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	<title>Doutrinas Não-Cristãs &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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	<title>Doutrinas Não-Cristãs &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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		<title>O &#8220;Deus das Lacunas&#8221;: Uma Crítica Mal Formulada à Fé Cristã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2025 01:02:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Respostas Rápidas]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Deus-das-Lacunas.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Deus das Lacunas" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Deus-das-Lacunas.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Deus-das-Lacunas-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Deus-das-Lacunas-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Deus-das-Lacunas-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Deus-das-Lacunas-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Um dos argumentos comumente usados contra a fé cristã nos meios céticos é a ideia de que tudo o que os cristãos não conseguem explicar, eles atribuem a Deus. Assim, à medida que a ciência avança e explica mais coisas, Deus vai se tornando cada vez mais desnecessário, até que, eventualmente, desapareça. É o chamado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Deus-das-Lacunas.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Deus das Lacunas" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Deus-das-Lacunas.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Deus-das-Lacunas-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Deus-das-Lacunas-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Deus-das-Lacunas-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Deus-das-Lacunas-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Um dos argumentos comumente usados contra a fé cristã nos meios céticos é a ideia de que tudo o que os cristãos não conseguem explicar, eles atribuem a Deus. Assim, à medida que a ciência avança e explica mais coisas, Deus vai se tornando cada vez mais desnecessário, até que, eventualmente, desapareça. É o chamado argumento do &#8220;Deus das lacunas&#8221;.</p>



<p>Mas essa crítica é válida? Vamos analisá-la com cuidado.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-f-na-ci-ncia-total-um-salto-metaf-sico"><strong>Fé na ciência total: um salto metafísico</strong></h2>



<p>Primeiramente, é importante reconhecer que afirmar que a ciência, um dia, explicará absolutamente tudo é uma declaração de fé, e não um dado científico. Não existe experimento ou observação que comprove que o método científico abarcará a totalidade do real. Essa suposição é, portanto, uma crença filosófica que excede os limites da própria ciência. Trata-se de um positivismo ingênuo, que não passa no teste que exige dos outros: evidências empíricas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-f-crist-n-o-uma-explica-o-das-lacunas"><strong>A fé cristã não é uma explicação das lacunas</strong></h2>



<p>A segunda falha dessa crítica é presumir que os cristãos creem em Deus apenas porque ainda não se sabe explicar certas coisas. Mas isso não é verdadeiro. A fé cristã nunca se baseou na ignorância, mas na Revelação divina e na razão filosófica.</p>



<p>As provas da existência de Deus formuladas por grandes pensadores como Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino e tantos outros, não são tentativas de &#8220;preencher lacunas&#8221; do conhecimento científico. Elas são argumentos metafísicos, baseados na contingência dos seres, na ordem do universo, na causa primeira, no ser necessário, e assim por diante. Nenhuma dessas questões está no âmbito da ciência empírica.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-limites-do-m-todo-cient-fico"><strong>Limites do método científico</strong></h2>



<p>A ciência, por sua natureza, estuda o mundo físico: o que é mensurável, observável e reproduzível. Ela é, sem dúvida, uma forma válida e poderosa de conhecimento. Mas não é a única. Existêm muitas realidades que escapam ao escopo da ciência: a moral, o amor, o perdão, a consciência, a liberdade, a beleza, o sentido da vida. Que experimento científico é capaz de medir o valor do perdão ou provar que o amor existe como realidade objetiva?</p>



<p>Esses são elementos profundamente humanos, acessados por outras vias: a filosofia, a arte, a experiência pessoal, a religião. E é nesse contexto mais amplo que se insere a fé em Deus: não como tapa-buraco, mas como resposta transcendente às questões fundamentais do ser humano.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-filosofia-e-teologia-outras-vias-de-conhecimento"><strong>Filosofia e Teologia: outras vias de conhecimento</strong></h2>



<p>Os argumentos a favor da existência de Deus são, em sua maioria, filosóficos e metafísicos. Eles partem da observação racional da realidade para concluir que há um fundamento necessário, uma causa primeira, um Bem absoluto. Isso não tem nada a ver com &#8220;lacunas&#8221; do saber empírico, mas com os princípios racionais que sustentam o próprio ato de conhecer.</p>



<p>A teologia, por sua vez, baseia-se na Revelação: Deus se manifestou de forma histórica e definitiva em Jesus Cristo. Isso é atestado pela Escritura, pela Tradição e pela experiência viva da Igreja.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conclus-o-uma-cr-tica-que-falha-no-seu-alvo"><strong>Conclusão: uma crítica que falha no seu alvo</strong></h2>



<p>A acusação do &#8220;Deus das lacunas&#8221; é, no fundo, uma caricatura. Ela não descreve com fidelidade a fé cristã, nem reflete o modo como os grandes pensadores cristãos conceberam a existência de Deus.</p>



<p>Crer em Deus não é uma fuga diante da ignorância, mas uma resposta racional e existencial diante do mistério da vida, do ser e do universo. Por isso, essa crítica não se sustenta, e nós, católicos, podemos ter plena confiança na razoabilidade e profundidade da nossa fé.</p>
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		<title>João Batista foi a reencarnação de Elias?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jul 2025 01:03:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[Respostas Rápidas]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Joao-Batista-foi-a-reencarnacao-de-Elias.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="João Batista foi a reencarnação de Elias" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Joao-Batista-foi-a-reencarnacao-de-Elias.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Joao-Batista-foi-a-reencarnacao-de-Elias-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Joao-Batista-foi-a-reencarnacao-de-Elias-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Joao-Batista-foi-a-reencarnacao-de-Elias-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Joao-Batista-foi-a-reencarnacao-de-Elias-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Uma pergunta que aparece com certa frequência é: João Batista foi a reencarnação do profeta Elias? Essa dúvida surge a partir de passagens do Evangelho em que Jesus afirma que Elias já veio, e os discípulos entendem que Ele se referia a João Batista (cf. Mt 17,13). Além disso, o anjo Gabriel, ao anunciar o [&#8230;]</p>
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<p>Uma pergunta que aparece com certa frequência é: João Batista foi a reencarnação do profeta Elias? Essa dúvida surge a partir de passagens do Evangelho em que Jesus afirma que Elias já veio, e os discípulos entendem que Ele se referia a João Batista (cf. Mt 17,13). Além disso, o anjo Gabriel, ao anunciar o nascimento de João, diz que ele viria &#8220;no espírito e poder de Elias&#8221; (Lc 1,17).</p>



<p>Como interpretar corretamente essas passagens?</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-miss-o-prof-tica-de-jo-o-um-novo-elias"><strong>A missão profética de João: um novo Elias</strong></h2>



<p>Jesus identifica João Batista como aquele que veio &#8220;no espírito e poder de Elias&#8221;. Isso quer dizer que ele foi enviado com a mesma missão profética, com a mesma autoridade moral, com a mesma ousadia e com a mesma vocação de preparar o povo para o Senhor.</p>



<p>Assim como Elias chamou Israel ao arrependimento e à conversão, enfrentando reis e denunciando o pecado, João também foi uma voz que clamava no deserto, conclamando o povo à penitência e preparando o caminho do Messias.</p>



<p>Essa relação, porém, é analógica e não literal. João Batista é comparado a Elias, mas não é Elias em pessoa, muito menos uma &#8220;reencarnação&#8221; do profeta.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-pr-pria-nega-o-de-jo-o-batista"><strong>A própria negação de João Batista</strong></h2>



<p>O texto mais decisivo está no Evangelho de São João. Quando os fariseus perguntam a João Batista: &#8220;Tu és Elias?&#8221;, ele responde claramente: &#8220;Não sou&#8221; (Jo 1,21). Essa declaração elimina qualquer interpretação literalista ou reencarnacionista. João sabia quem era, e negou ser Elias.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-ressurrei-o-n-o-a-reencarna-o"><strong>A ressurreição, não a reencarnação</strong></h2>



<p>O Novo Testamento é firme ao ensinar que, ao fim dos tempos, nós seremos ressuscitados, não reencarnados. A doutrina da reencarnação é incompatível com o Evangelho.</p>



<p>São Paulo afirma: &#8220;Ora, Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder&#8221; (1Cor 6,14). A esperança cristã está na ressurreição gloriosa do corpo, e não numa sucessão indefinida de existências terrenas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-elias-apareceu-na-transfigura-o"><strong>Elias apareceu na Transfiguração</strong></h2>



<p>Curiosamente, a pergunta dos discípulos sobre Elias é feita após a Transfiguração (cf. Mt 17). E o texto relata que Elias aparece ao lado de Moisés, conversando com Jesus. Isso demonstra que Elias não estava reencarnado em João Batista, pois aparece como ele mesmo, em forma glorificada.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-elias-n-o-morreu"><strong>Elias não morreu</strong></h2>



<p>Por fim, um detalhe fundamental: Elias não morreu. Ele foi arrebatado ao céu em um carro de fogo (cf. 2Rs 2,1-15). Ora, segundo a doutrina reencarnacionista, para que haja reencarnação, é preciso que o indivíduo morra. Elias, portanto, não poderia ter reencarnado.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conclus-o-jo-o-batista-figura-de-elias-n-o-sua-reencarna-o"><strong>Conclusão: João Batista é figura de Elias, não sua reencarnação</strong></h2>



<p>A Sagrada Escritura é clara: João Batista é o &#8220;Elias&#8221; que havia de vir, no sentido de que cumpre sua missão profética, mas não é a mesma pessoa, nem uma reencarnação. A analogia entre eles é espiritual e funcional, não literal.</p>



<p>A doutrina da reencarnação é estranha à fé cristã e incompatível com a revelação bíblica. A nossa esperança está na ressurreição final, quando Deus restaurará plenamente a sua criação.</p>
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		<title>Como um Deus bom pode permitir o inferno eterno?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 13:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Respostas Rápidas]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Como-um-Deus-bom-pode-permitir-o-inferno-eterno.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Como um Deus bom pode permitir o inferno eterno" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Como-um-Deus-bom-pode-permitir-o-inferno-eterno.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Como-um-Deus-bom-pode-permitir-o-inferno-eterno-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Como-um-Deus-bom-pode-permitir-o-inferno-eterno-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Como-um-Deus-bom-pode-permitir-o-inferno-eterno-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Como-um-Deus-bom-pode-permitir-o-inferno-eterno-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Essa é uma das dúvidas mais profundas e inquietantes que muitos levantam contra a fé cristã: como pode um Deus infinitamente bom e amoroso permitir que uma alma passe a eternidade no inferno? À primeira vista, parece inconciliável. Mas uma reflexão mais atenta — à luz da Revelação e da doutrina da Igreja — nos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Como-um-Deus-bom-pode-permitir-o-inferno-eterno.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Como um Deus bom pode permitir o inferno eterno" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Como-um-Deus-bom-pode-permitir-o-inferno-eterno.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Como-um-Deus-bom-pode-permitir-o-inferno-eterno-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Como-um-Deus-bom-pode-permitir-o-inferno-eterno-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Como-um-Deus-bom-pode-permitir-o-inferno-eterno-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Como-um-Deus-bom-pode-permitir-o-inferno-eterno-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Essa é uma das dúvidas mais profundas e inquietantes que muitos levantam contra a fé cristã: como pode um Deus infinitamente bom e amoroso permitir que uma alma passe a eternidade no inferno? À primeira vista, parece inconciliável. Mas uma reflexão mais atenta — à luz da Revelação e da doutrina da Igreja — nos permite compreender com clareza e serenidade essa verdade.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-deus-quer-salvar-a-todos"><strong>Deus quer salvar a todos</strong></h2>



<p>Antes de tudo, é preciso afirmar com toda a certeza: Deus não quer que ninguém se perca. A Escritura é clara: “Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4). O desejo salífico universal de Deus é uma verdade de fé. Cristo morreu por todos, sem exceção, e a sua graça é oferecida a cada ser humano.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-dom-da-liberdade-humana"><strong>O dom da liberdade humana</strong></h2>



<p>Entretanto, Deus nos criou livres. O amor verdadeiro não se impõe, ele se propõe. Ninguém é forçado a amar, a servir ou a obedecer a Deus. Cada pessoa tem a capacidade de aceitar ou rejeitar a graça divina. E é justamente essa liberdade que explica a existência do inferno.</p>



<p>Embora a linguagem bíblica e eclesial muitas vezes fale de &#8220;punição&#8221; ou de Deus &#8220;lançar&#8221; no inferno, a compreensão correta é que a condenação é um afastamento voluntário de Deus. Como ensina o Catecismo da Igreja Católica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Morrer em pecado mortal, sem arrependimento e sem acolher o amor misericordioso de Deus, significa permanecer separado dele para sempre por livre escolha própria. E é esse estado de autoexclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa pela palavra &#8216;inferno&#8217;” (CIC 1033).</p>
</blockquote>



<p>Ou seja, ninguém é enviado ao inferno contra a própria vontade. É o próprio homem que escolhe esse destino ao recusar persistentemente o amor e o perdão de Deus.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-deus-respeita-nossas-escolhas"><strong>Deus respeita nossas escolhas</strong></h2>



<p>Deus oferece a todos os meios suficientes para a salvação. Isso é uma exigência da sua justiça e da sua misericórdia. Mas a salvação exige resposta. Quando uma pessoa, por decisão livre e consciente, recusa a Deus, comete pecado mortal. E se perseverar nesse estado até o fim da vida, sem arrependimento, sua escolha se torna definitiva. É isso que a Igreja sempre ensinou: o inferno é consequência da liberdade humana usada contra o próprio bem.</p>



<p>Após a morte, não há mais mudança de estado: entra-se na eternidade. E nessa condição, o que foi escolhido livremente neste mundo permanece para sempre. Por isso, a urgência da conversão é para esta vida. “Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação” (2Cor 6,2).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-tempo-da-miseric-rdia-hoje"><strong>O tempo da misericórdia é hoje</strong></h2>



<p>Enquanto estamos vivos, Deus nunca desiste de nós. Sempre há tempo para voltar, sempre há graça disponível para quem se arrepende sinceramente. E o sacramento da confissão é o tribunal da misericórdia, onde o réu, se arrependido, é sempre perdoado.</p>



<p>Foi para isso que Cristo morreu: para nos livrar do pecado, reconciliar-nos com o Pai e nos abrir as portas do céu. Mas esse dom exige acolhimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conclus-o-o-inferno-justo-porque-respeita-a-liberdade"><strong>Conclusão: O inferno é justo porque respeita a liberdade</strong></h2>



<p>Portanto, não se trata de um Deus cruel que condena arbitrariamente, mas de um Pai amoroso que respeita até o fim a liberdade de seus filhos. O inferno é uma realidade terrível, mas justa. E é também um chamado urgente para a conversão, para não desperdiçarmos a graça que nos é oferecida em Cristo.</p>



<p>Deus é amor, e por isso mesmo nos deixa livres. E essa liberdade, bem usada, nos conduz à glória; mal usada, pode nos afastar definitivamente de Deus. A escolha é nossa. Mas enquanto há vida, há esperança.</p>
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		<title>Por que um Deus bom permite o mal e o sofrimento?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2025 23:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Respostas Rápidas]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Por-que-um-Deus-bom-permite-o-mal-e-o-sofrimento.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Por que um Deus bom permite o mal e o sofrimento" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Por-que-um-Deus-bom-permite-o-mal-e-o-sofrimento.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Por-que-um-Deus-bom-permite-o-mal-e-o-sofrimento-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Por-que-um-Deus-bom-permite-o-mal-e-o-sofrimento-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Por-que-um-Deus-bom-permite-o-mal-e-o-sofrimento-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2025/06/Por-que-um-Deus-bom-permite-o-mal-e-o-sofrimento-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Essa é uma das perguntas mais profundas e desafiadoras da existência humana. Como reconciliar a bondade infinita de Deus com a realidade do sofrimento e do mal no mundo? Para responder a essa questão de forma católica e coerente, é preciso esclarecer, antes de tudo, que Deus não é o autor do mal. O mal [&#8230;]</p>
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<p>Essa é uma das perguntas mais profundas e desafiadoras da existência humana. Como reconciliar a bondade infinita de Deus com a realidade do sofrimento e do mal no mundo? Para responder a essa questão de forma católica e coerente, é preciso esclarecer, antes de tudo, que Deus não é o autor do mal.</p>



<p>O mal não é uma criação de Deus, nem uma realidade substancial por si mesma. Segundo a tradição filosófica e teológica católica, o mal é uma ausência, uma carência do bem que deveria estar presente. Santo Agostinho define o mal como a &#8220;ausência do bem&#8221; (<em>privatio boni</em>), assim como a sombra é a ausência de luz. Ora, tudo o que Deus criou é essencialmente bom (cf. Gn 1,31), portanto o mal não é algo criado, mas uma desordem, um desvio do bem.</p>



<p>Para entender melhor, é preciso distinguir entre dois tipos de mal:</p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li><strong>Mal físico</strong>: como doenças, terremotos, desastres naturais. Trata-se da ausência de um bem natural, como a saúde ou a estabilidade. Esses males decorrem da condição material e finita da criação. O mundo físico é sujeito às leis naturais e à corrupção. Faz parte da ordem natural que corpos se desgastem, que existam limites, e que soframos as consequências disso.</li>



<li><strong>Mal moral</strong>: resulta do mau uso do livre arbítrio humano. Trata-se de uma desordem na hierarquia dos bens. Por exemplo, no caso de um latrocínio, uma pessoa coloca o bem menor (o dinheiro) acima do bem maior (a vida humana). O que ocorre aqui não é a existência de um &#8220;mal&#8221; em si, mas o uso desordenado da liberdade, escolhendo um bem inferior em detrimento de um superior.</li>
</ol>



<p>O livre arbítrio é essencial à natureza humana. Criados à imagem de Deus (cf. Gn 1,26), somos dotados de liberdade, o que implica a possibilidade real de escolher entre o bem e o mal. Deus poderia ter criado um mundo sem livre arbítrio, mas isso implicaria seres que não amam livremente, que não têm responsabilidade moral. A liberdade verdadeira exige a possibilidade do erro. Assim, o mal moral é consequência da liberdade humana mal utilizada, e não da vontade de Deus.</p>



<p>Embora Deus não seja o autor do mal, Ele é Senhor da história e tem o poder de tirar o bem mesmo das situações mais dolorosas. Como um artista que usa sombras para destacar a luz, Deus permite certos males para que maiores bens possam emergir. São Paulo resume essa verdade ao dizer: &#8220;Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus&#8221; (Rm 8,28).</p>



<p>O maior exemplo disso é a Cruz de Cristo. A morte de Jesus foi um mal gravíssimo, fruto do pecado humano, mas dela Deus tirou o maior bem: a redenção da humanidade. A Cruz é o sinal supremo de que Deus é capaz de transformar o mal em instrumento de salvação.</p>



<p>A fé católica não oferece uma solução simplista para o problema do mal, mas uma resposta que une razão e revelação. Deus não causa o mal, mas o permite por respeito à liberdade humana e à ordem natural da criação. E, sobretudo, Ele está presente no meio do sofrimento, oferecendo graça, consolo e redenção.</p>



<p>Confiamos, portanto, que mesmo no meio da dor e da provação, Deus está agindo e conduzindo todas as coisas para o bem daqueles que O amam. Essa é a nossa esperança e a nossa certeza, fundamentadas na cruz e na ressurreição de Cristo.</p>
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		<title>Os judeus precisam de Jesus para a salvação?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cooperadores]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 14:46:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judaísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Protestanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/10/Os-judeus-precisam-de-Jesus-para-a-salvacao.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Os judeus precisam de Jesus para a salvação?" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/10/Os-judeus-precisam-de-Jesus-para-a-salvacao.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/10/Os-judeus-precisam-de-Jesus-para-a-salvacao-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/10/Os-judeus-precisam-de-Jesus-para-a-salvacao-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/10/Os-judeus-precisam-de-Jesus-para-a-salvacao-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/10/Os-judeus-precisam-de-Jesus-para-a-salvacao-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(Por pe. William Most, com o título original: &#8220;Do We Need Jesus?&#8221;. Traduzido por Petter Martins.) Alguns judeus hoje, e alguns católicos os apoiam, querem dizer que os judeus não têm necessidade ou obrigação de aceitar Jesus. Isso é bastante lamentável, na verdade, é ser infiel à plenitude da tradição judaica. As profecias do Antigo [&#8230;]</p>
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<p>(Por pe. <a href="https://www.catholicculture.org/culture/library/most">William Most</a>, com o título original: &#8220;Do We Need Jesus?&#8221;. Traduzido por <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/autor/pettermartins/">Petter Martins</a>.) Alguns judeus hoje, e alguns católicos os apoiam, querem dizer que os judeus não têm necessidade ou obrigação de aceitar Jesus. Isso é bastante lamentável, na verdade, é ser infiel à plenitude da tradição judaica.</p>



<p>As profecias do Antigo Testamento, especialmente se as lermos com a ajuda dos antigos Targums judaicos, nos dão uma imagem notável do Messias vindouro. O mais gráfico entre eles é a profecia de Jacó, morrendo no Egito, que o cetro não seria tirado de Judá até que o Messias viesse (Gn 49:10). Jacob Neusner, um dos melhores eruditos judeus da atualidade, escreveu que na época de Cristo, havia intensa expectativa pelo Messias. E não admira. Os judeus sempre tiveram algum tipo de líder da tribo de Judá, até que os romanos lhes impuseram Herodes, que por nascimento era meio árabe, meio idumeu. Sim, Herodes afirmou seguir a religião judaica, mas tão mal que o imperador pagão Augusto fez o trocadilho que era mais seguro ser o porco de Herodes do que o filho de Herodes. E com certeza, ninguém poderia afirmar que Herodes era da tribo de Judá. Mas quando os magos do Oriente chegaram a Herodes querendo saber onde o novo Rei deveria nascer. Herodes, com a ajuda dos eruditos judeus, disse sem hesitar que nasceria em Belém. E assim aconteceu.</p>



<p>O rabino Israel Zolli, rabino-chefe de Roma, famoso como estudioso judeu, na época de Pio XII, tornou-se católico aos 65 anos, embora isso significasse pobreza financeira. Quando perguntado se ainda se considerava judeu, ele disse: &#8220;Uma vez judeu, sempre judeu. Pedro, Tiago, João, Mateus e centenas de hebreus como eles deixaram de ser judeus só porque seguiram Jesus, o Messias? Enfaticamente não.&#8221; Alguns convertidos modernos, como o padre A. Klyber (de cujo livro Once a Jew, nas pp. 144-5, reunimos essas informações sobre o rabino Zolli) se autodenominam &#8220;judeus completos&#8221;. E com toda a razão, pois sem Cristo, seu Messias, os judeus não são realizados.</p>



<p>De fato, para continuar a ser membro do Povo de Deus, esta conversão é necessária. Sim, sabemos que São Paulo em Romanos 11, 1 e 28 escreveu: &#8220;<em>Deus rejeitou Seu povo? Claro que não!… Os dons de Deus e Seu chamado são irrevogáveis.</em>&#8221; Como poderia então o mesmo São Paulo, no meio do mesmo capítulo, dar a imagem das duas oliveiras, a árvore mansa representando o Povo de Deus, a oliveira brava representando os gentios &#8211; como Paulo poderia dar essa imagem o que claramente implica que os judeus que rejeitam a Cristo caíram do Povo de Deus, como os ramos quebrados da oliveira mansa? O problema não é difícil: o chamado de Deus para que eles sejam Seu povo ainda permanece, sempre permanecerá. Mas uma coisa é Ele chamar &#8211; outra é eles aceitarem. Se não aceitarem, estão fora da oliveira mansa, o Povo de Deus. Os fariseus compreenderam isso para seu horror quando Jesus acabou de contar a parábola dos lavradores infiéis da vinha que era Israel, quando disse: (Mt 21, 43): &#8220;<em>O reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produzirá uma rica colheita</em>.&#8221;</p>



<p>Em Romanos 9, 25s São Paulo cita seu profeta Oséias: &#8220;<em>Aqueles que não eram meu povo, chamarei meu povo</em>&#8221; No cenário original. Oséias estava dizendo que os judeus, por causa de seus pecados, trouxeram o exílio babilônico e caíram do povo de Deus. Mas depois de seu arrependimento, Deus os aceitaria de volta com prazer: &#8220;Aqueles que não eram meu povo, chamarei meu povo. Nas palavras originais de Oséias 2, 23: &#8220;<em>Eu direi a lo ammi [não meu povo]</em>&#8220;: &#8221; <em>Você é meu povo</em>.&#8221; Pois eles deixaram de ser o povo de Deus, e permaneceram muitos dias (Oséias 3, 4) &#8220;<em>sem rei ou príncipe, sem sacrifício ou coluna, sem éfode ou terafins</em>&#8220;, mas quando se arrependeram, Ele de bom grado diga-lhes as palavras que acabamos de citar: &#8220;<em>Agora você é meu povo novamente</em>&#8220;.</p>



<p>Assim, São Paulo aguarda com expectativa o dia em que as mesmas palavras serão aplicadas aos judeus que rejeitaram seu Messias (Rm 11, 25): &#8220;<em>Uma cegueira em parte caiu sobre Israel até que a plenitude dos gentios entre</em>&#8221; o povo de Deus. Então, Paulo acrescenta &#8220;<em>todo o Israel será salvo</em>&#8221; &#8211; entrará no reino de seu Messias.</p>



<p>Nós nos perguntamos se este tempo não está se aproximando? Em Lucas 21, 24 nosso Senhor disse: &#8220;<em>Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se cumpram</em>&#8220;. Mas agora Jerusalém tornou-se novamente uma cidade judaica, não apenas pisoteada por gentios. Pensamos em Daniel 12, 7. Daniel perguntou ao anjo intérprete quando todas essas coisas aconteceriam, e ouviu a resposta: &#8220;<em>Quando a destruição do poder do povo santo chegar ao fim, todas essas coisas serão cumpridas</em>&#8220;. A quebra do poder parece ter chegado ao fim agora. Portanto, esperamos que o tempo para o restante das profecias esteja próximo.</p>



<p>No anúncio original da aliança em Êxodo 19, 5, Deus disse: &#8220;<em>Se você realmente ouvir a minha voz e guardar a minha aliança, você será meu povo especial</em>.&#8221; Notamos a palavra-chave &#8220;<em>se</em>&#8220;. Eles tiveram que obedecer para ser Seu povo. Após a dedicação do grande Templo, Deus havia dito a Salomão (1 Reis 9, 6-9): &#8220;<em>Mas se você e sua descendência se afastarem de mim e não guardarem os mandamentos e estatutos… da terra… e rejeitar o templo… Israel se tornará um provérbio… e este templo se tornará um monte de ruínas…. Todo transeunte suspirará e perguntará: Por que o Senhor fez isso com o terra e para este templo?</em>&#8221; E ele responde: &#8220;<em>Eles abandonaram o Senhor… por isso o Senhor fez descer sobre eles todo esse mal</em>&#8220;. Deus repetiu a mesma ameaça através de Jeremias 22, 5-9. E assim o véu do templo se rasgou quando mataram seu Messias. E eles realmente permaneceram muitos dias sem rei ou príncipe ou sacrifício, &#8220;<em>até que finalmente reconheceram aquele a quem traspassaram</em>&#8221; &#8211; Zacarias 12, 10, repetido quando o mesmo Jesus apareceu a João no exílio em Patmos (Ap 1, 7).</p>



<p>Os judeus costumavam ter o sangue de bodes aspergido no antigo propiciatório no dia da expiação, Yom Kippur. Agora, como disse Oséias, eles estão sentados há muitos dias sem sacrifício ou príncipe. Nem poderia o sangue de bodes aspergido realmente tirar os pecados cometidos por yad ramah, com mão alta. No máximo, só redimiria os pecados da ignorância, sheggagah. Mas agora em Jesus temos o novo propiciatório, cujo sangue realmente pode e tira os pecados, como nos diz Romanos 3, 24-26. Então, todos precisam de Jesus. Certamente, eles não podem perdoar seus próprios pecados, ou fazer expiação por seu próprio poder.</p>



<p>Alguns dizem: Podemos falar diretamente com Deus nosso Pai, não precisamos de nenhum intercessor como Jesus. Mas o Antigo Testamento está repleto de mediadores, antes de tudo o grande Moisés. Foi por meio dele que Deus falou ao povo no Sinai. Deus havia ordenado que o povo não subisse a montanha, nem mesmo a tocasse. Se alguém o fez, ele deve morrer: Êxodo 19, 12. Depois de receber os mandamentos, Moisés encontrou o povo adorando um ídolo. Ele quebrou as tábuas com raiva, e Deus queria destruir o povo: Ex. 32-10. Mas Moisés intercedeu junto a Deus, e Ele não os destruiu: Ex 32 ,11-14. Deus costumava falar com Moisés face a face: Ex 33, 11. Mais tarde, Aarão foi ordenado sumo sacerdote, e então pensou que poderia ir livremente à presença de Deus no Santo dos Santos. Mas Deus o advertiu através de Moisés que ele não deveria fazer isso livremente, mas apenas no Yom Kippur, com as cerimônias apropriadas. Caso contrário, ele morreria: Lev. 16, 1-28. Podemos imaginar qualquer pessoa indo diante de Deus para falar com Deus por conta própria? Ainda mais tarde, Aarão e Miriã, irmão e irmã de Moisés, disseram: &#8220;<em>É somente por meio de Moisés que Deus fala? Ele não fala também por meio de nós?</em>&#8221; Nm 12, 1-2. Deus ficou irado com Miriã e a feriu com lepra: Nm 12, 9. Mas a pedido de Moisés, Deus a curou em sete dias.</p>



<p>Corá e Datã e Abirão ainda mais tarde também se tornaram muito ousados ​​e disseram: &#8220;<em>Chega de vocês! Toda a comunidade, todos eles, são santos… Por que então vocês deveriam se exaltar sobre a congregação do Senhor?</em>&#8221; Números 16, 1-3. Moisés então disse aos rebeldes que no dia seguinte eles deveriam comparecer perante o Senhor e oferecer seu incenso e ver quem Deus aceitaria. Eles fizeram isso. A terra se abriu e os engoliu e todos os seus bens vivos: Números, 16, 4-35.</p>



<p>Ao longo dos séculos seguintes, Deus muitas vezes falou ao povo por meio de Seus vários profetas. Ao povo diretamente Ele não falou. Mesmo com o grande Rei Davi, Deus falou através do profeta Natã. Quando Davi mandou trazer a arca do território filisteu para Jerusalém, ela estava numa carroça. Chegou a um lugar inclinado na estrada, e Uzá temeu que tombasse. Ele colocou a mão sobre ele para estabilizá-lo. No entanto, Deus feriu Uzá com raiva porque ele, não um sacerdote, ousou tocar na arca: 2 Sam 6, 1-7.</p>



<p>Josefo (Antiguidades 9, 22) relata que o rei Uzias ficou tão orgulhoso que tentou oferecer sacrifícios no templo, embora o sumo sacerdote o advertisse. Deus então o feriu com lepra, e ele viveu em uma casa separada pelo resto de sua vida, e um terremoto ocorreu no mesmo momento. 2 Reis 15, 5 relata que ele foi acometido de lepra e viveu separado depois disso, não dá os outros detalhes.</p>



<p>No livro de Jó, depois que os três amigos de Jó falaram de maneira imprópria, Deus ficou irado. E ele lhes disse para que Jó oferecesse um sacrifício e orasse por eles: então Ele os perdoaria: Jó 42, 8.</p>



<p>Antes de morrer, Moisés predisse (Dt. 18, 15-19) que Deus enviaria outro profeta como ele, a quem Deus falaria face a face &#8211; uma coisa que Deus não fez para profetas comuns. Moisés disse que Deus disse a Moisés: &#8220;<em>Se alguém não ouvir as minhas palavras que ele fala em meu nome, eu mesmo o farei responder por isso</em>.&#8221; Nos Evangelhos, tanto as pessoas comuns (Jo 6, 14) quanto os Apóstolos (Atos 3, 22-23 e 7, 37) viram que Jesus era aquele profeta. Assim, o que Moisés ouviu do próprio Deus se torna realidade: se alguém não O ouvir, o próprio Deus punirá esse tal e o eliminará do povo de Deus.</p>



<p>No Batismo de Seu Filho, Deus falou do céu e disse: &#8220;<em>Ouvi-O</em>&#8220;. Assim, nem mesmo os judeus estão isentos deste mandamento de Deus. A menos que uma pessoa seja desculpada pela ignorância, se ela não falar com o Pai por meio de Jesus, Deus irá, como disse a Moisés, separá-la de Seu povo.</p>



<p>Como vimos acima, Jesus é aquele que Deus prometeu de muitas maneiras ao longo de tantos séculos. Sem Ele, um judeu permanece incompleto, não realizado.</p>



<p><strong>Objeção</strong>: Jesus não pretendia fundar uma igreja, Ele apenas pretendia cumprir o Judaísmo.</p>



<p><strong>Resposta</strong>: Ele realmente cumpriu todas as profecias judaicas do Messias. Mas Ele fez muito mais. Ele estabeleceu uma Igreja: Mt 16, 17-20: &#8220;<em>Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado também no céu; tudo o que desligares na terra será desligado também no céu.</em>&#8221; A palavra chaves na linguagem da época significava autoridade para abrir e fechar. As palavras amarrar e soltar foram bem estabelecidas entre os rabinos, elas representam uma decisão de alguém com autoridade sobre o que é certo e errado. Jesus deu a mesma autoridade para ligar e desligar a todos os Apóstolos, em Mt 18, 18. Ao falar daqueles que erram moralmente, ele lhes disse que primeiro corrigissem o pecador em particular, depois com a ajuda de duas ou três testemunhas. Se ele ignorar até mesmo eles, diga à igreja, e se ele ignorar a igreja: &#8220;<em>Seja ele para você como um pagão e um publicano</em>&#8220;. Logo após Sua ressurreição, em João 20, 21-23: &#8220;<em>Como o Pai enviou mim, então eu te envio. Receba o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos</em>&#8221; Ao final, em Mt 28, 18-20: <em>“Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”. </em>Em Marcos 16, 15-16:<em> “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. 16. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.&#8221;</em></p>



<p>Nenhum profeta do Antigo Testamento recebeu autoridade para ligar e desligar, ou para perdoar pecados, ou para dar um batismo tal que aquele que recusar será condenado.</p>



<p>Ele também insistiu, em João 6, 54: &#8220;<em>Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia</em>&#8220;. Para obter esta carne e este sangue, precisamos da Igreja. O judaísmo certamente não o tem, não afirma tê-lo.</p>



<p>Alguns judeus por Cristo, vendo que Ele é o Messias, dizem que tudo que eles precisam é tomar Cristo como seu Salvador pessoal, e então eles têm a salvação infalível. Mas isso é passar do judaísmo incompleto para o trágico erro de Lutero. Ele pensou que encontrou justificação pela fé em São Paulo, principalmente gálatas e romanos. Ele fez. Mas &#8211; ele nunca tentou descobrir o que São Paulo quis dizer com as palavras justificação ou fé. Lutero pensou que não temos livre arbítrio. Encontramos isso explicitamente em sua obra principal The Bondage of the Will (trad. J. Packer e O. Johnston, Revell Co, Old Tappan, NJ, 1957, pp. 273). Ele também disse (ibid. pp. 103-04) que um humano é como um cavalo. Ou Deus ou Satanás cavalgará e, consequentemente, fará o bem ou o mal. Ele não tem nada a dizer sobre qual deles monta (lembre-se: não há livre-arbítrio) e, portanto, vai para o céu ou para o inferno. Ele pensava que por fé Paulo queria dizer confiança de que os méritos de Cristo se aplicam a mim, e assim se pode pecar tanto quanto possível. Em sua carta a Melanchthon de 1º de agosto de 1521 (Luther&#8217;s Works, American edition, vol 48. p. 282): <em>&#8220;Seja um pecador e peque fortemente… nenhum pecado nos separará do Cordeiro, ainda que cometamos fornicação e assassinato mil vezes por dia.&#8221;</em> Mas São Paulo disse que aqueles que fazem tais coisas <em>&#8220;não herdarão o reino de Deus&#8221; </em>(1 Coríntios 6, 10). Uma obra de referência protestante padrão, Interpreter&#8217;s Dictionary of the Bible, Suplemento, p. 333 descreve a fé corretamente: &#8220;<em>Paulo usa pistis/pisteuein [palavras gregas para fé e crer] para significar, acima de tudo, crença no Cristo kerygma [proclamação ou pregação], conhecimento, obediência, confiança no Senhor Jesus. com fé a mensagem do evangelho… respondendo com uma confissão de Cristo… e pela &#8216;obediência da fé&#8217; (Romanos 1, 5…) &#8216;a obediência que é a fé&#8217;</em>&#8220;. Fé inclui obediência &#8211; Lutero disse que se tivermos fé podemos desobedecer mil vezes por dia. A fé que inclui obediência não pode justificar a desobediência. Em outras palavras, as idéias de Lutero são intelectualmente falidas e grosseiramente imorais, encorajando o pecado mil vezes por dia e dizendo não temos livre arbítrio.</p>



<p>Jesus prometeu que o inferno não prevaleceria contra Sua Igreja, que Ele estaria com eles até o fim do mundo. Lutero achava que a promessa de Cristo era um fracasso tão grande que, durante a maior parte dos 15 séculos, a Igreja ensinou o caminho errado para a salvação. Então as promessas de Cristo seriam falsas, e Cristo também seria falso. E supor que Deus enviaria um homem tão grosseiramente imoral &#8211; incitando o pecado mil vezes por dia &#8211; para restaurá-la!</p>
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		<title>Para os meninos, a circuncisão. E as meninas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2020 00:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judaísmo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Para-os-meninos-a-circuncisão.-E-as-meninas.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Para os meninos a circuncisão" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Para-os-meninos-a-circuncisão.-E-as-meninas.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Para-os-meninos-a-circuncisão.-E-as-meninas-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Para-os-meninos-a-circuncisão.-E-as-meninas-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Para-os-meninos-a-circuncisão.-E-as-meninas-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/Para-os-meninos-a-circuncisão.-E-as-meninas-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>A questão parece resumir-se nos termos seguintes: dado que a circuncisão no Antigo Testamento era reservada aos meninos, qual o rito que se aplicava às meninas para lhes apagar o pecado original? A dúvida supõe que a circuncisão tenha sido o sacramento da Antiga Lei destinado a cancelar o pecado original. Ora tal não se [&#8230;]</p>
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<p><em>A questão parece resumir-se nos termos seguintes: dado que a circuncisão no Antigo Testamento era reservada aos meninos, qual o rito que se aplicava às meninas para lhes apagar o pecado original?</em></p>



<p>A dúvida supõe que a circuncisão tenha sido o sacramento da Antiga Lei destinado a cancelar o pecado original. Ora tal não se dava: a circuncisão era mero sinal da pertinência de um varão ao povo de Deus ou ao povo com o qual o Senhor fizera aliança por meio de Abraão: tinha significado legal ou jurídico (de foro externo), não significado moral ou de foro interno (cf. Gên 17,11,). Quando os autores bíblicos parecem afirmar equivalência entre &#8220;não circuncidado&#8221; e &#8220;impuro&#8221;, têm em vista a impureza legal, ou seja, a incapacidade de se aproximar de Deus no foro externo que alguém possa contrair por não estar de acordo com as leis de culto vigentes (cf. Ez 28,10; 31,18; 32,19s).</p>



<p>Verdade é que a circuncisão, incorporando oficialmente o menino ao povo de Deus, simbolizava consagração a Deus e fidelidade à Lei do Senhor; simbolizava também, de certo modo, o batismo cristão; tal simbolismo, porém, está longe de poder ser identificado com cancelamento do pecado original. Este era apagado, nas crianças destituídas do uso da razão, pela fé dos pais que oferecessem seus filhos a Deus; após o uso da razão, pela adesão aos preceitos do Antigo Testamento. — O profeta Jeremias bem inculcava que a circuncisão da carne de nada adiantava para a salvação eterna, caso o varão fosse &#8220;incircuncidado em seu coração&#8221;, isto é, caso tivesse a alma manchada interiormente pelo pecado (cf. Jer 9,24s ; Ez 44,7).</p>



<p>Note-se outrossim que a circuncisão era um rito observado pelos povos pagãos já anteriormente a Abraão; o Senhor Deus quis torná-lo sinal de autêntica religião. Acontece, porém, que a circuncisão não costumava ser aplicada às mulheres; é o que explica, também não tenha sido praticada entre as filhas de Israel.</p>
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		<title>É possível haver vida mística fora do Cristianismo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2020 20:30:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doutrinas Não-Cristãs]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/É-possível-haver-vida-mística-fora-do-Cristianismo.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="É possível haver vida mística fora do Cristianismo" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/É-possível-haver-vida-mística-fora-do-Cristianismo.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/É-possível-haver-vida-mística-fora-do-Cristianismo-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/É-possível-haver-vida-mística-fora-do-Cristianismo-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/É-possível-haver-vida-mística-fora-do-Cristianismo-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/É-possível-haver-vida-mística-fora-do-Cristianismo-1536x864.jpg 1536w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/É-possível-haver-vida-mística-fora-do-Cristianismo-600x338.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Após nos determos sobre os elementos essenciais da vida mística, focalizaremos os fenômenos de tal tipo apregoados em comunidades religiosas não-cristãs. 1. Em que consiste a vida mística Não é raro entender-se por «vida mística» uma vida caracterizada por fenômenos extraordinários, como visões, êxtases, estigmas, etc. Tal conceituação é errônea; não é nesses feitos extrínsecos, [&#8230;]</p>
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<p>Após nos determos sobre os elementos essenciais da vida mística, focalizaremos os fenômenos de tal tipo apregoados em comunidades religiosas não-cristãs.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. Em que consiste a vida mística</strong></h2>



<p>Não é raro entender-se por «vida mística» uma vida caracterizada por fenômenos extraordinários, como visões, êxtases, estigmas, etc. Tal conceituação é errônea; não é nesses feitos extrínsecos, sensíveis, que consiste a essência da Mística. Na verdade, a vida mística, longe de ser algo de aparatoso e extraordinário, deve ser tida como uma etapa muito normal na ordem de coisas em que vive o cristão. Sim; a vida mística é simplesmente a experiência que o homem faz de Deus presente no íntimo de sua alma.</p>



<p>Para melhor entender esta caracterização, tenha-se em vista o seguinte.</p>



<p>Pode haver em toda criatura humana três maneiras distintas de conhecer a Deus:</p>



<p><strong>Modo de conhecer:</strong></p>



<p><strong>Natural</strong>:<br>— Na base da razão apenas</p>



<p><strong>Sobrenatural</strong>:<br>— na base da razão e da Revelação sobrenatural<br>— na base dos dons do Espírito Santo e da Revelação sobrenatural</p>



<p>Vejamos de perto o significado desses termos.</p>



<p><strong>1) </strong>O modo&nbsp;<strong>natural</strong>&nbsp;de conhecimento é o que depende da aplicação da inteligência; pelo raciocínio o homem é levado, sim, aos conceitos de «Primeira Causa, Motor Imóvel do Universo, Ser subsistente por si», etc.; foi por esta via que Aristóteles, Platão e os filósofos em geral chegaram a conhecer a Deus;</p>



<p><strong>2) </strong>O modo&nbsp;<strong>sobrenatural</strong>&nbsp;de conhecimento pode-se dar segundo duas modalidades diversas:</p>



<p><strong>a) pela graça santificante e pelas virtudes infusas</strong>&nbsp;o cristão é levado a conhecer algo mais do que o que a razão por si só apreende; entra no conhecimento dos mistérios da fé revelada: a vida íntima de Deus (a Santíssima Trindade) e seus desígnios referentes à salvação do homem (os dogmas da Encarnação e da Redenção). Note-se, porém, que a graça santificante e as virtudes infusas não dispensam o cristão de se mover ou de exercer seu esforço humano a fim de progredir no conhecimento de Deus: meditando e discorrendo com sua inteligência a respeito das proposições reveladas, o cristão vai adquirindo um entendimento cada vez mais profundo dos mistérios da fé. É o que se dá na Teologia, a qual só pode ser elaborada segundo o processo lento do raciocínio humano;</p>



<p><strong>b) pelos dons do Espírito Santo</strong>&nbsp;(sabedoria, inteligência, ciência, conselho, piedade, fortaleza, temor de Deus) o cristão sobe a novo e mais profundo grau de conhecimento. Os dons do Espírito Santo são, por assim dizer, pontos de apoio que o Senhor coloca na alma do cristão, a fim de que esta possa receber a ação de Deus e ser movida segundo um ritmo não mais natural, mas todo sobrenatural, em demanda do Altíssimo. Quando os dons do Espírito Santo entram em atividade, não é mais a criatura humana que se move à procura de Deus segundo modo humano, mas é Deus ou o Espírito Santo quem diretamente move a criatura, comunicando-lhe uma perspicácia e uma segurança que ultrapassam de muito a capacidade humana. À vista disto, os teólogos dizem que, sob o regime dos dons do Espírito Santo, a criatura «padece» a ação divina («pati divina» é a expressão técnica já ocorrente nas obras do Ps.-Dionísio Areopagita no séc. V e repetida por S. Tomás, na S. Teol. I/II 68,2).</p>



<p>Uma figura ilustra muito bem tal doutrina. Imagine-se um barco sobre as águas, dotado tanto de remos como de velas. Pode adiantar-se por impulso dos remos, impulso estritamente dependente da ação humana dos remadores e, por isto mesmo, assaz lento. Suponha-se, porém, que os remadores resolvam cessar sua ação e desdobrar as velas do barco para que captem o ímpeto de um vento que vai soprando favoravelmente; então a embarcação se adianta com velocidade nova, maravilhosa; os homens, porém, ficam, em tal caso, numa atitude propriamente passiva, e não ativa. Pois bem; nesta imagem as velas simbolizam os dons do Espírito Santo, enquanto o impulso do vento significa a obra do mesmo Espírito, que comunica um modo de agir divino à alma agraciada. — Na prática, verifica-se a ação dos dons do Espírito Santo em pessoas muito unidas a Deus, as quais, por exemplo, colocadas na iminência de pecar, de repente, sem raciocínio prévio, concebem o que devem fazer ou dizer para evitar o pecado.</p>



<p>Ora é este terceiro modo de conhecer a Deus que constitui a nota marcante da vida mística. Em uma palavra, pois: o estado místico é, como dizíamos, o estado em que a criatura humana, sujeita à ação do Espírito Santo, faz a experiência de Deus que lhe está intimamente presente na alma.</p>



<p>É principalmente por efeito do dom da sabedoria que se consegue tal experiência (daí o caráter saboroso ou deleitoso que caracteriza tal experiência; sabedoria e sabor vêm da mesma raiz latina sapere).</p>



<p>Note-se outrossim que a experiência mística constitui o termo normal do desenvolvimento da vida interior do cristão. Não é reservada a almas privilegiadas, mas vem a ser simplesmente a vocação de todo cristão, desde o dia do seu batismo. Infelizmente, pode-se crer que a maioria dos discípulos de Cristo não chega a esse desabrochar normal da vida espiritual; ficam muitos a meio-caminho, não porque da parte do Senhor faltem os subsídios necessários ao progresso, mas porque a lentidão e a covardia da natureza entravam a ação desses subsídios. Que o cristão tenha ao menos consciência de tal problema, e não se deixe ficar num pouco sadio conformismo com a mediocridade!</p>



<p>Quanto a fenômenos extraordinários (êxtases, estigmas e outros&#8230;), podem ser concedidos por Deus às almas como sinais da íntima união com o Divino Esposo; podem também faltar sem que o estado místico sofra detrimento; em não poucos casos, são fenômenos puramente naturais, explicáveis pela atuação de faculdades subconscientes da própria alma humana.</p>



<p>Estes elementos elucidativos da vida mística já bastam para podermos abordar o tema culminante do cabeçalho deste artigo, a saber:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. A Mística fora do Cristianismo</strong></h2>



<p><strong>2.1.</strong>&nbsp;Admita -se o caso de uma pessoa que professe com toda a boa fé um credo não-cristão (muçulmano, budista ou mesmo pagão) e pratique lealmente todos os preceitos decorrentes de tal ideologia. Tal pessoa não tem problema religioso: não conhece senão a «teologia» que seus pais lhe ensinaram ou, se ouviu falar de outro credo (em particular, do Cristianismo), este não lhe foi apresentado de modo a lhe suscitar dúvidas religiosas. — Pois bem; aderindo consciente e integralmente a Deus em toda a extensão do que ela vê e do que ela pode, tal alma recebe de Deus a justificação sobrenatural: o pecado original lhe é apagado; a graça santificante, com as virtudes infusas e os dons do Espírito Santo, lhe são infundidos, à guisa do que se dá no autêntico cristão (diz-se que essa pessoa possui «o voto implícito do batismo»; o que quer dizer: essa criatura é tão reta e sincera que, se ela tivesse conhecimento do significado exato do batismo, ela não deixaria de o pedir).</p>



<p>Suponha-se ulteriormente que esse fiel durante anos a fio persevere numa atitude de docilidade total aos ditames de sua consciência, jamais contradizendo, nem na teoria nem na prática, ao que lhe parece ser autêntica mensagem de Deus. Tal alma se vai encaminhando não para o Deus Bramã, descrito pelo hinduísmo, nem para a Mente Cósmica, apregoada por outro credo panteísta, nem para tal ou tal Divindade mitológica, mas para o Deus único, o qual se revelou por Jesus Cristo: é ao único Senhor, imperfeitamente apreendido através das fórmulas do hinduísmo ou do paganismo, que na verdade esse devoto se vai unindo. De etapa em etapa, sua alma poderá então fazer a experiência da presença e da ação do Altíssimo, que nela habita; em outros termos: poderá chegar ao estado místico.</p>



<p>Compreende-se, porém, que tais casos de fidelidade integral não se verificam com frequência fora do Cristianismo, pois ao não-cristão faltam os canais mais ricos da graça sobrenatural, que são os sacramentos, em particular a S. Eucaristia. Se já ao cristão é difícil vencer a lentidão da natureza e sair da mediocridade, embora seja continuamente revigorado pelos mais valiosos dons de Deus, para quem não participa de tais dons a mesma tarefa há de ser mais árdua ainda.</p>



<p>Em todo caso, os historiadores apontam nomes de fervorosas personalidades não-cristãs as quais, pelo seu teor de vida e pelos seus escritos, parecem ter desfrutado a experiência mística. Sobressai, entre outros, Al-Hosayn-ibn-Mansur-al-Hallaj, muçulmano martirizado pelos seus correligionários em Bagdad (Síria) no ano de 922; foi entregue à morte por estimar Jesus acima de Maomé, considerando-O como o Santo por excelência, o qual voltará à terra para instaurar o juízo final por ocasião da ressurreição dos corpos. Al-Hallaj levou vida marcada por severa penitência e, possivelmente, numerosas graças místicas; ao termo de muitos anos de preparação, empreendeu viagens de pregação através da Índia e do Turquestâo a fim de difundir as riquezas de sua vida interior. Dentre os seus dizeres destaca-se a seguinte prece:</p>



<p>«Ó Guia dos que se perderam, sei que transcendes&#8230; todos os conceitos daqueles que Te procuraram conceber! ó meu Deus, sabes que sou incapaz de Te oferecer a ação de graças que Te convém. Deus, vem em mim, para agradeceres a Ti mesmo. Tal é o verdadeiro agradecimento; não há outro».</p>



<p>Deixamos aqui aberta a questão: não seria talvez o grande amor tributado por Al-Hallaj a Cristo o segredo e a raiz do elevado grau de pureza e caridade a que chegou este autor não-cristão?</p>



<p>Outro nome digno de nota, também pertencente à espiritualidade muçulmana, é o de Abubeker-Hohamed-ben-Ali ou, simplesmente, Ibn-Arabi, nascido em Múrcia (Andalúsia) no ano de 1164, e falecido em Damasco (Síria) aos 6 de novembro de 1240. Interessa confrontar alguns dizeres deste autor com paralelos muito semelhantes de Santa Teresa de Jesus, a grande mística cristã:</p>



<p>Sta. Teresa assim cantava:</p>



<p><em>«Dá riqueza ou pobreza, consolo ou pena, dá-me o inferno ou dá-me o céu; pois que me entreguei a Ti, que queres seja feito de mim?» (Obras t. VI 81, ed. Silvério)</em></p>



<p>Ibn-Arabi, por sua vez, orava:</p>



<p><em>«Teu deleitável paraíso ou teu suplício infernal são para mim a mesma coisa, pois teu amor não muda nem aumenta. Meu amor terá por objeto o que preferires a meu respeito». (Fotuhat II 429)</em></p>



<p>Sta. Teresa assim cantava:</p>



<p><em>«A alma deve tomar consciência de que só ela e Deus existem sobre a terra» (Vida XIII).</em></p>



<p>Ibn-Arabi, por sua vez, orava:</p>



<p><em>«Adquire a convicção de que no mundo só existem dois sêres: Êle (Deus) e tu» (Tadbirat 232).</em></p>



<p>Note-se semelhante frase de São João da Cruz:</p>



<p><em>«Vive neste mundo como se existissem apenas Deus e tua alma» (Máximas 345).</em></p>



<p>Estes paralelos, longe de significar dependência da mística cristã em relação à muçulmana, exprimem a experiência que toda alma faz de Deus desde que seja plenamente sincera na sua adesão ao Todo-Poderoso. Já um escritor antigo. Tertuliano (+ depois de 220), afirmava com muita sabedoria: «A alma humana é, por sua natureza, cristã»; o que quer dizer: a alma humana traz em si a aspiração inata para Deus, para Deus que se revelou ao mundo através do mistério da Encarnação, ou seja, por Jesus Cristo.</p>



<p>Fora dos poucos casos em que houve genuína experiência mística entre os pagãos, a maioria dos episódios registrados entre estes Com o aspecto de «mística» se refere, na verdade, a fenômenos naturais&#8217; ditos parapsicológicos (a respeito de tais fenômenos, veja-se «P. R.» 11/1958, qu. 1). São, com efeito, casos em que a alma do paciente, sob o efeito de um choque muito forte, é levada a se comportar de modo novo, estranho, como se estivesse padecendo a ação extraordinária de um espírito superior ou de Deus. — É o que se verificará de modo particular na resposta n» 4 deste fascículo, onde se tratará do «faquirismo».</p>



<p><strong>2.2.</strong>&nbsp;A distância que separa a mística cristã da maioria dos casos de «mística não-cristã» se evidencia bem mediante um confronto das afirmações de autores cristãos e autores não-cristãos (hinduístas, gregos antigos, maometanos). Verificam-se então os dois seguintes traços diferenciais:</p>



<p>a) o místico não-cristão se orienta geralmente por concepções panteístas; tende a se identificar totalmente com a Divindade, substância neutra impessoal, que vai tomando facetas na natureza e no homem. O termo final da mística não-cristã é muitas vezes a despersonalização do homem e sua fusão total com o Divino.</p>



<p>Ao invés, a Mística cristã concebe um Deus pessoal, transcendente, com o qual a criatura humana deve entrar em íntima união, sem, porém, se confundir ou identificar com Deus. Sto. Agostinho formulava muito bem esta concepção, afirmando a respeito de Deus: «Superior summo meo, intimior intimo meo. — (Deus) está acima do que o que eu possa conceber de mais elevado, mas também é mais intimo a mim do que o que eu possa ter de mais íntimo». Com efeito, Deus, transcendente como é, se digna habitar a alma do justo mediante a graça santificante, de modo a ser o maior tesouro do cristão ou o Bem que dá valor aos bens humanos.</p>



<p>b) Em consequência do seu panteísmo, o místico não-cristão não pode conceber a idéia de «graça» ou de «auxilio que lhe venha da parte de Deus para que ele se eleve»; ele, antes, está convicto de que a experiência mística há de ser o termo de seus esforços pessoais ou de seu «atletismo espiritual»; é o homem quem por si chega a fazer a experiência da Divindade, purificando seus pensamentos e afetos, emancipando-se da recordação de criaturas sensíveis, para dar expansão à centelha da Divindade que é a sua alma.</p>



<p>O cristão, ao contrário, concebendo Deus como Ser distinto do homem e do mundo, professa que a experiência mística é gratuito favor do Senhor que atrai o homem a Si. O cristão sabe, de um lado, que deve ser um atleta heroico na luta contra si mesmo, mas, de outro lado, não ignora que esse heroísmo é antecipado por benévolo auxilio de Deus, de sorte que tudo que o homem faça de belo na procura do Senhor deve ser primariamente atribuído à graça sobrenatural. «Não Me procurarias, se já não Me tivesses encontrado», são palavras que Pascal atribui ao Senhor Deus e que completaríamos dizendo: «Não Me procurarias, se já não estivesses sendo atraído por Mim».</p>



<p><strong>2.3.</strong>&nbsp;Eis sumariamente indicados os pontos de contato e de divergência que marcam as relações da mística cristã com a não-cristã.</p>



<p>O reconhecimento de que fora do Cristianismo pode haver — embora em casos raros e difíceis — autêntica experiência mística ou experiência da presença de Deus na alma do justo, está longe de sugerir relativismo religioso. A única via para que a criatura chegue ao íntimo contato com Deus fica sendo a via do Cristo e da Redenção pela Cruz. Acontece, porém, que nem todos os homens tomam conhecimento explícito de Cristo e do Evangelho; nem por isto a Providência os exclui da sua obra de santificação; podem chegar a grande união com Deus desde que preencham as condições descritas atrás. Note-se que então as graças outorgadas a não-cristãos ainda são dadas em vista de Cristo ou por aplicação dos méritos do Redentor, de sorte que Jesus permanece como Único Mediador entre o Pai e os homens; é destarte que os não-cristãos, sem o saber, recebem graças da plenitude de Cristo.</p>



<p>Convém, por fim, observar que foram condenadas pela autoridade da Igreja as seguintes proposições dos jansenistas:</p>



<p>«Os pagãos, os judeus, os hereges e outras criaturas humanas que se lhes assemelhem, não recebem influxo algum da parte de Jesus Cristo» (Denzinger, Enchiridion 1295; condenação proferida em 1690 pelo Papa Alexandre VIII).</p>



<p>«Fora da Igreja não é concedida graça alguma» (Denzinger 1379; condenação proferida em 1713 pelo Papa Clemente XI).</p>



<p>Em conclusão destas considerações teológicas, o leitor será levado a admirar a multiforme graça de Deus, que sabe tocar o coração dos homens de acordo com o grau de capacidade de cada qual, a fim de levar a todos para a visão face a face do Senhor Deus.</p>
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		<title>Hinduísmo e Cristianismo: União ou Repulsa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2020 20:30:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doutrinas Não-Cristãs]]></category>
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<p>Dir-se-ia que os homens ocidentais, cansados das vicissitudes da história contemporânea, desejam restaurar-se à luz e ao calor de sabedoria proveniente de longe, ou seja, do Oriente e, em particular, da Índia; não há dúvida, Budismo, Teosofia, Yoga, Krishnamurti encontram aceitação crescente nas terras ocidentais. E não falta quem apregoe conciliação entre a ideologia recém-vinda [&#8230;]</p>
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<p>Dir-se-ia que os homens ocidentais, cansados das vicissitudes da história contemporânea, desejam restaurar-se à luz e ao calor de sabedoria proveniente de longe, ou seja, do Oriente e, em particular, da Índia; não há dúvida, Budismo, Teosofia, Yoga, Krishnamurti encontram aceitação crescente nas terras ocidentais. E não falta quem apregoe conciliação entre a ideologia recém-vinda e a tradicional sabedoria cristã.</p>



<p>Em face da situação que assim se cria, procuraremos abaixo tomar consciência exata do patrimônio de idéias da Índia, para, a seguir, poder averiguar devidamente até que ponto se coordenariam com as concepções cristãs.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><strong>1. As grandes linhas da ideologia hindu</strong></strong></h2>



<p>A sabedoria hindu deriva-se, em última análise, das crenças religiosas da Índia primitiva, codificadas nos livros sagrados dos Vedas (Veda = sabedoria por excelência), livros redigidos em sânscrito entre o VIII e o V séc. a.C. de acordo com tradições derivadas de 1000/1500 a.C. Esse patrimônio primitivo fundiu-se com idéias religiosas de povos que sucessivamente habitaram a península índica, dando assim origem ao&nbsp;<strong>Bramanismo</strong>, em reação ao qual surgiu o&nbsp;<strong>Budismo</strong>&nbsp;(séc. V a.C.). Cada uma dessas modalidades religiosas, por sua vez, se subdividiu em correntes diversas, de sorte que existem hoje em dia o Vedanta, o Neo-bramanismo, o Vishnuísmo, o Sivaísmo, o Saktismo, o Budismo do Grande Veículo (Mahayana), o do Pequeno Veículo (Hinayana), o Veiculo Tântrico, etc. O conjunto de todas essas correntes religiosas chama-se atualmente&nbsp;<strong>Hinduísmo ou Sanatana Dharma</strong>&nbsp;(Lei ortodoxa).</p>



<p>Abstraindo de aspectos particulares, visaremos aqui apenas as linhas que marcam a estrutura do pensamento hindu sob as suas diversas modalidades.</p>



<p>Antes do mais, perguntamo-nos: que ensina a sabedoria da Índia antiga a respeito de Deus?</p>



<p>— O Divino é o Absoluto, substância neutra, impessoal, que está identificada com o espírito de cada homem.</p>



<p>Diz o livro dos Vedas, atribuindo à Divindade o nome de&nbsp;<strong>Brama</strong>:</p>



<p>«Perguntas o que é o Brama ? É teu próprio Atmã, que é interior a tudo» (Brihad Aranyaka, up. III 4).</p>



<p>Nessa frase note-se que Atmã (At man) significa&nbsp;<strong>Este Eu</strong>, ou a alma humana.</p>



<p>O Brama neutro, impessoal, fica inacessível aos conceitos dos homens. Não o podendo apreender em si mesmo, o devoto hindu tende a atingi-lo e adorá-lo em seus atributos ou em suas manifestações divinas; assim tem origem a série dos deuses professados pela religiosidade popular hindu; todos eles são Brama expresso em uma faceta sua; todos fazem parte de Brama, como as gotas do oceano fazem parte do oceano. Contudo é por excelência dentro da própria alma que o fiel devoto deve encontrar a Divindade, pois cada um possui ou é uma centelha divina. Assim diria Vishnu, uma das manifestações de Brama, a Siva:</p>



<p>«Aqueles que são vítimas da ignorância, me consideram distinto de ti» (Vishnu-Purana).</p>



<p>A tradição hindu admite que os deuses (ou os atributos do Brama) se encarnem, seja por seu bel-prazer, seja para cumprir uma tarefa, em particular a de socorrer a humanidade aflita. As encarnações da Divindade se chamam «avatares» ou «descidas»; Vishnu é o deus que mais frequentemente se encarna. Pode haver número ilimitado de «avatares». Ramakrishna, famoso mestre Brama do século passado (1834-1886), dizia: «Os avatares são em relação a Brama o que as ondas são em relação ao oceano».</p>



<p>Professando tais noções a respeito da Divindade, como conceberia o hindu este mundo e a sua história?</p>



<p>A substância divina única, Brama, cuja existência é eterna, acha-se animada por um ritmo constante de respiração: aos movimentos de absorver e expelir o ar correspondem respectivamente a produção (impropriamente dita criação) e a destruição do universo. Este mundo é dominado pelas leis do surto e do desaparecimento, da vida e da morte, que não são senão reproduções do ritmo de sonolência e despertar ou de inspiração e expiração que move a Divindade.</p>



<p>Dentre os seres visíveis, o homem, de maneira especial, corresponde à Divindade; é o microcosmos colocado dentro do macrocosmos ou do grande corpo divino que é a natureza: assim, a carne humana corresponde à terra; a palavra, ao fogo; o hálito, ao ar; o olho, ao sol&#8230;</p>



<p>Mais precisamente, o mundo, por respiração de Brama, ter-se-á formado de acordo com o seguinte processo: originou-se primeiramente o&nbsp;<strong>akaça</strong>&nbsp;ou éter, corpo de extrema sutileza, que deu início aos quatro elementos fundamentais: o ar, o fogo, a água, a terra. Estes, combinando-se, deram origem à Vida dentro de um corpo embrionário chamado «o ovo de Brama» e depositado no seio das águas. A partir desse gérmen, foram-se desenvolvendo aos poucos os diversos seres, visíveis e invisíveis, que constituem este mundo. Os entes inferiores tendem a evoluir até o grau humano, que representa o ponto culminante da evolução. Quanto ao homem, ele almeja emancipar-se do corpo pesado e do mundo material em que se acha, para voltar à Substância primordial de Brama.</p>



<p>O hindu concebe a história como repetição de ciclos simétricos, em cada um dos quais o mundo nasce, evolui e desaparece. Cada ciclo («Kalpa» ou «dia de Brama») dura aproximadamente 4.320 milhões de anos; ao termo destes, o cosmos é reabsorvido em Brama, donde se há de formar posteriormente um novo ovo cósmico!</p>



<p>No conjunto do universo, que papel toca ao homem?</p>



<p>Ao homem é dado compreender o caráter ilusório da matéria que o envolve, ou seja, compreender que a multiplicidade que o cerca não é multiplicidade, mas é a unidade de Brama. Em outros termos: é-lhe dado perceber que este mundo não é senão o cenário de uma comédia cujos atores são os homens. Em consequência, o indivíduo humano deve fazer tudo para se libertar da matéria. A fim de o conseguir, torna-se-lhe necessário esquecer o que lhe é exterior e concentrar a sua atenção no «Eu» interior, onde se encontra a centelha divina ou Brama. Tal purificação não se consegue no decorrer de uma só existência terrestre; por isto cada indivíduo tem que voltar mais de uma vez à Terra, sujeitando-se ao ciclo das reencarnações ou&nbsp;<strong>samsara</strong>. As reencarnações são inexoravelmente regidas pela lei do&nbsp;<strong>karma</strong>, segundo a qual cada ato humano produz um efeito bom ou mau, que configurará a próxima encarnação do respectivo sujeito, tornando-o mais feliz ou menos feliz conforme os seus méritos ou deméritos.</p>



<p>Para ilustrar a obrigação, imposta aos devotos, de esquecerem tudo que lhes é extrínseco e extinguirem todo desejo das coisas terrestres, contam os hindus o seguinte episódio:</p>



<p>Um mestre (<strong>guru</strong>), interrogado por seu discípulo sobre a eficácia do amor divino, mergulhou a cabeça do jovem em um rio, detendo-a dentro d’água até quase sufocá-lo&#8230; Quando o discípulo foi retirado do rio, o mestre perguntou-lhe:</p>



<p>«Em que pensavas, quando imerso n’água ?»</p>



<p>«Todo o meu ser só tendia a respirar. Só desejava isso. Só podia pensar nisso !»</p>



<p>«Está bem, replicou o mestre, quando tiveres igual necessidade de Deus, serás libertado!»</p>



<p>Por conseguinte, desde que o homem adquira plena consciência de que ele não se distingue da substância universal ou de que sua alma é idêntica à totalidade, está em condições de se libertar do corpo; a alma então se funde em Brama, ultrapassando as categorias da unidade e da multiplicidade, o que implica em perda da individualidade pessoal.</p>



<p>A fim de favorecer a concentração da alma em si mesma e a sua consequente libertação, os hindus recorrem a técnicas especiais de controle dos movimentos do corpo, principalmente da respiração. A tais exercícios se dá o nome de Yoga.</p>



<p>Assim expostas as grandes linhas da espiritualidade hindu, procuremos cotejá-las com os traços dominantes da sabedoria cristã.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. A sabedoria cristã : confronto&#8230;</strong></h2>



<p>Quem estabelece o confronto entre sabedoria hindu e sabedoria cristã, sem demora observa uma nota comum dominante em ambas: a consciência do mistério ou de que aquilo que o homem apreende com os sentidos não esgota o conteúdo da realidade. Assim tanto o hindu como o cristão vivem do invisível mais do que do visível.</p>



<p>O misticismo ou a consciência do mistério representa a religiosidade espontânea, inata em todo homem; não é nem especificamente hindu nem especificamente cristã, pois a natureza inteligente de per si experimenta a necessidade de viver em função do transcendente. É, sem dúvida, por causa dessa base de religiosidade natural férvida que muitos julgam poder identificar entre si Cristianismo e Hinduísmo.</p>



<p>Contudo note-se que não basta ao homem, para chegar à sua consumação, apreender vagamente a existência do Transcendente que o cerca. É preciso que procure, na medida do possível, aproximar-se do Mistério com a inteligência, pois o homem é um ser essencialmente intelectivo ou racional.</p>



<p>Ora, justamente ao tentar realizar esta tarefa, o Hinduísmo diverge fundamentalmente do Cristianismo. Com efeito,</p>



<p>Pode-se dizer que a diferença capital vigente entre uma e outra ideologia consiste em que a sabedoria hindu identifica a Divindade, o mundo e o homem numa só substância posta em evolução através da história (panteísmo ou monismo.), ao passo que a ideologia cristã distingue nitidamente entre Deus pessoal, transcendente Criador, de um lado, e, do outro lado, o mundo criado (em que ulteriormente se diferenciam os irracionais e os homens).</p>



<p>Aqui seja apenas recordado que o panteísmo cai no ilógico, pois identifica o Absoluto (que por definição é Deus) e o relativo, o Infinito (Deus) e o finito, como se o Infinito não fosse senão a soma de partes finitas ou como se o Absoluto não fosse senão o relativo elevado ao auge de sua perfeição; na verdade, a estrutura do finito e relativo difere radicalmente da do Infinito e Absoluto, como o ser que é por si difere radicalmente do ser que não é por si; admitir identidade entre ambos é renegar o principio de contradição («o ser não é o não ser»), é obstruir as vias para qualquer raciocínio.</p>



<p>Por muito ilógico que seja, o panteísmo nunca deixou de seduzir os homens; e isto, por três motivos principais:</p>



<p>O panteísmo, fazendo de Deus uma substância neutra e impessoal, parece salvaguardar melhor o infinito da Divindade, ao passo que o conceito de personalidade parece induzir determinações (no sentido de limitações e imperfeições) em Deus.</p>



<p>Note-se, porém, que tais aparências são vãs. pois a noção de personalidade não inclui em suas notas constitutivas alguma limitação; ela apenas significa um sujeito ou «Eu» subsistente em uma natureza intelectiva (natureza intelectiva finita, na criatura; infinitamente perfeita, no Criador).</p>



<p>Inegavelmente, o panteísmo abre ao homem horizontes grandiosos, colocando-o no plano do Divino. Ora isto corresponde bem ao senso do mistério impregnado em toda criatura humana e aguça-o (com detrimento, porém, para a dignidade intelectual do homem).</p>



<p>O panteísmo, identificando o Divino e o humano, cancela o fundamento de qualquer atitude religiosa. O panteísta poderá, sim, falar de religião; na verdade, porém, ele não cultuará outro ser senão o próprio «Eu», que ele (talvez inconscientemente) estará endeusando. Um tal tipo de religião não molesta muito a natureza humana; ao contrário, oferece sempre meios para legitimar as mais variadas tendências do indivíduo.</p>



<p>Para o cristão, ao contrário, Deus é tudo, e a criatura (de per si) nada é. O homem procede do não-ser ; todo o ser e agir de que ele dispõe, são dádivas gratuitas do Criador; os próprios méritos do homem decorrem de prévios dons de Deus. Em consequência, a criatura não pode fazer valer título algum de glória perante o Senhor; ao invés disso, toda a glória do homem consiste em viver como mendigo de Deus; é nesse total «entregar-se a Deus» (a Deus que não se identifica com criatura alguma) ou «servir a Deus» que o homem encontra o seu «reinar», pois o Altíssimo, que criou o homem gratuitamente, só o criou para o dignificar. — Ora, inegàvelmente, realizar essa atitude de humildade e renúncia a si não é fácil à criatura.</p>



<p>Em conclusão: a idéia de que o homem é criatura e Deus é o Criador (Aquele que produz a partir do nada) é levada até as suas últimas consequências no Cristianismo, e aí assume importância capital; o discípulo de Cristo não procurará a sua glória senão no reconhecimento de que nada é e nada pode, mas tudo recebe de Deus (de um Deus que não é o próprio homem).</p>



<p>Outra diferença notória entre sabedoria cristã e sabedoria hindu — diferença, aliás, que muito logicamente se prende à anterior — deve-se à tese da reencarnação, que os hindus professam. Tal tese compreende-se bem num sistema em que não há Deus pessoal, distinto do homem, a quem se possa atribuir a salvação da criatura. Em tal ideologia, é claro, que ao próprio homem toca a função de se salvar por si mesmo, purificando-se de todo afeto desregrado; já que isto não se costuma dar no decorrer de um só currículo de vida terrestre, o pensador panteísta é logicamente levado a admitir vários currículos terrestres a fim de assegurar a salvação do homem!</p>



<p>Bem diversa torna-se a questão da salvação sob a perspectiva do Deus pessoal do Cristianismo. O cristão, professando que Deus é o Autor do homem, afirma igualmente que Deus é o Salvador da sua criatura. Para o discípulo de Cristo, o Todo-Poderoso proporciona ao homem os meios de se salvar no decorrer de uma só existência terrestre, pois esta é suficiente para que cada um opte decididamente por um ideal&#8230; (aliás, ninguém tem consciência de já haver vivido alguma vida anterior aqui na terra).</p>



<p>Não aceitando a reencarnação, o cristão possui naturalmente um conceito da história deste mundo assaz diverso do que o hinduísmo professa.</p>



<p>Para o hindu, a história consiste numa série de ciclos que se vão repetindo sem finalidade nem sentido: a evolução dos acontecimentos nada acarreta de novo, mas a lei de ascensão e declínio rege inexoravelmente os indivíduos e as coletividades, impedindo-lhes a consumação; em consequência, o hindu espera obter a sua perfeição justamente emancipando-se da história ou escapando à vida deste mundo.</p>



<p>Tal concepção é adequadamente representada pelo símbolo de uma serpente enrolada sobre si mesma, de tal modo que a cabeça morda a cauda; esta figura significa bem que os giros da história presente carecem de sentido; principio e fim coincidem entre si; «circula-se» sem esperança de melhor ordem de coisas neste mundo&#8230;</p>



<p>O cristão, ao contrário, é otimista em relação ao universo e à história; esta, para ele, se assemelha a um cone que se abre em demanda de uma grande realidade, realidade que o vai penetrando cada vez mais, dando sentido sempre mais denso e rico às fases da história; o tempo do cristão é prenhe, cada vez mais prenhe, de eternidade.</p>



<p>Quanto à purificação da alma, o Cristianismo, como a sabedoria hindu, a propugna mediante ascese, disciplina das faculdades psíquicas e somáticas; há, pois, um «Ioguismo» cristão (na medida em que Ioga significa a técnica de colocar o corpo plenamente a serviço da alma). O cristão, porém, exerce sua disciplina norteado por concepções bem diversas das do hindu: ele sabe que o Senhor é quem lhe dá a graça de lutar contra as paixões e que, consequentemente, todo o êxito de seus esforços depende da soberana misericórdia de Deus. — A respeito de Ioga, cí «P. R.»&nbsp;<a href="http://www.pr.gonet.biz/revista.php?nrev=16">16/1959</a>, qu. 1.</p>



<p>Em resumo, verifica-se que sabedoria cristã e sabedoria hindu representam duas concepções de Deus, do mundo e do homem essencialmente divergentes uma da outra, de sorte que não pode haver fusão, mas, sim, opção, entre uma e outra.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. Apesar de tudo, otimismo sadio&#8230;</strong></h2>



<p>Após fazer à sabedoria hindu as reservas acima, não poderíamos rematar este confronto sem uma palavra de otimismo construtivo.</p>



<p>Quem hoje em dia considera a grande maioria da população da Índia, e mesmo de outros países da Ásia, imersa no panteísmo e alheia ao conhecimento do verdadeiro Deus, talvez conceba a questão: porque terá sido o Criador tão liberal na revelação de Si aos povos ocidentais, deixando, ao contrário, tantos orientais destituídos da noção do verdadeiro Autor do universo ?</p>



<p>— Não é lícito ao homem pedir a Deus contas da distribuição de seus dons. Como quer que seja, porém, pode-se afirmar, sem perigo de errar, que a Índia, e o Oriente em geral, receberam do Senhor Deus um patrimônio religioso de imenso valor — patrimônio que certamente se torna esteio de salvação eterna para hindus e demais povos orientais, se é devidamente utilizado por esses homens.</p>



<p>E qual seria esse patrimônio?</p>



<p>É, como já dizíamos, a tempera profundamente mística que domina a alma dessas criaturas, ou a consciência que tais indivíduos têm da primazia do que não se vê, do eterno, sobre aquilo que se vê e é transitório. Os orientais sabem avaliar profundamente as riquezas da vida interior; têm assim, por excelência, «uma alma naturalmente cristã», para usarmos a expressão de Tertuliano (De testimonio anime 17) no fim do séc. II. Deve-se mesmo frisar que neste particular os orientais são mais prendados do que os homens do Ocidente; o ocidental é, sim, muito dado à vida ativa, mesmo a um ativismo febril, que dispersa sem obter resultado positivo, tendendo cedo ou tarde a cair no puro materialismo; entre as suas múltiplas ocupações, ele quase não encontra tempo para Deus!&#8230; Eis, porém, que na escola da Índia e do Oriente os ocidentais encontrarão sempre irmãos que em si representam o ideal da vida toda voltada para os valores que não passam.</p>



<p>Tal é o testemunho de dois monges católicos ocidentais — os PP. Monchanin (Svvami Paramarubyananda) e Le Saux (Swami Abhishiktesvaranda) — , que na Índia fundaram recentemente o mosteiro de Saccidananda:</p>



<p>«Dentre todos os povos da terra, a Índia parece ter recebido da Divina Providência uma missão privilegiada. Dir-se-ia que uma mensagem lhe foi confiada, mensagem a proferir no mundo e a proclamar através dos tempos&#8230; Essa mensagem afirma a primazia do mistério de Deus sobre o mistério das coisas criadas, o valor único daquilo que não passa,&#8230; do eterno, do espiritual, da vida interior.</p>



<p>Essa mensagem, a Índia a transmitiu, e primeiramente a transmitiu a si mesma, em suas gerações sucessivas, de idade em idade&#8230; de vidente a vidente&#8230;» (J. Monchanin et H. Le Saux, Ermites du Saccidananda. Paris 1956, 28s).</p>



<p>Na base destas observações, preconiza-se hoje a evangelização da Índia principalmente por obra do monaquismo contemplativo católico lá implantado e vivido em suas formas mais consequentes possíveis.</p>



<p>As considerações acima se encerrarão pela seguinte reflexão : a Índia recebeu realmente da Divina Providência uma mensagem importante a dizer ao mundo. Essa mensagem não consiste propriamente em tal ou tal proposição de filosofia ou teologia (vão é o panteísmo hindu com seus corolários, como atrás foi dito). É, antes, a atitude religiosa por excelência, a afirmação de que o homem só se realiza na procura incondicional de Deus, que a Índia apresenta ao mundo. A Índia, por sua existência mesma, constitui um caloroso apelo a Deus, ao único Deus, que o hindu entrevê presente entre os homens e que ele desejaria possuir em plenitude ! — Que os cristãos recebam essa lição de procura sequiosa de Deus e, em troca, comuniquem aos irmãos hindus a genuína noção do Pai Celeste ou a face do Deus vivo e verdadeiro patenteada no S. Evangelho ! É nesse intercâmbio que sabedoria hindu e sabedoria cristã se unem: aquela oferece a medida generosa e dilatada dentro da qual esta se deve derramar incontaminada e fecundante !</p>



<p>À guisa de Apêndice, vai aqui transcrita oportuna passagem de uma encíclica missionária que o S. Padre o Papa Pio XII publicava aos 2 de junho de 1951:</p>



<p>«Quando a Igreja convida os povos a se elevarem sob a guia da religião cristã a uma forma superior de vida humana e de cultura, Ela não se comporta como quem, sem respeitar coisa alguma, abate uma floresta exuberante, devastando-a e destruindo-a; antes, Ela imita o jardineiro que enxerta um ramo de qualidade em um tronco selvagem a fim de que este um dia produza frutos mais doces e saborosos. A natureza humana conserva em si, apesar da mancha herdada da triste culpa de Adão, um fundo naturalmente cristão, que, iluminado pela luz de Deus e nutrido pela graça, pode ser elevado à virtude autêntica e à vida sobrenatural. Por isto a Igreja jamais tratou com desprezo e desdém as doutrinas dos gentios; ela, ao contrário, as libertou de todo erro e impureza, e, por fim, as rematou e coroou mediante a sabedoria cristã. Da mesma forma, as artes e a cultura dos povos não cristãos,&#8230; a Igreja as acolheu com benevolência, cultivou-as com cuidado e levou-as a grau de beleza tal que jamais haviam atingido. Ela também não condenou, mas de certo modo santificou, os costumes próprios e as instituições tradicionais dos diversos povos. Modificando o espírito e as modalidades das festas dos pagãos, a Igreja fez que estas servissem para lembrar os mártires e para glorificar os santos mistérios. Muito a propósito escreve S. Basílio: &#8216;&#8230;Habituados a considerar o sol no seu reflexo sobre as águas, poderemos doravante levantar o olhar diretamente para a própria luz&#8230; A vida da árvore consiste em que se carregue de frutos na estação oportuna; não obstante, as folhas que se agitam em torno dos ramos, acrescentam algo à beleza dos frutos. Assim a alma dá seus frutos por excelência quando apreende a própria Verdade; contudo a sabedoria meramente humana pode servir de manto à Verdade (divina), à semelhança das folhas que envolvem os frutos dando a estes sombra e beleza» (texto traduzido do original publicado na «Revista Eclesiástica Brasileira» 11 [1951] 707).</p>



<p>Os dizeres acima parecem aplicar-se muito adequadamente a definir as relações vigentes entre a sabedoria hindu e a sabedoria cristã.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading">Bibliografia:</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>M. Queguiner, Introduction à l&#8217;Hidouisme. Paris 1958.</li><li>S. Lemaítre, Hindouisme ou Santana Dharma, em «Encyclopédie du Catholique au XXème siècle», n. 144.&nbsp;Paris 1957.</li><li>J. Herbert, Spiritualité hindoue. Paris 1947.</li><li>Vitalité aetuelle des Religions non chrétiennes. Collection «Rencon- tres» n&#8217; 48. Paris 1957.</li><li>M. Percheron, O Buda e o budismo. Rio de Janeiro 1958.</li></ul>
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		<title>Porque Catolicismo e Marxismo são incompatíveis?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2020 20:30:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doutrinas Não-Cristãs]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Porque-Catolicismo-e-Marxismo-são-incompatíveis.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Porque Catolicismo e Marxismo são incompatíveis" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Porque-Catolicismo-e-Marxismo-são-incompatíveis.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Porque-Catolicismo-e-Marxismo-são-incompatíveis-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Porque-Catolicismo-e-Marxismo-são-incompatíveis-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Porque-Catolicismo-e-Marxismo-são-incompatíveis-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Porque-Catolicismo-e-Marxismo-são-incompatíveis-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>1. O comunismo hoje (1958) muito apregoado, ou seja, o marxismo (doutrina de Karl Marx, 1818-1883), vem a ser o sistema que propugna tornar comuns, de maneira radical e mais ou menos violenta, não somente os fundos produtivos (o capital e as terras), mas também os bens produzidos; preconiza assim a abolição da propriedade particular e [&#8230;]</p>
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<p><strong>1.</strong> O comunismo hoje (1958) muito apregoado, ou seja, o marxismo (doutrina de Karl Marx, 1818-1883), vem a ser o sistema que propugna tornar comuns, de maneira radical e mais ou menos violenta, não somente os fundos produtivos (o capital e as terras), mas também os bens produzidos; preconiza assim a abolição da propriedade particular e a rigorosa igualdade social entre os homens.</p>



<p>O marxismo econômico e sociológico se enquadra dentro de uma concepção geral da vida ou dentro de uma filosofia, da qual é inseparável. Esta filosofia, porém, é muitas vezes ignorada por aqueles a quem certos aspectos laterais do comunismo conseguem atrair. Percorramos, portanto, rapidamente os traços dessa ideologia.</p>



<p>Primeiramente, o marxismo professa o materialismo, e materialismo dialético; o que quer dizer: a única realidade existente é a matéria, e matéria posta em contínua evolução, devida ao choque de forças antagônicas. Em consequência, toda a história se tece de conflitos entre os elementos contrários da matéria. Tão longo processo, porém, tende ao equilíbrio e à harmonia finais. Vê-se desde já que o marxismo incute uma visão dinâmica (que os seus mentores chamam de «dialética»), em oposição a qualquer concepção estática (ou «metafísica», diriam os marxistas) do mundo.</p>



<p>A matéria é eterna; está em movimento desde todo o sempre, nem pode ser concebida sem movimento. Na ideologia marxista, portanto, não há necessidade de um Motor Imóvel, Causa última de todas as causas (segundo a filosofia de Aristóteles), nem de um Criador ou Deus. A fé em um Ser todo-poderoso proviria da incapacidade de explicar os fenômenos naturais ressentida pelo homem primitivo.</p>



<p>Aplicados mais pròximamente à sociologia, estes princípios significam que o gênero humano até a época contemporânea viveu em constante luta de classes; o capitalista é o explorador e opressor; o operário, o oprimido:<em>&nbsp;“</em><em>A h</em>istória da humanidade registrada até hoje é história da luta de classes”, reza o manifesto de Karl Marx publicado em 1848. O fator que condiciona a luta e explica todas as atividades humanas, vem a ser a economia: “A economia e a produtividade da vida material condicionam os fenômenos sociais, políticos o espirituais da vida em geral. Não é a consciência do homem que determina o modo de ser da sociedade, mas, ao contrário, é a vida dos homens na sociedade que determina a consciência dos mesmos” (Marx. Zur Kritik der politischen Oekonomie, Vorrede 1859}.</p>



<p>Em outros termos: Direito, Filosofia, Moral, Arte, Religião são considerados «ideologias» ou «superestruturas» da produção material; a classe dominante na sociedade costuma impor «às demais as suas concepções filosóficas e religiosas. O feudalismo medieval e o capitalismo falavam de princípios éticos absolutos; o marxismo, ao contrário, nega a existência de normas morais imutáveis: «A nossa moral é, em tudo e por tudo, subordinada aos interesses da luta de classe do proletariado» (Lênin, Obras, 3<sup>:&gt;</sup>&nbsp;edição XXV. Moscou 1933, 391). A primeira lei da ética marxista é a luta pela instauração universal da ordem de coisas comunista: não há, pois, direitos absolutos, mas a força e a violência em vista do objetivo proposto vêm a ser os ditames supremos da vida social. As artes e as ciências no marxismo devem igualmente exprimir o pensamento da classe operária, isto é, hão de ser cultivadas em função do Partido Comunista; aliás, toda a cultura comunista vem a ser «cultura do Partido», portadora de caráter popular socialista, patriotismo soviético, otimismo, etc.</p>



<p>Proposto ao mundo nos séc. XIX e XX, o marxismo apregoa a revolução social, da qual devem resultar a total extinção de classes e até mesmo a supressão do Estado; é a propriedade particular que divide a sociedade em classes. Para conseguir a sua meta final, o marxismo visa, em primeiro lugar, instaurar a chamada «ditadura do proletariado». Mediante a abolição do Estado burguês, os trabalhadores oprimidos procurarão aniquilar os seus opressores atuais, sendo-lhes lícito, para isto, o recurso a qualquer meio coibitivo (em verdade, no Estado marxista, é um só homem, o ditador, quem aplica esses meios «em nome do proletariado» ou também contra o proletariado), Na fase definitiva do processo comunista, já não haverá autoridade de Estado, mas todos os homens, livres da escravidão capitalista e dos numerosos preconceitos que esta acarreta, viverão sem leis, movidos unicamente pelo entusiasmo do trabalho desinteressado, trabalho espontaneamente executado para o bem da coletividade; desaparecerão as injustiças e a miséria! — É, pois, uma verdadeira Redenção, é um autêntico messianismo encaminhado para um paraíso terrestre, que o marxismo propõe ao mundo.</p>



<p>Neste quadro é claro que nenhuma das tradicionais formas de religião tem cabimento : «O marxismo é um materialismo. Como tal, é inimigo implacável da religião.. Devemos combater<strong>&nbsp;a</strong>&nbsp;religião. Este é o<strong>&nbsp;abc</strong>&nbsp;de todo materialismo, por conseguinte também do marxismo» (Lênin. Obras XIV 70). «O Partido não pode ser neutro frente à religião. .. porque ele é favorável à ciência, ao passo que os preconceitos religiosos são contrários a esta» (Stalin. Obras X 132). Não é menos verdade, porém, que a ideologia marxista com a sua mística, ou seja, com a sua fé entusiástica na consecução da felicidade integral, se torna uma religião, exigindo para as instituições e os representantes do comunismo a adesão que sempre foi tributada a Deus. Já Dostoievsky (+1881) dizia muito bem, como que caracterizando antecipadamente os comunistas contemporâneos: “Os homens não se tornam ateus apenas, mas creem no ateísmo como em uma religião”. Tem-se observado repetidas vezes que o marxismo se apresenta como um catolicismo às avessas; muitos são os pontos de contato de ambos, trazendo apenas sinais inversos de valorização (positivo, negativo;&nbsp;à&nbsp;direita,&nbsp;à&nbsp;esquerda).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual o juízo a proferir sobre tais teorias?</strong></h2>



<p>Não se pode negar que a ideologia marxista encerra um núcleo de verdade: o mal-estar da sociedade provém não raro do predomínio injusto de uma classe sobre as&nbsp;outras&nbsp;ou da defeituosa distribuição dos bens produtivos. Desta verificação, porém, não se segue que a solução consista em suprimir a propriedade privada e as classes sociais. Com efeito:</p>



<p><strong>a)</strong>&nbsp;não se podem reduzir todos os problemas humanos à questão econômica, como se o homem por sua natureza fosse destinado a ser mero produtor e consumidor de bens materiais, ficando as suas demais aspirações dependentes da satisfação desta primeira. Haja vista a família: não são as necessidades econômicas que dão origem à família, mas, ao contrário, é a família que funda a economia (o termo grego&nbsp;<strong>oikonomia</strong>&nbsp;o diz muito bem:&nbsp;<strong>oikos</strong>, casa;&nbsp;<strong>nomia</strong><sub>t</sub>dispensação, legislação). É o desejo de se perpetuar e de certo modo imortalizar que leva o homem a constituir um lar e a procurar consequentemente, mediante a sua indústria (caça, pesca, agricultura), os meios de subsistência para os seus familiares.</p>



<p>Também é vão dizer que a Filosofia, a Moral, a Religião são funções da produção material, embora possam sofrer a influência desta; existem, sem dúvida, verdades especulativas e normas éticas objetivas, imutáveis: que a soma dos ângulos de um triângulo seja igual a dois retos, é proposição que nenhum sistema econômico jamais poderá alterar. Em particular no tocante à religião, é absurdo apresentá-la como expressão do homem covarde ou atrasado: o testemunho dos povos, os documentos da civilização aí estão a dizer o contrário. A religião sempre foi o fator que estimulou a civilização e a indústria dos diversos povos: a construção da habitação humana, a fundação de cidades, a abertura de estradas, a ereção de pontes, a domesticação de animais, o cultivo de plantas, a contabilidade bancária são realizações inspiradas inicialmente por motivos religiosos; a religião, longe de coibir, sempre fomentou o exercício das faculdades superiores do homem (inteligência e vontade) ; a história da ciência e a civilização são, em grande parte, tributárias das aspirações religiosas que constantemente moveram os homens a novos empreendimentos. Veja-se a propósito a abundante documentação citada por P, Deffontaines, Géographie et Religions, Paris 1948; outrossim «P. R.» 19/1959, qu. 1.</p>



<p><strong>b)</strong>&nbsp;A tese da eternidade da matéria está em contradição com a da evolução ascensional da mesma matéria; carência de inicio e evolução são termos inconciliáveis entre si, pois toda evolução supõe necessàriamente um ponto inicial e outro final. A hipótese da eternidade do mundo está também em desacordo com a ciência moderna, que não somente requer um ponto de partida para o processo evolutivo do universo, mas também fala de relativa «juventude» do cosmos (cerca de dez bilhões de anos).</p>



<p><strong>c)</strong>&nbsp;Entre os homens existe, sim, igualdade básica de natureza (todos são animais racionais), diferenciada, porém, por<br>características acidentais, pessoais; dotados de diversa capacidade intelectual e variada energia de vontade, os indivíduos tendem pelas suas atividades a se dispor em hierarquia, devida ao uso e ao abuso que cada um faz de suas qualidades. As desigualdades econômicas, portanto, provêm em grande parte das desigualdades naturais que intercedem entre os indivíduos; por isto é que não são condenáveis, desde que se mantenham dentro de certos limites e não impeçam a colaboração de todos para o bem comum. O nivelamento dos indivíduos mediante a extinção da propriedade particular é contraditório à própria natureza humana, como o comprova a experiência da Rússia mesma: a sociedade soviética conhece hoje de novo as suas classes, os seus indivíduos e grupos privilegiados, embora os nomes e títulos sejam diferentes dos que estavam em voga no regime imperial. Donde se vê que a igualdade entre os homens não poderá ser aritmética, mas há de ser proporcional: todo indivíduo na sociedade há de gozar de direitos particulares, correlativos às suas aptidões naturais e à contribuição que ele possa prestar ou haja prestado ao bem comum.</p>



<p>De resto, fraternidade entre os homens sem crença em Deus é impossível; se não se reconhece um Pai comum nos céus, com que direito se exigirá que os homens se reconheçam uns aos outros como irmãos sobre a terra ? Cedo ou tarde, mostra-nos a história que as tendências egoístas se atuam, corroendo a filantropia dos ateus. Muito menos se pode esperar que, sem Deus, os homens instaurem o paraíso sobre a terra, vivendo sem leis, em espontânea concórdia. Tal expectativa ignora totalmente a realidade histórica: a natureza humana e, com ela, o mundo visível estão sujeitos à desordem que o pecado inicial introduziu (pecado de que falam as reminiscências mesmas dos povos primitivos); e somente pela reconciliação do homem com Deus é que se poderão obter harmonia e bem- -estar neste mundo. — À luz destas considerações, o marxismo aparece claramente como uma religião desviada do seu verdadeiro objetivo. Aliás, já dizia muito a propósito Donoso Cortês, o famoso estadista (+1853): “Toda civilização é sempre o reflexo de uma Teologia” (Ensayo sobre el catolicismo, el liberalismo y el socialismo 1851).</p>



<p>Vê-se, por fim, que não há compatibilidade entre catolicismo e marxismo plenamente entendidos. Isto não exclui que certas teses marxistas referentes à economia ou à administração pública possam ser incorporadas à ideologia cristã. Segundo as declarações dos próprios comunistas, o marxismo não pode nem quer ser concebido independentemente do quadro filosófico ou do materialismo dialético que inspirou a Marx; qualquer tentativa, como a da II Internacional, de edificar o comunismo sobre outro fundamento filosófico é rejeitada pelo bloco marxista preponderante qual deviação ou heresia (sabe-se que a II Internacional, de 1880 ao fim da primeira guerra mundial, foi tida por Lenin, Trotzkij como Internacional dos social-patriotas e dos traidores). A prática do marxismo é indissolúvel da respectiva teoria; por isto também tudo que o marxista realiza na vida pública, ele o realiza no espírito do partido. Diz Lênin: “O materialismo implica, por assim dizer, o espírito de partido, enquanto nos obriga, em lodo juízo que formulemos sobre um acontecimento, a colocar-nos direta e abertamente do ponto de vista de certo grupo social” (Obras I 380s).</p>
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		<title>Ideologias Anticatólicas Concatenadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2020 15:54:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Ideologias-Anticatólicas-Concatenadas.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Ideologias Anticatólicas Concatenadas" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Ideologias-Anticatólicas-Concatenadas.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Ideologias-Anticatólicas-Concatenadas-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Ideologias-Anticatólicas-Concatenadas-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Ideologias-Anticatólicas-Concatenadas-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Ideologias-Anticatólicas-Concatenadas-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Em síntese:&#160;Registra-se em nossos dias um concerto de ideologias opostas ao pensamento católico, que visam a erradicar, por etapas, o senso religioso do homem ocidental (da Europa e da América). Principalmente na área da família e de seus elementos constitutivos se desencadeia forte campanha contra os valores tradicionais, que pretende chegara total libertação pública dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Ideologias-Anticatólicas-Concatenadas.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Ideologias Anticatólicas Concatenadas" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Ideologias-Anticatólicas-Concatenadas.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Ideologias-Anticatólicas-Concatenadas-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Ideologias-Anticatólicas-Concatenadas-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Ideologias-Anticatólicas-Concatenadas-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Ideologias-Anticatólicas-Concatenadas-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p><strong><em><strong><em>Em síntese:</em></strong></em></strong>&nbsp;<em>Registra-se em nossos dias um concerto de ideologias opostas ao pensamento católico, que visam a erradicar, por etapas, o senso religioso do homem ocidental (da Europa e da América). Principalmente na área da família e de seus elementos constitutivos se desencadeia forte campanha contra os valores tradicionais, que pretende chegara total libertação pública dos impulsos sexuais. O artigo pretende chamara atenção do público para certos fatos exponenciais dessas ideologias</em>.</p>



<p>A revista FAMÍLIA ET VITA do Pontifício Conselho para a Família, n<sup>o&nbsp;</sup>1-2 2006 publicou um artigo que focaliza uma perseguição à Igreja não sanguinolenta, mas muito perigosa. O artigo tem por título: AUGE DE IDEOLOGIAS ANTI-CATÓLICAS; é de autoria de Aurélio Ignácio e Glória Londono Canavi. Os enfoques propostos pelo artigo merecem atenção: pelo quê serão expostos, de maneira sucinta, nas páginas subsequentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Era do Pós-Modernismo</strong></h2>



<p>O período que se segue à queda do comunismo na Europa em 1989, é dito &#8220;Era do Pós-Modernismo&#8221; e caracterizado pelo secularismo, ou seja, pelo propósito de extirpar por completo o senso religioso do ser humano e permitir costumes mais livres, isentos da censura religiosa.</p>



<p>A nova ordem social assim apregoada: na área de economia, propugna a globalização, na da Filosofia o racionalismo, no ramo da Ética o relativismo e, no setor religioso, a nova ordem proclama a laicização, ou seja, o apagamento de toda influência religiosa.</p>



<p>É principalmente na área jurídica que se exerce a ação das novas correntes, visando à alteração de leis tradicionalmente inspiradas pela razão e a fé católica. Vejamos como se tem desenvolvido tal ação na Europa e na América Latina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A secularização na Europa</strong></h2>



<p>Na Europa o próprio Papa Pio XII apregoava a aproximação mútua dos seus diversos povos. Daí surgiu a União Européia; esta a princípio versava principalmente sobre questões de economia, mas consolidou-se tendo por base a abjuração da herança cristã de tais povos. A Europa renegou o seu caráter de continente cristão quando recusou colocar no Preâmbulo de sua Constituição o reconhecimento de suas raízes cristãs, por mais que se empenhasse o Papa João Paulo II em favor de tal causa.</p>



<p>A nova cultura chega a rejeitar qualquer sinal de profissão de fé católica. Tenha-se em vista o caso da sra. Nadia Eweida, funcionária da British Airways: quando trabalhava no aeroporto Heathrow de Londres, foi suspensa de suas atividades sem remuneração por três semanas porque trazia uma cruz pendente do seu colar. Resolveu apelar para a Justiça, alegando sofrer, por parte do patrão, discriminação religiosa. Declarou: &#8220;Não hei de ocultar minha fé em Jesus! British Airways permite às mulheres muçulmanas que usem o véu e aos sikhs que cubram a cabeça com seu turbante&#8221;.</p>



<p>&#8220;A liberdade de expressão, de reunião e a liberdade de organizar um partido político são as bases da sociedade democrática&#8221;.</p>



<p>Com esta justificativa o tribunal de Haia derrubou o recurso impetrado que pedia que o recém fundado Partido dos Pedófilos fosse banido da sociedade holandesa. O juiz presidente da Corte sentenciou que o partido &#8220;não cometeu nenhum crime, somente pede uma reforma constitucional&#8221;. A reforma constitucional que o novo partido pede é a legalização da prostituição infantil e da pedo-pornografia. Com esta sentença começa a cair o último tabu que ainda existia até nos mais liberais países da Europa, a inviolabilidade da infância. É a consequência de um relativismo total, para o qual não existe nenhum valor absoluto e fundamental na raiz da convivência civil.</p>



<p><strong>O JORNAL DO COMÉRCIO ACRESCENTA:</strong></p>



<p>O partido, de apenas três integrantes conhecidos, defende o sexo entre adultos e crianças e pede a redução da chamada maioridade sexual de 16 para 12 anos, inicialmente, para, no futuro, acabar com qualquer limite de idade. O partido prega ainda o sexo com animais, a liberalização das drogas pesadas e a nudez em público. Seus integrantes também são contra o consumo de carnes e peixes, as escolas elementares religiosas e a circuncisão.</p>



<p>A resposta dada pelo juiz H. Hothuis ao pleito de veto feito por partidos de oposição é clara: &#8220;A liberdade de expressão é a liberdade de associação, inclusive para criar um partido político, devem ser vistas como fundamentos de uma sociedade democrática&#8221;.</p>



<p>Voltando à Inglaterra, temos a seguinte notícia:</p>



<p><strong>Autorizado embrião misto de vaca e homem</strong></p>



<p>Objetivo de britânicos é obter células-tronco com mais facilidade</p>



<p>LONDRES.&nbsp;Pesquisadores britânicos receberam autorização do governo do Reino Unido para criar embriões híbridos de vaca e ser humano. Com isso, eles planejam obter uma fonte simples e barata de células-tronco. Os embriões seriam desenvolvidos a partir da fusão de DNA humano em óvulos de vaca, cujo próprio código genético foi removido.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>América Latina</strong></h2>



<p>Os povos latino-americanos têm raízes religiosas muito vivas, especialmente marcadas pela fé católica. Visto que a Igreja se faz de guarda dessas tradições. O Pós-Modernismo se dispõe a combatê-la, debilitando sua autoridade até anulá-la. Esta campanha se deve realizar em três etapas:</p>



<p>1- dar a crer que o povo fiel pode seguir Jesus Cristo sem pertencer à Igreja.</p>



<p>2- Apagar na mente dos latino-americanos a imagem clássica de Jesus Cristo Deus e Homem, para reduzir Jesus à categoria de um dos grandes vultos da história ou de um corajoso guerrilheiro.</p>



<p>3- Eliminada a figura de Deus feito homem, resta extirpar a noção mesma de Deus. Assim estará conquistada a população de nossos países para o secularismo e o ateísmo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Forças conjugadas</strong></h2>



<p>No combate às clássica categorias religiosas dos latino-americanos, são visados especialmente valores do matrimônio, da vida e da família. O ataque a estes valores é levado a efeito por duas ideologias extremistas opostas, que, no caso, se fundem numa frente única agressiva: o comunismo (que é visceralmente ateu) e o capitalismo liberal entendido não como sistema de empresas livres, mas como a ideologia que apregoa o predomínio do pragmatismo na economia dentro de uma concepção materialista do ser humano). Assim, por exemplo, o aborto é propugnado tanto pelos regimes de esquerda como pelos governos de índole radicalmente liberal e capitalista.</p>



<p>Seja assinalado também o papel deletério de certos movimentos feministas radicais. Embora tenham origem em países capitalistas, são inspirados pelo principio da luta não de classes, mas de sexos numa atitude materialista e ateia.</p>



<p>Em suma, têm um fundo ideológico comum os movimentos que apregoam a liberdade sexual irrestrita, o aborto, a equiparação do homem e da mulher reduzidos à categoria de gender ou mero indivíduo, os que propugnam o casamento gay até mesmo com adoção de crianças, a eutanásia (= homicídio, diferente da ortotanásia), os promotores da educação sexual sem escala de valores, despertando o anseio de experiências sexuais precoces, os arautos da &#8220;saúde sexual e reprodutiva&#8221; em suas diversas modalidades.</p>



<p>Os autores do artigo que estamos resumindo, julgam que todos esses movimentos são regidos por um Poder Mundial, que manipula os fios da política e da economia dos povos; tal Poder tem um nome e um cérebro central, a saber:<strong> The Trilateral Commission,</strong> com seus três ramos: nos Estados Unidos, o Council of Foreign Relations; na Europa, o Grupo de Bilderberg, e no Japão outro grupo. Nos Estados Unidos o Poder Mundial conta com uma poderosa rede de organismos postos a seu serviço: a Fundação Rockfeller, a Fundação Ford, o Population Council e o IPPF. A pressão sobre a América Latina é muito forte e se exerce, em grande parte, mediante condicionamentos de ordem econômica.</p>



<p>As estatísticas que publicam são tendenciosas, visando a impressionar o público, principalmente no tocante ao número de abortos. Assim, por exemplo, afirmam que na Colômbia ocorrem anualmente 400.000 abortos, repetem-no já há alguns anos consecutivos. Ora na Colômbia o aborto só pode ser praticado clandestinamente, de modo que não se podem fazer fidedignas estatísticas a respeito; nem mesmo o Governo as pode fazer.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p>Verifica-se que os ideólogos do Pós-Modernismo têm em vista implantar na América Latina uma cultura contrária às suas tradições religiosas, ou seja, uma cultura materialista e ateia. Para tanto se servem copiosamente de medidas jurídicas que afetam o sistema constitucional dos diversos países, alegando estar<strong>&nbsp;&#8220;EM DEFESA DO DIREITO AO LIVRE DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE&#8221;.</strong></p>
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