<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Catecismo &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
	<atom:link href="https://cooperadoresdaverdade.com/tag/catecismo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://cooperadoresdaverdade.com</link>
	<description>Apologética Católica</description>
	<lastBuildDate>Thu, 29 Dec 2022 01:21:24 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.5</generator>

<image>
	<url>https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/04/cropped-Escudo-Favico-2-32x32.png</url>
	<title>Catecismo &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
	<link>https://cooperadoresdaverdade.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Segunda Tábua dos Mandamentos</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/segunda-tabua-dos-mandamentos/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=segunda-tabua-dos-mandamentos</link>
					<comments>https://cooperadoresdaverdade.com/segunda-tabua-dos-mandamentos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Cronje]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 14:53:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curso de Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperadoresdaverdade.com/?p=11553</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="A Segunda Tábua dos Mandamentos" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Ouca esta aula: Fontes primárias 1. Textos de títulos idênticos no site do Opus Dei; 2. §§2196-2557 do Catecismo da Igreja Católica. Na última aula falei da mudança que sofreram os mandamentos no Novo Testamento e, também, dos três primeiros mandamentos, que ordenam a relação do homem com Deus. Como disse, eles são a base [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/segunda-tabua-dos-mandamentos/">Segunda Tábua dos Mandamentos</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="A Segunda Tábua dos Mandamentos" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/A-Segunda-Tabua-dos-Mandamentos-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<h5 class="wp-block-heading" id="h-ouca-esta-aula">Ouca esta aula:</h5>



<iframe width="100%" height="100" scrolling="no" frameborder="no" allow="autoplay" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/1175517106%3Fsecret_token%3Ds-vFDYW9mhesQ&amp;color=%23ff5500&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;show_teaser=true&amp;visual=true"></iframe>



<p><strong><em>Fontes primárias</em></strong></p>



<p><em><em>1. Textos de títulos idênticos no site do Opus Dei; </em></em><br><em><em>2. §§2196-2557 do Catecismo da Igreja Católica.</em></em></p>



<p>Na última aula falei da mudança que sofreram os mandamentos no Novo Testamento e, também, dos três primeiros mandamentos, que ordenam a relação do homem com Deus. Como disse, eles são a base dos outros sete mandamentos que veremos hoje, que tratam da relação entre os homens.</p>



<p>O fato de a relação humana não ter fundamento moral próprio é consequência da natureza humana, cujo fim último é amar e conhecer a Deus. Nossa vida em comunidade também participa desse fim, e o faz a tal ponto que ignorando-o se degenera. Sem os três primeiros, os outros sete mandamentos facilmente perdem sua justa medida e não se revelam completamente.</p>



<p>Fica claro também que, por tal papel constitutivo e mantenedor, os sete mandamentos não são apenas conselhos dados por Deus aos homens. São condições necessárias para que a vida humana subsista e floresça. Condições que foram reveladas, mas que poderiam ter sido conhecidas unicamente pela investigação humana da estrutura da realidade, especialmente da alma humana e do seu papel duplo de conhecedora da Verdade da existência e de criadora (ou co-criadora ou sub-criadora) da ordem social à luz da Verdade conhecida.</p>



<p>São, portanto, mandamentos de Lei e de direito natural, mas que também são de Lei Divina pelo fato da Revelação Mosaica. Desse modo, sua fundamentação é racional, mesmo que sua retidão seja garantida divinamente.</p>



<p>Hoje veremos como os sete mandamentos da segunda tábua estruturam a vida em comunidade à luz dos da primeira tábua. Ao final, ficará clara qual visão moral a Igreja tem da sociedade: qual o seu fundamento, quais os limites para a ação humana e qual o fim da sociedade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><strong><strong>Honrar pai e mãe</strong></strong></strong></h2>



<p>O mandamento de honrar pai e mãe não tem o sentido restrito que a princípio pode parecer. Sua forma detalhada poderia ser algo como &#8220;preservar a estrutura hierárquica social na medida exigida pela justiça&#8221;.</p>



<p>Sua forma reduzida, porém, revela o primeiro âmbito no qual a preservação da sociedade em estado de justiça se dá: na família, unidade mínima da sociedade. A sociedade começa, e só pode começar, na união frutífera de um homem com uma mulher, união que é a medida do que se chama, do que não se chama e do que se chama por analogia de família.</p>



<p>Ela é unidade mínima da sociedade, em primeiro lugar, pela própria natureza do corpo social, que exige a união do homem e da mulher para o nascimento, o crescimento e o aperfeiçoamento dos seres humanos. Não há outra instituição que supra essas necessidades completamente.</p>



<p>Para que exista a sociedade, portanto, é preciso que pelo menos uma família exista, a partir da qual as gerações humanas surgirão e organização para si governos. Não há outro meio natural – e os meios artificiais perversos, mesmo que possam realizar parte desse processo, não dão conta de tudo que é necessário para o florescimento da vida humana.</p>



<p>O que quer que se pense sobre a aceitação de outros arranjos sociais humanos, um fato não pode ser negado: o que define a forma e o elevado estatuto da família é a natureza. Sem ela não há sociedade humana. Não há sociedade que surja apenas de um indivíduo – motivo pelo qual ele não é a unidade mínima da sociedade como os individualistas pensam.</p>



<p>E é por isso que o primeiro dever de qualquer homem é honrar aqueles que causaram materialmente a sua própria existência. A revolta contra pai e mãe é a rejeição do princípio da sociedade. Por isso o mandamento se estende à honra de todas as autoridades familiares e governamentais naquilo que lhes é devido.</p>



<p>Como limite da honra – ou não propriamente da honra, mas da obediência que decorre dela – estão os deveres de justiça, que se aplicam todas as vezes que a obediência exigida pela autoridade ferirem a consciência da justiça do subordinado. Nesses casos, não há obrigação de obediência, dada a honra superior que se deve a Deus.</p>



<p>Esse mandamento estabelece, em suma, a ordem e a natureza das obrigações que mantêm o corpo social vivo e sadio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><strong>Não assassinar</strong></strong></h2>



<p>Tradicionalmente traduzido como não matarás, uma forma mais adequada seria dizer &#8220;não assassinarás&#8221;, pelo fato de que o problema central de que ele trata é desejar e realizar o assassinato de outra pessoa tendo a morte como fim.</p>



<p>Essa distinção é importante, pois existem hipóteses nas quais a morte não se configura como assassinato: os casos de legítima defesa pessoal e de terceiro ou do corpo social contra algum de seus membros ou contra outros povos. A primeira hipótese é o que se chama, em sentido estrito, de legítima defesa, a segunda de pena de morte e a terceira de guerra justa.</p>



<p>Estando intimamente ligadas, as três hipóteses partilham o mesmo fundamento: é justo defender a própria vida, a de outra pessoa ou a de uma nação, mesmo quando isso implica a morte do agressor. Para que isso se dê, certas condições precisam se manifestar no caso concreto, sob pena de que o ato de defesa seja tão iníquo e injusto quanto o de ataque.</p>



<p>As condições são as seguintes:&nbsp;<strong>I.&nbsp;</strong>para a legitima defesa pessoal ou de terceiro, que o risco seja iminente, que a defesa se dê com moderação, havendo proporcionalidade no uso da força e que a intenção pessoal seja a de defender, não a de matar, mesmo que esse resultado possa decorrer da defesa;&nbsp;<strong>II.&nbsp;</strong>para a pena de morte, segundo o entendimento milenar da Igreja, é preciso que a identidade e a responsabilidade do culpado sejam comprovadas cabalmente e que a pena de morte seja a &#8220;única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.&#8221;;&nbsp;<strong>III.&nbsp;</strong>para a guerra justa,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>2309.&nbsp;</strong>Devem ser ponderadas com rigor as estritas condições duma&nbsp;<em>legítima defesa pela força das armas. A&nbsp;</em>gravidade duma tal decisão submete-a a condições rigorosas de legitimidade moral. É necessário, ao mesmo tempo:</p><p>– que o prejuízo causado pelo agressor à nação ou comunidade de nações seja duradouro, grave e certo; – que todos os outros meios de lhe pôr fim se tenham revelado impraticáveis ou ineficazes; – que estejam reunidas condições sérias de êxito; – que o emprego das armas não traga consigo males e desordens mais graves do que o mal a eliminar. O poder dos meios modernos de destruição tem um peso gravíssimo na apreciação desta condição.</p><p>Estes são os elementos tradicionalmente apontados na doutrina da chamada «guerra justa».</p></blockquote>



<p>A submissão da defesa a um princípio de justiça ecoa a percepção platônica, e que é compartilhada pela ética cristã, de que é melhor sofrer um mal do que cometê-lo, pois quem sofre tem o corpo maculado, mas quem comete macula a própria alma. Até para agir em defesa de inocentes é preciso justiça, sob pena de que a defesa cause um mal pior do que o ataque.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>2264.&nbsp;</strong>O amor para consigo mesmo permanece um princípio fundamental de moralidade. E, portanto, legítimo fazer respeitar o seu próprio direito à vida. Quem defende a sua vida não é réu de homicídio, mesmo que se veja constrangido a desferir sobre o agressor um golpe mortal:</p><p>«Se, para nos defendermos, usarmos duma violência maior do que a necessária, isso será ilícito. Mas se repelirmos a violência com moderação, isso será lícito [&#8230;]. E não é necessário à salvação que se deixe de praticar tal acto de defesa moderada para evitar a morte do outro: porque se está mais obrigado a velar pela própria vida do que pela alheia» (41).</p><p><strong>2265.&nbsp;</strong>A legítima defesa pode ser não somente um direito, mas até um grave dever para aquele que é responsável pela vida de outrem. Defender o bem comum implica colocar o agressor injusto na impossibilidade de fazer mal. É por esta razão que os detentores legítimos da autoridade têm o direito de recorrer mesmo às armas para repelir os agressores da comunidade civil confiada à sua responsabilidade.</p></blockquote>



<p>O pecado de não assassinar se estende aos atos que, não matando o corpo, maculam a alma do outro, como o escândalo, que é levar o outro a pecar pelos próprios atos pecaminosos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Guardar a castidade nas palavras e nas obras, nos pensamentos e nos desejos e Não cobiçar as coisas alheias nem as furtar</strong></h2>



<p>A castidade sexual, que se manifesta na continência visível e invisível é um aspecto da castidade enquanto genuína ordenação das paixões ao amor, entendido primariamente não como um sentimento, mas como uma dedicação intencional de viver para o bem do amado.</p>



<p>Essa castidade da alma é fonte de ordem da sociedade na medida em que impede que as paixões se manifestem excessivamente na comunidade. E as paixões humanas são, quase sempre, a fonte dos conflitos, das disputas, das contendas, das injurias, das guerras e de toda sorte de pecados que agridem com força a estrutura da sociedade.</p>



<p>Os tipos de disputa podem ser reduzidos, basicamente, a dois: disputas por pessoas e por coisas. Se fossemos girardianos, na verdade existiria apenas as disputas por pessoas. E dessas disputas, as amorosas são as mais perigosas. Se lembrarmos que a família é a unidade mínima da sociedade, entenderemos o perigo que a destruição familiar causada pelas paixões sexuais põe para o corpo social.</p>



<p>O mandamento de não cobiçar a mulher do próximo, portanto, não é fruto de qualquer puritanismo. A vida e a ordem das sociedades dependem dele. E da preservação dos patrimônios, como quer que sejam originariamente distribuídos na sociedade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Não levantar falso testemunho</strong></h2>



<p>A proibição de levantar falso testemunho também pode ser compreendida de dois modos. Externamente, também visa preservar a ordem social. Internamente, porém, é uma condição para a vida sincera e, em último grau, para a vida verdadeira.</p>



<p>Não mentir é o primeiro grau do conhecer e professar a Verdade, do reconhecer a própria situação e de ser sincero consigo mesmo sobre os próprios pecados. Quem não tem a virtude da sinceridade, vive no autoengano e é incapaz de começar a vida cristã.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>Prof. Rafael Cronje Mateus<br><em><em>Dada no Centro Cultural Alvorada, no dia <em>10 de novembro de 2021</em>.</em></em></em></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/segunda-tabua-dos-mandamentos/">Segunda Tábua dos Mandamentos</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperadoresdaverdade.com/segunda-tabua-dos-mandamentos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Notas e Atributos da Igreja</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/notas-e-atributos-da-igreja/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=notas-e-atributos-da-igreja</link>
					<comments>https://cooperadoresdaverdade.com/notas-e-atributos-da-igreja/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 14:32:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Igreja e Papado]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperadoresdaverdade.com/?p=11549</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Notas e Atributos da Igreja" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Quando estamos a procura de algum produto para comprar, costumamos verificar qual a marca dele, de modo que possamos reconhecê-lo.&#160; Cristo, com sabedoria Divina, ao estabelecer Sua Igreja, deixou-nos alguns meios para reconhecê-la, algumas “marcas” para que aqueles de boa vontade possam encontrá-la. Jesus fez isso, porque fundou a Igreja pagando como preço a sua [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/notas-e-atributos-da-igreja/">Notas e Atributos da Igreja</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Notas e Atributos da Igreja" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/12/Notas-e-Atributos-da-Igreja-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Quando estamos a procura de algum produto para comprar, costumamos verificar qual a marca dele, de modo que possamos reconhecê-lo.&nbsp;</p>



<p>Cristo, com sabedoria Divina, ao estabelecer Sua Igreja, deixou-nos alguns meios para reconhecê-la, algumas “marcas” para que aqueles de boa vontade possam encontrá-la. Jesus fez isso, porque fundou a Igreja pagando como preço a sua própria vida, não sendo o pertencer à Igreja uma escolha, mas a Porta do Céu.&nbsp;</p>



<p>Essas marcas quem estão atreladas à Igreja são quatro: Unidade, santidade, catolicidade e Apostolicidade.  Qualquer Igreja que diga ser de Cristo deve conter em si essas características. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Unidade</strong></h2>



<p>O primeiro caráter que encontramos&nbsp; no <em>Credo </em>é a unidade. Essa unidade é observada na unidade de credo, de culto e de autoridade. Diz o Catecismo da Igreja Católica:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Quais são os vínculos da unidade? “Acima de tudo, a caridade, que é o vínculo da perfeição” (Cl 3, 14). Mas a unidade da Igreja peregrina é assegurada também por laços visíveis de comunhão:</p><p>– a profissão duma só fé, recebida dos Apóstolos;</p><p>– a celebração comum do culto divino, sobretudo dos sacramentos;</p><p>– a sucessão apostólica pelo sacramento da Ordem, que mantém a concórdia fraterna da família de Deus.</p><cite>(CIC, 821)</cite></blockquote>



<p>Os membros da Igreja devem apresentar entre si <em>unidade de credo</em>. As verdades reveladas por Deus são aquilo de mais real que os seres humanos podem conhecer. Nesse sentido, nos ensina o Padre Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Por este motivo, consideramos o princípio do “juízo privado” como absolutamente ilógico. Há pessoas que estendem o princípio do juízo privado às questões religiosas. Admitem que Deus nos deu a conhecer certas verdades, mas dizem que cada homem tem de interpretar essas verdades de acordo com o seu critério. Que cada um leia a sua Bíblia, e que chegue a pensar o que a Bíblia significa, esse é o significado para ele. A nossa resposta é que o que Deus disse é para sempre e para todos. Não está em nossas mãos escolher e acomodar a revelação de Deus às nossas preferências ou às nossas conveniências.</p><p>Esta teoria do “juízo privado” levou, naturalmente, a dar um passo mais: a negar toda verdade absoluta. Hoje, muita gente pretende que a verdade e a bondade são termos relativos. Uma coisa será verdadeira enquanto a maioria dos homens pensar que é útil, enquanto parecer que essa coisa “funciona” Se crer em Deus ajuda você, então creia em Deus; mas, se você pensa que essa crença dificulta a marcha do progresso, deve estar disposto a afastá-la. E o mesmo ocorre com a bondade. Uma coisa ou uma ação é boa se contribui para o bem-estar e a felicidade do homem. Mas se a castidade, por exemplo, parece que refreia o avanço de um mundo que está sempre evoluindo, então a castidade deixa de ser boa.</p><p>Em resumo, bom ou verdadeiro é apenas o que, aqui e agora, é útil para a comunidade, para o homem como elemento construtivo da sociedade, e é bom ou verdadeiro somente enquanto continua a ser útil. Esta filosofia tem o nome de pragmatismo. É muito difícil dialogar com um pragmático sobre a verdade, porque minou o terreno que você pisa começando por negar a existência de qualquer verdade real e absoluta. Tudo o que um homem de fé pode fazer por ele é rezar e demonstrar-lhe com uma vida cristã autêntica que o cristianismo “funciona”.</p><cite>(TRESE, 1999, p.146)</cite></blockquote>



<p>Não importa o lugar que estejamos no mundo, a nossa fé é a mesma, o nosso culto é o mesmo e estamos todos unidos sob a mesma autoridade:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Essa enorme multidão de homens dispersos em todas as direções é uma e uma, em virtude das mesmas razões que São Paulo alegava aos Efésios para provas que há “um só Senhor, uma só fé, um só Batismo” (Ef 4,5). Nela há também um só que dirige e governa. Invisivelmente, é Cristo a quem o Eterno Pai constituiu “cabeça de toda a Igreja, que é Seu corpo” (Ef 1, 22-23); visivelmente, porém é aquele que ocupa a cátedra de Roma, como legítimo sucessor de São Pedro, o Príncipe dos Apóstolos.</p><cite>(<em>Catech. Romanus </em>X, 6, 11, II)</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Santa</strong></h2>



<p>Santidade é a segunda marca da Igreja, conforme nos ensina São Pedro: “Vós sois agora uma raça eleita, um povo santo” (1Pd 2,9).&nbsp;</p>



<p>Chamamos a Igreja de santa, por ser consagrada e dedicada a Deus. Diz São Pio X:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Chamo a verdadeira Igreja de <em>Santa </em>porque Jesus Cristo, a sua cabeça invisível, é Santo, santos são muitos dos seus membros, santas são a sua Fé e a sua Lei, santos os seus Sacramentos, e porque fora d’Ela não há nem pode haver verdadeira santidade.</p><cite>(Catecismo Maior, 158)</cite></blockquote>



<p>Em um primeiro momento, pode parecer-nos estranho chamar a Igreja de Santa, por haver nela muitos pecadores. Mas assim a chamamos, pois são chamados de santos os fiéis que forma chamados a fazer parte do povo de Deus, através do Batismo; porque está unida à sua cabeça, que é o Cristo; e porque é única que possui sob sua custódia os Sagrados Sacramentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Católica</strong></h2>



<p>O terceiro caráter da Igreja é ser católica, quer dizer, universal. A Igreja não está limitada às fronteiras de um só país, nem a uma só raça determinada, como acontece com outras instituições. Pelo contrário, a Igreja abrange toda a humanidade.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Por isso está escrito: “De todas as tribos e línguas, povos e nações, Vós nos remistes para Deus em Vosso Sangue, e de nós fizestes um Reinos para Deus” (Ap 5, 9-10). Refere-se a Igreja o que Davi dizia; “Pede-Me, e eu te darei os povos em tua herança, e por domínio a redondeza da terra” (Sl 2, 8). Do mesmo sentido são as passagens: “Lembrar-Me-ei de Raab e Babilônia, que Me são afeiçoadas” (Sl 86,4) – “Nela nasceu grande multidão de homens” (Sl 86, 5).  </p><cite>(<em>Catech. Romanus </em>X, IV, 16)</cite></blockquote>



<p>E, ainda, diz o CIC:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A palavra <em>católico</em> significa <em>universal</em> no sentido de “segundo a totalidade” ou “segundo a integridade”. A Igreja é católica num duplo sentido:</p><p>É católica porque Cristo está presente nela: “onde está Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica” (Santo Inácio de Antioquia, <em>Smym. </em>8, 2)). Nela subsiste a plenitude do Corpo de Cristo unido à sua Cabeça (AG 6), o que implica que ela receba d&#8217;Ele a “plenitude dos meios de salvação” que Ele quis: confissão de fé reta e completa, vida sacramental integral e ministério ordenado na sucessão apostólica. Neste sentido fundamental, a Igreja era católica no dia de Pentecostes e sê-lo-á sempre até ao dia da Parusia. </p><p>É católica, porque Cristo a enviou em missão à universalidade do gênero humano:</p><p>“Todos os homens são chamados a fazer parte do povo de Deus. Por isso, permanecendo uno e único, este povo está destinado a estender-se a todo o mundo e por todos os séculos, para se cumprir o desígnio da vontade de Deus que, no princípio, criou a natureza humana na unidade e decidiu enfim reunir na unidade os seus filhos dispersos [&#8230;]. Este carácter de universalidade que adorna o povo de Deus é dom do próprio Senhor. Graças a tal dom, a Igreja Católica tende a recapitular, eficaz e perpetuamente, a humanidade inteira, com todos os bens que ela contém, sob Cristo Cabeça, na unidade do Seu Espírito (LG 13)”.</p><cite>(CIC, 830-831)</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Apostólica</strong></h2>



<p>A verdade ensinada pela Igreja também pode ser conhecida pela sua origem, que remonta até aos Apóstolos.&nbsp;</p>



<p>A doutrina da Igreja não é recente, não é uma novidade, mas é mesma e única ensinada pelos Apóstolos; aquela que por eles foi pregada, espalhando-se pela terra.&nbsp;</p>



<p>Diz o CIC:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A Igreja é apostólica, porque está fundada sobre os Apóstolos. E isso em três sentidos:</p><p>– foi e continua a ser construída sobre o “alicerce dos Apóstolos” (Ef 2, 20; At 21, 14)), testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo;</p><p>– guarda e transmite, com a ajuda do Espírito Santo que nela habita, a doutrina , o bom depósito, as sãs palavras recebidas dos Apóstolos;</p><p>– continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos Apóstolos até ao regresso de Cristo, graças àqueles que lhes sucedem no ofício pastoral: o colégio dos bispos, «assistido pelos presbíteros, em união com o sucessor de Pedro, pastor supremo da Igreja (AG 5).</p><cite>(CIC, 857)</cite></blockquote>



<p>Em verdade, o Espírito Santo que preside a Igreja, só a governa por ministros que sejam de sucessão apostólica. Este Espírito foi dado primeiros aos Apóstolos, mas depois permaneceu sempre na Igreja graças à infinita bondade de Deus (cf. <em>Catech Romanus </em>X, V, 17). </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Outras Características da Igreja </strong></h2>



<p>Chamamos a Igreja também de <em>Romana</em>, pois as quatros marcas da unidade, santidade, catolicidade e apostolicidade são encontradas somente na Igreja que tem por chefe o Bispo de Roma, sucessor de São Pedro (cf. Catecismo Maior, 161).&nbsp;</p>



<p>A Igreja é <em>infalível </em>no ensino da fé e da moral, pois é guiada pelo Espírito Santo.&nbsp;</p>



<p>Por fim, a Igreja é <em>indefectível</em>; isto é: a Igreja não pode ser destruída nem perecer, apesar das muitas perseguições. A Igreja permanecerá até o fim dos tempos, porque Jesus estará com ela até ao fim do mundo, como Ele mesmo prometeu.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias">Referências</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica; </li><li>Catecismo Maior de São Pio X; </li><li>Catecismo Romano; </li></ul>



<p>TRESE; Leo John. <strong>A fé explicada</strong> / Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. – São Paulo: Quadrante, 1999.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/notas-e-atributos-da-igreja/">Notas e Atributos da Igreja</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperadoresdaverdade.com/notas-e-atributos-da-igreja/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Pecado Pessoal</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/o-pecado-pessoal/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-pecado-pessoal</link>
					<comments>https://cooperadoresdaverdade.com/o-pecado-pessoal/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Cronje]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 17:06:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curso de Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperadoresdaverdade.com/?p=11504</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Pecado" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Ouca esta aula: Fontes primárias 1. Textos de títulos idênticos no site do Opus Dei;2. §§2052 – 2195 do Catecismo da Igreja Católica. Na aula passada vimos o papel das virtudes e da graça na vida moral. Ambas ordenam a vida humana à sua possibilidade natural e sobrenatural última que é a participação na natureza [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/o-pecado-pessoal/">O Pecado Pessoal</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Pecado" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Pecado-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<h5 class="wp-block-heading" id="h-ouca-esta-aula">Ouca esta aula:</h5>



<iframe loading="lazy" width="100%" height="100" scrolling="no" frameborder="no" allow="autoplay" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/1142436133%3Fsecret_token%3Ds-nTwQ7CzqvH8&#038;color=%23ff5500&#038;auto_play=false&#038;hide_related=false&#038;show_comments=true&#038;show_user=true&#038;show_reposts=false&#038;show_teaser=true&#038;visual=true"></iframe>



<p><strong><em>Fontes primárias</em></strong></p>



<p><em>1. Textos de títulos idênticos no site do Opus Dei;</em><br><em><em><em>2. <em>§§2052 – 2195 do Catecismo da Igreja Católica.</em></em></em></em></p>



<p>Na aula passada vimos o papel das virtudes e da graça na vida moral. Ambas ordenam a vida humana à sua possibilidade natural e sobrenatural última que é a participação na natureza divina. Ficou claro que não há como ser virtuoso sem a graça divina, nem como participar da natureza divina sem as virtudes.</p>



<p>Veremos hoje como a vida vivida pela fé é o modo justo de viver, pois é apenas na fidelidade para com Deus que o homem tenta dar aquilo que é devido ao seu Criador e Salvador. Todos os outros modos de vida, portanto, são fundamentalmente injustos.</p>



<p>As obrigações humanas para com Deus, que, quando cumpridas, tornam a vida justa, estão declaradas nos dez mandamentos. É com base neles que essa e as próximas duas aulas serão ministradas. Essas obrigações decorrem diretamente do fato de que Deus salvou o homem do pecado.</p>



<p>O homem está, portanto, sempre me dívida para com Deus. Uma dívida eterna que, como já vimos, não poderia nunca ser paga. O perdão divino, que extingue a exigibilidade e redime cada aspecto da vida, foi realizado por Cristo. Resta ao homem viver de acordo com a benefício que recebeu.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><strong>Os dez mandamentos</strong></strong></h2>



<p>Os dez mandamentos são bem conhecidos de todo católico que tenha o hábito da confissão frequente. Eles são a matéria sobre a qual o penitente medita para encontrar na memória o registro dos crimes que cometeu. Todos aqui, espero, os sabem de cor.</p>



<p>Mas a versão dos dez mandamentos que conhecemos não é exatamente a mesma que foi dada a Moisés e ao povo de Israel. A nossa versão é a atualizada à Revelação do Verbo Divino, à lei do amor e da graça. Atualização, diga-se, que começou a ser realizada pelo próprio Cristo no Sermão da Montanha.</p>



<p>É útil ter uma visão comparada do que mudou do Antigo para o Novo Testamento, e mesmo das duas listas de mandamentos que existem na Torá [<a href="https://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s1cap3_1949-2051_po.html#OS_DEZ_MANDAMENTOS__" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clique aqui para acessar</a>].</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A primeira tábua: Amar a Deus sobre todas as coisas, Não invocar o nome de Deus em vão e Santificar o Domingo e os dias de guarda</strong></h2>



<p>Data de Santo Agostinho a divisão dos dez mandamentos em duas tábuas, uma significando os deveres diretos para com Deus e outra os diretos para com o próximo. A divisão só faz sentido à luz dos dois princípios da Lei e dos Profetas que Cristo apresentou: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.</p>



<p>A primeira tábua contém os três primeiros mandamentos: I. Amar a Deus sobre todas as coisas, II. Não invocar o nome de Deus em vão e III. Santificar o Domingo e os dias de guarda, enquanto a segunda os outros sete. A divisão serve para demonstrar como o que Cristo fez foi atualizar à Lei Antiga, não a abolir.</p>



<p>Não deve, porém, fazer pensar que os grupos de mandamentos estejam isolados e sejam independentes. A verdade é que todos não passam de desdobramentos do primeiro e a ele se ordenam ultimamente.</p>



<p>Isso é assim por dois motivos: <strong>a. </strong>ontologicamente, toda realidade se ordena a Deus. Isso inclui o homem, que tem como fim amar e conhecer a Deus. Desse fim decorre a obrigação ontológica de obedecê-lo, pois o amor exige uma participação na vontade e na razão do outro e o conhecimento de Deus, enquanto próprio Bem, indica ao homem a que autoridade seguir; <strong>b. </strong>pela revelação sabemos que Deus nos libertou do pecado por meio da obra redentora de Cristo, cujos efeitos são transmitidos até nós pela Igreja. Essa libertação do pecado foi e é gratuita. O homem não paga nada por ela em qualquer sentido do termo &#8220;pagar&#8221;. Mas como responde um homem quando recebe um benefício gratuito? Com fidelidade. A partir do benefício estabelece-se um vínculo de fidelidade entre o que recebeu e o que deu. Esse vínculo implica que o recebedor não trairá a confiança do doador. É, como chamavam os Escolásticos, uma obrigação <em>antidora</em>, que se dá no lugar de um outro presente que pagaria o preço do benefício recebido. A obediência aos mandamentos tem origem na redenção gratuita que recebemos e é aquilo que damos em troca do preço que nos seria exigido pelo pecado: a morte e a condenação eterna.</p>



<p>Assim, o primeiro mandamento é a origem e o fim de todos os mandamentos. Afinal, não faria qualquer sentido seguir a proibição de não tomar o nome de Deus em vão ou guardar o domingo e os dias de festa estabelecidos por Ele ou por sua&nbsp;<em>longa manus&nbsp;</em>senão por amor. Quem cumpre os mandamentos sem amar não os cumpre.</p>



<p>O mesmo pode ser dito sobre os outros. Embora a preservação da boa ordem social seja necessária e boa por si mesmo, não há verdadeira boa ordem longe do próprio Bem. Por isso os sete mandamentos que se dirigem diretamente ao cuidado com o próximo também perdem seu sentido sem o amor a Deus, pois ele é a própria boa ordem e é dele que provém a qualidade da vida social.</p>



<p>Não sem motivo, quando o amor a Deus perde sua aceitação entre os homens, em pouco tempo a sociedade perde seu princípio de ordem e até mesmo os mandamentos da segunda tábua que são postulados da lei natural – logo poderiam ser conhecidos unicamente pela faculdade da razão, sem o auxílio da revelação – começam a ser desprezados e substituídos por anti-mandamentos, causando a anomia e a destruição da sociedade.</p>



<p>Portanto, a divisão dos mandamentos em duas tábuas não pode ser utilizada para significar a separação radical entre amor a Deus e amor aos homens, entre Igreja e poder político, entre ordem da alma e ordem da sociedade.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>Prof. Rafael Cronje Mateus<br><em><em>Dada no Centro Cultural Alvorada, no dia 13 de outubro de 2021.</em></em></em></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/o-pecado-pessoal/">O Pecado Pessoal</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperadoresdaverdade.com/o-pecado-pessoal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Graça e as Virtudes</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/a-graca-e-as-virtudes/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-graca-e-as-virtudes</link>
					<comments>https://cooperadoresdaverdade.com/a-graca-e-as-virtudes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Cronje]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 17:06:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curso de Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperadoresdaverdade.com/?p=11502</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Virtudes" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Ouca esta aula: Fontes primárias 1. Textos de títulos idênticos no site do Opus Dei;2. §§1803 – 2051 do Catecismo da Igreja Católica. Na aula passada iniciamos a terceira parte do Catecismo, que trata da Vida em Cristo, a vida moral (comportamental) do cristão. Foi apresentado qual o fundamento da liberdade humana – a existência [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/a-graca-e-as-virtudes/">A Graça e as Virtudes</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Virtudes" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Virtudes-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<h5 class="wp-block-heading" id="h-ouca-esta-aula">Ouca esta aula:</h5>



<iframe loading="lazy" width="100%" height="100" scrolling="no" frameborder="no" allow="autoplay" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/1142436139%3Fsecret_token%3Ds-xYTZVDadCMk&#038;color=%23ff5500&#038;auto_play=false&#038;hide_related=false&#038;show_comments=true&#038;show_user=true&#038;show_reposts=false&#038;show_teaser=true&#038;visual=true"></iframe>



<p><strong><em>Fontes primárias</em></strong></p>



<p><em>1. Textos de títulos idênticos no site do Opus Dei;</em><br><em><em><em>2. <em>§§1803 – 2051 do Catecismo da Igreja Católica.</em></em></em></em></p>



<p>Na aula passada iniciamos a terceira parte do Catecismo, que trata da Vida em Cristo, a vida moral (comportamental) do cristão. Foi apresentado qual o fundamento da liberdade humana – a existência da alma – e a capacidade humana única de conhecer aquilo que é bom e de viver de acordo com esse conhecimento.</p>



<p>Na aula de hoje veremos duas condições para que o homem possa obedecer a verdade conhecida. Sem elas, ele retornará inevitavelmente à condição de pecado que lhe é originária – depois da queda. Essas condições são as virtudes e a graça divina.</p>



<p>A participação do homem na natureza divina se revela de modo mais claro na ação da graça. Necessária para que o homem se converta – mude de caminho, abandone os próprios pecados –, persevere na nova vida e entre na vida eterna, permite que ele coopere com a obra redentora de Cristo por meio de suas ações.</p>



<p>Apesar de as virtudes serem conhecidas no mundo antigo, especialmente pelos filósofos gregos, apenas com a Encarnação do Verbo Divino receberam sua real posição na vida humana. Tão necessárias o quanto sejam, sem a graça elas facilmente perdem a força, pois o pecado cria vícios com mais eficácia do que a razão consegue direcionar a vontade para longe dos sentidos.</p>



<p>É nessa harmonia das virtudes com a graça que a vida cristã se estrutura.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><strong>O lugar das virtudes na vida humana</strong></strong></h2>



<p>O homem pode conhecer a Verdade pelo seu intelecto. Mas como pode viver de acordo com ela? A passagem da Verdade intelectual para a realidade prática não é fácil. A variedade de circunstâncias da vida humana impede qualquer aplicação direta e não ponderada da verdade intelectual às ações humanas.</p>



<p>Além disso, para que o homem seja bom, não é preciso apenas que ele aja bem uma vez, mas que o faça repetidamente e com constância. A multiplicidade e a perene mutabilidade da vida exigem algo mais do que o conhecimento intelectual da verdade. Esse algo são as virtudes.</p>



<p>A Igreja entende a virtude como &#8220;[&#8230;] uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si. Com todas as suas forças sensíveis e espirituais, a pessoa virtuosa tende ao bem, o procura e o escolhe na prática. &#8216;O objetivo da vida virtuosa é tornar-se semelhante a Deus&#8217;.&#8221; (§ 1803).</p>



<p>Sendo disposições habituais que encaminham o homem para o bem, é certo que elas também são necessárias para que conhecer o bem. Por isso as virtudes se dividem, tradicionalmente, em intelectuais e morais. As intelectuais são aquelas que dizem respeito à ordenação da alma para fins de conhecimento. As morais, para fins de prática, sendo, assim, também a ordenação do corpo.</p>



<p>Alguns pontos merecem maior atenção.</p>



<p><strong>1.&nbsp;</strong>As virtudes são disposições habituais e firmes que direcionam o homem ao bem. Por &#8220;disposições habituais e firmes&#8221; entendemos que não são apenas bons desejos, bons sentimentos, ou mesmo boas ações individuais. Para que se chame certa disposição de virtude, é preciso que ela esteja presente com constância na vida de uma pessoa.</p>



<p>&#8220;Habitual e firme&#8221; significa que, como uma segunda natureza que inclina com vigor o homem para certa direção, a virtude não é inconstante, mesmo que possa falhar pontualmente. Um exemplo pode ser útil.</p>



<p>Quando um jovem adulto aprende a dirigir, suas ações são, nos primeiros meses, fruto de algum esforço consciente de lembrar o que fazer e de calcular como fazer cada movimento. Depois de alguns anos, porém, dirige-se sem sequer pensar sobre como coordenar a ação do pé esquerdo, que regula a embreagem, e do pé direito, que freia ou acelera. Dirigir torna-se um hábito, uma prática tão consolidada que o corpo &#8220;naturalmente&#8221; realiza o que precisa ser feito.</p>



<p>Com as virtudes é do mesmo modo. Primeiro, é preciso muito estudo e meditação para se compreender o que é a justiça e como praticá-la em cada caso. Depois, porém, ser justo se torna um hábito. Claro, esse hábito não pode ser exercido com o mesmo grau de inconsciência do que o de dirigir. Mas torna-se mais fácil com o tempo.</p>



<p>O homem torna-se habitualmente inclinado para ser justo pelo esforço consciente e constante. Esse hábito dispõe com firmeza esse homem, a tal ponto que agir de outro modo lhe causará um mal-estar espiritual e físico. Isso é a virtude.</p>



<p><strong>2.&nbsp;</strong>São as virtudes que permitem à pessoa praticar atos bons e dar o melhor de si, e que com todas as suas forças sensíveis e espirituais, a pessoa virtuosa tende ao bem, o procura e o escolhe na prática. Praticar atos bons é diferente de ser bom. Bom, conforme afirma o próprio Cristo, é apenas Deus. O homem pode, porém, agir bem, praticar atos bons. O problema é que sem as virtudes esses atos bons podem, na realidade, ser maus.</p>



<p>O problema da adequação das verdades conhecidas à ação concreta se manifesta aqui. Sem a prudência, que corrige o raciocínio prático, é possível que, querendo agir bem, o homem realize um mau, por falta de virtude. Ou que, por falta de justiça, pense que, por exemplo, é sempre justo dar causa aos mais pobres, como se eles sempre pleiteassem justamente.</p>



<p>Não apenas isso, mas é possível também que, por falta de fortaleza, uma pessoa nunca consiga verdadeiramente se esforçar para realizar suas obrigações o melhor que puder. E que, por falta de temperança, confunda sua vocação com aquilo que lhe dá mais prazer corporal.</p>



<p>Sem o estado de caráter que as virtudes permitem existir, as ações de um homem nunca poderão ser chamadas de qualitativamente boas.</p>



<p><strong>3.&nbsp;</strong>Como último ponto, temos que o objetivo último da vida virtuosa é tornar- se semelhante a Deus.</p>



<p>Do ponto de vista clássico, não há uma relação clara entre a divinização do homem e as virtudes, pois não há uma visão clara da divinização do homem. O homem virtuoso é chamado de&nbsp;<em>spoudaios</em>, homem maduro, por Aristóteles, e não de Santo ou de Participante na Natureza Divina.</p>



<p>Só com a Revelação que trouxe Cristo a dimensão divina da vida humana se revelou na sua totalidade, e só com ele a possibilidade da participação na natureza divina se tornou real. As virtudes, agora, não apenas são condições para o homem agir bem, mas para ser santo, para amar a Deus e participar da sua obra.</p>



<p>Essa participação, porém, não é possível sem a graça. E, a bem da verdade, nem mesmo um grau elevado de virtude pode ser mantido sem ela:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Não é fácil para o homem ferido pelo pecado manter o equilíbrio moral. O dom da salvação, trazido por Cristo, nos concede a graça necessária para perseverar na conquista das virtudes. Cada um deve sempre pedir esta graça de luz e de fortaleza, recorrer aos sacramentos, cooperar com o Espírito Santo, seguir seus apelos de amar o bem e evitar o mal.</p><cite>§1811</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O papel da graça</strong></h2>



<p>O equilíbrio moral, como chama o Catecismo, é o meio termo da virtude. É a vida vivida virtuosamente, ao contrário da vida vivida nos extremos do excesso ou da falta de virtude. Ele só pode ser mantido plenamente com o auxílio da graça.</p>



<p>Se é verdade que as virtudes são adquiridas pela &#8220;educação, por atos deliberados e por uma perseverança sempre renovada com esforço&#8221;, é verdade também que, por si só, elas não elevam o homem ao plano divino. É a graça que as purifica e eleva.</p>



<p>Esse movimento de elevação tem como efeito a manutenção do equilíbrio moral. Mas não pára aí. A graça abre para o homem três outras virtudes que não existem naturalmente – não enquanto virtudes. O amor, a fé e a esperança. Essas, que são chamadas as virtudes teologais,</p>



<p>Por meio delas que as virtudes humanas podem ser elevadas e participam da natureza divina. O papel da graça, portanto, é o de aperfeiçoar a natureza, levando-a a seu fim natural e a seu fim sobrenatural.</p>



<p>De modo particular as virtudes teologais estruturam a vida humana. A fé é o fundamento da vida cristã, que permite ao homem crer naquilo que não vê com seus olhos e o orienta para uma relação pessoal com Deus. A esperança sustenta o homem no seu desejo de felicidade orientado pelo conhecimento que traz a fé. E o amor é o vínculo entre o homem e Deus, por meio do qual aquele pode participar da vida íntima da trindade, unida pelo Espírito Santo, que é o amor.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A estrutura da vida humana e a estrutura da sociedade.</strong></h2>



<p>Definição de bem comum: §1906 &#8220;Por bem comum é preciso entender &#8216;o conjunto daquelas condições da vida social que permitem aos grupos e a cada um de seus membros atingirem mais completa e diligentemente a própria perfeição&#8217;.&#8221;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>Prof. Rafael Cronje Mateus<br><em><em>Dada no Centro Cultural Alvorada, no dia 27 de setembro de 2021.</em></em></em></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/a-graca-e-as-virtudes/">A Graça e as Virtudes</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperadoresdaverdade.com/a-graca-e-as-virtudes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A moralidade dos Atos Humanos</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/a-moralidade-dos-atos-humanos/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-moralidade-dos-atos-humanos</link>
					<comments>https://cooperadoresdaverdade.com/a-moralidade-dos-atos-humanos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Cronje]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 17:06:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curso de Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperadoresdaverdade.com/?p=11501</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Moralidade" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Ouca esta aula: Fontes primárias 1. Textos de títulos idênticos no site do Opus Dei;2. §§1690 – 1802 do Catecismo da Igreja Católica. Na última aula terminamos a segunda parte do catecismo, que trata dos sete sacramentos. Vimos que eles são meios de graça, o que quer dizer que por meio deles Deus nos concede [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/a-moralidade-dos-atos-humanos/">A moralidade dos Atos Humanos</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Moralidade" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/10/Moralidade-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<h5 class="wp-block-heading" id="h-ouca-esta-aula">Ouca esta aula:</h5>



<iframe loading="lazy" width="100%" height="100" scrolling="no" frameborder="no" allow="autoplay" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/1142436136%3Fsecret_token%3Ds-BxT9RLJgVLK&#038;color=%23ff5500&#038;auto_play=false&#038;hide_related=false&#038;show_comments=true&#038;show_user=true&#038;show_reposts=false&#038;show_teaser=true&#038;visual=true"></iframe>



<p><strong><em>Fontes primárias</em></strong></p>



<p><em>1. Textos de títulos idênticos no site do Opus Dei;</em><br><em><em><em>2. <em>§§1690 – 1802 do Catecismo da Igreja Católica.</em></em></em></em></p>



<p>Na última aula terminamos a segunda parte do catecismo, que trata dos sete sacramentos. Vimos que eles são meios de graça, o que quer dizer que por meio deles Deus nos concede dons espirituais específicos para que vivamos cada aspecto da vida em harmonia com ele.</p>



<p>Mas o que significa viver em harmonia com Deus ou, como se diz, de acordo com Sua vontade? É disso que trata a terceira parte do catecismo, chamada A Vida em Cristo.</p>



<p>Os primeiros pontos exigidos são compreender o que significa agir moralmente, ser livre, medir o próprio comportamento pela consciência e, por último, como formar a própria consciência. Todos eles têm sua raiz em uma questão fundamental: a alma que existe em cada homem. É no problema da alma que a aula de hoje se centrará. Já havia falado disso na primeira aula do curso, mas o foco hoje será diferente.</p>



<p>Enquanto lá a alma foi vista como a parte do homem que o permite conhecer a Verdade, aqui iremos além. Conhecer a Verdade é um chamado a obedecê-la. É aqui que começa a investigação sobre o agir bem.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><strong>A existência da alma</strong></strong></h2>



<p>O exercício filosófico que funda a própria filosofia e a vida moral é o de descoberta da alma humana. É fácil aceitar que temos uma alma quando crescemos em uma cultura – e, ainda mais, em uma Igreja – que a todo momento nos lembra de que somos feitos de corpo e alma. O problema é que, se nos perguntarem o que isso significa, não saberemos apontar as realidades simbolizadas pelas palavras, a menos que tenhamos tido uma experiência pessoal com a existência da alma. E, para isso, de nada adianta repetirmos o Catecismo.</p>



<p>Essa experiência, que é pelo menos tão antiga quanto a filosofia, está descrita, também, na Encíclica do Papa Leão XIII&nbsp;<em>Libertas Praestantissimum&nbsp;</em>(Excelentíssima Liberdade).</p>



<p>O exercício é o seguinte: pensem em um animal qualquer. O que o motiva a agir? O que faz com que ele coma, beba, ande, pule, reproduza-se&nbsp;<em>et cetera</em>? O animal não delibera, não raciocina. Ele não decide fazer uma coisa ou outra depois de considerar as possibilidades. Ele age com base, fundamentalmente, em duas coisas: no seu instinto corporal e na sua memória.</p>



<p>Minha noiva tem duas cachorrinhas, e elas sabem que alguns objetos estão relacionados a certos benefícios que receberão. Toda vez que veem a própria coleira, correm para a porta da cozinha, de onde sempre saem para passear; quando veem alguém se dirigir com uma panela ou com um saco de pão para a mesa, sabem que terão a chance de comer alguma migalha; quando algum de nós se senta no sofá, correm para nossas pernas, pois sabem que receberão algum carinho.</p>



<p>O que é tudo isso? Elas lembram que receberão algum prazer corporal quando alguma dessas realidades aparece, e porque isso já se tornou corporalmente habitual, elas esperam que o passeio, a queda de uma migalha ou o carinho aconteça. Mas elas não decidem esperar. Elas se guiam pelo que é corporalmente prazeroso, não por uma decisão que segue uma deliberação.</p>



<p>Agora olhem para dentro de cada um de vocês. Percebam que, em nós, também existe uma parte que se guia pelo prazer corporal, pelos sentidos. Nós também temos hábitos, bons ou maus. Nós também buscamos aquilo que é agradável e rejeitamos aquilo que é desagradável.</p>



<p>Porém, isso não é tudo: percebam que, em nós, além desse instinto sensorial, existe uma outra coisa, mais sutil, porém inegável. Existe um outro princípio de ação, um princípio que nos permite escolher – em maior ou menor grau – entre seguir nossos instintos ou não. Ele existe em nós mesmo que não estejamos habituados corporalmente a deliberar longamente sobre nossos atos. Ele é uma parte constitutiva e inegável da nossa natureza.</p>



<p>Esse princípio, que no momento nós apenas percebemos que existe, é o que se chama de alma. Por causa dele, nós não agimos como os animais – não apenas. É ele que nos confere a característica fundamental do agir humano: a capacidade de escolha entre duas ou mais possibilidades de ação ou de omissão.</p>



<p>Em outras palavras, é a existência da alma que nos permite ter liberdade. Investigações mais profundas mostrariam que a alma não é feita da mesma substância do corpo, mas é espiritual. E que o intelecto e a vontade são partes da alma, que têm a capacidade de dominar sobre o nosso corpo, mudando até mesmo nossos hábitos mais enraizados e, em alguma medida e com muita dificuldade, nossas sensibilidades aos bens corpóreos do mundo.</p>



<p>Mas é suficiente para nossa investigação perceber o seguinte: a liberdade humana só pode ser conhecida enquanto realidade na medida em que percebemos em nós a existência de dois princípios de ação, o corporal e o espiritual, e na medida em que o espiritual domina ou pode dominar sobre o primeiro, permitindo, assim, que nós escolhamos agir ou não segundo nossos sentidos instintivos.</p>



<p>Vejam que, nisso tudo, não estou falando ainda de bondade ou maldade. Existem instintos bons e maus, assim como decisões boas ou más. O ponto aqui é que a liberdade é possível para nós, homens, pelo fato de termos uma alma espiritual, que pode não se guiar pelas seduções do mundo, e isso permite que possamos escolher como vamos agir, ao invés dos animais.</p>



<p>O ponto da maldade e da bondade das nossas escolhas decorre dessa experiência fundamental com a estrutura do ser humano e da própria realidade. Importa perceber que, como eu disse, a vontade é parte da alma, e não do corpo. Isso significa que, embora seja informada pelos sentidos – pois a alma mesma o é –, a vontade não se guia por eles necessariamente.</p>



<p>Ao contrário, conforme ensina a filosofia clássica e medieval, a vontade é guiada pelo bem conhecido pela razão. Por uma argumentação que, penso eu, não teremos tempo de investigar aqui, é possível compreender que a razão não pode conhecer o mal, pois ele não existe. Ela pode conhecer a ausência de bem, que sempre existe em algo que já é bom. E, desse modo, a vontade nunca poderá se dirigir para o que é mau por uma decisão racional.</p>



<p>Em outras palavras, a nossa capacidade de escolher as nossas ações é sempre uma capacidade para escolher o bem. Por isso se diz, tradicionalmente, que não existe liberdade para escolher o mal, pois, quem age mal, não age de acordo com a própria razão, logo age contra a própria liberdade, escolhendo ser escravo.</p>



<p>Esse é o conteúdo fundamental da liberdade humana. É isso que o Papa Leão XIII explica na encíclica que citei antes, em conformidade com toda a tradição filosófica antiga e medieval. Sabendo que a liberdade existe e que pode ser conhecida como um aspecto da realidade, podemos agora pensar o que significa viver de acordo com a vontade divina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A livre obediência</strong></h2>



<p>Percebam que, uma vez que cada um viu a existência da própria alma em si, não há mais como viver uma vida puramente corporal. Quem, depois de ter visto a Verdade, escolhe rejeitá-la, escolhe se aprisionar. Em outras palavras, &#8220;<em>Omnis qui audit verba mea haec, et non facit ea, similis erit viro stulto, qui aedificavit domum suam super arenam</em>&#8220;: todos que ouvem estas minhas palavras e não as obedecem, são como os homens insensatos que edificam suas casas sobre a areia (Mt. 7, 26).</p>



<p>Quem não serve às verdades conhecidas, age como o primeiro pecador, Satanás, que foi o primeiro a negar obediência à própria Verdade.</p>



<p>O problema fundamental do pensamento moderno – pois existe mais de um – é a recusa em reconhecer o que é verdadeiramente a liberdade humana, e que apenas se guiando pelo bem conhecido na razão o homem pode ser verdadeiramente livre. Esse bem, em última instância, é o próprio Deus, desde Platão e Aristóteles reconhecido com Sumo Bem, como Bem último e mais elevado.</p>



<p>Ora, sem o conhecimento do bem como guia da vontade e da ação, o que resta? Ou uma redução do homem aos seus instintos ou a relativização do bem, que pode agora ser considerado como tudo que o homem desejar. É isso que fizeram muitos pensadores modernos: reduziram o homem a um animal, ao lobo dos outros homens, como disse Hobbes.</p>



<p>A razão, que não serve mais para conhecer o Sumo Bem, serve apenas para planejar os muitos caminhos de buscar a realização dos desejos instintivos do homem. Se o homem tem uma razão meramente técnica, para onde vai sua liberdade? Se antes, como vimos, liberdade significava a capacidade de, apesar dos estímulos sensoriais, escolher o que é bom, agora liberdade não passa da possibilidade de buscar seus próprios desejos sem encontrar impedimentos externos: a capacidade de buscar aquilo que é agradável ao corpo.</p>



<p>Percebam que o sentido do termo foi completamente invertido. Agora ele significa o exato oposto do que antes. E percebam também como a experiência fundamental que antes servia para perceber a existência da alma e da liberdade desapareceu. Tudo que resta agora é a experiência sensorial – é nesse sentido que, desde então, toda a ciência e a filosofia têm usado o termo &#8220;experiência&#8221;.</p>



<p>A ação moral do homem se insere aqui, quando ele reconhece a capacidade que sua alma tem de conhecer aquilo que é a Bom, Justo, Belo e Verdadeiro e decide – pois é necessário decidir – se guiar por esse conhecimento tão bem quanto puder, moldando sua vida de acordo com o quanto conhece da Verdade.</p>



<p>É aqui que os primeiros princípios da Lei Natural podem ser conhecidos conscientemente e formulados em sentenças (processo chamado de&nbsp;<em>sinderese&nbsp;</em>por Santo Tomás de Aquino). O exemplo mais evidente é o de que é preciso &#8220;buscar o bem e evitar o mal&#8221;. Todo homem que reconhece em si a capacidade de conhecer a verdade atesta a veracidade dessa sentença.</p>



<p>Aqueles que não reconhecem em si esses princípios tomam, comumente, o &#8220;buscar o bem&#8221; por buscar o que é agradável ou prazeroso ao corpo, e o &#8220;evitar o mal&#8221; por evitar o que é desagradável – mas é bem possível que, dada a inversão completa que a perversão moral pode causar nos sentidos, que alguém tenha prazer na dor.</p>



<p>O ponto é que o conhecimento da alma e das suas faculdades é a única base sólida para uma moral que se fundamente no bem. E que, assim como é possível perverter- se, é possível elevar-se, educar-se e passar a agir de acordo com o bem. Isso se dá por um processo longo e árduo, e sem muitas chances de sucesso sem o auxílio da Graça divina, de formação da consciência.</p>



<p>Formar a consciência não significa apenas ter ciência da retidão ou imoralidade de certos atos, mas o processo intelectual de conhecer o que é bom para o homem e moral de agir de acordo com essas verdades, corrigindo os vícios pelo cultivo das virtudes opostas.</p>



<p>É daqui que continuaremos na próxima aula.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>Prof. Rafael Cronje Mateus<br><em><em>Dada no Centro Cultural Alvorada, no dia <em>15 de setembro</em> de 2021.</em></em></em></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/a-moralidade-dos-atos-humanos/">A moralidade dos Atos Humanos</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperadoresdaverdade.com/a-moralidade-dos-atos-humanos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ordem Sagrada e Matrimônio</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/ordem-sagrada-e-matrimo%cc%82nio/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=ordem-sagrada-e-matrimo%25cc%2582nio</link>
					<comments>https://cooperadoresdaverdade.com/ordem-sagrada-e-matrimo%cc%82nio/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Cronje]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2021 18:53:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curso de Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperadoresdaverdade.com/?p=11455</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Ordem Sagrada e Matrimônio" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Ouca esta aula: Fontes primárias 1. Textos de títulos idênticos no site do Opus Dei;2. §§1533 – 1690 do Catecismo da Igreja Católica. Na última aula vimos os dois sacramentos de cura, a penitência e a unção dos enfermos. Hoje veremos os dois sacramentos do Serviço da Comunhão, conforme chama o Catecismo: a Ordem e [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/ordem-sagrada-e-matrimo%cc%82nio/">Ordem Sagrada e Matrimônio</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Ordem Sagrada e Matrimônio" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Ordem-Sagrada-e-Matrimônio-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<h5 class="wp-block-heading" id="h-ouca-esta-aula">Ouca esta aula:</h5>



<iframe loading="lazy" width="100%" height="100" scrolling="no" frameborder="no" allow="autoplay" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/1118325499%3Fsecret_token%3Ds-y2r76meHQjl&#038;color=%23ff5500&#038;auto_play=false&#038;hide_related=false&#038;show_comments=true&#038;show_user=true&#038;show_reposts=false&#038;show_teaser=true&#038;visual=true"></iframe>



<p><strong><em>Fontes primárias</em></strong></p>



<p><em>1. Textos de títulos idênticos no site do Opus Dei;</em><br><em><em><em>2. <em>§§1533 – 1690 do Catecismo da Igreja Católica.</em></em></em></em></p>



<p>Na última aula vimos os dois sacramentos de cura, a penitência e a unção dos enfermos. Hoje veremos os dois sacramentos do Serviço da Comunhão, conforme chama o Catecismo: a Ordem e o Matrimônio. São, podemos dizer, os dois grandes caminhos vocacionais dentro da Igreja.</p>



<p>Com isso terminaremos a segunda parte do Catecismo e nosso estudo dos sacramentos. A partir da próxima aula estudaremos a vida moral Cristã.</p>



<p>Os dois sacramentos que veremos hoje são também dois modos de redenção e elevação de duas instituições que já existiam no mundo antigo, e que ainda existem rudimentarmente em outras culturas: o sacerdócio e o casamento.</p>



<p>Se antes existiam enquanto instituições políticas e sociais, que serviam para pôr ordem na vida social e preservar a existência da comunidade, com a Igreja passaram a, além disso, servir para fazer progredir o Reino de Deus na terra por meio da santificação dos homens. Servem agora para a salvação dos outros: são sacramentos de serviço (§1534).</p>



<p>Ambos os institutos foram elevados pela graça, e agora exercem um papel superior, atuando não apenas na ordem humana e social, mas também na ordem espiritual, na ordem divina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O sacramento da Ordem</strong></h2>



<p>O sacramento da Ordem é aquele que não apenas incorpora o indivíduo em um corpo específico da Igreja, o dos sacerdotes, mas que lhe confere um dom do Espírito Santo que lhe permite &#8220;exercer um poder sagrado (<em>sacra potestas</em>), que só pode vir do próprio Cristo, por meio de sua Igreja&#8221; (§1538).</p>



<p>Não é, portanto, apenas uma divisão social entre pastores e membros de uma igreja. A diferença não é apenas a formação e o trabalho exercido, que poderia muito bem ser realizado por qualquer pessoa disponível no momento. Não basta nem mesmo ter um bom conhecimento de filosofia e de teologia, ter uma autoridade natural, ser um bom orador, ser amoroso com o próximo e disposto a aconselhar.</p>



<p>Sem o sacramento da Ordem que transmite ao sacerdote o poder sagrado de Cristo, ninguém pode se chamar, legitimamente, um sacerdote. É útil que seja traçada a distinção entre um intelectual – ou mesmo um filósofo –, um pastor e um sacerdote– especialmente hoje, quando tantos leigos arrogam para si uma autoridade espiritual.</p>



<p>Um intelectual é aquele que deriva sua autoridade principalmente da parte da Verdade que conhece pelo seu intelecto e da transmissão dessa verdade àqueles que aprendem com ele. Claro que, em alguma medida, essa autoridade intelectual é autoridade espiritual, pois aquilo que conhece é importante para que a vida seja vivida corretamente.</p>



<p>Mas sua autoridade espiritual se limita à comunicação das verdades conhecidas. Ele nunca poderá prometer a boa vida, a salvação ou mesmo a iluminação aos que o ouvirem e aprenderem com ele. No máximo pode prometer que será sincero na busca e transmissão, e esse exemplo será mais valioso para os seus discípulos do que qualquer conteúdo transmitido.</p>



<p>Um pastor, no sentido protestante, é um pouco mais difícil de definir, pois podem ser tantos quantos forem as comunidades eclesiais. Mas arrisco dizer que o elemento comum é que ele deriva sua autoridade de duas formas principais: ou de uma liderança carismática, dadas suas características pessoais e sua autoridade natural, ou de uma liderança que se coloca como a pura e tanto quanto possível imaculada transmissão do texto sagrado, das Escrituras.</p>



<p>A liderança carismática é, podemos dizer, semelhante a uma liderança política nos nossos tempos democráticos. Importa que o pastor seja visto como imaculado – mesmo que se professe pecador – pelo seu público, e que seja capaz de infundir as emoções corretas no momento correto. Sua autoridade vem dessa capacidade.</p>



<p>Ela se apoia, é claro, na mensagem dos Evangelhos, mas não se perde na enfadonha tarefa de interpretar e compreender publicamente o que as Escrituras dizem. Seu bom uso do texto sacro para evocar impressões, sentimentos e levar à ação, parece- me, é o elemento principal.</p>



<p>Já a liderança, vamos dizer, escriturística, deriva sua autoridade da pretensão de transmitir a pura mensagem do Evangelho, sem deturpá-la com nada que esteja fora dela e que lhe seja estranha – que isso seja impossível é outra questão. O fato é que o que os membros dessa comunidade esperam não é um líder carismático – embora também exijam que não tenha pecados públicos –, ou um intelectual abrangente e profundo, ou mesmo alguém que prometa milagres.</p>



<p>Esperam unicamente alguém que conheça o texto sagrado e que prometa uma transmissão pura, sem muitas interpretações e sem recursos à conhecimentos alheios ao texto. Esperam um pastor que seja a &#8220;boca das Escrituras&#8221;. Seu papel é transmitir o texto, e só. Todas as outras funções são subsidiárias à essa e não mudam a &#8220;essência&#8221; da sua autoridade. É perfeitamente possível – e me parece ser a regra – que os pastores não sejam intelectuais. São, podemos dizer, operadores das Escrituras, assim como os advogados hoje são operadores da legislação.</p>



<p>Um sacerdote, porém, deriva sua autoridade de Cristo, por meio da Igreja. Sendo intelectual ou não; carismático ou não; grande expositor e intérprete das Escrituras ou não; o sacerdote continua sendo sacerdote, independente de &#8220;aprovação popular&#8221;. Continua tendo o poder sagrado de administrar os sacramentos, especialmente a Eucaristia.</p>



<p>A autoridade espiritual de um sacerdote, embora dependa em alguma medida das suas qualidades humanas, é divina. As graças especiais recebidas pelo sacerdote o configuram mais proximamente a Cristo (§§1585-1589), permitindo que represente a Ele melhor nas funções de sacerdote, profeta e rei.</p>



<p>Essa é a dignidade do sacerdócio, maior do que a de qualquer ofício humano. As funções sacerdotais são insubstituíveis, e não, na realidade, necessárias para a continuação do ministério de Cristo (§1536). Não existe e nunca existirá uma Igreja só de leigos.</p>



<p>Por causa da sua elevação em dignidade, quando um sacerdote abandona suas funções privativas para atuar como se fosse um leigo, ele pode até pensar que está fazendo um bem, mas na realidade está agindo mau e com injustiça. Do mesmo modo, um leigo que tome para si as funções privativas do sacerdote está prejudicando a própria Igreja.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O sagrado matrimônio</strong></h2>



<p>O matrimônio é uma instituição de direito natural. Isso quer dizer que ela decorre, fundamentalmente, da natureza humana, mesmo que sua forma concreta de existência possa variar dependendo da sociedade. Sendo um instituto de direito natural, é constitutivo para a vida em sociedade e é necessário para o aperfeiçoamento da vida humana, compreendido como o crescimento nas virtudes, como a submissão do corpo à alma e da alma ao Bem.</p>



<p>Porém, dado o pecado original, sua capacidade ordenadora ficou prejudicada, de tal modo que o que deveria servir para o aperfeiçoamento humano, muitas vezes serviu para degradar ainda mais a vida individual e em sociedade. A restauração do matrimônio se deu apenas com a Encarnação do Verbo e a fundação da Igreja.</p>



<p>Isso porque ele foi elevado de uma instituição natural a uma, também, divina. O instituto que decorria da natureza humana, necessário para a manutenção da vida humana, da sociedade e para o aperfeiçoamento dos indivíduos, agora se torna símbolo da união mística de Cristo com a Igreja.</p>



<p>Aquilo que Cristo promete para a Igreja, o matrimônio espiritual com ela, que vive se preparando como uma esposa para seu marido (Ap. 21,2), Ele realiza simbolicamente entre os esposos agora, a começar pelos seus próprios pais, a Santa Virgem Maria e São José.</p>



<p>A monogamia, a indissolubilidade, a fidelidade, a liberdade do ato e a fecundidade (corporal e espiritual) são características do matrimônio Cristão que não fazem sentido para aqueles que estão fora da Igreja. E não apenas porque exigem um grau elevado de virtude dos esposos.</p>



<p>É porque todos esses são aspectos da união de Cristo com a Igreja, que podem ser vividos aqui e agora – em grau inferior, certamente – pelos cristãos. Não sem motivo São Paulo explica o matrimônio analogamente à relação entre Cristo e a Igreja:</p>



<p>&#8220;Sede submissos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres o sejam a seus maridos, como ao Senhor, porque o homem é cabeça da mulher, como Cristo é a cabeça da igreja e o salvador do Corpo. Como a Igreja está sujeita a Cristo, estejam as mulheres em tudo sujeitas aos maridos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>E vós, maridos, amai vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la com o banho da água e santificá-la pela Palavra, para apresentar a si mesmo a Igreja, gloriosa, sem mancha nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim também os maridos devem amar suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama sua mulher ama-se a si mesmo, pois ninguém jamais quis mal à sua própria carne, antes alimenta-a e dela cuida, como também faz Cristo com a Igreja, porque somos membros do seu Corpo. <em>Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e se ligará à sua mulher, e serão ambos uma só carne</em>. É grande este mistério: refiro-me à relação entre Cristo e sua igreja. Em resumo, cada um de vós ame a sua mulher como a si mesmo e a mulher respeite o seu marido.&#8221;</p><cite><br><strong>Carta de São Paulo aos Efésios 5,21-33</strong></cite></blockquote>



<p>O que vivemos há algumas décadas, como o aumento no número de divórcios, a criação de institutos jurídicos análogos ao matrimônio, mas sem as mesmas exigências, a diminuição no número de casamentos e, para a Igreja, a quantidade massiva de casamentos nulos, é consequência do abandono da perspectiva católica, cristã, sobre o matrimônio.</p>



<p>Ele voltou a ser visto como uma instituição puramente humana – pior, virou puramente convencional, não tendo mais nem uma razão na natureza, nem um papel social ou no aperfeiçoamento humano. Escolhe um casamento quem pensa poder tirar dele algum prazer, e o abandona quem percebe que há muito mais prazer em outros modos de vida.</p>



<p>Esquecemos que nenhum matrimônio se sustenta sem um grande grau de virtude, e que mesmo assim ele pode falhar por causa dos nossos muitos pecados. Sem as virtudes e sem as graças que o sacramento concede, então, todo casamento está fadado ao fracasso.</p>



<p>E por fracasso não quero dizer apenas o divórcio, que é o fracasso visível. Quero dizer a degeneração dos esposos, mesmo que o vínculo do matrimônio não seja rompido socialmente. O aprofundamento nos pecados; a degradação moral; as disputas por poder ou por dinheiro; o abandono dos filhos.</p>



<p>Toda essa degradação que é consequência do esquecimento do fato de que o matrimônio, enquanto sacramento, é símbolo da união de Cristo com a Igreja, e por isso é santo e deve ser preservado. Sabendo disso, Deus concede graças específicas aos esposos que se casam validamente, a fim de que o matrimônio prospere. Mas poucos são os que sabem que é o casamento, logo poucos são os que se casam validamente, e poucos os que usufruem das graças divinas.</p>



<p>Os dois sacramentos que tratamos hoje são ordenados para o serviço do outro. O sacerdócio para a salvação de todos os fiéis; o matrimônio para a salvação dos cônjuges, dos filhos e de toda a sociedade. Ambos apresentam a redenção de Cristo em âmbitos diferentes.</p>



<p>O sacerdócio se mostra como a redenção que vem diretamente de Cristo para a sociedade; e o matrimônio a redenção que vem de Cristo no meio da própria sociedade. Ambas as vocações são indispensáveis, embora o celibato e o sacerdócio sejam mais elevados que o matrimônio. Sem elas, porém, a salvação ou não acontece ou fica extremamente prejudicada.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>Prof. Rafael Cronje Mateus<br><em><em>Dada no Centro Cultural Alvorada, no dia 11 de agosto de 2021.</em></em></em></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/ordem-sagrada-e-matrimo%cc%82nio/">Ordem Sagrada e Matrimônio</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperadoresdaverdade.com/ordem-sagrada-e-matrimo%cc%82nio/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é “virtude”?</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/o-que-e-virtude/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-que-e-virtude</link>
					<comments>https://cooperadoresdaverdade.com/o-que-e-virtude/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2021 18:15:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros Assuntos]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperadoresdaverdade.com/?p=11443</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Virtudes" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Você é virtuoso? Essa é uma pergunta que já devemos ter ouvido em nossas vidas ou já devemos ter feito a nós mesmos. Em um primeiro momento, a resposta geral para ela é: “Não”. Mas há três virtudes que todos aqueles batizados que estão em estado de graça santificante possuem: a fé, a esperança e [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/o-que-e-virtude/">O que é “virtude”?</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Virtudes" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Virtudes-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Você é virtuoso? Essa é uma pergunta que já devemos ter ouvido em nossas vidas ou já devemos ter feito a nós mesmos. Em um primeiro momento, a resposta geral para ela é: “Não”. Mas há três virtudes que todos aqueles batizados que estão em estado de graça santificante possuem: a fé, a esperança e a caridade, as três virtudes mais altas. E, mesmo que a pessoa cometesse um pecado mortal, ainda restariam a fé e a esperança.&nbsp;</p>



<p>Primeiramente, definamos o que é virtude: Santo Tomás diz que os hábitos virtuosos “são certas disposições e inclinações das diversas faculdades, que fazem bons os atos correspondentes” (PÈGUES, 2019, p.119). São Pio X, complementa essa definição:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A virtude sobrenatural é uma qualidade que Deus infunde na alma, pela qual se tem propensão, facilidade e prontidão para conhecer e praticar o bem, em ordem à vida eterna.</p><cite>(Catecismo Maior, 852)</cite></blockquote>



<p>Também o Catecismo da Igreja Católica:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A virtude é uma disposição habitual e firme para praticar o bem. Permite à pessoa não somente praticar atos bons, mas dar o melhor de si mesma. A pessoa virtuosa tende para o bem com todas as suas forças sensíveis e espirituais; procura o bem e opta por ele em atos concretos.</p><cite>(CIC, 1803)</cite></blockquote>



<p>Às virtudes que adquirimos por esforço próprio, desenvolvendo de maneira consciente um hábito bom, chamamos de uma virtude <strong>natural</strong>. O hábito torna-se sólido com a repetição dos atos. Quando um ato se enraíza em nós a ponto de podermos dizer que aquela ação é algo da nossa natureza, adquirimos uma virtude. E esta será natural, porque foi alcançada por esforço próprio.&nbsp;</p>



<p>Contudo, Deus pode atuar em nossa alma, infundido nela uma virtude, sem que façamos esforço algum. As virtudes dessa espécie – hábitos que Deus infunde na alma – chamam-se <strong>sobrenaturais</strong>. As três virtudes sobrenaturais mais importantes são fé, esperança e caridade, que são as virtudes teologais. As virtudes teologais são chamadas assim porque dizem respeito diretamente a Deus. Diz São Pio X:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>As virtudes teologais têm a Deus por objeto imediato porque pela Fé nós cremos em Deus, e cremos tudo o que Ele revelou; pela Esperança esperamos possuir a Deus; pela Caridade amamos a Deus e n’Ele amamos a nós mesmos a ao próximo.</p><cite>(Catecismo Maior, 855)</cite></blockquote>



<p>Estas três virtudes, junto com a graça santificante, são infundidas nas almas no momento do Batismo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Diferenças entre as virtudes naturais e sobrenaturais </strong></h2>



<p>Existem duas diferenças principais entre as virtudes naturais e sobrenaturais. Uma virtude natural, como já fora dito, é adquirida através da prática frequente de certo ato; por isso quanto maior for certa virtude natural em nós, mais fácil será praticá-la. Contudo, isso não é verdade quando o assunto são as virtudes sobrenaturais, pois elas são infundidas diretamente na alma e não implicam um hábito; logo, não irão, necessariamente, tornar a sua prática mais fácil.&nbsp;</p>



<p>A outra diferença está na forma como essas duas virtudes crescem. As virtudes naturais crescem da mesma forma que são adquiridas; ou seja, através da prática repetida de certo ato. Já as virtudes sobrenaturais só podem crescer através da ação de Deus, portanto crescerão na mesma proporção que a graça.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As virtudes morais </strong></h2>



<p>Além das virtudes teologias, existem outras quatro virtudes que são infundidas na alma pelo Batismo. Estas virtudes não dizem respeito diretamente a Deus, mas sim às pessoas e coisas com relação a Deus, por isso são chamadas de virtudes <strong>morais</strong>. São elas: a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança. Essas virtudes também são conhecidas como <strong>cardeais</strong>. Esse adjetivo deriva do latim <em>cardo</em>, que significa “dobradiça”; isto é, as outras virtudes giram em torno das cardeais. Quem possui uma dessas virtudes, possui todas as outras. Diz o CIC:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Há quatro virtudes que desempenham um papel de dobradiça. Por isso, se chamam «cardeais»; todas as outras se agrupam em torno delas. São: a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança. <em>Se alguém ama a justiça, o fruto dos seus trabalhos são as virtudes, porque ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a fortaleza </em>(Sb 8, 7). Com estes ou outros nomes, estas virtudes são louvadas em numerosas passagens da Sagrada Escritura.</p><cite>(CIC, 1805)</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Fé </strong></h2>



<p>A Fé é a virtude primeira e fundamental das virtudes teologais, pois não podemos esperar e amar a um Deus no qual não acreditamos. A Fé “é a virtude pela qual assentimos plenamente a tudo quanto nos foi revelado por Deus” (<em>Catech. R. </em>I, I, 1). Nas palavras do Catecismo da Igreja Católica:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A fé é primeiramente uma <em>adesão pessoal do homem a Deus</em>; é, ao mesmo tempo, e inseparavelmente, é o <em>assentimento livre a toda a verdade que Deus revelou</em>. Como adesão pessoal a Deus e assentimento à verdade que Ele revelou, a fé cristã difere da fé em uma pessoa humana. É justo e entregar-se totalmente em Deus e crer absolutamente no que Ele diz. Seria vão e falso pôr tal fé em uma criatura.</p><cite>(CIC. 150)</cite></blockquote>



<p>Detenhamo-nos sobre alguns aspectos das definições de Trento e do Catecismo. Cremos verdadeiramente quando damos nosso <em>assentimento incondicional e definitivo</em> a uma afirmação. Muitas vezes, empregamos o verbo “crer” de maneira imprópria como, por exemplo, quando dizemos que cremos em uma coisa que irá acontecer (“Creio que irá chover”). Crer não é ter uma opinião sobre determinada coisa. A fé demanda <em>certeza.&nbsp;</em></p>



<p>Contudo, nem todas certeza é fé, como nos ensina o Padre Leo Trese, em seu <em>A fé explicada:&nbsp;</em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Não digo que creio cm alguma coisa, se a vejo e compreendo claramente. Não creio que dois e dois sejam quatro porque é algo evidente; posso compreendê-lo e prová-lo satisfatoriamente. O tipo de conhecimento que se refere a falos que posso perceber c demonstrar é compreensão e não crença.</p><cite>(TRESE, 1999, p. 113)</cite></blockquote>



<p>A fé é uma aceitação com base na autoridade de outra pessoa, por adesão pessoal a ela. Posso nunca ter estado em um algum lugar, mas por conhecer pessoas, nas quais confio, que lá estiverem, eu creio na existência dele. Este é o conhecimento da fé: aceitar pela autoridade de outro, através da confiança e de uma adesão pessoal.&nbsp;</p>



<p>A essa fé baseada em algo revelado a nós por outra pessoa, chamamos de <em>fé humana</em>. Já a Fé que possuímos naquelas verdades reveladas por Deus, chamamos de <em>divina</em>, que é de um conhecimento muito mais seguro e firme do que aquele da fé humana.</p>



<p>Deus é a Sabedoria infinita e a Verdade infinita, logo não pode enganar-se. Portanto, a fé precisa ser <strong>completa</strong>. Não é possível escolher as verdades reveladas por Deus que mais nos agradam. Encerremos com mais uma referência ao Padre Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A fé de que falamos é fé sobrenatural, a fé que surge da virtude divina infusa. É possível ter uma fé puramente natural em Deus ou em muitas de suas verdades. Esta fé pode basear-se na natureza, que dá testemunho de um Ser Supremo, de poder e sabedoria infinitos; pode basear-se também na aceitação do testemunho de inúmeras pessoas grandes e sábias, ou na atuação da Providência divina em nossa vida pessoal. Uma fé natural deste tipo é uma preparação para a autêntica fé sobrenatural, que nos é infundida junto com a graça santificante na pia batismal. Mas é só esta fé sobrenatural, esta virtude da fé divina, que nos é infundida no Batismo, aquela que nos dá condições para crer firme e inteiramente em todas as verdades, mesmo as mais inefáveis e misteriosas, que Deus nos revelou. Sem esta fé, os que alcançaram o uso da razão não poderiam salvar-se. A virtude da fé salva a criança batizada, mas, quando se adquire o uso da razão, deve haver também atos de fé. </p><cite>(TRESE, 1999, p. 115)</cite></blockquote>



<p>Na próxima catequese falaremos sobre as virtudes da Esperança e da Caridade.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias">Referências</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica; </li><li>Catecismo Maior de São Pio X; </li><li>Catecismo Romano; </li><li>Pègues, Tomás. <strong>A Suma Teológica de Santo Tomás em forma de catecismo – </strong>Tomás Pègues. Campinas, SP: Edições Livre, 2019. </li><li>TRESE; Leo John. <strong>A fé explicada </strong>/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. – </li><li>São Paulo: Quadrante, 1999. </li></ul>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/o-que-e-virtude/">O que é “virtude”?</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperadoresdaverdade.com/o-que-e-virtude/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é o mérito?</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/o-que-e-o-merito/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-que-e-o-merito</link>
					<comments>https://cooperadoresdaverdade.com/o-que-e-o-merito/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2021 18:15:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperadoresdaverdade.com/?p=11442</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Méritos" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Nesta vida as nossas ações podem ser nobres e heroicas, mas ainda assim serem desprovidas de verdadeiro valor. Isso porque para que uma ação seja verdadeiramente valorosa, é necessário que a pessoa que a realiza esteja agindo em colaboração com a graça de Deus; isto é, a pessoa precisa ser batizada e não estar em [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/o-que-e-o-merito/">O que é o mérito?</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Méritos" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/09/Méritos-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Nesta vida as nossas ações podem ser nobres e heroicas, mas ainda assim serem desprovidas de verdadeiro valor. Isso porque para que uma ação seja verdadeiramente valorosa, é necessário que a pessoa que a realiza esteja agindo em colaboração com a graça de Deus; isto é, a pessoa precisa ser batizada e não estar em pecado mortal. Essa alma que está separada de Deus vive em vão. Suas dores, tristezas, seus atos de bondade, tudo isso está desprovido de valor eterno, nenhuma dessas ações possui <strong>mérito</strong>. Mas, o que é o mérito?&nbsp;</p>



<p>O Padre Leo Trese define-o como <em>aquela propriedade de uma obra boa que habilita quem a realiza a receber uma recompensa </em>(TRESE, 1999, p. 105). Sabemos que as boas ações exigem esforço e por isso possuem um valor, que é digno de reconhecimento. Mas esse reconhecimento não pode ser pedido a Deus, se Ele não teve parte nessas ações.&nbsp;</p>



<p>Por isso, os méritos somente são concedidos às almas que estão em estado de graça.&nbsp; Diz o Catecismo:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Em relação a Deus, não há, da parte do homem, mérito no sentido juridicamente estrito. Entre Ele e nós, a desigualdade é sem medida, pois nós tudo recebemos d&#8217;Ele, nosso Criador.</p><p>O mérito do homem perante Deus, na vida cristã, provém do fato de que Deus dispôs livremente associar o homem à obra da sua graça. A ação paterna de Deus é primeira, pelo seu impulso, e o livre agir do homem é segundo, na sua colaboração; de modo que os méritos das obras devem ser atribuídos à graça de Deus, primeiro, e depois ao fiel. Aliás, o próprio mérito do homem depende de Deus, porque as suas boas ações procedem, em Cristo, das predisposições e ajudas do Espírito Santo.</p><p>A caridade de Cristo é, em nós, a fonte de todos os nossos méritos diante de Deus. A graça, unindo-nos a Cristo com um amor ativo, assegura a qualidade sobrenatural dos nossos atos e, por consequência, o seu mérito, tanto diante de Deus como diante dos homens. Os santos tiveram sempre uma consciência viva de que os seus méritos eram pura graça.</p><cite>(CIC, 2007-2008 e 2011)</cite></blockquote>



<p>E isto reflete-se na menor das ações humanas. Tudo o que Deus realiza é divino. Portanto, quando as nossas boas obras são realizadas em Deus, até a menor delas terá valor meritório.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Recompensa&nbsp;</strong></h2>



<p>Se o mérito é o que habilita a boa obra a receber uma recompensa, a pergunta que segue é: Que recompensa?&nbsp;</p>



<p>A recompensa é tripla: primeiro, um aumento de graça santificante; segundo, a vida eterna; e terceiro, maior glória no céu.&nbsp;</p>



<p>Para alcançarmos a vida eterna e o grau de glória que tenhamos merecido, devemos morrer em estado de graça. O pecado mortal arrebata todos os nossos méritos e não podemos adquirir méritos depois da morte. Esta vida é o único tempo que temos para merecer.&nbsp;</p>



<p>Cabe ressaltar que os méritos perdidos com o pecado mortal são restabelecidos no momento que nossa alma se reconcilia com Deus. Isso significa que o pecador não precisa começar tudo do zero quando cai; Deus, eu sua infinita misericórdia, não deixa que o pecador perca o tesouro de seus méritos para sempre.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é viver em estado de graça santificante?&nbsp;</strong></h2>



<p>Viver em graça santificante significa um oferecimento diário e total a Deus. Quando vivemos em graça santificante, todas as nossas atividades são vividas tendo Deus como fim último. Nada na vida de uma pessoa que vive na graça é vivido para ela mesma. &nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O <em>trabalho humano</em> procede imediatamente das pessoas criadas à imagem de Deus e chamadas a prolongar, umas com as outras, a obra da criação, dominando a terra. Portanto, o trabalho é um dever: <em>Se algum de vós não quer trabalhar, também não coma</em> (2 Ts 3, 10). O trabalho honra os dons do Criador e os talentos recebidos. Também pode ser redentor: suportando o que o trabalho tem de penoso em união com Jesus, o artesão de Nazaré e crucificado do Calvário, o homem colabora, de certo modo, com o Filho de Deus na sua obra redentora. Mostra-se discípulo de Cristo, levando a cruz de cada dia na atividade que foi chamado a exercer. O trabalho pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades terrenas no Espírito de Cristo.</p><cite>(CIC, 2427)</cite></blockquote>



<p>O pensamento que só podemos oferecer o melhor a Deus deve nos acompanhar em todos os momentos. Devemos ser cheios do espírito de caridade; desprendimento; e compaixão. Mas não basta-nos a reta intenção de fazer as coisas todas para Deus, é necessário que estejamos unidos a Ele; isto é, precisamos estar em estado de graça santificante.</p>



<p>Diz o Padre Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Em Cristo, a mais insignificante das ações linha valor infinito porque a sua natureza humana estava unida à sua natureza divina, tudo o que Jesus fazia, Deus o fazia. De modo semelhante — mas só semelhante — , o mesmo ocorre conosco. Quando estamos em graça, não possuímos a natureza divina, mas participamos da natureza de Deus, compartilhamos a vida divina de uma maneira especial. Em consequência, qualquer coisa que façamos — exceto o pecado —,&nbsp; Deus o faz por nós. Deus, presente em nossa alma, vai dando valor eterno a tudo o que fazemos. Até a mais caseira das ações — limpar o nariz à criança ou consertar uma ficha elétrica — merece um aumento de graça santificante e um grau mais alto de glória no céu, se a nossa vida está centralizada em Deus. Eis o que significa viver em estado de graça santificante, eis o que significa ser homem sobrenatural.</p><cite>(TRESE, 1999, pp. 108-109)</cite></blockquote>



<p>Assim terminamos mais esta catequese.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias">Referências</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;</li><li>TRESE; Leo John.&nbsp;<strong>A fé explicada</strong>&nbsp;/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. –</li><li>São Paulo: Quadrante, 1999</li></ul>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/o-que-e-o-merito/">O que é o mérito?</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperadoresdaverdade.com/o-que-e-o-merito/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Penitência e a Unção dos Enfermos</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/a-penitencia-e-a-uncao-dos-enfermos/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-penitencia-e-a-uncao-dos-enfermos</link>
					<comments>https://cooperadoresdaverdade.com/a-penitencia-e-a-uncao-dos-enfermos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Cronje]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Aug 2021 17:36:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curso de Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperadoresdaverdade.com/?p=11419</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="A Penitência e a Unção dos Enferemos" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Ouca esta aula: Fontes primárias 1. Textos de títulos idênticos no site do Opus Dei;2. §§1420 – 1532 do Catecismo da Igreja Católica. Na última aula terminamos os sacramentos da iniciação cristã, aqueles que, como o nome indica, iniciam a pessoa na fé da Igreja. Vimos também como dentre eles está o principal sacramento, a [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/a-penitencia-e-a-uncao-dos-enfermos/">A Penitência e a Unção dos Enfermos</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="A Penitência e a Unção dos Enferemos" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/A-Penitencia-e-a-Uncao-dos-Enferemos-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<h5 class="wp-block-heading" id="h-ouca-esta-aula">Ouca esta aula:</h5>



<iframe loading="lazy" width="100%" height="100" scrolling="no" frameborder="no" allow="autoplay" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/1108913716%3Fsecret_token%3Ds-0QC1V7I8eBs&amp;color=%23ff5500&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;show_teaser=true&amp;visual=true"></iframe>



<p><strong><em>Fontes primárias</em></strong></p>



<p><em>1. Textos de títulos idênticos no site do Opus Dei;</em><br><em><em><em>2. <em>§§1420 – 1532 do Catecismo da Igreja Católica.</em></em></em></em></p>



<p>Na última aula terminamos os sacramentos da iniciação cristã, aqueles que, como o nome indica, iniciam a pessoa na fé da Igreja. Vimos também como dentre eles está o principal sacramento, a sagrada Eucaristia, que é o cume da vida cristã, bem como a fonte de todos os bens da Igreja, pois é o próprio Cristo, em corpo e sangue, alma de divindade.</p>



<p>Hoje veremos os dois sacramentos de cura da Igreja – e não os dois do serviço da comunhão (ordem e matrimônio) como erroneamente indiquei na aula passada. Os sacramentos de cura, penitência e unção dos enfermos, só fazem sentido dentro da dinâmica própria da vida cristã.</p>



<p>Apenas pelo movimento diário de queda e conversão, próprio da vida cristã – e, de modo particular, da Igreja católica de das que não surgiram da reforma protestante –, é necessário que existam meios para realizar a conversão pós-batismo do homem.</p>



<p>Para alguém que crê, por exemplo, que a vida cristã se resume a um ato de fé inicial, que revela quem é ou não predestinado ao céu, e a uma vida de cumprimento de regras morais genéricas e medidas, sobretudo, pelo peso relativo que lhe atribuem a sua comunidade, não faz tanto sentido que se fale em sacramentos (meios de graça) que realizam a conversão da alma.</p>



<p>Isso é agravado, ainda, pela inexistência de um real exame de consciência nas comunidades eclesiais modernas não-unidas à Igreja. Sem ele, quem pode perceber os próprios pecados e a iniquidade estrutural da própria vida? Sem ele, aquele que se crê predestinado por até afirmar que é pecador, mas é provável que o faça apenas por dogma, não por ter uma visão clara e sempre presente dos próprios pecados.</p>



<p>Apenas quando a vida cristã é vista como um chamado constante à conversão e à redenção de cada pequeno aspecto da nossa vida, quando o exame de consciência se torna um hábito e quando temos, diante dos nossos olhos, os nossos pecados, é que faz sentido e se torna necessário que existam meios de graça para novamente nos purificar e nos encaminhar para a vida eterna, quando a morte aparece como uma realidade iminente. É disso que falaremos hoje, e de como a Igreja revela sua finalidade última no seu funcionamento: salvar as almas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-sacramento-da-penit-ncia"><strong>O sacramento da penitência</strong></h2>



<p>Vimos que quando o homem é batizado todos os seus pecados são perdoados e que o pecado original é apagado. Depois do batismo, o único caminho que leva para a vida eterna, para a contemplação de Deus, pode ser percorrido de dois modos: olhando sempre para o alvo e nunca se distraindo com os prazeres e os desejos que convidam a alma para um falso deleite, ou distraindo-se mil-e-uma vezes, tropeçando a cada passo e demorando para subir mesmo o menor dos degraus – entretanto, sem desistir do caminho. Não falaremos aqui dos que desistem, pois, no momento, nosso foco é no caminho.</p>



<p>Ambos os modos podem levam a Deus. E conquanto o primeiro seja próprio dos santos, é verdade que nem todos viveram retamente desde o momento em que foram batizados. É sempre possível, portanto, passar do caminho distraído, no qual cada pequeno prazer parece um atrativo irresistível, para o caminho concentrado, no qual, como maratonista, o cristão não perde foco do seu objetivo.</p>



<p>Para nós que seguimos pelo caminho distraído surge o seguinte problema: como podemos nos levantar e voltar a caminhar depois de termos pecado? Afinal, sabemos que o pecado &#8220;é, antes de tudo, ofensa a Deus e ruptura da comunhão com ele.&#8221; (§1440).</p>



<p>À rigor, não é apenas de um pequeno tropeço que estamos falando. O pecado mortal é o próprio abandono do caminho, mesmo que momentâneo. Para nós é necessário que exista um modo de nos purificar e, novamente, entrarmos no caminho para a Vida. Mas se já fomos purificados integralmente, e se não podemos tomar outro batismo, o que pode ser feito?</p>



<p>É essa a razão de ser do sacramento da penitência, ou da confissão ou por qualquer outro nome que seja chamado (§§1423-1424).</p>



<p>Esse papel da Confissão se torna claro por meio do comentário que Santo Tomás compilou e organizou dos Evangelhos, a&nbsp;<em>Catena Aurea</em>, especificamente do capítulo 13 do Evangelho de São João, que diz o seguinte:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Evangelho Segundo São João 13, 1-11</strong><br><br>Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.</p><p>Durante a ceia, quando já o diabo pusera no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, o projeto de entregá-lo, sabendo que o Pai tudo pusera em suas mãos e que ele viera de Deus e a Deus voltava, levanta-se da mesa, depõe o manto e, tomando uma toalha, cinge-se com ela. Depois põe água numa bacia e começa a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido.</p><p>Chega, então, a Simão Pedro, que lhe diz: &#8220;Senhor, tu, lavar-me os pés?!&#8221; Respondeu-lhe Jesus: &#8220;O que faço, não compreendes agora, mas o compreenderás mais tarde&#8221;. Disse-lhe Pedro: &#8220;Jamais me lavarás os pés!&#8221; Jesus respondeu-lhe: &#8220;Se eu não te lavar, não terás parte comigo&#8221;. Simão Pedro lhe disse: &#8220;Senhor, não apenas meus pés, mas também as mãos e a cabeça&#8221;. Jesus lhe disse: &#8220;Quem se banhou não tem necessidade de se lavar, porque está inteiramente puro. Vós também estais puros, mas não todos&#8221;. Ele sabia, com efeito, quem o entregaria; por isso, disse: &#8220;Nem todos estais puros&#8221;.</p><p>AGOST. Limpos inteiramente, exceto nos pés. O todo do homem é lavado no batismo, sem exceção dos pés; mas vivendo depois no mundo, nós andamos sobre a terra. Essas afeições humanas, então, sem as quais não podemos viver nesse mundo, são, como se fossem, nossos pés, que nos conectam às coisas humanas, de tal modo que se dissermos que não temos pecado enganamos a nós mesmos (1 Jo. 1,8). Mas se confessarmos os nossos pecados, Ele que lavou os pés dos discípulos, perdoará nossos pecados até à baixeza de nossos pés, nos quais guardamos nossa conversa com a terra.</p><p>ORÍGE. Era impossível que as partes mais baixas e as extremidades da alma escapassem da profanação, mesmo em alguém tão perfeito quanto pode ser o homem; e muitos, mesmo depois do batismo, estão cobertos até suas cabeças com a sujeita da perversão, mas os discípulos reais de Cristo precisam apenas lavar seus pés.</p><p>AGOST. Do que é dito aqui, entendemos que Pedro já era batizado, de fato, que Ele batizou por Seus discípulos, mostra que eles devem ter sido batizados ou com o batismo de João ou, o que é mais provável, com o de Cristo. Ele batizou por meio dos servos batizados; pois Ele não recusou o ministério do batismo, já que teve a humildade de lavar os pés.</p><p>AGOST. E você está limpo, mas não todos: o que isso quer dizer o Evangelista explica imediatamente: pois Ele sabia quem os trairia; portanto Ele disse, vocês não estão todos limpos.</p><p>ORÍGE. vocês estão limpos refere-se aos onze, mas não a todos, à Judas. Ele estava sujo, primeiro, porque não se preocupava com os pobres, sendo ladrão; em segundo lugar, porque o diabo havia colocado no seu coração o trair a Cristo. Lava os seus pés depois de estarem limpos, mostrando que a graça vai além da necessidade, de acordo com o texto que diz: Ele que é santo, que seja ainda santo.</p><p>AGOST. Ou, os discípulos, quando lavados, precisavam apenas lavar seus pés, pois enquanto o homem vive nesse mundo, ele de mistura com a terra por meio das suas afeições humanas, que são como que seus pés.</p><p>CRISÓST. Ou, então: Quando Ele os chama limpos, não deve se supor que eles estavam livres do pecado antes que a vítima fosse oferecida. Ele quer dizer limpeza a respeito do conhecimento, pois eles estavam, agora, livres do erro do Judaísmo.</p><cite>Tradução feita com base na versão inglesa da obra: THOMAS AQUINAS.&nbsp;<strong>Catena Aurea in Ioannem Gospel of Saint John.&nbsp;</strong>Trans. Saint John Henry Newman, except Proemium and bracketed portions by Joseph Kenny, O.P. Disponível em: &lt; https://isidore.co/aquinas/english/CAJohn.htm#13&gt;.</cite></blockquote>



<p>Os comentários, como é perceptível, tentam compreender os diversos aspectos do texto. Não são, porém, contraditórios, senão complementares. O ponto específico que quero enfatizar aqui é a visão de que o lava-pés limpa a parte mais baixa da alma, ou perdoa nossos pecados, se os confessarmos, depois de termos nos batizado.</p>



<p>A metáfora do caminho é propícia, pois é certo que, ao caminharmos para a Vida, andamos em um chão terreno, e nos sujamos ao longo do caminho – mais ou menos, dependendo dos pecados cometidos e das paixões alimentadas. Portanto, é tendo nossos pés lavados por Cristo, por meio dos sacerdotes a quem Ele ordenou que nos lavassem, ficamos limpos dos pecados cometidos pós-batismo e podemos continuar o caminho.</p>



<p>Isso apresenta outro aspecto da vida humana, que a metáfora inicial obscureceu: mesmo aqueles que não caem no caminho precisam se lavar, não apenas por causa dos próprios pecados, mas para que sejam ainda mais santos do que já são.</p>



<p>O sacramento da confissão, portanto, não é apenas para reabilitar os viciados e pecadores, mas para santificar ainda mais os que já gozam de algum grau de santidade. Por isso quem o praticar será feliz, como diz Cristo em seguida.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><span style="font-size: inherit;">Depois que lhes lavou os pés, retomou o manto, voltou à mesa e lhes disse: &#8220;Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais do Mestre e o Senhor e dizeis bem, pois eu o sou. Se, portanto, eu, o Mestre e o Senhor, vos lavei os pés, também deveis lavar-vos os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos diz, também vós o façais.</span></p><p>Em verdade, em verdade, vos digo: o servo não é maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que quem o enviou. Se compreenderdes isso e o praticardes, felizes sereis.&#8221;</p><cite><strong>Evangelho Segundo São João 13, 12-17</strong></cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-un-o-dos-enfermos"><strong>A unção dos enfermos</strong></h2>



<p>E quando os males que nos afetam não são espirituais? E quando a corrupção do andar na terra e da própria decadência que o pecado original trouxe debilitam o corpo, encaminhando-o à morte corporal?</p>



<p>Conquanto a morte seja um fim inevitável, ela pode ser uma oportunidade para que a graça atue tanto na alma quanto no corpo; que a morte também seja redimida. Esse é o objetivo do sacramento da Unção dos Enfermos. Pode, é claro, operar a cura do corpo, mas isso não é necessário para que ele tenha efeitos.</p>



<p>O principal é uma &#8220;graça de reconforto, de paz e de coragem para vencer as dificuldades próprias do estado de enfermidade grave ou da fragilidade da velhice&#8221; (§1520). O principal inimigo do homem que padece não é a morte, mas o desânimo e a angústia, que fazer com que a fé e a confiança em Deus sejam obscurecidas. É esse inimigo que o sacramento pretende combater. Esse e os pecados, que são perdoados por meio dele.</p>



<p>É, também, um sacramento que limpa os pés do viajante ou do peregrino nesta terra desolada, que se contamina com a sujeita e precisa de purificação para que chegue à vida. A morte, portanto, que do ponto de vista da natureza animal que há no homem é o último inimigo, se torna apenas mais uma realidade a ser redimida.</p>



<p>Essa redenção é, como vimos, realizada em primeiro lugar pelo próprio Cristo na sua própria morte. O sacramento da Unção dos Enfermos permite que nós participemos da redenção que Ele operou, que nos unamos à paixão de Cristo, redimindo também a nossa morte – ou melhor, cooperando com a graça para que Ele redima nossa morte.</p>



<p>&#8220;O sofrimento, sequela do pecado original, recebe novo sentido: torna-se participação na obra salvífica de Jesus.&#8221; (§1521).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-sistema-de-salva-o"><strong>O sistema de salvação</strong></h2>



<p>Esses dois sacramentos, chamados de cura, apresentam uma face da Igreja e da ação divina na história que nem sempre é percebida: toda ação divina e eclesial tem o sentido de, dispondo de meios humano-divinos, salvar as almas e redimir o mundo. Toda, sem exceção.</p>



<p>Nem sempre é a Igreja que age quando os sacerdotes e bispos agem – às vezes suas ações, boas ou más, são unicamente deles. Mas, quando agem sacramentalmente, utilizando-se dos poderes que Cristo os conferiu, é a Igreja que age por meio deles, e por meio dela o próprio Cristo.</p>



<p>Quando age assim, dispõe de todos os seus instrumentos para que essa obra de redenção e santificação seja realizada. Na realidade, cada pequeno aspecto da vida da Igreja está ultimamente ordenado a esse fim, de tal modo que, desde o começo até o fim da vida católica, temos à nossa disposição o auxílio espiritual – e às vezes material – para nossa redenção.</p>



<p>Os sacramentos são os aspectos mais notáveis dessa verdadeira economia da graça. Mas não são os únicos. Pelo poder das chaves, o Papa e os bispos têm a possibilidade de ligar e desligar a terra e o céu, e isso, longe de ser uma metáfora, é uma realidade que se manifesta nas indulgências.</p>



<p>Dentre as características e os detalhes delas, quero ressaltar o seguinte: seu fundamento é a elevação de atos ordinários de piedade à categoria de atos redentores. E para que? Para que a vida cristã, desde os seus aspectos mais comuns até os mais elevados, seja toda direcionada para a salvação e para o amor a Deus.</p>



<p>É nesse sentido que podemos dizer que tudo na Igreja tem como fim a salvação das almas, pois de fato é tudo.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>Prof. Rafael Cronje Mateus<br><em><em>Dada no Centro Cultural Alvorada, no dia 11 de agosto de 2021.</em></em></em></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/a-penitencia-e-a-uncao-dos-enfermos/">A Penitência e a Unção dos Enfermos</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperadoresdaverdade.com/a-penitencia-e-a-uncao-dos-enfermos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Espírito Santo Fonte de Vida</title>
		<link>https://cooperadoresdaverdade.com/espirito-santo-fonte-de-vida/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=espirito-santo-fonte-de-vida</link>
					<comments>https://cooperadoresdaverdade.com/espirito-santo-fonte-de-vida/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Aug 2021 18:26:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperadoresdaverdade.com/?p=11382</guid>

					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Espírito Santo Fonte de Vida" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>A graça divina advém de duas fontes: a&#160;oração&#160;e os&#160;sacramentos. Depois de recebermos a graça santificante em nosso Batismo, devemos fazer que ela cresça em nós, por meio dos outros seis sacramentos e da oração.&#160; Chamamos de oração o ato de “elevar a mente e o coração a Deus para adorá-lo, dar-lhe graças e pedir-lhe o [&#8230;]</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/espirito-santo-fonte-de-vida/">Espírito Santo Fonte de Vida</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Espírito Santo Fonte de Vida" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/08/Espirito-Santo-Fonte-de-Vida-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>A graça divina advém de duas fontes: a&nbsp;<strong>oração&nbsp;</strong>e os&nbsp;<strong>sacramentos</strong>. Depois de recebermos a graça santificante em nosso Batismo, devemos fazer que ela cresça em nós, por meio dos outros seis sacramentos e da oração.&nbsp;</p>



<p>Chamamos de oração o ato de “elevar a mente e o coração a Deus para adorá-lo, dar-lhe graças e pedir-lhe o que necessitamos” (Catecismo Maior, 253). Esse elevação pode dar-se através de palavras nossas ou escritas por outros, mas que representem aquilo que desejamos&nbsp;dizer a Deus.&nbsp;</p>



<p>As fórmulas de oração podem ser aquelas que encontramos nos livros de oração e devocionários, bem como as orações litúrgicas (as orações da Missa ou da Liturgia das Horas, por exemplo).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Davi é, por excelência, o rei «segundo o coração de Deus», o pastor que ora pelo seu povo e em nome dele, aquele cuja submissão à vontade de Deus, cujo louvor e cujo arrependimento serão o modelo da oração do povo. Ungido de Deus, a sua oração é adesão fiel à promessa divina, confiança amorosa e alegre n&#8217;Aquele que é o único Rei e Senhor. Nos salmos, inspirado pelo Espírito Santo, Davi é o primeiro profeta da oração judaica e cristã. A oração de Cristo, verdadeiro Messias e Filho de Davi, há-de revelar e dar pleno sentido dessa oração.</p><p>Os salmos nutrem e exprimem a oração do povo de Deus enquanto assembleia, por ocasião das grandes festas em Jerusalém e em cada sábado nas sinagogas. Esta oração é inseparavelmente pessoal e comunitária; diz respeito aos que a fazem e a todos os homens; sobe da Terra Santa e das comunidades da Diáspora, mas abraça toda a criação; recorda os acontecimentos salvíficos do passado, mas estende-se até à consumação da história; faz memória das promessas de Deus já realizadas, mas espera o Messias que as cumprirá definitivamente. Rezados por Cristo e n&#8217;Ele realizados, os salmos continuam a ser essenciais para a oração da sua Igreja.</p><cite>(CIC, 2579 e 2586)</cite></blockquote>



<p>Esse rezar fazendo uso das palavras é o que chamamos de <strong>oração vocal</strong>. Ela ocorre não só quando rezamos em voz alta, mas todas as vezes que as palavras predominarem em nossas orações, mesmo que as digamos no silêncio de nossa intimidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-ora-o-mental"><strong>A Oração Mental</strong></h2>



<p>Há, porém, um outro tipo de oração: aquela que chamamos de&nbsp;<strong>mental</strong>. Nela, a mente e o coração fazem todo o trabalho sem que as palavras sejam usadas. O Padre Leo Trese dá-nos um exemplo prático desta oração:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Se eu vejo um crucifixo e me vem ao pensamento o muito que Jesus sofreu por mim, ou como são pequenas as minhas contrariedades comparadas com os seus padecimentos, e resolvo ter mais paciência de hoje em diante, estou fazendo oração mental.</p><cite>(TRESE, 1999, p. 100)</cite></blockquote>



<p>O nosso crescimento espiritual está intimamente ligado à oração mental, sem ela não podemos mergulhar com profundidade no Mistério divino, o que fazemos a partir da meditação de alguma verdade revelada.&nbsp;Sobre a necessidade da oração, ainda que de forma geral, nos ensina o Concílio de Trento:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>De mais a mais. sendo tantos os bens e auxílios de que havemos necessidade para a salvação do corpo e da alma, devemos recorrer à oração como única e melhor intérprete de nossa indigência, como nossa intermediária em todas as nossas necessidades. </p><p>Uma vez que Deus a ninguém deve coisa alguma , não nos resta outro recurso senão impetrar, por meio de orações, aquilo de que necessitamos. Pois Deus nos deu a oração como meio indispensável para logramos o objeto de nossos desejos.</p><cite>(<em>Catech. Romano</em> 4,1,3)</cite></blockquote>



<p>Um meio simples para se fazer a oração mental é a leitura das passagens da Liturgia daquele dia ou de um capítulo do Evangelho. “Terá que procurar uma hora e um lugar livres de ruídos e distrações, e proceder à leitura com pausada meditação. Depois, dedicará alguns minutos a ponderar em sua mente o que leu, fazendo que cale fundo e aplicando-o à sua vida pessoal, o que o levará ordinariamente a formular algum propósito” (TRESE, 1999, p. 101).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-contempla-o"><strong>A Contemplação</strong></h2>



<p>Existe outra forma de oração mental, mais elevada, chamada de <strong>contemplação</strong>. Podemos dizer que a oração contemplativa é aquela que eleva o coração e a mente para Deus, dando a estes <strong>descanso</strong>. A mente fica inativa; os poucos movimentos do ser encontram-se no coração (vontade) que se deleita naquela união intima com Deus. Todos nós já experimentamos a oração contemplativa em algum grau; ao contemplar o Sacrário, por exemplo, sem nada pensar ou dizer, mas com um forte desejo anterior que, após aquele momento, renovou todas as nossas forças.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-os-sacramentos-da-penit-ncia-e-da-eucaristia"><strong>Os Sacramentos da Penitência e da Eucaristia</strong></h2>



<p>Não só a oração é responsável por fazer crescer a graça santificante em nós, o sacramento da Penitência também faz isso. Apesar de seu fim primário ser&nbsp;a devolução da vida àquela alma em pecado mortal, para aqueles que estão em estado de graça, a confissão serve como revigorante.&nbsp;</p>



<p>Contudo, o sacramento que é fonte de vida por excelência é o da Sagrada Eucaristia. Na Eucaristia, Deus vem até nós como alimento. Se a vida da graça santificante é a vida de união da alma com Deus, não há realidade que a melhor a represente senão a da Eucaristia.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Eucaristia e Penitência. A conversão e a penitência quotidianas têm a sua fonte e alimento na Eucaristia: porque na Eucaristia torna-se presente o sacrifício de Cristo, que nos reconciliou com Deus: pela Eucaristia nutrem-se e fortificam-se os que vivem a vida de Cristo: «ela é o antídoto que nos livra das faltas quotidianas e nos preserva dos pecados mortais».</p><cite>(Conc. De Trento; DS 1638) (CIC, 1436)</cite></blockquote>



<p>Na Missa, nossa alma se ergue até&nbsp;à&nbsp;intimidade da Trindade. Nos integramos ao amor doador do Cristo. Mais ainda, quando as espécies do pão e do vinho são consagradas, a nossa união&nbsp;com Deus torna-se um mistério ainda maior: se antes havíamos alcançado&nbsp;Deus&nbsp;através do Cristo, agora&nbsp;Ele desce a nós por meio do Cristo e o recebemos.&nbsp;</p>



<p>Somente a participação na Santa Missa já é para nós uma fonte inesgotável de graças e méritos, mesmo que nela não recebamos a Eucaristia. As graças da Missa crescem em nós na medida em que nos unimos ao Seu oferecimento de Si mesmo. Mas, nos ensina o Padre Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Porém, é de notória evidência que o católico sinceramente interessado no crescimento da sua vida interior deverá completar o ciclo da graça recebendo a Sagrada Eucaristia. “Cada Missa, uma Missa de comunhão”, deveria ser o lema de todos. Há um triste desperdício da graça nas Missas daquele que, por indiferença ou apatia não abre o coração ao dom de Si mesmo que Deus lhe oferece. E é um equívoco, que beira a estupidez, considerar a Sagrada Comunhão como um “dever” periódico que precisa ser cumprido uma vez por ano. </p><cite>(TRESE, 1999, p. 103)</cite></blockquote>



<p>Devemos aproveitar todas as oportunidades de conseguir méritos que Deus nos concede. Mas devemos, de igual modo, ter claro em nossas mentes que a graça é um dom gratuito de Deus. Por mais heroica que seja a ação realizada, quem salva é a graça.&nbsp;</p>



<p>Da mesma forma, não podemos cair no erro contrário; isto é, de achar que o simples participar do sacramento e o orar são suficientes para nossa salvação, sem que ela dependa de nós. Não somos&nbsp;<strong>formalistas</strong>. Não acreditamos que somente repetir ações, sem que delas saibamos o significado, irá nos salvar.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias">Referências</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;</li><li>Catecismo Maior de São Pio X; </li><li>Catecismo Romano;</li><li>TRESE; Leo John. <strong>A fé explicada</strong> / Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. –</li><li>São Paulo: Quadrante, 1999</li></ul>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com/espirito-santo-fonte-de-vida/">Espírito Santo Fonte de Vida</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://cooperadoresdaverdade.com">Cooperadores da Verdade</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperadoresdaverdade.com/espirito-santo-fonte-de-vida/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
