosamente ser o esposo legal e verdadeiro de Maria, ainda que conhecesse a sua promessa de virgindade e soubesse que o matrimônio nunca seria consumado. Maria permaneceu virgem não só ao dar à luz Jesus, mas durante toda a sua vida. Quando o Evangelho menciona “os irmãos e irmãs” de Jesus, devemos recordar de que é uma tradução grega do original hebraico, e que neste caso essas palavras significam simplesmente “parentes consanguíneos”, mais ou menos o mesmo que a nossa palavra “ primos”.</p><cite>(TRESE, 1999, pp. 69-70)</cite></blockquote>



<p>Nos ensina também o Catecismo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O aprofundamento da fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem. Com efeito, o nascimento de Cristo «não diminuiu, antes consagrou a integridade virginal» da sua Mãe (LG). A Liturgia da Igreja celebra Maria&nbsp;<em>Aeiparthenos</em>&nbsp;como a “sempre Virgem”.</p><p>A isso objeta-se, por vezes, que a Escritura menciona irmãos e irmãs de Jesus (Mc 3, 31-35). A Igreja entendeu sempre estas passagens como não designando outros filhos da Virgem Maria. Com efeito, Tiago e José,&nbsp;<em>irmãos de Jesus</em>&nbsp;(Mt 13, 55), são filhos duma Maria discípula de Cristo (Mt 27, 56) designada significativamente como&nbsp;<em>a outra Maria</em>&nbsp;(Mt 28, 1). Trata-se de parentes próximos de Jesus, segundo uma expressão conhecida do Antigo Testamento (Gn&nbsp;13, 8; 14, 16; 29, 15).</p><cite>(CIC, 499-500)</cite></blockquote>



<p>Maria, ao receber do anjo o anúncio de que conceberia o Filho de Deus, inclinou a cabeça e disse: “Faça-se em mim segundo a Vossa palavra”, e neste momento Deus Espírito Santo gerou o corpo e alma de uma criança a quem Deus Filho se uniu no primeiro momento de sua existência.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Ao anúncio de que dará à luz “o Filho do Altíssimo”, sem conhecer homem, pela virtude do Espírito Santo, Maria respondeu pela&nbsp;<em>obediência</em>&nbsp;<em>da</em>&nbsp;<em>fé</em>&nbsp;(Rm 1, 5), certa de que «a Deus nada é impossível»:&nbsp;<em>Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra</em>&nbsp;(Lc 1, 38). Assim, dando o seu consentimento à palavra de Deus, Maria tornou-se Mãe de Jesus. E aceitando de todo o coração, sem que nenhum pecado a retivesse, a vontade divina da salvação, entregou-se totalmente à pessoa e à obra do seu Filho para servir, na dependência d&#8217;Ele e com Ele, pela graça de Deus, o mistério da redenção.</p><cite>(CIC, 494)</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-corredentora-e-m-e-de-deus"><strong>A Corredentora&nbsp;e Mãe de Deus</strong></h2>



<p>Por ter aceitado de maneira voluntária ser Mão do Redentor, e por ter participado de maneira muito íntima na sua Paixão, Maria é aclamada e venerada pela Igreja como Corredentora do gênero humano. Também por ter sido a Mãe do Redentor, Maria teve seu corpo puríssimo preservado da corrupção da morte, é o que chamamos de&nbsp;<strong>Assunção de Nossa Senhora</strong>.&nbsp;</p>



<p>Já dissemos que as duas naturezas de Nosso Senhor uniram-se formando uma única Pessoa, divina e humana. Maria é Mãe dessa Pessoa; portanto, nós chamamos Maria de Mãe de Deus, pois uma mulher quando dá à luz a um filho, torna-se mãe de uma pessoa e não de uma natureza.&nbsp;<strong>Não é certo falar que Maria é mãe só da natureza humana de Jesus; do Jesus homem.&nbsp;</strong>Quando honramos Nossa Senhora como Mãe de Deus, o fazemos tendo em vista a natureza divina de Jesus.&nbsp;</p>



<p>Encerramos mais esta catequese com mais um trecho do Padre Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Como pode, então, alguém afirmar que ama Jesus Cristo verdadeiramente, se não ama também sua Mãe? Os que objetam que a honra dada a Maria subtrai a que é devida a Deus; os que dizem que os católicos “adicionam” uma segunda mediação “ao único Mediador entre Deus e o homem, Jesus Cristo, Deus encarnado” , mostram que compreenderam muito pouco da verdadeira humanidade de Jesus Cristo. Porque Jesus ama a Virgem Maria não com o mero amor imparcial que Deus tem por Iodas as almas, não com o amor especial que Ele tem por todas as almas santas; Jesus ama Maria com o amor humano perfeito que só o Homem Perfeito pode ter&nbsp;por uma Mãe perfeita. Quem menospreza Maria não presta um&nbsp;serviço a Jesus. Muito ao contrário&nbsp;quem rebaixa a honra de Maria,&nbsp;reduzindo-a ao nível de “ uma boa mulher” rebaixa a honra de Deus&nbsp;numa de suas mais nobres obras de amor e misericórdia.</p><cite>(TRESE, 1999, p. 73)</cite></blockquote>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias-bibliogr-ficas"><strong>Referências Bibliográficas</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;</li><li>TRESE; Leo John.&nbsp;<strong>A fé explicada&nbsp;</strong>/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. – São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>
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		<title>A Fé Sobrenatural e a Natureza de Deus e Seu Agir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Cronje]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Mar 2021 13:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curso de Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Deus e Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Fé-Sobrenatural.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="A Fé Sobrenatural" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Fé-Sobrenatural.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Fé-Sobrenatural-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Fé-Sobrenatural-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Fé-Sobrenatural-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Fé-Sobrenatural-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Fé-Sobrenatural-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Ouca esta aula: Antes de começar a aula, quero dar um aviso. Esse curso foi planejado tendo em vista um público católico que deseja conhecer melhor e viver a própria fé. Não foi pensado, portanto, como um curso apologético ou como um curso exegético, e sim como um curso sobre o Catecismo da Igreja Católica [&#8230;]</p>
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<h5 class="wp-block-heading" id="h-ouca-esta-aula">Ouca esta aula:</h5>



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<p>Antes de começar a aula, quero dar um aviso. Esse curso foi planejado tendo em vista um público católico que deseja conhecer melhor e viver a própria fé. Não foi pensado, portanto, como um curso apologético ou como um curso exegético, e sim como um curso sobre o Catecismo da Igreja Católica – embora existam aqueles que confundem as três coisas.</p>



<p>É verdade que, em determinados momentos, comparações com a doutrina e a vida de outras religiões e de comunidades cristãs serão feitas, mas não à título apologético em <em>stricto sensu</em>. Apenas para melhor ilustrar as características da fé da Igreja. Portanto, aqueles que assistirem o curso apesar de não serem católicos, não esperem um aprofundamento apologético e nem tomem o que for dito que &#8220;refutação&#8221;.</p>



<p>As Sagradas Escrituras, do mesmo modo, serão utilizadas, mas o curso não se preocupará – salvo exceções – em demonstrar detalhadamente o porquê da interpretação da Igreja. Os que lerem o Catecismo perceberão que quase toda a Bíblia é citada, direta ou indiretamente. E, nas aulas, privilegiarei as citações indiretas, levando em conta que todos devem ler o Catecismo e que o curso é, em primeiro lugar, sobre ele e não sobre os textos sagrados.</p>



<p>Nenhuma acusação honesta de que a Igreja ignora, despreza ou se considera superior às Escrituras subsiste à leitura atenta dos §§ 74-141 do Catecismo. Os que assim afirmam, ou não conhecem o ensino católico ou se recusam, por vontade, a reconhecer o elevado lugar que as Escrituras têm na Igreja. Eles podem, evidentemente, discordar da interpretação da Igreja, mas não podem, honestamente, afirmar que Ela despreza a Bíblia Sagrada.</p>



<p>A Igreja e o Catecismo em nada, como já foi dito, acrescentam a, modificam ou contradizem as Escrituras. Mas, as abordagens não podem ser confundidas. Portanto, não esperem de um Curso de Catecismo um curso sobre exegese, hermenêutica ou glosa das Escrituras. Isso pode ser feito, e com muitos frutos, mas não aqui e não agora.</p>



<p>Dito isso, podemos começar.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-f-resposta-do-homem-a-deus"><strong>Fé: Resposta do Homem a Deus</strong></h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>§2. </strong>A fim de que este chamado ressoe pela terra inteira, Cristo enviou os Apóstolos que escolhera, dando-lhes o mandato de anunciar o Evangelho: &#8216;Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos&#8217; (Mt 28, 19-20).</p><p>Fortalecidos com esta missão, os apóstolos &#8216;foram anunciar a Boa Nova por toda a parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra pelos sinais que a acompanhavam&#8217; (Mc 16, 20).</p><p><strong>§3. </strong>Os que, com a ajuda de Deus, acolheram o chamado de Cristo e lhe responderam livremente foram, por sua vez, impulsionados pelo amor de Cristo a anunciar, por todas as partes do mundo, a Boa Notícia.</p><p>Este tesouro recebido dos Apóstolos foi guardado fielmente por seus sucessores.</p><p>Todos os fiéis de Cristo são chamados a transmiti-lo de geração em geração, anunciando a fé, a vivendo na partilha fraterna e a celebrando na liturgia e na oração.&#8221;</p></blockquote>



<p>Na aula passada vimos que o homem é capaz de Deus, o que pode ser percebido de maneira pessoal pela experiência fundamental da filosofia (a busca da Verdade e o amor à sabedoria, bem como a percepção da própria ignorância frente o próprio Deus – mesmo que o &#8220;deus dos filósofos&#8221;) ou pelo conhecimento do mundo criado.</p>



<p>Vimos também que Deus chama os homens para participar da sua natureza, e que faz isso de muitos modos (§53). Atualmente, o modo ordinário pelo qual Ele nos chama é a Transmissão do Evangelho – oral (Tradição Apostólica) e escrita (Sagradas Escrituras – feita pela Igreja.</p>



<p>Podemos acrescentar também as circunstâncias da nossa vida, que são um chamado divino. Mas aqui entraríamos no problema da Vocação e perderíamos nosso foco.</p>



<p>O ponto de partida dessa terceira aula é: somos capazes de Deus e Ele nos chama; como respondemos a esse chamado, que nos toca no fundo da nossa alma?</p>



<p>A fé em Deus é a resposta do homem ao chamado divino.</p>



<p>À primeira vista pode parecer esquisito dizer que a fé é uma resposta. Afinal, se a fé é um dom de Deus, se ela é uma graça (§153), se ela é sobrenatural e necessária para salvação (§161), como ela pode ser uma resposta humana, ou seja, como pode ser um ato humano?</p>



<p>A resposta para esse questionamento está na finalidade do chamado Divino. Como dito na aula passada, Deus não nos chama para nos informar algum conhecimento. Sim, o conteúdo da revelação é indispensável, mas ele é um meio para o fim último do chamado, qual seja, a Participação na Natureza Divina de Cristo (§1).</p>



<p>Portanto, a revelação, feita em linguagem humana, não é o objeto primário da fé. Em primeiro lugar, a fé é &#8220;uma adesão pessoal do homem a Deus&#8221; (§150). Essa adesão pessoal, por sua vez, implica no &#8220;assentimento livre a toda a verdade que Deus revelou&#8221;.</p>



<p>Sem a adesão, o assentimento não é possível, pois é ele é consequência dela, ou seja, cremos nas verdades reveladas porque quem as revelou foi Deus: &#8220;<em>Cremos por causa da autoridade de Deus que revela e que não pode nem se enganar nem nos enganar&#8221; </em>(§156).</p>



<p>Portanto, Deus é o objeto da fé. Cremos em Deus, propriamente, e, ao mesmo tempo, na Revelação, por vir Dele.</p>



<p>Assim, a fé é uma resposta a Deus, pois ela é uma adesão livre a Ele. E o que significa aderir a Deus? Em um sentido superficial, obedecê-lo (§144). Abraão obedeceu a Deus por ter crido. Nossa Senhora também: respondeu &#8220;sim&#8221; ao chamado divino, obedecendo a Sua vontade, porque cria.</p>



<p>A obediência, porém, aponta para uma realidade mais profunda: quem faz a vontade de Deus, age com Deus. A obra realizada em obediência e em fé é humana, sim, mas é também divina. É obra cristã, pois é obra de Cristo. Aderir a Deus, portanto, é realizar o seu chamado para participar da vida da Trindade pela obediência livre à palavra ouvida.</p>



<p>Isso significa que a fé, embora seja &#8220;um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele&#8221; (§153), é também um ato humano, pois depende da livre escolha – leia-se, da escolha pelo Bem, da escolha que liberta da busca dos prazeres.</p>



<p>Porque é uma escolha livre, é uma escolha racional, não apenas por não ser irracional confiar em outra pessoa e, no caso das pessoas Divina, confiar plenamente, mas por ser uma escolha orientada para o bem conhecido na busca humilde e sincera da Verdade, bem esse que, iluminado pela Revelação, fundamenta a fé (§156-157).</p>



<p>Como diz o Catecismo, citando Santo Anselmo, mas ecoando todos os filósofos católicos: <em>fides quærens intellectum</em>. A fé em busca de apoio na razão[1]. A razão humana, embora não possa acessar por si mesma as verdades da fé, pode recebê-las e, devidamente iluminada, apresentar seus fundamentos. Não há desarmonia fundamental entre ambas – só acidental –, pois o Deus que &#8220;revela os mistérios e infunde a fé, dotou o espírito humano da luz da razão&#8221; (§159).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Portanto, se a pesquisa metódica, em todas as ciências, proceder de maneira verdadeiramente científica, segundo as leis morais, na realidade nunca será oposta à fé: tanto as realidades profanas quando as da fé originam-se do mesmo Deus. Mais ainda: quem tenta investigar, com humildade e perseverança, os segredos das coisas, ainda que disso não tome consciência, é como que conduzido pela mão de Deus, o qual sustenta todas as coisas, fazendo com que elas sejam o que são&#8221; (§159).</p></blockquote>



<p>Santo Agostinho, na sua obra Sobre a Grandeza (<em>quantitate) </em>da Alma, diferencia muito bem os dois procedimentos, o da fé e o da razão. Seu comentário é útil para percebermos que ambos são bons e importantes, bem como que nem todas as pessoas precisam ou desejam seguir o caminho da razão, sendo, para elas, a fé o suficiente:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<strong>12. </strong><em>Agost. </em>– No princípio, para alcançares a verdade, te adverti e supliquei que tolerasses com paciência nosso circunlóquio e peço novamente que o toleres. O assunto que se investiga não é pouco importante, não é fácil chegar ao seu conhecimento; se for possível, queremos conhecê-lo perfeitamente e retê-lo. Pois uma coisa é quando damos fé a uma autoridade, outra quando a damos à razão. É tarefa menos duradoura acreditar na autoridade e não supõe nenhum esforço. Se isto te agrada, poderás ler as muitas coisas que grandes e santos homens disseram, como que por insinuação, atinentes a esses assuntos, as quais pareceriam necessárias para a salvação dos mais ignorantes; e quiseram que lhes desse crédito aqueles para cujas inteligências mais tardas e ignorantes não poderia haver salvação. Essas pessoas, no entanto, que são muitas, se pretendem compreender a verdade mediante a razão, são muito facilmente enganadas pelas semelhanças das razões, e de tal modo se resvalam para várias e danosas opiniões, das quais, ou nunca ou com muita dificuldade, conseguem emergir e delas se libertar.</p><p>Para elas, portanto, é de grande utilidade acreditar apoiados numa autoridade de grande peso e levar a vida de acordo com ela. Este procedimento, se pensares melhor, não somente não condeno, mas também aprovo totalmente. Mas, se não és capaz de refrear esse desejo, pelo qual te determinaste chegar à verdade mediante a razão, deverás tolerar muitos e longos rodeios, a fim de que não sejas guiado a não ser pela razão que merece esse nome, ou seja, a verdadeira razão; e não só verdadeira, mas de tal modo certa e livre de toda aparência de falsidade, que se é que é possível ser encontrada por um ser  humano, que nenhum raciocínio falso ou verossimilhante te possa afastar dessa mesma verdade.&#8221;</p><p></p><cite><br>SANTO AGOSTINHO. Da Grandeza da Alma. In: <strong>Contra os Acadêmicos. A Ordem. Da Grandeza da Alma. O Mestre. </strong>(Coleção Patrística v. 24). São Paulo: Paulus, 2008, p. 272-273 (Livro Único, VII, 12)</cite></blockquote>



<p>No final das contas, &#8220;<em>A verdade de Deus é sua sabedoria que comanda toda ordem da criação e do governo do mundo. Deus, que sozinho criou o céu e a terra, é o único que pode dar o conhecimento verdadeiro de toda coisa criada em sua relação com ele.&#8221; </em>(§216).</p>



<p>Se a busca da verdade é, do ponto de vista humano, a forma mais elevada de viver, a vida pela fé é a forma mais elevada do ponto de vista humano-divinizado, ou seja, do homem que participa da natureza divina.</p>



<p>Aos três tipos de homens que Hesíodo (séc. VIII-VII a.C.) apresenta, acrescenta-se um. Além do <strong>i. </strong>homem excelente (<em>panaristos</em>), que, quando pensa sobre as coisas, delibera cuidadosamente, prevendo os possíveis resultados da ação e qual, dentre esses, é o melhor; <strong>ii. </strong>do homem nobre que, não deliberando por si, ouve os conselhos do primeiro homem; e <strong>iii. </strong>do que não delibera por si nem ouve os conselhos do <em>panaristos</em>, que é o homem inútil para todos[2]; devemos acrescentar o Novo Homem, que vive sob o influxo da Graça e que vive pela Fé (Hb 10,38) e, não apenas é virtuoso, é um <em>panaristos</em>, mas também participa ativamente da Natureza Divina e seus atos bons são obras de Deus, <em>Opus Dei</em>.</p>



<p>Esse novo homem, que surge com a Igreja, realiza atos que podem ascender ao nível sagrado, sem perderem sua natureza profana, isto é, temporal. “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gálatas 2,20), como diz São Paulo.</p>



<p>Esse novo homem, que, mesmo sendo o menor dentre os da sua classe, é maior do que o maior dos profetas (Mt 11,11), porém, não vive isolado. Sua fé não é só sua. Antes de tudo, ele participa da fé da Igreja – que é o Corpo de Cristo (Cl 1,18) – e, por meio dela, vive a fé em si, responde pessoalmente a Deus.</p>



<p>Ela que, sendo coluna e fundamento da Verdade (1 Tm 3,15), transmite a fé pelos meios ordinários de que falamos: a pregação do Evangelho. Portanto, Ela é mãe de todo Cristão (§169), e a verdadeira fé não pode existir longe dela.</p>



<p>De fato, todos aqueles que recebem o batismo válido, mesmo que não estejam formalmente unidos à Igreja, são membros dela. Portanto, se têm fé, mesmo que imperfeita, têm a única fé – pois não existe outra, não existem muitas fés. Por isso que a maioria dos protestantes e evangélicos são chamados de irmão separados – ou melhor, irmãos que não estão unidos (<em>fratres a nobis seiunctos</em>[3]), como me disse um grande amigo que tem estudado a questão do ecumenismo – pela Igreja.</p>



<p>Exceto aqueles que, deliberadamente e conscientemente, escolhem afastar-se Dela e rejeitá-la, todos os outros são, imperfeitamente, católicos sem saber.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-artigo-1-do-credo-creio-em-deus-pai-todo-poderoso-criador-do-c-u-e-da-terra"><strong>Artigo 1º do Credo: Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra</strong></h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>§3. Os que, com a ajuda de Deus, acolheram o chamado de Cristo e lhe responderam livremente foram, por sua vez, impulsionados pelo amor de Cristo a anunciar, por todas as partes do mundo, a Boa Notícia.<br><br>Este tesouro recebido dos Apóstolos foi guardado fielmente por seus sucessores.<br><br>Todos os fiéis de Cristo são chamados a transmiti-lo de geração em geração, anunciando a fé, a vivendo na partilha fraterna e a celebrando na liturgia e na oração.&#8221;</p><p></p></blockquote>



<p>Qual o &#8220;tesouro recebido dos Apóstolos&#8221; pela Igreja, que foi, e é, transmitido de geração em geração? É disso que trataremos agora. o que vimos até aqui é, por assim dizer, uma antropologia e uma cosmologia católicas. É uma visão do que é homem, de qual seu lugar na Existência e como ele se relaciona com Deus.</p>



<p>Agora entraremos, propriamente, no conteúdo da Revelação, explicado desde sempre pela Igreja com base no Credo Apostólico, que contém as proposições mais fundamentais da fé. O que não está nele, é desenvolvimento, clarificação, dele.</p>



<p>O conteúdo da fé é esse tesouro recebido pela Igreja dos Apóstolos, conteúdo que é anunciado, celebrado e vivido.</p>



<p>Essa unidade do anúncio, da celebração e da vida se manifesta no uso primário do Credo ou Símbolo Apostólico: as cerimônias de Batismo. Não é sem motivo que o Catecismo inicia a seção sobre o Credo relatando sua utilização na cerimônia batismal (§§185-197).</p>



<p>O batismo, sendo o início da vida Cristã por excelência, é o ritual que dá sentido à fé professada pelos que se batizam ou pelos que guardam o batizando. Lembremos que a finalidade da Revelação e de seu conteúdo é que nós participemos da Natureza Divina de Cristo (§ 1).</p>



<p>A Igreja, ciente dessa finalidade, realiza em um só ato tanto a profissão de fé quanto o rito de entrada no Corpo de Cristo – que, não sendo apenas um símbolo, marca a alma do fiel e o purifica de todo o pecado, até mesmo o original. A unidade entre a celebração e o anúncio – bem como à nova vida – não poderia ser mais explícita. Isso nos mostra que a Igreja é o &#8220;local&#8221; próprio da Revelação, de tal modo que um não pode ser compreendido sem o outro (§95).</p>



<p>Afinal, a religião Cristã não é &#8220;uma religião do livro&#8221; ou do Credo (§108). O conteúdo da fé, por si só, não salva. A fé sim, ou melhor, a graça por meio (Ef 2,8), mas não pelo fantasma – como diziam os medievais – da Revelação gravado na memória.</p>



<p>Fora da Igreja – e fora da vida da Igreja – a Revelação não pode ser vista completamente. A fé precisa ser anunciada, celebrada e vivida. Por isso estudaremos, a partir de agora, o Credo, os Sacramentos e a Oração.</p>



<p>O primeiro artigo do Credo ou Símbolo Apostólico é: <strong>Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, criado do céu e da terra.</strong></p>



<p>Ele é a redução de todos a Revelação sobre Deus Pai e sua obra em uma fórmula concisa e memorizável que, como já disse, era e é utilizada nas cerimônias de batismo da Igreja.</p>



<p>Mas, nesse artigo também estão contidas todas as verdades sobre o resto do Credo. Que exista um Deus Pai, Todo-Poderoso, e que Ele seja o criado do céu e da terra, é, por assim dizer, um resumo de tudo que existe e de tudo que foi revelado (§199).</p>



<p>Pela Revelação das Sagradas Escrituras, sabemos que Deus é um. Ou seja, não existe um panteão de deuses. A multiplicidade e a diversidade são características da realidade criada, que não podem ser atribuídas a Deus, que é um e uno. &#8220;Por natureza, por substância e por essência&#8221;, Deus é um (§200).</p>



<p>Sabemos também que Deus se apresenta como &#8220;Aquele que É&#8221; – nome revelador, mas evasivo. Esse nome divino, revelado, apresenta ao homem a realidade de que tudo mais que existe apenas existe por causa de Deus e por participar de Deus. Ele é a fonte de toda vida, e todos os seres têm sua vida predicada da Dele (§213).</p>



<p>Por isso que o fim último da vida humana é Participar da Natureza Divina. De certo modo, a mera existência já é participação. Mas, de maneira mais excelente, é necessário que o homem busque – por movimento da Graça – amar a Deus e se unir a Ele. Esse é o fim da vida humana, pois esse é a fonte dela. O começo e o fim da existência se identificam com o próprio Deus (§229).</p>



<p>Deus também se revela a nós como a própria Verdade e o próprio Amor. Verdade, pois sendo que É, se identifica com aquilo que é verdadeiro. Ele não se engana e nem engana ninguém. Por isso sua Revelação é confiável, pois ele é a própria Verdade.</p>



<p>E é o próprio Amor, não apenas por amar aos homens e, como ainda veremos, por amar estar unido a si mesmo, nas suas pessoas, por amor. Ser o Amor, e não um amor ou meramente amoroso, significa que a realidade é sustentada pelo Amor, e que é o Amor que une todas as coisas. Nossa participação na vida divina, também, só é possível pelo amor.</p>



<p>Mas o que essas verdades reveladas implicam? Falei que a fé é uma resposta do homem a Deus, uma adesão e um assentimento livres à pessoa Divina e às suas palavras. Mas o que significa, para a vida humana, assentir a essas verdades relevadas sobre o próprio Deus?</p>



<p>O Catecismo elenca cinco consequências de &#8220;crer em Deus, o único, e amá- lo com todo&#8221; o nosso ser:</p>



<p><strong>I. </strong>&#8220;Significa conhecer a grandeza e a majestade de Deus&#8221; e, por isso, servi-lo em primeiro lugar, sobre todas as outras coisas (§223).</p>



<p><strong>II. </strong>&#8220;Significa viver em ação de graças&#8221;, pois tudo que somos, temos e desfrutamos vêm de Deus e é sustentado por Ele.</p>



<p><strong>III. </strong>&#8220;Significa conhecer a unidade e a verdadeira dignidade de todos os homens&#8221;, pois todos são feitos à imagem e semelhança de Deus.</p>



<p><strong>IV. </strong>&#8220;Significa usar corretamente as coisas criadas&#8221;, não apenas por todas virem de Deus, mas porque nosso fim último é nos unir a Ele, e devemos ordenar os bens terrenos de tal modo que tudo que nos afaste do caminho seja abandonado, e tudo que nos aproxime seja utilizado.</p>



<p><strong>V. </strong>&#8220;Significa confiar em Deus em qualquer circunstância, mesmo na adversidade&#8221;, pois se o Amor tudo sustenta e guia, e se temos fé em Deus, mesmo as piores contrariedades podem ser iluminadas pela Graça e vistas <em>sub specie æternitatis</em>.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>Prof. Rafael Cronje Mateus<br>Dada no Centro Cultural Alvorada, no dia&nbsp;<em>24 de março de 2021</em>.</em></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias">Referências</h4>



<ol class="wp-block-list"><li>SANTO ANSELMO DE CANTUÁRIA. <strong>Proslógio</strong>. Trad. Sérgio de Carvalho Pachá. Porto Alegra: Concreta, 2016, p.38-39</li><li><strong>Theogony/Works and </strong>Days. Trans. C.S. Morissey. Vancouver: Talon Books, 2013, p. 82 (292- 297).</li><li><a href="https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat- ii_decree_19641121_unitatis-redintegratio_po.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Decreto <strong>Unitatis Reintegratio </strong>sobre o Ecumenismo</a>, §4o.</li></ol>
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		<title>A Existência de Deus e a Revelação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Cronje]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2021 18:42:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curso de Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Deus e Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
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<p>Ouca esta aula: Na aula passada, tratei da experiência fundamental da filosofia: a busca da Verdade e amizade, o amor, para com a Sabedoria. Tratei também da semelhança entre ela e a experiência do cristão no seu relacionamento com Deus. E, por último, expliquei como essa experiência revela que no homem há um desejo de [&#8230;]</p>
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<p>Na aula passada, tratei da experiência fundamental da filosofia: a busca da Verdade e amizade, o amor, para com a Sabedoria. Tratei também da semelhança entre ela e a experiência do cristão no seu relacionamento com Deus. E, por último, expliquei como essa experiência revela que no homem há um desejo de Deus, desejo tal que, como diz Santo Agostinho, o homem permanece inquieto enquanto não encontra e repousa em Deus[1].</p>



<p>A percepção desse desejo é o ponto de partida do Catecismo (§ 27). É útil retomar algo que foi dito na aula passada: o Catecismo atual começa assim, pois no nosso tempo já não é mais sabedoria comum que todos os homens, Católicos ou não, necessitam de Deus. Meu amigo Rodrigo Couto, que estuda o pensamento político dos séculos XVIII, me disse nas últimas semanas que, ainda naquela época, os filósofos e pensadores, se não eram verdadeiros fiéis, eram, ao menos, teístas. Suas obras ainda levavam em conta a providência divina e a necessidade de remeter tudo que existe ao Criador.</p>



<p>Se voltarmos ainda alguns séculos, para os mil-e-quinhentos, veremos que as grandes disputas – políticas, sociais etc. – eram disputas entre fiéis – genuínos ou não. Quando, portanto, o Catecismo Romano – fruto do Concílio de Trento (1545-1563) – foi redigido, ele não precisou demonstrar para os homens que o homem necessitava de Deus.</p>



<p>Nem mesmo os hereges da época duvidavam disso. Por isso, esse Catecismo começa com o problema da autoridade da Igreja e da necessidade de que a fé seja anunciada por legítimos pregadores[2]. Na época, dado o problema com os protestantes, o ponto mais relevante era demonstrar e fundamentar a autoridade da Igreja.</p>



<p>Hoje, porém, os homens sequer se perguntam se a Igreja tem ou não autoridade. Por causa da Reforma Protestante e das Revoluções – especialmente a Francesa –, eles tomam por pressuposto que a Igreja é uma instituição meramente humana e sem qualquer autoridade genuína sobre a vida dos povos. Sua autoridade espiritual só vale para aqueles que a aceitam, e apenas na medida em que a aceitam.</p>



<p>Por isso é comum vermos, hoje, católicos que creem ser correto discordar do ensino da Igreja. Para eles, a autoridade espiritual precisa ser aceita individualmente. O princípio democrático – de que o poder emana do povo – se tornou parte da visão que muitos católicos têm do poder espiritual da Igreja. Ou, pode-se dizer, o princípio democrático-consumista: &#8220;a Igreja tem autoridade sobre mim apenas se eu deixar e apenas naquilo que agradar o meu corpo, assim como eu só compro os produtos que quero e que me trazem satisfação corporal&#8221;[3].</p>



<p>Expulsa da vida dos povos, a Igreja precisa, agora, re-evangelizar o Ocidente. E o primeiro ponto necessário, hoje, é demonstrar que todo homem deseja Deus. Esse é o motivo do Catecismo começar sua exposição da fé por uma questão antropológica.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-sentido-da-vida-humana-e-da-hist-ria-1-a-3"><strong>O sentido da vida humana e da história – §§1º a 3</strong>º</h2>



<p>Os três primeiro parágrafos do Catecismo, ainda no prólogo, explicam, resumidamente, o sentido da vida humana, da história e o todo da doutrina da Igreja. Todo o Catecismo está contido aqui, desde as primeiras verdades reveladas até a vida de oração.</p>



<p>Tomarei esses três parágrafos como estrutura da exposição do Curso. Uma das vantagens de fazer assim é que a unidade do Catecismo estará sempre diante dos nossos olhos. E, outra, é que, conquanto a memorização do documento inteiro seja um feito quase impossível, a desses parágrafos não é.</p>



<p>E, uma vez que neles está contida, resumidamente, todo o ensino do Catecismo, decorá-los é guardar na memória esse conteúdo, abrir na memória os locais dentro dos quais o conteúdo será gravado.</p>



<p>Hoje, focaremos nosso estudo no primeiro parágrafo, no qual estão resumidos a necessidade humana de Deus e o chamamento Divino. Assim diz:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>§1. Deus, infinitamente perfeito e bem-aventurado em Si mesmo, num desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para o tornar participante da sua vida bem-aventurada. Eis por que, desde sempre e em todo lugar, está perto do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-Lo, a conhecê-Lo e a amá-Lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade da sua família, a Igreja. Faz isto por meio do Filho, que enviou como Redentor e Salvador, quando os tempos se cumpriram. N&#8217;Ele e por Ele, chama os homens a se tornarem, no Espírito Santo, seus filhos adotivos e, portanto, os herdeiros da sua vida bem-aventurada.</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-homem-capaz-de-deus-27-49"><strong>O homem é capaz de Deus (§§27-49)</strong></h2>



<p>Afinal, a religião Cristã não é a única que existe. Pelo contrário, talvez tenha sido a última grande religião que surgiu – se considerarmos a possibilidade de que o Islamismo seja uma heresia[4].</p>



<p>Que o caminho aberto pela Filosofia permita chegar a algum conhecimento de Deus, bem como da necessidade de Deus no homem, é, pelo menos para nós, prova o suficiente de que Ele existe.</p>



<p>Falamos, na aula passada, da descoberta da alma em nós – não apenas da aceitação humildade da verdade revelada de que temos uma alma, mas da experiência filosófica que permite perceber a existência da alma. Essa descoberta denuncia que existe uma parte da realidade que não é composta de matéria corporal.</p>



<p>E, como coloca o Catecismo, a alma, que é semente de eternidade que trazemos dentro de nós, é irredutível à matéria corporal. Ela não pode, portanto, ter origem no mundo criado, mas apenas em Deus[5].</p>



<p>Esse caminho, que começamos a trilhar na aula passada, é considerado pelo Catecismo como a segunda via de acesso ao conhecimento de Deus: a que parte da natureza do homem. A primeira, que parte da existência do mundo, não será tratada aqui. Expressões dessa primeira via são os argumentos de Santo Tomás de Aquino, chamadas de As Cinco Vias.</p>



<p>O que importa, nesse ponto, é perceber em si a necessidade de Deus. Essa necessidade dispõe o homem a buscar a Deus, não apenas como uma atividade &#8220;teórica&#8221;, mas, pelo intelecto, buscar Aquele que é o próprio Bem, que dará a medida da vida humana.</p>



<p>Por isso o Catecismo diz que &#8220;as provas da existência de Deus podem dispor à fé e ajudar a ver que a fé não se opõe à razão humana&#8221;[6]. </p>



<p>Se o homem pode buscar a Deus pelo seu intelecto, e se, nesse processo, percebe que existem limites para o seu conhecimento, não há aqui oposição entre a fé e a razão, pois, como veremos na próxima aula, a fé é uma resposta a Deus, que ilumina a razão.</p>



<p>E não apenas isso. A Revelação, de que trataremos a seguir, exige a razão e a necessidade humana para ser aceita. Doutro modo, como poderíamos aceitá-la?</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-deus-vem-ao-encontro-do-homem-50-141"><strong>Deus vem ao encontro do homem (§§50-141)</strong></h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Eis por que, desde sempre e em todo lugar, está perto do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-Lo, a conhecê-Lo e a amá-Lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade da sua família, a Igreja. Faz isto por meio do Filho, que enviou como Redentor e Salvador, quando os tempos se cumpriram. N&#8217;Ele e por Ele, chama os homens a se tornarem, no Espírito Santo, seus filhos adotivos e, portanto, os herdeiros da sua vida bem-aventurada.&#8221;</p></blockquote>



<p>Trataremos, agora, da Revelação de Deus. Chama-se &#8220;de Deus&#8221; tanto por vir de Deus quanto por falar de Deus e de sua obra salvífica.</p>



<p>Percebamos o seguinte: o homem pode perceber em si a necessidade de Deus e, dependendo de quão reto é, conhecer a Deus. Porém, há um limite para esse conhecimento. Além desse limite, é absolutamente necessário que Deus nos revele o que quer que saibamos.</p>



<p>Mas a Revelação não diz respeito apenas a essa parte incognoscível pela nossa razão natural. Ou melhor, o conhecimento revelado é, antes de tudo, um chamado para a vida Divina. Por isso que o §1o diz que Deus nos chama e ajuda a procurá-lo, conhecê-lo e amá-lo. O fim do conhecimento é o amor, a união com a vida Divina.</p>



<p>Participação. Esse é o termo chave para compreender a Teologia da História, a finalidade da Revelação e a própria pregação do Evangelho. Deus não quer meramente nos informar. Ele quer que já agora, e ainda mais no final da nossa vida, participemos na sua Natureza, ou seja, vivamos a vida da Trindade.</p>



<p>O tema ou a doutrina da participação, como muitas vezes é chamada, se desenvolve em Platão – há indícios em Aristóteles de que tenha surgido com os Pitagóricos – e foi aceita pelos Padres da Igreja como um aspecto da Verdade sobre a existência.</p>



<p>Seu conteúdo pode ser resumido da seguinte forma: existem muitas coisas, todas elas diferentes umas das outras; porém, todas tomam parte, à seu próprio modo, daquele que é Uno, daquele que é a Bondade, a Beleza e a Verdade; por tomarem parte desse Uno, todas as coisas podem ser, em alguma medida, boas, belas e verdadeiras; para a Religião Cristã, esse Uno é o próprio Deus que nos chama para si e para sermos, cada vez mais, participantes da sua natureza.</p>



<p>Por que Deus se revelou para nós, pela Criação e pelos Profetas? Por que Cristo, na Plenitude dos Tempos, se encarnou, padeceu e foi sepultado, ressuscitou e nos redimiu? Por que Cristo fundou a Igreja sobre os apóstolos e garantiu que Ela seria auxiliada pelo Espírito Santo para ensinar os povos? Por que cuidou para que as Sagradas Escrituras e a Tradição fossem preservadas e registradas na Igreja e para a Igreja?</p>



<p>A resposta para essas perguntas é a mesma: para nos chamar e nos permitir entrar na Vida Divina, participar da Sua Natureza. Sermos salvos? Sim. Mas o que Deus deseja para nós ultrapassa infinitamente a salvação. Viver unidos a Deus, participando da vida da Trindade. Esse é o sentido da Criação, da Revelação e da vida humana.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-ap-ndice"><strong>Apêndice</strong></h2>



<p>Catecismo da Igreja não impede a existência de Catecismos locais. Necessidade de compreender como a única doutrina se aplica à vida concreta dos povos. Dever de justiça (§§ 23 e 24).</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>Prof. Rafael Cronje Mateus<br>Dada no Centro Cultural Alvorada, no dia <em>10 de março de 2021</em>.</em></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias">Referências</h4>



<ol class="wp-block-list"><li>SANTO AGOSTINHO.&nbsp;<strong>Confissões.&nbsp;</strong>São Paulo: Paulus, 2002, p. 19 (§ 1).</li><li><strong>Catecismo Romano</strong>, Proêmio §§1o-9o.</li><li>&#8220;O tema de Deus não se leva a sério, ou não se leva em consideração, em absoluto, porque é sufocado na prática por uma vida orientada para os bens materiais. A indiferença religiosa coexiste com certa simpatia pelo sagrado, e talvez pelo pseudo-religioso, apreciados de um modo moralmente descuidado, como se fossem bens de consumo.&#8221;&nbsp;<strong>01. Existência de Deus&nbsp;</strong>–&nbsp;<strong>Opus Dei</strong>. Disponível em: &lt; https://opusdei.org/pt- br/article/tema-1-a-existencia-de-deus/&gt;</li><li>Cf. o capítulo 3 de BELLOC, Hilaire.&nbsp;<strong>As Grandes Heresias.&nbsp;</strong>Rio de Janeiro: Permanência, 2012.</li><li>§33.</li><li>§35.</li></ol>



<p></p>
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		<title>A Criação e os Anjos: Como começou a Criação?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2021 18:09:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Deus e Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Criacao-e-os-Anjos.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="A Criação e os Anjos" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Criacao-e-os-Anjos.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Criacao-e-os-Anjos-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Criacao-e-os-Anjos-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Criacao-e-os-Anjos-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Criacao-e-os-Anjos-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/A-Criacao-e-os-Anjos-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>I. Como começou a criação? Quando se fala de lançamentos de novos aplicativos de celular, geralmente, diz-se que eles foram “criados”. O mesmo acontece quando um pintor lança um novo quadro de sua autoria; chamam-no de “criador”. Mas a palavra “criação” ou “criador”, quando usada dessa maneira, tem significado muito amplo. Por mais inovador que [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading" id="h-i-como-come-ou-a-cria-o"><strong>I. Como começou a criação?</strong></h2>



<p>Quando se fala de lançamentos de novos aplicativos de celular, geralmente, diz-se que eles foram “criados”. O mesmo acontece quando um pintor lança um novo quadro de sua autoria; chamam-no de “criador”. Mas a palavra “criação” ou “criador”, quando usada dessa maneira, tem significado muito amplo. Por mais inovador que seja um <em>app</em> ou quão novas sejam as técnicas utilizadas em uma pintura, ambos se baseiam em coisas que existiam anteriormente. O desenvolvedor do aplicativo utiliza um computador, um programa para escrever os códigos, um provedor e todos eles existiam antes do novo aplicativo; o mesmo se aplica ao pintor e sua obra, que usa tintas e uma tela previamente existentes. &nbsp;</p>



<p>Porém, o verbo “criar” significa “fazer do nada” <a href="http://gutegesundheit-de.com/" title="Klicken Sie, um zu untersuchen">Klicken Sie, um zu untersuchen</a>. Nesse sentido, somente Deus, por seu poder infinito, pode ser chamado de Criador.</p>



<p>Vemos muitas vezes no noticiário que os cientistas estão fazendo experimentos para “criar” vida. Para isso, eles usam os elementos químicos, suas moléculas e seus átomos; isto é, usam da matéria. Não sabemos se um dia conseguirão alcançar seu propósito, mas, ainda que consigam, não poderão dizer que criaram uma nova vida, pois tudo o que utilizam em seus experimentos são coisas preexistentes na natureza; ou seja, coisas que foram realmente <em>criadas</em> por Deus.</p>



<p>Diz o Padre Leo J. Trese, em sua obra<em> A Fé Explicada</em>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Quando Deus cria, não necessita de materiais ou utensílios para poder trabalhar. Simplesmente <em>quer</em> que alguma coisa seja, e pronto, essa coisa surge.<em> Faça-se a luz</em>, disse Ele no princípio,<em> e a luz se fez… Faça-se um firmamento no meio das águas,</em> Disse Deus,<em> e assim se fez (Gn 1, 3-6).</em></p><cite><em>(TRESE; 1999; p. 31)</em></cite></blockquote>



<p>Diz o Catecismo da Igreja Católica e o Catecismo Menor de São Pio X:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Acreditamos que Deus não precisa de nada preexistente, nem de qualquer ajuda, para criar. A criação tão pouco é uma emanação necessária da substância divina. Deus cria livremente “do nada”.</p><cite>(CIC, 296)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>51. Por que Deus é chamado “Criador do Céu e da Terra”?</strong><br>Deus é chamado Criador do Céu e da Terra, ou seja, do Mundo, porque o fez do nada, e fazer do nada é criar.</p></blockquote>



<p>Portanto, Deus criou todas as coisas, mas não só isso: Ele<em> mantém</em> toda a criação na existência.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-ii-a-ordem-da-cria-o"><strong>II. A Ordem da Criação</strong></h2>



<p>Na ordem da criação divina, as primeiras criaturas foram os <em>anjos</em>. Um anjo é um ser espiritual, propriamente um <em>espírito</em>, isto é, um ser com vontade e inteligência, mas sem corpo ou dependência da matéria.</p>



<p>Sobre os anjos, diz o CIC:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A existência dos seres espirituais, não-corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura é tão claro como a unanimidade da Tradição.</p><cite>(CIC, 328)</cite></blockquote>



<p>A alma humana também é um espírito, mas não é um anjo e nunca será, nem mesmo quando, por causa da morte, a alma humana estiver separada do corpo ela será um anjo. O homem é feito de corpo e alma, por isso nunca estará completo enquanto essas duas partes estiverem separadas. Mas esse tema será melhor abordado na catequese sobre a ressurreição dos mortos.&nbsp;</p>



<p>O menor dos anjos é infinitamente superior ao mais inteligente dos homens. Mas os anjos são apenas a mais baixa e pequena das categorias das hostes angélicas. Nas Escrituras vemos que existem serem espirituais ainda mais perfeitos que os anjos, são eles os arcanjos, os principados, as potestades, as virtudes, as dominações, os tronos, os querubins e os serafins. Todas esses são chamados de anjos de maneira genérica. &nbsp;</p>



<p>Podemos dizer que a diferença no grau de perfeição que existe entre um anjo e um homem é a mesma que existe entre o primeiro e um arcanjo.&nbsp;</p>



<p>Porém, o conhecimento que temos sobre os anjos – o termo <em>anjos </em>aqui é usado de maneira geral &#8211; aqui nesta vida é muito pequeno. Só nos foram dados a saber o nome de três anjos: Gabriel, que significa “Fortaleza de Deus”; Miguel, “Quem como Deus?”; e Rafael, “Remédio de Deus”. Deus apenas nos deixou um vislumbre daquilo que nos espera no Seu reino.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-iii-a-liberdade-dos-anjos-e-a-revolta-de-satan-s"><strong>III. A Liberdade dos Anjos e a Revolta de Satanás</strong>&nbsp;</h2>



<p>Quando da criação dos anjos, Deus deu a eles uma vontade que os fez supremamente livres. Todos sabemos que para alcançar o céu é necessário que antes amemos a Deus. É pelo seus atos de amor a Deus que um espírito, anjo ou alma, alcança o céu. E o amor precisa ser provado, caso contrário não é amor. E o amor só pode ser provado através da livre e voluntária submissão da vontade criada por Deus, por aquilo que chamamos de <em>ato de obediência</em> ou um <em>ato de lealdade.</em></p>



<p>Deus deu aos anjos o livre-arbítrio para que fossem capazes de fazer o seu ato de amor por Ele, de escolhê-Lo. Depois disso, poderiam vê-Lo face a face e entrar na eterna união com Ele; isto é, o <em>céu</em>.&nbsp;</p>



<p>A nós não foi revelado qual foi a prova à qual os anjos foram submetidos. Sobre isso diz o Padre Leo Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Muitos teólogos pensam que Ele deu aos anjos uma visão prévia de Jesus Cristo, o Redentor da raça humana, e lhes mandou que o adorassem. Jesus Cristo em todas as suas humilhações, uma criança no estábulo, um criminoso na cruz. Segundo esta teoria, alguns anjos se teriam rebelado ante a perspectiva de terem que adorar Deus encarnado. Conscientes da sua própria magnificência espiritual, da sua beleza e dignidade, não quiseram fazer o ato de submissão que a adoração a Jesus Cristo lhes pedia. Sob a chefia de um dos anjos mais dotados, Lúcifer, “ Portador da luz” , o pecado de orgulho afastou de Deus muitos anjos, e o terrível grito “<em>non serviam</em>”, “não servirei” , percorreu os céus. </p><cite>(TRESE; 1999; p. 33)</cite></blockquote>



<p>Ensina o Catecismo da Igreja Católica:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A Escritura fala de um pecado destes anjos. A queda consiste na livre opção destes espíritos criados, que radical e irrevogavelmente recusaram Deus e o seu Reino. Encontramos um reflexo desta rebelião nas palavras do tentador aos nossos primeiros pais: “Sereis como Deus” (Gn 3, 5). O Diabo é “pecador desde o princípio” (1 Jo 3, 8), “pai da mentira” (Jo 8, 44).</p></blockquote>



<p>Foi este o início do <em>inferno</em>. Pois o inferno é a rebelião de um espírito que se separa de Deus.&nbsp;</p>



<p>Quando o ser humano pecou na pessoa de Adão, Deus nos deu uma segunda chance, contudo essa segunda chance não foi oferecida aos anjos rebeldes. Dadas a perfeita clareza que possuía sua mente angélica e a sua perfeita liberdade, não havia desculpa possível para o pecado angélico. Eles compreendiam de uma maneira perfeita a consequência do pecado. Ademais, não houve neles nenhuma espécie “tentação”. Diz o Padre Leo:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Por terem rejeitado Deus, deliberada e plenamente, suas vontades permaneceram fixas contra Deus, fixas para sempre. Neles não é possível o arrependimento, eles não querem arrepender-se. Fizeram a sua escolha por toda a eternidade. Neles arde um ódio perpétuo contra Deus e contra todas as suas obras. </p><cite>(TRESE; 1999; p.34)</cite></blockquote>



<p>A nós também não foi revelado o número de anjos que caíram, mas, pelas Escrituras, sabemos que foram muitos.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-iv-temos-algum-dever-para-com-os-anjos"><strong>IV. Temos Algum Dever para com os Anjos?</strong></h2>



<p>Devemos venerar os anjos? Com a relação que devemos ter com nossos anjos da guarda? São Pio X nos responde essa pergunta em seu Catecismo Menor:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>58. Temos deveres para com os anjos?</strong><br>Para com os Anjos temos o dever de veneração; e para com o Anjo da Guarda temos também o de ser gratos, de escutar-lhe as inspirações e de não ofender-lhe nunca a presença com o pecado.&nbsp; &nbsp;</p></blockquote>



<p>Esta é uma breve introdução sobre a criação e os anjos. No próximo texto abordaremos a existência do demônio.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;</li><li>Catecismo Menor de São Pio X;</li><li>TRESE; Leo John. A fé explicada / Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. –</li><li>São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>



<p></p>
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		<title>Unidade e Trindade de Deus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2021 18:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Deus e Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Unidade e Trindade de Deus" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Como é que são três? Nenhum de nós gostaríamos de ter de explicar um problema de física quântica ou nuclear para uma criança de cinco anos. Na verdade, isso seria impossível, haja vista existir uma imensa distância entre a inteligência de uma criança de cinco anos e os avanços da física moderna. Para que serve [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Unidade e Trindade de Deus" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Unidade-e-Trindade-de-Deus-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-que-s-o-tr-s"><strong>Como é que são três?</strong></h2>



<p>Nenhum de nós gostaríamos de ter de explicar um problema de física quântica ou nuclear para uma criança de cinco anos. Na verdade, isso seria impossível, haja vista existir uma imensa distância entre a inteligência de uma criança de cinco anos e os avanços da física moderna. Para que serve essa comparação boba? Bom, se conseguimos imaginar a diferença entre o conhecimento da criança em relação àquele da ciência, podemos fazê-lo também relacionando a mente humana – ainda que a mais brilhante delas – e a verdadeira natureza de Deus. Se a primeira distância é imensa, a segunda é infinita. A mente humana tem um limite para aquilo que pode conhecer e, como vimos no segundo encontro, Deus é infinito; logo é impossível ao ser humano – em seu intelecto – alcançar a Deus em suas profundidades.&nbsp;</p>



<p>Por isso, quando Deus revela-se a nós, Ele precisa contentar-se em apenas revelar-nos qual é aquela verdade que está revelando. O “como”, a essência, daquilo que Deus nos revela está fora do nosso alcance nesta vida, por isso nem Deus explica-as para nós.&nbsp;</p>



<p>E uma dessas verdades reveladas por Deus, que já foi tratada por centenas de tratados teológicos, é a que diz que, havendo um só Deus, existem n’Ele três Pessoas divinas – Pai, Filho e Espírito Santo. A natureza divina é uma, mas há três Pessoas divinas. O Padre Leo Trese, referência para nossas catequeses, diz:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>No plano humano, “natureza” e “pessoa” são praticamente uma e mesma coisa. Se num quarto há três pessoas, três naturezas humanas estão lá presentes; se estivesse presente uma só natureza humana, haveria uma só pessoa.</p><cite>(TRESE; 1999; p. 26)</cite></blockquote>



<p>Diz São Pio X em seu Catecismo Menor:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>37. O que significa “Unidade de Deus”?</strong><br>Unidade de Deus significa que existe um único Deus.&nbsp;<br><br><strong>38. O que significa “Trindade de Deus”?</strong><br>Trindade de Deus significa que em Deus existem três Pessoas iguais e realmente distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.&nbsp;</p></blockquote>



<p>Assim, o ato de pensarmos em Deus como três Pessoas e uma só natureza é como dar um soco em ponta de faca.&nbsp;</p>



<p>A essas verdades reveladas por Deus, que fogem da capacidade cognoscente – isto é, a capacidade que tem de conhecer a algo – do nosso intelecto, chamamos de <em>mistérios da fé</em>. Cremos nelas, porque foram reveladas a nós por Deus. Mas só poderemos compreendê-las de maneira integral e apreender a sua essência, quando Deus manifestar-se plenamente a nós, no céu.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. É o mistério de Deus em si mesmo. E, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé e a luz que os ilumina.</p><cite>(CIC, 234)</cite></blockquote>



<p>Mais uma vez, citamos São Pio X:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>40. Nós compreendemos como as três Pessoas divinas, embora realmente distintas, são um único Deus?</strong><br>Nós não compreendemos nem podemos compreender como as três Pessoas divinas, embora realmente distintas são um único Deus: é um mistério.</p></blockquote>



<p>Fica claro que é Doutrina da Igreja que a Trindade seja um mistério da fé. Não podemos compreendê-la, mas o teólogos, ao longo dos séculos, nos deram pequenos esclarecimentos sobre a sua natureza. Desse modo, eles (os teólogos) explicam que a distinção entres as pessoas divinas se dá através da <em>relação</em> que existe entre elas.&nbsp;</p>



<p>Temos <em>Deus Pai</em>, que contempla a Si mesmo na sua própria mente divina, vendo-se como Ele realmente é. Nós também fazemos isso, algumas vezes, quando concentramos o olhar em nosso interior e formamos um pensamento sobre a nossa própria pessoa.&nbsp;</p>



<p>Mas o modo como conhecemos a nós mesmos é deveras imperfeito, se comparado com o modo que Deus conhece a Si mesmo. Mas, mesmo que nos conhecêssemos de maneira perfeita; isto é, ainda que o conceito que temos acerca de nós mesmos fosse perfeito, ele não poderia sair do nosso interior. Explica o Pe. Leo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O pensamento deixaria de existir, mesmo em minha mente, tão logo eu voltasse a minha atenção para outra coisa. A razão é que a existência e a vida não são parte necessária de um retrato meu. Houve um tempo em que eu não existia em absoluto, e hoje eu voltaria imediatamente ao nada se Deus não me mantivesse na existência.</p><cite>(TRESE; 1999; p.27)</cite></blockquote>



<p>Mas com Deus a situação é outra: Como vimos no segundo encontro, a natureza de Deus é existir. Só podemos concebê-lo de maneira adequada dizendo que ele é o Ser que nunca teve princípio, que foi e sempre será. A definição correta de Deus é aquela que Ele mesmo deu-nos no livro do Êxodo: “Eu sou Aquele que É” (Ex 3, 14).&nbsp;</p>



<p>Diz o Catecismo da Igreja Católica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Ao revelar o seu nome misterioso de YAHWEH (Javé), «Eu sou Aquele que É», ou «Eu sou Aquele que Sou», ou ainda «Eu sou quem Eu sou», Deus diz Quem é e com que nome deve ser chamado. Este nome divino é misterioso, tal como Deus é mistério. E, ao mesmo tempo, um nome revelado e como que a recusa dum nome. É assim que Deus exprime melhor o que Ele é, infinitamente acima de tudo o que podemos compreender ou dizer: Ele é o «Deus escondido» (Is 45, 15), o seu nome é inefável (7), e é o Deus que Se faz próximo dos homens.</p><cite>(CIC; 206)</cite></blockquote>



<p>Se o conceito que Deus possui de Deus de Si mesmo é um pensamento perfeito, necessariamente ele (o pensamento) deverá incluir a existência, já que existir é próprio da natureza de Deus. Por isso, a imagem que Deus vê de si mesmo, o Pensamento vivo em que Deus expressa a Si mesmo de maneira perfeita, a Palavra silenciosa com que Deus, na eternidade, expressa a Si mesmo chamamos de <em>Deus Filho</em>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Deus Pai é Deus conhecendo-se a Si mesmo; Deus Filho é a expressão do conhecimento que Deus tem de Si. Assim, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade é chamada Filho, precisamente porque é <em>gerada</em> desde toda a eternidade, engendrada na mente divina do Pai. Também a chamamos <em>Verbo de Deus</em>, porque é a “Palavra mental” em que a mente divina expressa o pensamento sobre Si mesmo.</p><cite>(TRESE; 1999; p.28)</cite></blockquote>



<p>Deus Pai e Deus Filho contemplam a natureza que possuem em comum. Ao contemplarem essa natureza, veem tudo o que há de bom e belo; tudo aquilo que é capaz de produzir o amor em seu grau mais perfeito. Essa contemplação gera um ato de amor infinito. E o amor de Deus sobre Si mesmo, assim como o conhecimento de Deus sobre Si mesmo, precisa ser vivo. Este amor perfeito, infinito, intenso, que é gerado pela eterna relação existente da relação entre Deus Pai e Deus Filho, é quem chamamos de <em>Deus Espírito Santo</em>.</p>



<p>São Pio X resume a relação entre as três Pessoas divinas da seguinte forma:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>44. Por que o Pai é a Primeira Pessoa da Santíssima Trindade?</strong><br>O Pai é a Primeira Pessoa da Santíssima Trindade porque não procede de outra Pessoa e d’Ele procede as outras duas, isto é, o Filho e o Espírito Santo.<br><br><strong>45. Por que o Filho é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade?</strong><br>O Filho é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade porque é gerado pelo Pai e é, conjuntamente com o Pai, princípio do Espírito Santo.<br><br><strong>46. Por que o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade?</strong><br>O Espírito Santo é Terceira Pessoa da Santíssima Trindade porque procede do Pai e do Filho.&nbsp;</p></blockquote>



<p>Se diante do conceito da Trindade nos sentimos perdidos e confusos, não temos porque ficarmos chateados ou frustrados por isso. Como já foi dito, este é um mistério de fé. Nem mesmo a mais brilhante das mentes humanas, nem o maior dos teólogos poderia compreendê-lo realmente.&nbsp;</p>



<p>Não podemos nos frustrar por haver mistérios. Isso é próprio dos soberbos que acham serem capazes de abarcar em si mesmos o infinito e a insondável natureza de Deus.&nbsp;</p>



<p>Mas há um erro que podemos cair quando falamos na Trindade: não podemos pensar que Deus Pai “veio primeiro” que as outras duas Pessoas. As três divinas Pessoas são igualmente eternas, porque são da mesma natureza divina. Deus Filho e Deus Espírito Santo não são subordinados ao Pai; nenhuma das Pessoas tem mais poder, sabedoria ou amor do que as outras. As três são igualmente perfeitas.&nbsp;</p>



<p>Sobre isso, nos ensina São Pio X:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>49. As três pessoas divinas são iguais, ou há uma maior, mais poderosa e mais sábia?&nbsp;</strong><br>Sendo um único Deus, as três Pessoas divinas são iguais em tudo e têm igualmente em comum toda a perfeição e toda operação; se bem que certas perfeições e as obras correspondentes atribuem-se mais a uma pessoa que à outra, como poder e a criação ao Pai.&nbsp;</p></blockquote>



<p>Sobre atribuirmos mais certas perfeições e suas obras correspondentes a um Pessoa que às outras, diz São Pio X, desta vez em seu Catecismo Maior:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>30. Por que então a criação se atribui particularmente ao Pai?&nbsp;</strong><br>Atribui-se a criação particularmente ao Pai porque a criação é feito da onipotência divina, a qual se atribui particularmente ao Pai, como se atribui a sabedoria ao Filho e a bondade ao Espírito Santo, embora todas as três Pessoas tenham a mesma onipotência, sabedoria e bondade.&nbsp;</p></blockquote>



<p>Deus Pai é o <em>Criador</em>, Deus Filho é o <em>Redentor</em>, Deus Espírito Santo é o <em>Santificador</em>. Mas, apesar disso, o que Um deles faz, Todos o fazem; onde Um está, estão os Três.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Toda a economia divina é obra comum das três pessoas divinas. Assim como não tem senão uma e a mesma natureza, a Trindade não tem senão uma e a mesma operação.</p><cite>(CIC, 258)</cite></blockquote>



<p>Este é o mistério da Santíssima Trindade. A Unidade Trina, a fonte de todo amor. Que vive em uma eterna felicidade. Felicidade que nos espera e que somos chamados a viver um dia, no céu.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;</li><li>Catecismo Menor de São Pio X;</li><li>Catecismo Maior de São Pio X;</li><li>TRESE; Leo John. A fé explicada / Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. –</li><li>São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>
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		<title>Deus e seus atributos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2021 12:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Deus e Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/Deus-e-seus-atributos.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Deus e seus atributos" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/Deus-e-seus-atributos.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/Deus-e-seus-atributos-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/Deus-e-seus-atributos-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/Deus-e-seus-atributos-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/Deus-e-seus-atributos-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/Deus-e-seus-atributos-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Quem é Deus? Quem é Deus? Essa é uma pergunta comum àqueles que creem. Vivemos a nos indagar sobre a natureza de Deus e suas prerrogativas ou perfeições. São Pio X, em seu Catecismo Menor, responde:&#160; 2. Quem é Deus?Deus é o Ser perfeitíssimo, Criador e Senhor do Céu e da Terra. &#160; Deus é [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading" id="h-quem-deus"><strong>Quem é Deus?</strong></h2>



<p>Quem é Deus? Essa é uma pergunta comum àqueles que creem. Vivemos a nos indagar sobre a natureza de Deus e suas prerrogativas ou perfeições. São Pio X, em seu Catecismo Menor, responde:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" id="h-quem-deus-1"><p>2. <strong>Quem é Deus?</strong><br><em>Deus é o Ser perfeitíssimo, Criador e Senhor do Céu e da Terra. &nbsp;</em></p></blockquote>



<p>Deus é Criador e Perfeitíssimo e umas das principais provas dessa verdade está em que nada acontece sem que exista uma coisa anterior que o cause. Em outras palavras, não é possível que uma  árvore cresça, sem que antes sua semente seja depositada no solo. Um objeto não vai de um lugar ao outro, sem que alguém o mova. Em linguagem filosófica, dizemos que <em>cada efeito deve ter uma causa</em>. </p>



<p>Por isso, se voltarmos o Universo até sua origem, até o que a Ciência Moderna chama de Big Bang, precisaremos dizer que houve <em>Alguém</em> que desse início ao seu movimento. Alguém que a tudo criasse do nada; pois <em>do nada, por si, nada pode vir</em>. Diz o Padre Leo Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Há de haver alguém não feito por outro, há de haver alguém que tenha existido <em>sempre</em>, alguém que não teve começo. Há de haver alguém com poder e inteligência sem limites, cuja a própria natureza seja existir.</p><cite>TRESE; 1999; p. 20</cite></blockquote>



<p>Esse alguém, por obviedade, é Aquele a quem chamamos de Deus. Aquele que existe por natureza própria. Aquele que É.&nbsp;</p>



<p>Deus é o Ser Supremo, origem de todos os seres; ou seja, de tudo aquilo que existe. Por consequência lógica de Deus ser o Ser Supremo, não podemos falar na existência de mais de um Deus. Se alguém é supremo, não se pode falar de outro igual a ele. Caso contrário, cairemos em contradição. O Catecismo da Igreja Católica, sobre esse assunto, diz:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A confissão da unicidade de Deus, que tem sua raiz na Revelação divina da Antiga Aliança, é inseparável da confissão da existência de Deus e igualmente fundamental como ela. Deus é único: só existe um Deus: «A fé cristã crê e professa que há um só Deus, por natureza, por substância e por essência.</p><cite>Catecismo Romano 1, 2, 2 » CIC, 200</cite></blockquote>



<p>Portanto, se Deus é único e Supremo, conclui-se que Ele também é perfeitíssimo; isto é, que Ele possuí em Si, por natureza Sua, todas as perfeições. Mais uma vez, vejamos o que diz São Pio X:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>3. <strong>O que significa “perfeitíssimo”?</strong><br>Perfeitíssimo significa que há em Deus toda a perfeição, sem defeito e sem limite, ou seja, que ele é poder, sabedoria e bondade infinitos.&nbsp;</p></blockquote>



<p>Falemos sobre outro atributo divino: Deus é <em>Espírito</em>. Na filosofia, distinguem-se dois tipos de substância: as espirituais e as físicas. As substâncias físicas são aquelas que são compostas; isto é, que são divididas em partes. A água que bebemos, por exemplo, é composta de hidrogênio e oxigênio; estes dois elementos, por sua vez são compostos de moléculas, e moléculas de átomos, o átomo de nêutrons, prótons e elétrons. Os pequenos fragmentos do mundo material são compostos de substâncias físicas.</p>



<p>Já uma substância espiritual não possui partes. Não há nela nada que possa corromper-se, dividir-se, quebrar-se; como há nas substâncias físicas. Filosoficamente, dizemos que uma substância espiritual é <em>simples</em>. Por conseguinte, as substâncias espirituais são imortais; isto é, elas não podem destruir-se; o que acontece com as substâncias físicas, pois estas, ao conterem em si divisões, podem ter suas partes separadas, seja por corrupção ou destruição. Uma substância espiritual só pode deixar de existir por um ato de Deus.&nbsp;</p>



<p>Três são os tipos de substâncias espirituais: i) a do próprio Deus; ii) a dos anjos e iii) a das almas humanas. Qualquer uma dessas três substâncias espirituais possui inteligências própria e não precisa da ajuda de qualquer substância física para atuar. Mas nós não somos feitos de corpo e alma? Não depende, então, nossa alma de nosso corpo? Sim, nesta vida terrena nossa alma depende de nosso corpo para realizar suas atividades, mas não é uma dependência <em>absoluta</em>. Quando morremos, nossa alma separa-se do corpo e continua a atuar, de maneira ainda mais livre do que o faz agora. Diz o CIC:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. A narrativa bíblica exprime esta realidade numa linguagem simbólica, quando afirma que «<em>Deus formou o homem com o pó da terra, insuflou-lhe pelas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se num ser vivo </em>(Gn 2, 7)»&nbsp;</p><cite>CIC, 362</cite></blockquote>



<p>Imaginar um espírito é uma tarefa difícil, pois o ato de imaginar implica a formação de uma imagem em nossa mente, mas como formar uma imagem de algo que não possui uma imagem? O que podemos formar é a ideia daquilo que é um espírito: pensemos em nós mesmo, mas de maneira incorpórea; ou seja, pensemos naquilo que somos, mas sem incluir nosso corpo; conservaríamos aquilo que sabemos e nossos afetos. Ainda seríamos o que somos (um “eu”), mas sem corpo. Seríamos, pois, espírito.&nbsp;</p>



<p>Mais acima foi dito que Deus possuí poder e bondade infinitos. Contudo, o conceito de <em>infinito </em>também é de difícil imaginação, haja vista sermos nós seres finitos. De qualquer forma, podemos explicar o infinito como aquilo que não tem <em>limites</em>. Tudo o que é criado possuí limites, mas <em>Deus não está limitado em nenhum sentido</em>. Dessa forma, tudo o que vemos de bom, belo e verdadeiro na criação é reflexo da Bondade, Beleza e Verdade de Deus.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Em todas as suas obras, Deus mostra a sua benevolência, a sua bondade, a sua graça, o seu amor; mas também a sua credibilidade, a sua constância, a sua fidelidade, a sua verdade.</p><cite>CIC, 214</cite></blockquote>



<p>As perfeições ou atributos de Deus são da mesma substâncias que Ele. Isto é, Deus não é bom somente, mas <em>Deus é a Bondade</em>; não é somente justo, mas a própria <em>Justiça. </em>Não é possível falar sobre todas as perfeições de Deus, mas há algumas que merecem ser destacadas. Uma delas, já mencionada, é a <em>eternidade. </em>Homens e anjos também podem ser considerados “eternos”, pois não irão morrer jamais – no caso do ser humano, sua alma não morrerá e seu corpo será ressuscitado na Parúsia -, contudo ambos anjos e homens possuem um início. Somente Deus é eterno por natureza, em sentido absoluto; não irá morrer e não existe um tempo no qual Ele não existisse.</p>



<p>Também já mencionamos mais acima que Deus é <em>bondade infinita</em>. Não há limites para a Sua bondade. E essa bondade é-nos dada continuamente, de maneira gratuita.&nbsp;</p>



<p>Mas, se Deus é bondade, como explicar o problema do mal no mundo, aquilo que em Filosofia e Teologia chamamos de <em>Teodiceia</em>? Muitas obras já foram escritas sobre o tema, portanto não é possível esgotá-lo em uma catequese. Mas podemos dar uma resposta abreviada: o mal existente no mundo, seja ele físico ou moral, veio como consequência do pecado de Adão e Eva. O Padre Leo Trese diz em seu <em>A Fé Explicada:</em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Deus, que deu ao homem o livre-arbítrio e pôs em marcha o seu plano para a humanidade, não anda interferindo continuamente para arrebatar-lhe esse dom da liberdade. Com esse livre-arbítrio que Deus nos deu, temos que lavrar nosso destino até o final – até a felicidade eterna, se a escolhermos como meta e se quisermos aceitas e utilizar o auxílio da graça divina -, mas livres até o fim.</p><cite>TRESE; 1999; p. 23</cite></blockquote>



<p>O mal é uma ideia humana e Deus nada tem a ver com ela. Se os inocentes padecem com a maldade dos maus, serão recompensados na vida futura. O seu sofrimento não se compara com a alegria da vida no Céu.&nbsp;</p>



<p>A fé em Deus Pai todo-poderoso pode ser posta à prova pela experiência do mal e do sofrimento. Por vezes, Deus pode parecer ausente e incapaz de impedir o mal. Ora, Deus Pai revelou a sua omnipotência do modo mais misterioso, na humilhação voluntária e na ressurreição de seu Filho, pelas quais venceu o mal. (CIC, 272)</p>



<p>Ainda sobre o problema do mal, nos diz São Pio X:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>11. Deus pode fazer inclusive o mal?</strong><br>Deus não pode fazer o mal porque, sendo bondade infinita, não pode querer; porém o tolera para deixar livres as criaturas, sabendo depois tirar o bem inclusive do mal.&nbsp;</p></blockquote>



<p>Deus possui conhecimento infinito, a este atributo divino chamamos <em>onisciência</em>. Todo o tempo, passado, presente e futuro; todas as coisas que são e que poderiam ser, tudo aquilo que é passível de ser conhecido, tudo está contido na mente divina.&nbsp;</p>



<p>Se Deus de tudo sabe, então sabe o que farei durante toda minha vida? A resposta é <em>sim.</em> Logo, se Deus sabe o que farei, significa que <em>terei</em> de fazê-lo? Essa é uma pergunta que em um primeiro momento pode parecer de difícil resposta, mas não é. Não podemos confundir o Deus <em>conhecedor </em>com o <em>causador</em>. Deus <em>saber</em> que comerei cuscuz no café da manhã de domingo, não é a <em>causa</em> que me faz comer. Quando, depois de um dia muito abafado, sabemos que irá chover, não quer dizer que somos aqueles que deram <em>causa</em> à chuva. Mais uma vez, recorramos aos ensinamentos do Padre Leo Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Para sermos teologicamente exatos, convém dizer que falando <em>em termos absolutos</em>, Deus é a causa de tudo o que acontece. Deus é por natureza a Primeira Causa. Isto quer dizer que nada existe nem acontece que não tenha sua origem no poder infinito de Deus.<em>&nbsp;</em></p><cite>TRESE; 1999; p. 24</cite></blockquote>



<p>Deus também está presente em todos os lugares; isto é, não há limites para sua presença. Está presente em toda a parte. Explicamos isso pelo fato de nada estar fora de Deus, pois, como já vimos acima, Deus é o Ser Supremo e sustenta tudo o que existe no ser, na existência. A essa perfeição divina chamamos de <em>onipresença</em>.&nbsp;</p>



<p>Outra perfeição divina é o seu infinito poder. Deus tudo pode fazer: é <em>onipotente.</em> Pode Deus fazer um círculo quadrado? Uma pedra tão grande que não possa levantar? A resposta é não. Porque tanto um círculo quadrado, como uma pedra tão grande que Deus não a possa levantar, não são <em>algo</em>, elas são nada, são contradições nos seus próprios termos. Deus pode fazer tudo menos o que é <em>não-ser</em>, nada.&nbsp;</p>



<p>Poderia Deus pecar? Também não. Pois o pecado não é um ser, ele não tem existência própria, também é nada. Sobre isso, São Pio X diz, dessa vez em seu Catecismo Maior:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>27. Deus não pode pecar nem morrer; como é então que se diz que Ele pode fazer tudo?</strong><br>Diz-se que Deus pode fazer tudo, embora não possa pecar nem morrer, porque o poder pecar ou morrer não é eleito de potência mas de fraqueza, a qual não pode existir em Deus, que é perfeitíssimo.</p></blockquote>



<p>Deus é infinitamente <em>sábio</em>, a própria <em>Sabedoria</em>. Ele fez tudo; logo, sabe qual a melhor maneira de usar aquilo que fez e qual o melhor caminho para sua criação. Por isso não temos o mínimo direito de criticar Deus naquilo que Ele decide.&nbsp;</p>



<p>Por fim, Deus é a <em>santidade</em> e <em>todo misericórdia</em>. Toda santidade provém de Deus, não é possível ser santo, senão em Deus. Por ser a própria santidade, também é todo misericordioso. O perdão de Deus não tem limites. Mas não podemos confundir a misericórdia divina com uma “inocência” divina, Deus também é todo justo. Logo, se não o amarmos, não entraremos em sua visão beatífica.&nbsp;</p>



<p>Portanto, é isso que significa – isto é, tudo que fora dito acima &#8211; quando dizemos que <em>Deus é um espírito infinitamente perfeito</em>.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;&nbsp;</li><li>Catecismo Menor de São Pio X;&nbsp;</li><li>Catecismo Maior de São Pio X;&nbsp;</li><li>TRESE; Leo John. <strong>A fé explicada / </strong>Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. – São Paulo: Quadrante, 1999.&nbsp; &nbsp;&nbsp;</li></ul>
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		<title>Pai Nosso: Entendendo a Paternidade de Deus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2020 19:18:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Deus e Cristo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Pai-Nosso.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Pai Nosso" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Pai-Nosso.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Pai-Nosso-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Pai-Nosso-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Pai-Nosso-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Pai-Nosso-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(Scott Hahn, St. Paul Center. Traduzido por Petter Martins) Se queremos ser cristãos, não temos escolha a não ser orar: &#8220;Pai Nosso&#8221;. Quando os primeiros discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a orar, Ele os ensinou usando essas mesmas palavras. Orar como cristão, então, significa orar: &#8220;Pai Nosso&#8221;. No entanto, como aprendi em meus primeiros dias de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Pai-Nosso.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Pai Nosso" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Pai-Nosso.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Pai-Nosso-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Pai-Nosso-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Pai-Nosso-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/Pai-Nosso-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(<a rel="noreferrer noopener" aria-label="Scott Hahn (abre numa nova aba)" href="https://stpaulcenter.com/our-father-understanding-the-fatherhood-of-god/" target="_blank">Scott Hahn</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.lifesitenews.com/blogs/bishop-schneider-catholics-and-muslims-share-no-common-faith-in-god-no-common-adoration" target="_blank">St. Paul Center</a>. Traduzido por <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/autor/pettermartins/">Petter Martins</a>) Se queremos ser cristãos, não temos escolha a não ser orar: &#8220;Pai Nosso&#8221;. Quando os primeiros discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a orar, Ele os ensinou usando essas mesmas palavras. Orar como cristão, então, significa orar: &#8220;Pai Nosso&#8221;.</p>



<p>No entanto, como aprendi em meus primeiros dias de ministério, a palavra  <em>pai</em> tornou-se uma pedra de tropeço para algumas pessoas. O divórcio é comum, assim como os filhos fora do casamento. Eu moro num país que um livro popular descreveu como América sem pai. Assim, para um número crescente de pessoas, pai nunca quis ser provedor, professor ou tutor. Significou apenas uma ausência dolorosa — ou uma presença abusiva.  </p>



<p>Além disso, mesmo as crianças que cresceram com um bom pai estão cientes de seus defeitos, problemas e pecados. As melhores intenções dos pais mais virtuosos costumam ser prejudicadas na execução. O que nós, pais humanos, não daríamos aos nossos filhos?! Mas nem sempre temos o que eles querem ou precisam; e, quando o temos, não sabemos como dar sem estragá-los. </p>



<p>É por isso que a Tradição nos diz que devemos ir além de nossas experiências terrenas e lembranças da paternidade quando oramos: &#8220;Pai Nosso&#8221;. Pois, embora Ele seja um provedor, criador e protetor, Deus é mais  <em>diferente</em> do <em>que</em> qualquer pai humano, qualquer patriarca ou figura paterna. O Catecismo coloca desta maneira: “<em>É que Deus, nosso Pai, transcende as categorias do mundo criado. Transpor para Ele ou contra Ele, as nossas ideias neste domínio, seria fabricar ídolos, a adorar ou a derrubar. Orar ao Pai é entrar no seu mistério, tal como Ele é e tal como o Filho no-Lo revelou</em>.” (CIC 2779).  </p>



<p>Como Jesus, Deus Filho, revelou o Pai para nós? Como “<em>o Pai que está nos céu</em>s” (Mt 6, 9). Ao adicionar essa frase preposicional “<em>nos céus</em>”, Jesus enfatiza a diferença na paternidade de Deus. O Pai a quem oramos não é um pai terreno. Ele está &#8220;acima&#8221; de nós; Ele é Aquele que professamos no credo como &#8220;<em>Pai Todo-Poderoso</em>&#8220;. Embora sejamos fracos, limitados e propensos a erros, nada é impossível para Deus (Lc 1,37).  </p>



<p>O poder de Deus, então, diferencia Sua paternidade de qualquer paternidade que conhecemos ou imaginamos. Sua “<em>paternidade e o seu poder esclarecem-se mutuamente</em>.” (CIC 270). Ao contrário dos pais terrenos, Ele sempre tem as melhores intenções para Seus filhos, e sempre tem a capacidade de realizá-las. Jesus queria que soubéssemos disso, para que pudéssemos sempre nos aproximar de nosso Pai celestial com confiança e segurança infantil: “Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis” (Mt 21, 22). </p>



<p>O Catecismo ensina que “<em>Ele mostra a sua omnipotência paterna pelo modo como cuida das nossas necessidades</em>” (CIC 270). Conhecemos Deus como Pai, porque, ao longo da vida de oração, experimentamos Seu cuidado por nós. Chegamos a ver por nós mesmos que Ele é poderoso e que Ele não nos negará nada que seja bom para nós. </p>



<p>A paternidade terrestre às vezes reflete essas características, assim como os cargos que assumem papéis paternais na sociedade: o sacerdócio, por exemplo, e o governo. No entanto, os pais terrenos podem aperfeiçoar sua paternidade apenas purificando-se dos motivos terrenos — como ganância, inveja, orgulho e desejo de controlar. Eles podem se tornar verdadeiros pais apenas se conformando à imagem de seu Pai celestial, e essa Imagem é Seu primeiro filho, Jesus Cristo.  </p>



<p>No governo, na paternidade ou no sacerdócio, passamos a exercer um papel paternal mais perfeito à medida que “crescemos” na Família de Deus: “&#8221;S<em>omos filhos de Deus. E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados.</em>” (Rm 8 16-17). Esse processo é um corretivo divino às noções distorcidas mundanas de patriarcado e hierarquia.  </p>



<p>Um escritor cristão antigo, Dionísio, o Areopagita, descreveu a hierarquia como algo que se origina no céu, onde a luz divina passa através dos anjos e dos santos como se tudo fosse transparente. Os dons de Deus, então, são passados ​​de uma pessoa para a outra, sem serem diluídos. Aqueles que estão mais próximos de Deus — e são tão altos na hierarquia — servem aos que são inferiores. Em cada estágio, eles dão como Deus dá, mantendo nada para si mesmos.  </p>



<p>Observe aqui como os bens espirituais diferem dos bens materiais. Se eu possuo propriedade exclusiva de algo — digamos, um paletó ou uma gravata — outra pessoa não pode possuí-lo e usá-lo ao mesmo tempo. Os bens superiores, no entanto, são espirituais; e bens espirituais — como fé, esperança, amor, liturgia, os méritos dos santos — podem ser compartilhados e possuídos por todos. É assim que a hierarquia trabalha com os anjos e santos no céu.  </p>



<p>Para que esse compartilhamento ocorra “<em>na terra como no céu</em>”, é necessária a perfeição da paternidade terrena, que só pode ocorrer se orarmos sinceramente: “<em>Pai nosso que estás nos céus</em>”. Deus é o Pai primordial, &#8220;<em>ao qual deve a sua existência toda família no céu e na terra</em>&#8221; (Ef 3, 15). Ele é o modelo eterno pelo qual todos os pais humanos devem ser medidos. </p>



<p>Através dos tempos, os céticos perguntaram se orar ao “<em>Pai Nosso&#8230; no céu</em>” é consistente com nossa crença de que “<em>Deus está em toda parte</em>” e que Ele habita em nós (João 14 16, 23).  </p>



<p>Sim, Deus está em toda parte, na terra como está no céu. Ele está sempre presente conosco e vive dentro de nós quando estamos no estado de graça, livre de pecado mortal. No entanto, Jesus nos ensina a orar a “<em>Pai nosso&#8230; nos céus</em>” porque Ele quer que elevemos nossas vistas do exílio terrestre para o nosso verdadeiro lar — no céu. São João Crisóstomo disse bem: Jesus nos ensinou a orar desta maneira não para &#8220;<em>limitar Deus aos céus</em>&#8220;, mas para nos elevar da terra e nos colocar &#8220;<em>nos altos e nas moradas superiores</em>&#8220;.  </p>



<p>Deus nos criou para si mesmo;&nbsp;Ele nos fez para o céu.&nbsp;O céu está separado de nós não por anos-luz de espaço, mas por nossos pecados.&nbsp;No entanto, o próprio Deus criou nosso lugar de exílio, e é um bom lugar.&nbsp;Assim, é fácil nos sentirmos confortáveis ​​em nossas vidas terrenas e esquecer nosso destino eterno.&nbsp;Pense nos israelitas vagando no deserto;&nbsp;depois de alguns anos de dificuldades, eles ficaram nostálgicos por seus anos de escravidão no Egito, onde pelo menos suas barrigas estavam cheias.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Nós também podemos pensar assim. Quando os problemas terrestres se aproximam de nós, as promessas do céu parecem irreais e remotas. Quando fixamos o olhar no horizonte próximo, pensamentos invejosos, ressentimentos e impulsos gananciosos parecem fazer sentido para nós. Afinal, se seguirmos sua lógica atraente, talvez possamos alcançar as coisas que queremos agora.  </p>



<p>O remédio para isso, é claro, é fixar nossas vistas no alto, no céu, em nosso lar prometido. Pela misericórdia e poder de Deus — por Sua&#8230; paternidade! — Ele nos prometeu grandes coisas. Agora vivemos em um estado de graça, mas quando estamos com “<em>Pai Nosso&#8230; nos céus</em>”, viveremos em um estado de glória. Agora nós somos Seus templos; mas então Ele será <em>nosso</em> Templo (Ap 21, 22). Agora, ele vive em nós; mas então, viveremos Nele.  </p>



<p>Embora ainda não estejamos em casa, Deus, o Pai, está conosco e tem o poder de nos conduzir através do deserto e através do Jordão.&nbsp;Embora tenhamos uma longa jornada pela frente, Ele está sempre em nosso meio.&nbsp;</p>
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		<title>O que Jesus foi fazer no inferno?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 20:30:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Deus e Cristo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/O-que-Jesus-foi-fazer-no-inferno.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O que Jesus foi fazer no inferno" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/O-que-Jesus-foi-fazer-no-inferno.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/O-que-Jesus-foi-fazer-no-inferno-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/O-que-Jesus-foi-fazer-no-inferno-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/O-que-Jesus-foi-fazer-no-inferno-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/O-que-Jesus-foi-fazer-no-inferno-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>As dificuldades acima se resolvem distinguindo-se as duas acepções do termo &#8220;inferno&#8221; na linguagem cristã corrente. &#8220;Inferno&#8221; vem do latim &#8220;infernus&#8221;, adjetivo derivado de &#8220;infra&#8221;, abaixo. Designando o&#160;&#8220;lugar&#160;situado&#160;infra&#160;ou debaixo&#8221;, a palavra entrou no vocabulário dos cristãos com os seguintes matizes: 1) &#8220;Infernus&#8221; pode equivaler ao termo hebraico &#8220;sheol&#8221;. Este designava, segundo as concepções dos antigos [&#8230;]</p>
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<p>As dificuldades acima se resolvem distinguindo-se as duas acepções do termo &#8220;inferno&#8221; na linguagem cristã corrente.</p>



<p>&#8220;Inferno&#8221; vem do latim &#8220;infernus&#8221;, adjetivo derivado de &#8220;infra&#8221;, abaixo. Designando o&nbsp;<strong>&#8220;</strong><strong>lugar</strong><strong>&nbsp;</strong>situado<strong>&nbsp;infra</strong>&nbsp;ou debaixo&#8221;, a palavra entrou no vocabulário dos cristãos com os seguintes matizes:</p>



<p>1) &#8220;Infernus&#8221; pode equivaler ao termo hebraico &#8220;sheol&#8221;. Este designava, segundo as concepções dos antigos judeus, um lugar subterrâneo para onde iam promiscuamente as almas de todos os defuntos, bons e maus. A teologia judaica, nas proximidades da era cristã, distinguia no &#8220;sheol&#8221; diversas regiões, entre as quais a dos “pecadores réprobos” (cf. Jud 6) e a dos justos também chamada &#8220;seio de Abraão&#8221; (cf. Lc 16,22), &#8220;Paraíso ou novo Éden&#8221; (cf. Lc 23,43), &#8220;tesouro das almas&#8221; (cf. 1 Sam 25,29), região situada &#8220;sob o trono de Deus&#8221; (cf. Apc 6,9; vejam-se outrossim Sab 3,1-5-10; 2 Mac 15, 12-15). — Os judeus tinham consciência de que não era possível passar de uma dessas regiões para outra (cf. Lc 16,26).</p>



<p>2) A Revelação do Novo Testamento distingue com mais clareza a sorte póstuma dos justos e a dos pecadores. Àqueles é atribuído o &#8220;céu&#8221;, a bem-aventurança celeste, ao passo que o termo &#8220;inferno&#8221; (correspondente a &#8220;sheol&#8221;) fica reservado para designar o estado dos réprobos (já era esta, aliás, a tendência dos rabinos contemporâneos a Cristo). Note-se, porém, que os conceitos cristãos de bem-aventurança celeste e inferno não estão presos a alguma topografia; designam primariamente um estado de alma, independente de determinada localização geográfica (não se queira elucubrar a geografia do Além).</p>



<p>Sendo assim, quando se diz que Cristo desceu aos infernos no tríduo após a sua morte (cf. 1 Pdr 3,19), entende-se que a sua alma santíssima se manifestou aos justos do Antigo Testamento que no &#8220;sheol&#8221; (seio de Abraão) aguardavam a Redenção; o Salvador lhes anunciou que esta já se dera e, por conseguinte, poderiam gozar da visão de Deus na bem-aventurança celeste. — Manifestando-se aos fiéis, o Senhor não apareceu aos réprobos, pois tal manifestação carecia de razão de ser; não há possibilidade de conversão após esta vida (cf, &#8220;PeR&#8221; 3/1957, qu, 5).</p>



<p>Vê-se, pois, que, quando se fala da descida de Jesus aos infernos, este último termo é tomado em sua acepção vétero-testamentária (a primeira acima exposta). Quanto ao vocábulo &#8220;descida&#8221;, tem sentido metafórico, derivado da maneira de falar popular dos hebreus; não se poderia afirmar que a alma de Jesus se tenha deslocado para regiões subterrâneas. Costuma-se dizer equivalentemente que &#8220;Jesus desceu ao limbo dos Pais&#8221;; &#8220;limbo&#8221; (de &#8220;limbus&#8221;, orla em latim) seria a parte superior das regiões subterrâneas, a menos distanciada do céu. Este &#8220;limbo dos Pais&#8221;, mansão provisória, deixou de existir, como se compreende, desde que os justos do Antigo Testamento receberam a bem-aventurança eterna. Hoje em dia os teólogos falam do &#8220;limbo&#8221; em outra acepção, ou seja, para designar o estado póstumo das crianças que morrem sem batismo.</p>



<p>Prometendo ao bom ladrão o paraíso para o mesmo dia, Jesus não queria dizer que este justo arrependido O precederia na bem-aventurança celeste; à santíssima humanidade de Cristo ressuscitado devia, sem dúvida, tocar a primazia da entrada nos céus. Cristo, porém, dava certeza ao bom ladrão de que, logo após a morte de cruz, a sua alma estaria com a de Cristo, indo com esta ao &#8220;seio de Abraão&#8221; ou ao paraíso (conforme a terminologia dos judeus) ou ainda à mansão dos justos defuntos da Antigo Testamento, a fim de aguardar a ressurreição do Senhor e a entrada na visão de Deus. O simples fato, porém, de estar inseparàvelmente associada a Jesus já acarretaria suma felicidade para o pecador agraciado: &#8220;Estar com Cristo é viver; por isso, onde se acha Cristo, aí se acha a vida, aí se acha o reino. — Vita est enim esse cum Christo; ideo ubi Chrístus, ibi vita, ibi regnum&#8221; (S. Ambrósio, Com. in Lc, ed. Migne 15,1834).</p>



<p><em>Sobre as noções acima, veja-se E. Bettencourt, &#8220;A vida que começa com a morte&#8221;.</em><strong><em> 2ª </em></strong><em>ed. AGIR. Rio de Janeiro</em><strong><em> 1958,</em></strong><em> cap Xll par.2; “Para entender o Antigo Testamento&#8221;- ibd. 1956. 190s.</em></p>
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