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	<title>Espírito Santo &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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	<title>Espírito Santo &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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		<title>O que é o mérito?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2021 18:15:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Méritos" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Méritos" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Nesta vida as nossas ações podem ser nobres e heroicas, mas ainda assim serem desprovidas de verdadeiro valor. Isso porque para que uma ação seja verdadeiramente valorosa, é necessário que a pessoa que a realiza esteja agindo em colaboração com a graça de Deus; isto é, a pessoa precisa ser batizada e não estar em pecado mortal. Essa alma que está separada de Deus vive em vão. Suas dores, tristezas, seus atos de bondade, tudo isso está desprovido de valor eterno, nenhuma dessas ações possui <strong>mérito</strong>. Mas, o que é o mérito?&nbsp;</p>



<p>O Padre Leo Trese define-o como <em>aquela propriedade de uma obra boa que habilita quem a realiza a receber uma recompensa </em>(TRESE, 1999, p. 105). Sabemos que as boas ações exigem esforço e por isso possuem um valor, que é digno de reconhecimento. Mas esse reconhecimento não pode ser pedido a Deus, se Ele não teve parte nessas ações.&nbsp;</p>



<p>Por isso, os méritos somente são concedidos às almas que estão em estado de graça.&nbsp; Diz o Catecismo:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Em relação a Deus, não há, da parte do homem, mérito no sentido juridicamente estrito. Entre Ele e nós, a desigualdade é sem medida, pois nós tudo recebemos d&#8217;Ele, nosso Criador.</p><p>O mérito do homem perante Deus, na vida cristã, provém do fato de que Deus dispôs livremente associar o homem à obra da sua graça. A ação paterna de Deus é primeira, pelo seu impulso, e o livre agir do homem é segundo, na sua colaboração; de modo que os méritos das obras devem ser atribuídos à graça de Deus, primeiro, e depois ao fiel. Aliás, o próprio mérito do homem depende de Deus, porque as suas boas ações procedem, em Cristo, das predisposições e ajudas do Espírito Santo.</p><p>A caridade de Cristo é, em nós, a fonte de todos os nossos méritos diante de Deus. A graça, unindo-nos a Cristo com um amor ativo, assegura a qualidade sobrenatural dos nossos atos e, por consequência, o seu mérito, tanto diante de Deus como diante dos homens. Os santos tiveram sempre uma consciência viva de que os seus méritos eram pura graça.</p><cite>(CIC, 2007-2008 e 2011)</cite></blockquote>



<p>E isto reflete-se na menor das ações humanas. Tudo o que Deus realiza é divino. Portanto, quando as nossas boas obras são realizadas em Deus, até a menor delas terá valor meritório.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Recompensa&nbsp;</strong></h2>



<p>Se o mérito é o que habilita a boa obra a receber uma recompensa, a pergunta que segue é: Que recompensa?&nbsp;</p>



<p>A recompensa é tripla: primeiro, um aumento de graça santificante; segundo, a vida eterna; e terceiro, maior glória no céu.&nbsp;</p>



<p>Para alcançarmos a vida eterna e o grau de glória que tenhamos merecido, devemos morrer em estado de graça. O pecado mortal arrebata todos os nossos méritos e não podemos adquirir méritos depois da morte. Esta vida é o único tempo que temos para merecer.&nbsp;</p>



<p>Cabe ressaltar que os méritos perdidos com o pecado mortal são restabelecidos no momento que nossa alma se reconcilia com Deus. Isso significa que o pecador não precisa começar tudo do zero quando cai; Deus, eu sua infinita misericórdia, não deixa que o pecador perca o tesouro de seus méritos para sempre.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é viver em estado de graça santificante?&nbsp;</strong></h2>



<p>Viver em graça santificante significa um oferecimento diário e total a Deus. Quando vivemos em graça santificante, todas as nossas atividades são vividas tendo Deus como fim último. Nada na vida de uma pessoa que vive na graça é vivido para ela mesma. &nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O <em>trabalho humano</em> procede imediatamente das pessoas criadas à imagem de Deus e chamadas a prolongar, umas com as outras, a obra da criação, dominando a terra. Portanto, o trabalho é um dever: <em>Se algum de vós não quer trabalhar, também não coma</em> (2 Ts 3, 10). O trabalho honra os dons do Criador e os talentos recebidos. Também pode ser redentor: suportando o que o trabalho tem de penoso em união com Jesus, o artesão de Nazaré e crucificado do Calvário, o homem colabora, de certo modo, com o Filho de Deus na sua obra redentora. Mostra-se discípulo de Cristo, levando a cruz de cada dia na atividade que foi chamado a exercer. O trabalho pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades terrenas no Espírito de Cristo.</p><cite>(CIC, 2427)</cite></blockquote>



<p>O pensamento que só podemos oferecer o melhor a Deus deve nos acompanhar em todos os momentos. Devemos ser cheios do espírito de caridade; desprendimento; e compaixão. Mas não basta-nos a reta intenção de fazer as coisas todas para Deus, é necessário que estejamos unidos a Ele; isto é, precisamos estar em estado de graça santificante.</p>



<p>Diz o Padre Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Em Cristo, a mais insignificante das ações linha valor infinito porque a sua natureza humana estava unida à sua natureza divina, tudo o que Jesus fazia, Deus o fazia. De modo semelhante — mas só semelhante — , o mesmo ocorre conosco. Quando estamos em graça, não possuímos a natureza divina, mas participamos da natureza de Deus, compartilhamos a vida divina de uma maneira especial. Em consequência, qualquer coisa que façamos — exceto o pecado —,&nbsp; Deus o faz por nós. Deus, presente em nossa alma, vai dando valor eterno a tudo o que fazemos. Até a mais caseira das ações — limpar o nariz à criança ou consertar uma ficha elétrica — merece um aumento de graça santificante e um grau mais alto de glória no céu, se a nossa vida está centralizada em Deus. Eis o que significa viver em estado de graça santificante, eis o que significa ser homem sobrenatural.</p><cite>(TRESE, 1999, pp. 108-109)</cite></blockquote>



<p>Assim terminamos mais esta catequese.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias">Referências</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;</li><li>TRESE; Leo John.&nbsp;<strong>A fé explicada</strong>&nbsp;/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. –</li><li>São Paulo: Quadrante, 1999</li></ul>
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		<title>Espírito Santo Fonte de Vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Aug 2021 18:26:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Espírito Santo Fonte de Vida" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>A graça divina advém de duas fontes: a&#160;oração&#160;e os&#160;sacramentos. Depois de recebermos a graça santificante em nosso Batismo, devemos fazer que ela cresça em nós, por meio dos outros seis sacramentos e da oração.&#160; Chamamos de oração o ato de “elevar a mente e o coração a Deus para adorá-lo, dar-lhe graças e pedir-lhe o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Espírito Santo Fonte de Vida" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>A graça divina advém de duas fontes: a&nbsp;<strong>oração&nbsp;</strong>e os&nbsp;<strong>sacramentos</strong>. Depois de recebermos a graça santificante em nosso Batismo, devemos fazer que ela cresça em nós, por meio dos outros seis sacramentos e da oração.&nbsp;</p>



<p>Chamamos de oração o ato de “elevar a mente e o coração a Deus para adorá-lo, dar-lhe graças e pedir-lhe o que necessitamos” (Catecismo Maior, 253). Esse elevação pode dar-se através de palavras nossas ou escritas por outros, mas que representem aquilo que desejamos&nbsp;dizer a Deus.&nbsp;</p>



<p>As fórmulas de oração podem ser aquelas que encontramos nos livros de oração e devocionários, bem como as orações litúrgicas (as orações da Missa ou da Liturgia das Horas, por exemplo).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Davi é, por excelência, o rei «segundo o coração de Deus», o pastor que ora pelo seu povo e em nome dele, aquele cuja submissão à vontade de Deus, cujo louvor e cujo arrependimento serão o modelo da oração do povo. Ungido de Deus, a sua oração é adesão fiel à promessa divina, confiança amorosa e alegre n&#8217;Aquele que é o único Rei e Senhor. Nos salmos, inspirado pelo Espírito Santo, Davi é o primeiro profeta da oração judaica e cristã. A oração de Cristo, verdadeiro Messias e Filho de Davi, há-de revelar e dar pleno sentido dessa oração.</p><p>Os salmos nutrem e exprimem a oração do povo de Deus enquanto assembleia, por ocasião das grandes festas em Jerusalém e em cada sábado nas sinagogas. Esta oração é inseparavelmente pessoal e comunitária; diz respeito aos que a fazem e a todos os homens; sobe da Terra Santa e das comunidades da Diáspora, mas abraça toda a criação; recorda os acontecimentos salvíficos do passado, mas estende-se até à consumação da história; faz memória das promessas de Deus já realizadas, mas espera o Messias que as cumprirá definitivamente. Rezados por Cristo e n&#8217;Ele realizados, os salmos continuam a ser essenciais para a oração da sua Igreja.</p><cite>(CIC, 2579 e 2586)</cite></blockquote>



<p>Esse rezar fazendo uso das palavras é o que chamamos de <strong>oração vocal</strong>. Ela ocorre não só quando rezamos em voz alta, mas todas as vezes que as palavras predominarem em nossas orações, mesmo que as digamos no silêncio de nossa intimidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-ora-o-mental"><strong>A Oração Mental</strong></h2>



<p>Há, porém, um outro tipo de oração: aquela que chamamos de&nbsp;<strong>mental</strong>. Nela, a mente e o coração fazem todo o trabalho sem que as palavras sejam usadas. O Padre Leo Trese dá-nos um exemplo prático desta oração:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Se eu vejo um crucifixo e me vem ao pensamento o muito que Jesus sofreu por mim, ou como são pequenas as minhas contrariedades comparadas com os seus padecimentos, e resolvo ter mais paciência de hoje em diante, estou fazendo oração mental.</p><cite>(TRESE, 1999, p. 100)</cite></blockquote>



<p>O nosso crescimento espiritual está intimamente ligado à oração mental, sem ela não podemos mergulhar com profundidade no Mistério divino, o que fazemos a partir da meditação de alguma verdade revelada.&nbsp;Sobre a necessidade da oração, ainda que de forma geral, nos ensina o Concílio de Trento:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>De mais a mais. sendo tantos os bens e auxílios de que havemos necessidade para a salvação do corpo e da alma, devemos recorrer à oração como única e melhor intérprete de nossa indigência, como nossa intermediária em todas as nossas necessidades. </p><p>Uma vez que Deus a ninguém deve coisa alguma , não nos resta outro recurso senão impetrar, por meio de orações, aquilo de que necessitamos. Pois Deus nos deu a oração como meio indispensável para logramos o objeto de nossos desejos.</p><cite>(<em>Catech. Romano</em> 4,1,3)</cite></blockquote>



<p>Um meio simples para se fazer a oração mental é a leitura das passagens da Liturgia daquele dia ou de um capítulo do Evangelho. “Terá que procurar uma hora e um lugar livres de ruídos e distrações, e proceder à leitura com pausada meditação. Depois, dedicará alguns minutos a ponderar em sua mente o que leu, fazendo que cale fundo e aplicando-o à sua vida pessoal, o que o levará ordinariamente a formular algum propósito” (TRESE, 1999, p. 101).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-contempla-o"><strong>A Contemplação</strong></h2>



<p>Existe outra forma de oração mental, mais elevada, chamada de <strong>contemplação</strong>. Podemos dizer que a oração contemplativa é aquela que eleva o coração e a mente para Deus, dando a estes <strong>descanso</strong>. A mente fica inativa; os poucos movimentos do ser encontram-se no coração (vontade) que se deleita naquela união intima com Deus. Todos nós já experimentamos a oração contemplativa em algum grau; ao contemplar o Sacrário, por exemplo, sem nada pensar ou dizer, mas com um forte desejo anterior que, após aquele momento, renovou todas as nossas forças.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-os-sacramentos-da-penit-ncia-e-da-eucaristia"><strong>Os Sacramentos da Penitência e da Eucaristia</strong></h2>



<p>Não só a oração é responsável por fazer crescer a graça santificante em nós, o sacramento da Penitência também faz isso. Apesar de seu fim primário ser&nbsp;a devolução da vida àquela alma em pecado mortal, para aqueles que estão em estado de graça, a confissão serve como revigorante.&nbsp;</p>



<p>Contudo, o sacramento que é fonte de vida por excelência é o da Sagrada Eucaristia. Na Eucaristia, Deus vem até nós como alimento. Se a vida da graça santificante é a vida de união da alma com Deus, não há realidade que a melhor a represente senão a da Eucaristia.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Eucaristia e Penitência. A conversão e a penitência quotidianas têm a sua fonte e alimento na Eucaristia: porque na Eucaristia torna-se presente o sacrifício de Cristo, que nos reconciliou com Deus: pela Eucaristia nutrem-se e fortificam-se os que vivem a vida de Cristo: «ela é o antídoto que nos livra das faltas quotidianas e nos preserva dos pecados mortais».</p><cite>(Conc. De Trento; DS 1638) (CIC, 1436)</cite></blockquote>



<p>Na Missa, nossa alma se ergue até&nbsp;à&nbsp;intimidade da Trindade. Nos integramos ao amor doador do Cristo. Mais ainda, quando as espécies do pão e do vinho são consagradas, a nossa união&nbsp;com Deus torna-se um mistério ainda maior: se antes havíamos alcançado&nbsp;Deus&nbsp;através do Cristo, agora&nbsp;Ele desce a nós por meio do Cristo e o recebemos.&nbsp;</p>



<p>Somente a participação na Santa Missa já é para nós uma fonte inesgotável de graças e méritos, mesmo que nela não recebamos a Eucaristia. As graças da Missa crescem em nós na medida em que nos unimos ao Seu oferecimento de Si mesmo. Mas, nos ensina o Padre Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Porém, é de notória evidência que o católico sinceramente interessado no crescimento da sua vida interior deverá completar o ciclo da graça recebendo a Sagrada Eucaristia. “Cada Missa, uma Missa de comunhão”, deveria ser o lema de todos. Há um triste desperdício da graça nas Missas daquele que, por indiferença ou apatia não abre o coração ao dom de Si mesmo que Deus lhe oferece. E é um equívoco, que beira a estupidez, considerar a Sagrada Comunhão como um “dever” periódico que precisa ser cumprido uma vez por ano. </p><cite>(TRESE, 1999, p. 103)</cite></blockquote>



<p>Devemos aproveitar todas as oportunidades de conseguir méritos que Deus nos concede. Mas devemos, de igual modo, ter claro em nossas mentes que a graça é um dom gratuito de Deus. Por mais heroica que seja a ação realizada, quem salva é a graça.&nbsp;</p>



<p>Da mesma forma, não podemos cair no erro contrário; isto é, de achar que o simples participar do sacramento e o orar são suficientes para nossa salvação, sem que ela dependa de nós. Não somos&nbsp;<strong>formalistas</strong>. Não acreditamos que somente repetir ações, sem que delas saibamos o significado, irá nos salvar.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias">Referências</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;</li><li>Catecismo Maior de São Pio X; </li><li>Catecismo Romano;</li><li>TRESE; Leo John. <strong>A fé explicada</strong> / Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. –</li><li>São Paulo: Quadrante, 1999</li></ul>
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		<title>A graça que vai e vem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2021 01:16:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/A-graca-que-vai-e-vem.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="A graça que vai e vem" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/A-graca-que-vai-e-vem.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/A-graca-que-vai-e-vem-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/A-graca-que-vai-e-vem-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/A-graca-que-vai-e-vem-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/A-graca-que-vai-e-vem-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/A-graca-que-vai-e-vem-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Nós fomos criados por Deus para nos unirmos a Ele no céu, na visão beatífica. Para que isso seja possível, ele nos dotará de um dom sobrenatural a que chamamos de luz da glória. Entretanto, a luz da glória somente será concedida àqueles que ainda nesta vida possuírem um outro dom sobrenatural: a graça santificante. [&#8230;]</p>
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<p>Nós fomos criados por Deus para nos unirmos a Ele no céu, na visão beatífica. Para que isso seja possível, ele nos dotará de um dom sobrenatural a que chamamos de luz da glória. Entretanto, a luz da glória somente será concedida àqueles que ainda nesta vida possuírem um outro dom sobrenatural: a graça santificante. Sem ela, entraremos na eternidade para viver sem Deus para sempre.</p>



<p>Recebemos a graça santificante no Batismo, a partir desse momento esse é o bem mais precioso que possuímos e temos de manter durante nossa vida. E se caímos no terrível erro do pecado mortal, a nossa principal preocupação deve ser recuperar essa graça que o pecado levou embora.</p>



<p>Além disso, não podemos nos esquecer de aumentar a graça santificante que há em nós – lembremo-nos da graça primeira e secunda da última catequese. Quanto mais uma alma busca seu próprio esvaziamento, quanto mais purifica-se de si mesma, melhor corresponde à ação de Deus. A graça aumenta na mesma medida que nos diminuímos. Ademais, o <strong>grau</strong> de nossa graça santificante determinará a nossa felicidade no céu, da mesma forma que somos capazes de apreciar uma obra de arte na medida de nossa instrução artística.</p>



<p>Recapitulando, são três as condições que temos em relação à graça santificante: i) a conservarmos até o fim de nossas vidas; ii) a recuperarmos rapidamente, quando a perdermos; e iii) buscarmos crescer nela (graça), tendo o céu como a finalidade de nossas vidas.</p>



<p>Nenhuma dessas condições é fácil de cumprir. Nós seres humanos, desde a queda, temos nosso juízo distorcido, com a vontade debilitada. Não conseguimos perceber o perigo que nos cerca a tempo e não somos sinceros com nós mesmos sobre o bem maior que devemos praticar; o pecado nos hipnotiza e não conseguimos desviar nossos olhos de sua insinuação. (cf. TRESE, 1999, p. 96).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-gra-a-atual"><strong>A graça atual</strong></h2>



<p>Por conta dessa dificuldade que temos de trilhar o caminho da vida na graça santificante, ela é precedida e acompanhada por auxiliares de Deus; as graças atuais. A graça atual é uma “descarga de energia espiritual com que Deus toca a alma” (TRESE, p. 96).</p>



<p>A graça atual tem como campos de atuação a mente e a vontade; e ela nos concedida para que alcancemos algum dos três requisitos que mencionamos acima. A graça atual trabalha da seguinte maneira na alma de uma pessoa em estado de pecado mortal:</p>



<p>Primeiramente, Deus ilumina a mente do pecador para que este possa ver que cometeu um mal. Se ela aceita a graça, admitirá o pecado que cometeu; se não aceita, permanecerá no erro, afundado em sua soberba.</p>



<p>Aquele que aceita a graça primeira, recebe a segunda; essa será responsável pelo ato de contrição do pecador, caso a contrição seja perfeita; ou seja, baseada na dor de ter ofendido um Deus que nos ama, a graça santificante será reestabelecida de imediato. Contudo, se a contrição foi imperfeita, esta pessoa receberá mais uma moção da graça, desta vez levando a pessoa a confessar-se. Confessados os pecados e perdoados através do Sacramento da Penitência, a graça santificante será reestabelecida.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-gra-a-necess-ria"><strong>A graça é necessária</strong></h2>



<p>Sabemos que só podemos ser salvos se possuirmos a graça. Nada podemos fazer por nós mesmos; sem o auxílio divino, o céu é inalcançável. Diz o Padre Leo Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Sem a graça santificante, não seremos capazes da visão beatífica. Sem a graça atual, não seremos capazes de nos manter em graça santificante por um período longo de tempo. Sem a graça atual, não poderíamos recuperar a graça santificante no caso de a termos perdido.</p><cite>(TRESE, 1999, p. 97)</cite></blockquote>



<p>Diante dessa necessidade da graça, devemos lembrar que Deus concede a cada pessoa a graça suficiente para alcançar o céu. Aqueles que são condenados, o são por culpa própria. A ação da graça em nós não afasta a nossa liberdade de escolha. Conforme nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A livre iniciativa de Deus reclama a resposta livre do homem, porque Deus criou o homem à sua imagem, conferindo-lhe, com a liberdade, o poder de O conhecer e de O amar. Só livremente é que a sua alma entra na comunhão do amor. Deus toca imediatamente e move diretamente o coração do homem. Colocou no homem uma aspiração à verdade e ao bem, que só Ele pode satisfazer.</p><cite>(CIC, 2002)</cite></blockquote>



<p>Nós podemos também, por nossa miséria, fazer com que muitas graças divinas sejam desperdiçadas. Por indiferença, indolência e resistência voluntária, a ação da graça de Deus em nossas almas pode ser frustrada. Deus poderia, sabemos, dar-nos uma graça tamanha que nos arrebataria de tal modo que nossa vontade fosse suplantada por ela. Essa graça é chamada na teologia de <strong>eficaz</strong>. Diz o Padre Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A graça eficaz sempre alcança o seu objetivo. Não só é suficiente para as nossas necessidades espirituais, como, além disso, é poderosa o bastante para vencer a fraqueza ou o endurecimento que poderiam levar-nos a descurar ou a resistir à graça.</p><cite>(TRESE, 1999, p. 98)</cite></blockquote>



<p>Vemos a graça eficaz atuando quando vencemos um pecado, apesar de nosso querer ou quando fazemos uma ação de generosidade e desprendimento, mesmo que ela vá contra nosso jeito de ser.</p>



<p>A ação da graça em nossas vidas será plenamente desvelada no dia do Juízo; nele teremos uma visão clara e objetiva de nós mesmos. “Quase podemos imaginar nosso Pai Deus sorrindo, amoroso e divertido ao ver a nossa confusão, enquanto nos ouve exclamar envergonhados: ‘Meu Deus, mas se sempre e em tudo eras Tu!’” (TRESE, 1999, p. 99).</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias">Referências</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;&nbsp;</li><li>Catecismo Maior de São Pio X;&nbsp;</li><li>TRESE; Leo John.&nbsp;<strong>A fé explicada</strong>&nbsp;/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. –&nbsp;São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>
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		<title>O que é a Graça?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2021 01:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/O-que-e-a-Graca.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O que é a Graça" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/O-que-e-a-Graca.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/O-que-e-a-Graca-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/O-que-e-a-Graca-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/O-que-e-a-Graca-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/O-que-e-a-Graca-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/07/O-que-e-a-Graca-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>A palavra graça possui muitas acepções, pode ser usada sinônimo de benevolência, encanto,&#160;agradecimento etc., contudo na ciência teológica ela possui um significado bem definido e delimitado. Em primeiro lugar, chamamos de graça tudo aquilo que é um dom de Deus. A vida, a habilidade falar, ouvir e ver, os talentos que possuímos são todos dons [&#8230;]</p>
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<p>A palavra <strong>graça</strong> possui muitas acepções, pode ser usada sinônimo de <em>benevolência</em>, <em>encanto,&nbsp;agradecimento</em> etc., contudo na ciência teológica ela possui um significado bem definido e delimitado. Em primeiro lugar, chamamos de graça tudo aquilo que é um <strong>dom de Deus</strong>. A vida, a habilidade falar, ouvir e ver, os talentos que possuímos são todos dons de Deus, são dons <strong>naturais</strong>. São graças não em sentido próprio, pois são qualidades que acompanham todos os seres humanos.</p>



<p>Mas a graça em sentido teológico próprio são todos aqueles dons aos quais o homem não tem direito. São dons que estão <em>sobre</em> a natureza humana; ou seja, são <strong>dons sobrenaturais</strong>. Contudo, precisamos aprofundar esta definição um pouco mais. Há dons sobrenaturais que são concedidos por Deus aos quais não podemos chamar, <em>stricto sensu, </em>de graça. Exemplo disso é a cura de uma enfermidade: quando uma pessoa é curada de algum mal que ataca a sua saúde, essa (a saúde) passa a ser um dom sobrenatural de Deus, porém a cura dessa pessoa não pode ser chamada propriamente de graça (cf. TRESE, 1999, p. 91).</p>



<p>Dito tudo isso, podemos definir a graça de maneira apropriada como um dom interior, sobrenatural, que nos é dado sem merecimento algum de nossa parte, mas pelos merecimentos de Jesus Cristo, em ordem à vida eterna (cf. Catecismo Maior, 524). Quando dizemos que a graça é um dom que nos é dado <em>em ordem à vida eterna</em>, queremos dizer que a graça é um dom concedido à pessoa para benefício dela mesma; o que a difere de outros dons como aquele que um Sacerdote tem de oferecer a Missa, que é um dom concedido a ele para o benefício de toda a Igreja. &nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-gra-a-perdida-e-recuperada"><strong>A graça perdida e recuperada</strong></h2>



<p>Dissemos que a graça é um dom gratuito de Deus, ao qual não temos direito algum. Deus primeiro concedeu a graça aos anjos e aos nossos primeiros pais, que também não possuíam direito de recebê-la, mas não erma totalmente <strong>indignos </strong>dela. Contudo, após o pecado de Adão e Eva, eles e toda a sua descendência passaram a ser <strong>totalmente indignos </strong>dela.</p>



<p>Como então podemos nós, hoje, sermos capazes de receber a graça? A resposta a essa pergunta leva ao pleno entendimento da definição de graça. Foi por meio do sacrífico redentor de Jesus Cristo que a graça perdida por Adão foi-nos reestabelecida, por isso: <em>a graça é um dom de Deus, sobrenatural e interior, que nos é concedido <strong>pelos méritos de Jesus Cristo</strong> para nossa salvação</em> (CIC, 2000).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-batismo-fonte-da-gra-a"><strong>Batismo, fonte da graça</strong></h2>



<p>A nossa alma, no momento de nosso nascimento, está sobrenaturalmente morta, presa à escuridão. Se uma pessoa alcançasse o uso da razão e morresse sem cometer um pecado pessoal (situação impossível), ela não poderia ir ao céu. Simplesmente entraria em um estado de felicidade natural – ao qual chamamos de limbo – , mas não veria Deus face a face. Contudo, o Catecismo da Igreja Católica nos lembra:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Todo o homem que, na ignorância do Evangelho de Cristo e da sua Igreja, procura a verdade e faz a vontade de Deus conforme o conhecimento que dela tem, pode salvar-se. Podemos supor que tais pessoas teriam desejado explicitamente o Batismo se dele tivessem conhecido a necessidade.</p><cite>(CIC, 1260)</cite></blockquote>



<p>Reforçamos aqui: <strong>o homem não tem direito algum de participar da Glória de Deus</strong>. Nem mesmo os nossos primeiros pais tinham esse direito. Em seu estado natural, a alma humana não pode ver a Deus. Contudo, nos ensina o Padre Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Mas Deus não deixou o homem em seu estado puramente natural. Quando criou Adão, dotou-o de tudo o que é próprio de um ser humano. Mas foi mais longe, e deu também à alma de Adão certa qualidade ou poder que lhe permitia viver em íntima (ainda que invisível) união com Ele nesta vida. Esta qualidade especial da alma — este poder de união e intercomunicação com Deus — está <em>acima</em> dos poderes <em>naturais</em> da alma, e por esta razão chamamos à graça uma qualidade sobrenatural da alma, um dom sobrenatural.</p><cite>(TRESE, 1999, p.93)</cite></blockquote>



<p>O modo que Deus escolheu para comunicar essa qualidade à alma foi a sua própria <strong>inabitação</strong> nela. Deus fez da alma de Adão e faz de nossas almas suas moradas. Ademais, essa qualidade da nossa alma também nos prepara para algo que há de acontecer após nossas mortes: <strong>o dom da visão beatífica</strong>, o poder que Deus nos concede de O vermos face a face, como Ele realmente É.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-as-divis-es-da-gra-a"><strong>As divisões da graça</strong></h2>



<p>A graça é dividida em <strong>graça santificante </strong>e <strong>graça atual</strong>. A graça santificante é um dom sobrenatural que nos faz justos, filhos adotivos de Deus e herdeiros do Paraíso. A graça santificante pode ser ainda <strong>primeira</strong> e <strong>segunda</strong>. A graça primeira é aquela pela qual o homem passa do estado de pecado mortal para o estado de justiça e amizade com Deus; já a graça segunda é um aumento da graça primeira.</p>



<p>Por fim, a graça <strong>atual </strong>é um dom sobrenatural que ilumina a nossa inteligência, move e fortalece a nossa vontade, a fim de que pratiquemos o bem e evitemos o mal (cf. Catecismo Maior, 524-530).</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias">Referências</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;&nbsp;</li><li>Catecismo Maior de São Pio X;&nbsp;</li><li>TRESE; Leo John.&nbsp;<strong>A fé explicada</strong>&nbsp;/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. –&nbsp;São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>
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		<title>O Espírito Santo e a Graça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jun 2021 17:02:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/06/O-Espirito-Santo-e-a-Graca.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O Espírito Santo e a Graça" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/06/O-Espirito-Santo-e-a-Graca.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/06/O-Espirito-Santo-e-a-Graca-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/06/O-Espirito-Santo-e-a-Graca-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/06/O-Espirito-Santo-e-a-Graca-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/06/O-Espirito-Santo-e-a-Graca-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/06/O-Espirito-Santo-e-a-Graca-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Todos nós sabemos quem é o Espírito Santo; sabemos que Ele é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, juntamente com o Pai e o Filho. Também ouvimos o Espírito Santo ser chamado de&#160;Paráclito&#160;(palavra grega que significa “Consolador”), o&#160;Advogado&#160;(que defende os homens diante de Deus), ainda podemos chamá-lo de&#160;Espírito de Verdade,&#160;Espírito de Deus&#160;e o&#160;Espírito de Amor. [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p>Todos nós sabemos quem é o Espírito Santo; sabemos que Ele é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, juntamente com o Pai e o Filho. Também ouvimos o Espírito Santo ser chamado de&nbsp;<strong>Paráclito&nbsp;</strong>(palavra grega que significa “Consolador”), o&nbsp;<strong>Advogado</strong>&nbsp;(que defende os homens diante de Deus), ainda podemos chamá-lo de&nbsp;<strong>Espírito de Verdade</strong>,<strong>&nbsp;Espírito de Deus</strong>&nbsp;e o&nbsp;<strong>Espírito de Amor</strong>. Sabemos também que vem a nós no momento de nosso Batismo e que habita em nossas almas quando estamos em estado de graça.&nbsp;</p>



<p>A existência do Espírito Santo e, por conseguinte, a doutrina da Trindade, só foi conhecida depois da revelação do Cristo. No Antigo Testamento, o povo da Aliança vivia circundado de nações pagãs e idólatras, o que levou o povo a desviar-se várias&nbsp;vezes&nbsp;do caminho estabelecido por Deus. Por isso, nesta fase da revelação, Deus enfatizou a&nbsp;<strong>unidade divina</strong>. Deus não quis, antes da Encarnação da Segunda Pessoa da Trindade, revelar aos homens que existem&nbsp;n’Ele&nbsp;três Pessoas. &nbsp;</p>



<p>O Espírito Santo nos dá a conhecer a Cristo, mas não fala de Si mesmo. Conforme nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Ninguém conhece o que há em Deus, senão o Espírito de Deus” (1 Cor 2, 11). Ora, o seu Espírito, que O revela, nos dá a conhecer Cristo, seu Verbo, sua Palavra viva, mas não Se revela a Si mesmo. Aquele que “falou pelos profetas” (Símbolo Niceno-constantinopolitano) faz-nos ouvir a Palavra do Pai. Mas, ele mesmo, nós não O ouvimos. Não O conhecemos senão no movimento em que Ele nos revela o Verbo e nos dispõe a acolhê-Lo na fé. O Espírito de verdade, que nos «revela» Cristo, “não fala de Si próprio” (Jo 16, 13). Tal escondimento, propriamente divino, explica porque é que «” mundo não O pode receber, porque não O vê nem O conhece”, enquanto aqueles que creem em Cristo O conhecem, porque habita com eles e está neles (Jo 14, 17). A Igreja, comunhão viva na fé dos Apóstolos que ela transmite, é o lugar do nosso conhecimento do Espírito Santo: <br><br>— Nas Escrituras, que Ele inspirou: <br>— na Tradição, de que os Padres da Igreja são testemunhas sempre atuais;<br> — no Magistério da Igreja, que Ele assiste; <br>— na liturgia sacramental, através das suas palavras e dos seus símbolos, em que o Espírito Santo nos põe em comunhão com Cristo; <br>— na oração, em que Ele intercede por nós; <br>— nos carismas e ministérios, pelos quais a Igreja é edificada; <br>— nos sinais de vida apostólica e missionária; <br>— no testemunho dos santos, nos quais Ele manifesta a sua santidade e continua a obra da salvação. </p><cite>(CIC, 687-688)</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-nome">Nome</h2>



<p>Como sabemos, o Espírito Santo é gerado através do amor que existe entre Deus Pai e Deus Filho. Em razão disso, o Espírito Santo não possui um nome próprio como as outras duas Pessoas da Trindade. O Catecismo&nbsp;Romano nos ensina que somos obrigados a tirar os nomes que atribuímos a Deus das coisas criadas e, além disso,&nbsp;não conhecemos outra maneira de comunicar a natureza e essência divina, senão por via da geração; ou seja, chamamos a Primeira Pessoa de Pai, pois é Ele quem gera na eternidade a Segunda Pessoa, a quem chamamos de Filho. Contudo, não temos uma designação particular da origem da Terceira Pessoa, pois nos falta um termo adequado que possa exprimir como pode&nbsp;Deus&nbsp;comunicar-Se a Si próprio pela força do amor. (cf.&nbsp;<em>Catech</em><em>. R</em>. 9, 1, 3)&nbsp;</p>



<p>Ainda sobre o nome próprio do Espírito Santo, nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Espírito Santo”, este é o nome próprio d&#8217;Aquele que adoramos e glorificamos com o Pai e o Filho. A Igreja recebeu este nome do Senhor e professa-o no Batismo dos seus novos filhos (cf. Mt 28, 19). O termo «Espírito» traduz o termo hebraico Ruah que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d&#8217;Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito divino (cf. Jo 3, 5-8). Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às três Pessoas divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos “espírito” e “santo”.</p><cite>(CIC, 691)</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-esp-rito-santo-e-a-palavra-de-deus-no-tempo-das-promessas"><strong>O Espírito Santo e a Palavra de Deus no tempo das promessas</strong></h2>



<p>Desde o início até a plenitude dos tempos, a missão conjunta do Verbo e do Espírito Santo&nbsp;permanece&nbsp;<em>escondida</em><em>,</em>&nbsp;mas em ação. O Catecismo nos ensina que o Espírito Santo prepara&nbsp;o tempo do Messias e&nbsp;os dois, sem serem revelados plenamente, já são prometidos, de modo a serem esperados e&nbsp;acolhidos quando se manifestarem. É por isso que quando a Igreja lê o Antigo Testamento, procura nele o que o Espírito quer nos falar a respeito de Cristo.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Por “profetas”, a fé da Igreja entende aqui todos aqueles que o Espírito Santo inspirou no anúncio vivo e na redação dos Livros santos, tanto do Antigo como do Novo Testamento. A tradição judaica distingue a Lei (os cinco primeiros livros ou Pentateuco), os Profetas (os livros ditos históricos e proféticos) e os Escritos (sobretudo sapienciais, em particular os Salmos) (cf. Lc 24, 44).&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp;</p><cite>(CIC, 702)</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-as-obras-do-esp-rito"><strong>As Obras do Espírito</strong></h2>



<p>Existem certas obras divinas que são atribuídas de maneira especial ao Espírito Santo, ainda que as operações exteriores da Santíssima Trindade sejam comuns às três Pessoas. Como&nbsp;o Espírito Santo procede do Pai e do filho através de sua vontade amorosa, fica claro que as obras atribuídas ou&nbsp;<strong>apropriadas&nbsp;</strong>ao Espírito Santo estão relacionadas ao amor de Deus para conosco.&nbsp;Cabe falar mais em&nbsp;<strong>apropriação&nbsp;</strong>do que em atribuição, conforme nos ensina o Padre Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Acabo de grifar a palavra&nbsp;<em>apropriar</em>, porque esta é a palavra exata utilizada pela ciência teológica para descrever a forma de “dividir” as atividades da Santíssima Trindade entre as três Pessoas divinas. O que uma Pessoa faz, as três o fazem. E, no entanto, certa atividades parecem mais&nbsp;<em>apropriadas&nbsp;</em>a uma Pessoa que às outras.</p><cite>(TRESE, 1999, p. 90)</cite></blockquote>



<p>Chamamos o Espírito Santo de&nbsp;<strong>dom</strong>&nbsp;justamente por isso, pois é um conceito que exprime doação, feita de maneira gratuita, sem esperar nada em troca. (cf.&nbsp;Catech.&nbsp;R. 9, 3, 7).&nbsp;</p>



<p>Ao Espírito Santo&nbsp;apropria-se&nbsp;de maneira especial a vivificação, conforme é relatado na profecia de Ezequiel:&nbsp;“Porei espírito em vós e vivereis” (Ez&nbsp;37, 6). Além disso, existem sete dons específicos que são&nbsp;apropriados&nbsp;ao Espírito Santo, conforme o Profeta Isaías: “Espírito de sabedoria e inteligência. Espírito de conselho e fortaleza, Espírito de conhecimento e temor do Senhor (Is, 11, 2-3).</p>



<p>Em razão disso, Santo Agostinho ensina que é necessário, ao lermos as Escrituras, saber averiguar se quando o nome de “Espírito Santo” é citado está se falando da Terceira Pessoa da Trindade ou somente de seus dons e obras. Os dois sentidos são diferentes na mesma medida que o são os de Criador e criatura (cf.&nbsp;Catech. R. 9, 3, 8).&nbsp;</p>



<p>Podemos ainda falar da justificação, que é mais uma graça&nbsp;apropriada&nbsp;de maneira especial ao Espírito. É a justificação que muda a direção de nossas vidas.&nbsp;</p>



<p>Entendendo estas obras, poderemos mais facilmente compreender as palavras de São Pio X, que diz:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O Espírito Santo, como a alma no corpo, vivifica a Igreja com a sua graça e com os seus dons; estabelece n’Ela o reino da verdade e do amor; e assiste-A a fim de que oriente os seus filhos.</p><cite>(Catecismo Maior, 141)</cite></blockquote>



<p>Pois é a graça do Espírito Santo que nos justifica e santifica (cf. CIC, 2003).</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias">Referências</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;&nbsp;</li><li>Catecismo Maior de São Pio X;&nbsp;</li><li>Catecismo Romano;&nbsp;</li><li>TRESE; Leo John.&nbsp;<strong>A fé explicada</strong>&nbsp;/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. –&nbsp;</li><li>São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>



<p></p>
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		<title>O Espírito Santo, por Gualter de São Vítor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cooperadores]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2020 20:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
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<p>&#8220;Adveio o fogo divino, não queimando, mas iluminando, não consumindo, mas brilhando. Encontrou os corações dos discípulos, receptáculos puros, e conferiu-lhes os dons dos carismas&#8221;. (Breviário Vitorino. Responsório de Pentecostes) Deus, o Criador de todas as coisas, quando ordenou o céu, &#8220;fez dois luminares&#8221; (Gen. 1, 16), o Sol e a Lua, &#8220;o Sol para [&#8230;]</p>
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<p>&#8220;Adveio o fogo divino, não queimando, mas iluminando, não consumindo, mas brilhando. Encontrou os corações dos discípulos, receptáculos puros, e conferiu-lhes os dons dos carismas&#8221;. (Breviário Vitorino. Responsório de Pentecostes)</p>



<p>Deus, o Criador de todas as coisas, quando ordenou o céu, &#8220;fez dois luminares&#8221; (Gen. 1, 16), o Sol e a Lua, &#8220;o Sol para presidir ao dia, e a Lua, para presidir à noite&#8221;.</p>



<p>Estes dois luminares significam os dois Testamentos, o Velho e o Novo. O Velho é significado pela Lua, pois assim como a Lua foi dada para presidir à noite, assim também o Velho Testamento foi dado aos pecadores, que são noite e filhos da noite, trevas e filhos das trevas (I Tess. 5, 5), pelo que nos diz o Apóstolo:</p>



<p>&#8220;A lei não foi feita para os justos, mas para os pecadores&#8221;. I Tim. 1, 9</p>



<p>O Novo Testamento, porém, é significado pelo Sol, pois assim como o Sol foi dado para presidir ao dia, assim também o Novo Testamento foi dado aos justos, aos filhos da adoção, aos Apóstolos, aos discípulos de Cristo, que são dia e filhos do dia, luz e filhos da luz (I Tess. 5, 5). Ambos os Testamentos foram escritos pelo dedo de Deus, isto é, pelo Espírito do Deus vivo; o Velho, porém, foi escrito &#8220;em tábuas de pedra&#8221;, enquanto que o Novo foi escrito&#8221;nas tábuas de carne do coração&#8221;. 2 Cor. 3, 3</p>



<p>As tábuas de pedra significam a vontade dura e inflexível e a inteligência obtusa e insensível, que são as duas coisas em que consiste o interior do homem velho, não renovado pela Lei, pela qual os corações duros não se tornam brandos nem sensíveis. As tábuas de carne do coração significam a capacidade tanto de inteligir como de amar, devendo-se entender aqui por coração ao intelecto, e por carne ao afeto.</p>



<p>Nas Escrituras há uma outra passagem em que o Senhor fala mais abertamente sobre o modo como seria escrito o Novo Testamento, quando nos diz, por meio de Jeremias:</p>



<p>&#8220;Darei minhas leis nas suas mentes, e as escreverei nos seus corações&#8221;. Jr. 31, 33 Hb. 10, 16</p>



<p>Ele quer dizer que haveria de escrevê-las nas mentes pela inteligência e nos corações pelo amor; que haveria de escrevê-las pela inteligência contra a ignorância e pelo amor contra a concupiscência, pela inteligência que ilumina o cego e pelo amor que ajuda o enfermo.</p>



<p>No dia de hoje cumpriu-se esta promessa nos Apóstolos, quando o Espírito Santo, que é fogo invisível, apareceu em fogo visível para infundir o fogo do amor divino no coração de seus fiéis e iluminar suas mentes pelo esplendor do conhecimento de Deus. O Espírito Santo é o fogo do qual diz o Senhor:</p>



<p>&#8220;Vim enviar um fogo à terra, e o que desejo eu, senão que arda?&#8221; Luc. 12, 49</p>



<p>Ele é também o fogo que, segundo a Lei, deveria arder continua e perpetuamente no altar do Senhor, &#8220;o fogo perpétuo, que nunca faltará sobre o altar&#8221;, preceituado pelo Levítico (Lev. 6,13). O altar do Senhor é o coração do fiel; trata-se, portanto, do fogo a que nos referíamos no início, quando nossa sentença nos dizia:</p>



<p>&#8220;Adveio o fogo divino, não queimando, mas iluminando, não consumindo, mas brilhando&#8221;, fogo verdadeiramente divino, porque é Deus, que não queima nem consome, mas brilha e ilumina. Brilha em si e de si, pelo que é, e não do que recebe, o que pode ser declarado ainda mais abertamente dizendo tratar-se de um fogo que brilha pela natureza, não pela graça.</p>



<p>Brilha pela natureza, ao contrário da criatura racional a qual, quando brilha, não o faz pelo que ela é, mas por receber uma luz que a faz brilhar. A criatura racional brilha, portanto, pela graça, não pela natureza. Tudo aquilo, porém, que brilha em si mesmo por natureza, é pela graça que ilumina os outros.</p>



<p>Existe ainda um outro fogo que não é divino, mas maligno. Tal é o fogo da concupiscência, e assim é também o fogo da geena (Mt. 5, 22). Tanto o fogo da concupiscência como o fogo da geena têm em comum a propriedade de queimar; o fogo da concupiscência, porém, não apenas queima, como também consome. A concupiscência queima a natureza, e consome a graça. Estes dois fogos igualmente não brilham nem iluminam. Ambos são tenebrosos. O fogo da concupiscência possui trevas interiores e o da geena possui trevas exteriores.</p>



<p>Talvez alguém pergunte o que são trevas interiores e trevas exteriores. Deve-se saber que trevas nada mais são do que privação da luz. Há, porém, duas luzes, a luz interior e a luz exterior. A luz interior é o conhecimento da verdade que ilumina os olhos do homem interior, isto é, &#8220;os olhos do vosso coração&#8221;, (Ef. 1, 18) no dizer do Apóstolo. A privação desta luz são as trevas interiores, e padecem destas trevas aqueles nos quais arde o fogo da concupiscência. Estes, porém, ainda podem usar da luz visível, pois Deus, em sua bondade, &#8220;faz nascer o Sol sobre bons e maus, e faz chover sobre justos e injustos&#8221;. (Mt. 5, 45)</p>



<p>No futuro, porém, estes mesmos serão &#8220;lançados às trevas exteriores&#8221;, Mt. 8, 12</p>



<p>quando também serão privados desta luz visível da qual não são dignos. A privação desta luz exterior são as trevas exteriores.</p>



<p>Ao contrário destes dois fogos, porém, o fogo divino não queima nem consome, mas brilha e ilumina. No entanto, &#8211; dirá alguém -, porventura não diz o Apóstolo:</p>



<p>&#8220;Nosso Deus é um fogo devorador&#8221;? Hb. 12, 29</p>



<p>E, não obstante, acabamos de dizer que o fogo divino não consome nem devora. Como, portanto, ambas estas coisas podem ser simultaneamente verdadeiras, isto é, que consuma e não consuma? Não pode haver contradição na palavra da verdade.</p>



<p>Devemos dizer que o fogo divino, efetivamente, consome &#8220;os espinhos e os abrolhos&#8221;, Hb. 6, 8 isto é, os espinhos e os abrolhos dos vícios, e a ferrugem dos pecados, pois a caridade, conforme diz a Escritura,</p>



<p>&#8220;cobre a multidão dos pecados&#8221;. I Pe. 4, 8</p>



<p>O fogo divino, porém, não consome a natureza; ao contrário, purifica-a não somente da corrupção, como também da imperfeição do bem. E, purificada ilumina-a, e iluminando-a a plenifica, aperfeiçoa e consuma.</p>



<p>Nossa sentença, a seguir, nos diz que este fogo divino</p>



<p>&#8220;Encontrou os corações dos discípulos, receptáculos puros&#8221;.</p>



<p>&#8220;Os corações dos discípulos, receptáculos puros&#8221;, são receptáculos pela natureza da Criação, e puros pela graça da Redenção. Os corações humanos, os quais foram criados para que fossem capazes do conhecimento divino simultaneamente com o amor divino, são os mesmos corações que pelo pecado se tornaram repletos de malícia, de imundície e de ignorância. Foi por terem assim se tornado que nos foi enviado o Filho para que primeiro purificasse estes receptáculos, com o fim de que não se fizesse injúria ao Espírito Santo que depois haveria de vir. Posteriormente, de fato, foi-nos enviado também o Espírito Santo, para que plenificasse os receptáculos assim purificados. O Filho veio, portanto, para que efundisse amargura; o Espírito Santo, porém, para que infundisse doçura. O Filho veio para que removesse o que é antigo, o Espírito Santo para que concedesse o que é novo. O Filho, para que libertasse; o Espírito, para que beatificasse. O Pai, por conseguinte, criou estes receptáculos, o Filho os purificou, e o Espírito Santo os plenificou de bens.</p>



<p>Segue-se, então:</p>



<p>&#8220;E conferiu-lhes os dons dos carismas&#8221;.</p>



<p>Entre os dons dos carismas os principais são a palavra da sabedoria e a palavra da ciência, ou simplesmente a sabedoria e a ciência. A sabedoria é o conhecimento das coisas divinas, a ciência é o conhecimento das coisas humanas. A sabedoria é como o Sol, a ciência é como a Lua, pela qual somos instruídos sobre como nos devemos conduzir</p>



<p>&#8220;no meio de uma nação depravada e corrompida&#8221;. Fl. 2, 15</p>



<p>Caríssimos, esta nação depravada e corrompida de que nos fala o Apóstolo é a própria noite da vida presente, e a sabedoria que nela deve nos instruir é a piedade, uma palavra utilizada pelos latinos para traduzir o que os gregos denominam de `Theosebia&#8217;, isto é, culto de Deus. Cultuar a Deus significa unirmo-nos a Ele pela fé do conhecimento e pelo afeto do amor, de onde que é evidente que aqueles que conhecem a Deus mas não o amam não possuem a verdadeira sabedoria nem a verdadeira piedade, nem podem verdadeiramente cultuar a Deus, como aqueles de quem diz o Apóstolo:</p>



<p>&#8220;Embora conheçam a Deus, todavia não o glorificaram como Deus, nem Lhe deram graças&#8221;. Rm. 1, 21</p>



<p>De modo semelhante, deve-se dizer também que aqueles que parecem amar a Deus mas não o conhecem, não cultuam verdadeiramente a Deus, dos quais noutro lugar diz igualmente o Apóstolo:</p>



<p>&#8220;Possuem o zelo de Deus, não porém, segundo a ciência&#8221;. Rm. 10, 2</p>



<p>O próprio nome sabedoria nos indica que ela contém em si mesma estas duas coisas, isto é, o conhecimento e o amor. A ciência, de fato, que não possui o tempero do amor divino não é saborosa, mas insípida. Incha, mas não edifica. É indigna, portanto, do nome de sabedoria. E, ademais, não é qualquer conhecimento que é dito sabedoria, mas apenas o conhecimento de Deus, e nem qualquer conhecimento de Deus, mas somente aquele que é possuído com amor. Somente este é corretamente chamado de sabedoria, isto é, saborosa ciência, pois, conforme no-lo ensina a Escritura,</p>



<p>&#8220;Deus é espírito, e aqueles que O adoram devem adorá-Lo em espírito e em verdade&#8221;. Jo. 4, 24</p>



<p>Devem adorá-Lo em verdade quanto ao conhecimento, e em espírito quanto ao amor. O conhecimento da verdade restaura em nós a imagem de Deus, enquanto que o amor restaura em nós a semelhança de Deus, pois o homem foi criado à semelhança e imagem de Deus por ter sido feito participante do amor e do conhecimento de Deus.</p>



<p>Em todos os membros de Cristo, portanto, o Espírito Santo opera o conhecimento da verdade e o amor da virtude. Um só é o Corpo de Cristo, constituído de cabeça e membros. Cristo é a cabeça, possuindo a plenitude da graça e da verdade (Jo. 1, 14); os membros são os cristãos, que recebem da plenitude da cabeça (Jo. 1, 16). O Espírito de Cristo não habita senão no Corpo de Cristo, mas na cabeça segundo a plenitude e nos membros segundo a participação. Neste corpo, por conseguinte, nada está morto; fora dele nada está vivo. Aquele que, de fato,</p>



<p>&#8220;não possui o Espírito de Cristo, este não é dEle&#8221;, Rm. 8, 9</p>



<p>isto é, não é seu membro. Somente aqueles, porém, &#8220;que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus,  templos do Espírito Santo,  herdeiros de Deus, co-herdeiros de Cristo&#8221;, Rm. 8, 14-17  I Cor. 6, 19</p>



<p>os quais desprezam o mundo e repousam na esperança da herança eterna, de quem nos fala o profeta, quando diz:</p>



<p>&#8220;Se dormes entre os apriscos&#8221;, Salmo 67, 14</p>



<p>isto é, entre duas heranças, entre dois Testamentos, entre a promessa do Novo Testamento e a promessa do Velho Testamento. A promessa do Velho Testamento são os bens temporais, os bens caducos pertencentes ao homem velho; a promessa do Novo Testamento são os bens eternos, a vida eterna. &#8220;Dormir entre dois apriscos&#8221; significa, portanto, repousar entre o desprezo do mundo e o amor e o desejo dos bens eternos; somente estes que desprezam o mundo e anelam pelos bens invisíveis são os que guardam o sábado da mente.</p>



<p>O que, de fato, significa aquela mulher que no Apocalipse o Apóstolo João viu</p>



<p>&#8220;vestida de Sol e tendo a Lua sob os pés&#8221;? Ap. 12, 1</p>



<p>Esta mulher é a esposa do Cordeiro, que antes do advento do Espírito Santo estava coberta pelo véu da ignorância, mas que agora, depois do advento do Espírito Santo e da infusão de sua graça, está vestida de Sol, isto é, de uma clara luz, para que</p>



<p>&#8220;vendo como num espelho a glória do Senhor, sejamos transformados na mesma imagem, de claridade em claridade, como pelo Espírito do Senhor&#8221;, 2 Cor. 3, 18</p>



<p>e assim possamos, pelos olhos do homem interior, apreender o Sol da justiça, o esplendor da glória e o candor da luz eterna. Onde, de fato,</p>



<p>&#8220;está o Espírito do Senhor, ali está a liberdade&#8221;, 2 Cor. 3, 17</p>



<p>a liberdade tanto de conhecer, como de amar.</p>



<p>Esta mulher tem a Lua &#8220;debaixo de seus pés&#8221; (Ap. 12, 1). A Lua significa as coisas temporais, mutáveis e caducas, as quais a alma que verdadeiramente ama a Deus despreza, rejeita, conculca e considera como esterco. É assim que no Cântico dos Cânticos, radiante de alegria, a esposa canta:</p>



<p>&#8220;A sua mão esquerda está debaixo de minha cabeça, e a sua destra me abraça&#8221;. Ct. 2, 6</p>



<p>Neste lugar, aquilo que João entendeu como sendo o Sol, Salomão o entendeu pela destra; e o que João entendeu pela Lua, Salomão o entendeu como sendo a mão esquerda. Quanto ao que João entendeu pelos pés, pode-se dizer que Salomão o entendeu pela cabeça, não sendo inconveniente que coisas diversas tenham a mesma significação segundo uma propriedade comum, assim como de um mesmo símbolo, segundo diversas propriedades, possam originar-se diferentes significações.</p>



<p>Pode-se entender também que a cabeça designa a razão, enquanto que os pés designam o afeto. Segundo este modo de entender, há alguns que pelo julgamento da razão desprezam o mundo, estando porém unidos a ele por alguma afeição; estes são aqueles que têm a mão direita debaixo da cabeça, mas ainda não têm a Lua debaixo dos pés. Há também outros que não desprezam o mundo somente pelo julgamento da razão, mas que também não estão unidos a ele por nenhum afeto; estes não somente têm a mão esquerda debaixo da cabeça, como também a Lua debaixo dos pés. São aqueles que pela obra do Espírito Santo &#8220;dormem entre os apriscos&#8221;, repousam entre os montes (Salmo 103, 10) e se gloriam na esperança dos filhos de Deus (Rm. 5, 2), não no falar da vaidade, mas na esperança da eternidade, assim como aquele que diz:</p>



<p>&#8220;Somente tu, Senhor, me constituístes na esperança&#8221;. Salmo 4, 10</p>



<p>Estes são ainda os filhos de Sião, que exultam no seu rei (Salmo 149, 2), aqueles que com ouro, prata e pedras preciosas edificam sobre o fundamento que é Cristo (1 Cor 3, 11-12), que não amam nada contra Deus e, mais ainda, nada amam além de Deus. Nada amam além de Deus, pois aqueles que amam o mundo não possuem o Espírito de Deus. A própria Escritura nos diz que o Espírito Santo é</p>



<p>&#8220;Aquele que o mundo não pode receber&#8221;. Jo. 14, 17</p>



<p>Os que amam o mundo são aqueles que foram expulsos da face de Deus e, nesta condição, se tornaram, como Caim, &#8220;andarilhos e fugitivos&#8221;. Gen. 4, 14</p>



<p>São homens andarilhos de si mesmos e fugitivos de Deus, andarilhos pela imoderada concupiscência e fugitivos pela consciência pecadora. São aqueles homens que se gloriam em sua própria confusão, não interiormente no coração, mas externamente, em sua própria fisionomia; não no testemunho da própria consciência, mas no louvor dos homens.</p>



<p>Caríssimos, o profeta nos adverte e nos lembra que o Senhor &#8220;dispersa os ossos dos que agradam aos homens&#8221; (Salmo 52, 6) enquanto que os que possuem o Espírito de Deus &#8220;dormem entre os apriscos&#8221;, possuindo em si a verdadeira paz. Aquele que neles habita os conduzirá da paz da alma à paz de Deus, da paz interna à paz eterna, à verdadeira paz, à paz em si mesmo (Salmo 4, 9), à paz que supera todo o sentido (Fl. 4, 7), ao poço da saciedade, à fonte da vida, à água do refrigério, ao paraíso das delícias, à afluência de todos os gozos, à plenitude das alegrias, aos bens &#8220;que o olho não viu, nem o ouvido ouviu&#8221; (1 Cor. 2, 9), ao maná escondido, à luz do Pai, à claridade super principal, à contemplação da Suma Trindade em toda a verdade, à glória sempiterna.</p>



<p>Que a ela nos conduza o Deus trino e uno.</p>



<p>Amén.</p>
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